Batalha de Paso de Cuevas

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Batalha de Paso de Cuevas
Guerra do Paraguai
LasCuevasx10.jpg
Data 12 de agosto de 1865
Local Província de Corrientes, Argentina
Desfecho Vitória aliada
  • Navios de guerra passaram com êxito
Beligerantes
 Argentina
 Império do Brasil
 Paraguai
Comandantes
Argentina José Murature
Império do Brasil Francisco Manuel Barroso da Silva
Paraguai José María Bruguez
Forças
Império do Brasil
12 navios (3 fragatas, 3 corvetas, 5 canhoneiros e 1 transporte) com 60 canhões
Argentina
1 navio canhoneiro
3.000 soldados
34 canhões
Baixas
24 mortos
42 feridos
Desconhecido

A Batalha de Paso de Cuevas foi travada em 12 de agosto de 1865 durante a invasão paraguaia da província argentina de Corrientes. Após as perdas na Batalha do Riachuelo, e o desafio imposto por Bruguez em Bella Vista na Batalha de Paso de Mercedes no dia anterior, a frota aliada avançou pelo Rio Paraná, não querendo ser cortada de sua base de abastecimento.[1] No entanto, Paso de Cuevas foi novamente ocupado por 3.000 homens de Bruguez com 32-34 canhões. Barroso sofreu 24 mortos e 42 feridos.[2] Esta foi a última operação de combate naval da Marinha argentina em guerra com nações estrangeiras até a Guerra das Malvinas.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Após a Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, a esquadra brasileira manteve uma atitude extremamente cautelosa quanto ao avanço pelo rio Paraguai, atitude essa que foi seguida durante toda a guerra. Isso permitiu que as forças paraguaias sob o comando de José Maria Bruguez armassem novas baterias rio abaixo. No dia 18 de junho a esquadra aliada, agora contando apenas com navios brasileiros forçou com sucesso a passagem das mercedes (paso de mercedes) sob intenso fogo da artilharia paraguaia. O General Bruguez, que havia saído de sua posição em Mercedes, iniciou preparativos para bater os navios brasileiros nas falésias de Caves, próximo de Bella Vista, Corrientes, enquanto a esquadra estava ancorada na Ilha de Chimbolar. Para isto Bruguez mobilizou 3 000 homens junto com sua artilharia composta de 22 canhões 4-18 libras agrupados em quatro baterias e entre oito e dez foguetes Congreve para aquele local, uma vez que era o ponto onde o canal do rio se aproxima da costa de Corrientes.[3]

A batalha[editar | editar código-fonte]

Plano da passagem da Esquadra brasileira pelas barrancas de Turupi e Guabijú a 12 de agosto de 1865. Levantado e desenhado por A. L. von Hoonholtz.

Ao saber que Bruguez havia se mobilizado de sua posição, Barroso ordena que a frota composta por 13 navios, incluindo o vapor argentino Guardia Nacional sob o comando do comodoro Luis Py levando a insígnia do coronel José Félix Murature, retorne para o sul novamente e sob a vanguada do Ivaí eles avançam rapidamente, alcançando as 10:00 horas, do dia 12 de agosto, a posição de Bruguez e este ordena a salva de tiros apenas dos 4 canhões que estavam instalado na praia, uma manobra para atrair a divisão aliada e bater com tiros baixos na altura da linha d'água dos navios.[4] Logo a inteira divisão entra na linha de tiro dos canhões paraguaios com o Ivaí, a Iguatemí, a corveta Beberibe e a fragata Amazonas na liderança.[5]

A frota de Barrroso demorou a passar e nos primeiros trinta minutos de batalha cada navio recebeu em média cerca de 20 impactos danificando muitos, a exceção da Amazonas que mesmo tendo recebido 40 impactos, apenas o mastro havia sido danificado. O único navio argentino, Guardia Nacional, no impeto de demonstrar o valor de seus homens, mandou trazer as máquinas para ¼ para atrasar a passagem e durante 45 minutos trocou tiros com as baterias paraguaias. O mesmo sozinho com seus canhões de 32, 18 e 16 libras conseguiu silenciar a bateria costeira de praia, porém a um enorme custo. O Guardia Nacional recebeu a maior concentração de fogo das baterias e com isso perdeu 5 tripulantes incluindo os guardas-marinha Enrique Py, filho do capitão do navio, o filho do governador de Corrientes Pedro Ferré e nove feridos. O total de baixas aliadas somaram 59 homens, 21 mortos e 38 feridos. Apesar das perdas a passagem foi um sucesso.[5]

Referências

  1. Hooker 2008, p. 36.
  2. Jaques 2007, p. 779.
  3. Borga 2015, p. 128.
  4. Borga 2015, p. 129.
  5. a b Borga 2015, p. 130.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jaques, Tony (2007). Dictionary of battles and sieges : a guide to 8,500 battles from antiquity through the twenty-first century. Westport, Conn.: Greenwood Press. ISBN 9780313027994. OCLC 230808376 
  • Borga, Ricardo Nunes (2015). QuestÕes Do Prata - Guerra da Tríplice Aliança, O conflito que mudou a América do Sul 2 ed. Rio de Janeiro: Clube de Autores 
  • Hooker, Terry D. (2008). Armies of the nineteenth century. The Americas. Nottingham, United Kingdom: Foundry Books. ISBN 1901543153. OCLC 429032555