Beatriz de Portugal, Duquesa de Viseu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Beatriz de Portugal
Duquesa de Viseu
Infanta D. Beatriz
Consorte Fernando de Portugal, Duque de Viseu
Dinastia Avis
Nascimento 13 de junho de 1430
Morte 1506 (76 anos)
Filho(s) Manuel I de Portugal
Pai João, Condestável de Portugal
Mãe Isabel de Barcelos
Assinatura Assinatura de Beatriz de Portugal

Beatriz de Portugal (13 de junho de 14301506). Filha do infante João, Condestável de Portugal, filho do rei João I e de Filipa de Lencastre e da sua esposa Isabel de Barcelos, filha de Afonso I, Duque de Bragança e de Beatriz de Alvim.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Casou com o seu primo coirmão, o Infante Fernando, Duque de Beja e de Viseu, irmão de Afonso V, de quem teve vários filhos, nomeadamente o rei Manuel I e a rainha Leonor. Além de ser prima do rei, seu cunhado era também prima coirmã da rainha Isabel, sua cunhada. Era ainda bisneta de D. Pedro I, rei de Portugal, de Nuno Álvares Pereira e de João de Gante, Duque de Lancaster. Através da mãe ainda era bisneta do rei João I.

Através da sua irmã Isabel de Portugal, esposa de João II de Castela, era tia de Isabel, a Católica, além de ser prima do cunhado, pois este é neto de João de Gante. Era ainda prima do imperador Maximiliano I e da mãe deste, além de ser ainda prima de Carlos da Borgonha, sendo sobrinha da mãe do duque. Tudo isto por serem descendentes do rei João I.

Teve um papel ativo na política dos reinados de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I. Ajudou a concretizar as pazes com Castela encontrando-se pessoalmente com Isabel, a Católica, na vila de Alcântara em 1479. Este acontecimento conduziu à assinatura do Tratado de Alcáçovas e Terçarias de Moura, em setembro desse ano.[1] Com a paz entre Portugal e Castela, ficou a duquesa responsável por cuidar do neto Afonso e da sobrinha-neta Isabel de Aragão, ficando a viver em Moura.[2][3]

Os primos estavam destinados a casar. Por outro lado, o seu filho Manuel foi para a corte de Castela.

Foi também preponderante na gestão da Ordem de Santiago atuando como tutora de seu filho D. Diogo. Nesta qualidade, também foi nomeada pelo Papa como governadora da Ordem de Cristo, tendo sido a única mulher a desempenhar este cargo.

Após a morte do filho Diogo às mãos do rei João II, este escreveu à sogra a explicar o sucedido. Beatriz aceitou o acontecimento, escrevendo aos alcaides dos seus castelos que os entregassem ao rei, seu genro.[4]

Por sua conta e risco, enviou caravelas em direção a Ocidente, contrariando a política expansionista de Afonso V de Portugal (interessado em conquistar o reino de Fez, no norte de África), caravelas essas que descobriram, vinte anos antes de Cristovão Colombo, as Antilhas e parte do Continente americano, nomeadamente a Terra Nova.

Faleceu aos 76 anos, em 1506, encontra-se sepultada junto do seu marido, no Mosteiro das Religiosas da Conceição, em Beja, fundado por ela mesma.


Descendência[editar | editar código-fonte]

Do seu casamento com o Infante D. Fernando nasceram nove filhos, dos quais apenas cinco chegaram à idade adulta; contudo, todos eles desempenharam um papel capital na história portuguesa:

Ascendência[editar | editar código-fonte]


Realeza Portuguesa
Casa de Avis
Descendência
Ordem Avis.svg


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Beatriz de Portugal, Duquesa de Viseu










Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 3.º Volume
  2. Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 3.º Volume
  3. Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, A Terra será redonda?
  4. Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 3.º Volume