Carlos Wizard Martins

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Carlos Wizard
Nome completo Carlos Wizard Martins
Conhecido(a) por Ter fundado o Grupo Multi Holding
Nascimento 19 de setembro de 1956 (63 anos)
Curitiba, PR, Brasil
Alma mater Brigham Young University
Ocupação Empresário
Executivo
Escritor
Palestrante
Ex-analista de sistemas
Ex-professor de inglês
Religião Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Página oficial
A página oficial

Carlos ''Wizard'' Martins (Curitiba, 19 de setembro de 1956) é um empresário, executivo e escritor brasileiro.

Carlos é o fundador do Grupo Multi Holding, detentor do Mundo Verde (do segmento de produtos Naturais, Orgânicos e Bem-Estar)[1], do serviço de pagamento online Akatus e do Vale Presente.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Nascido em Curitiba, seu pai era motorista de caminhão e sua mãe, costureira.[3] Aos seus 12 anos, seus pais tornam-se seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Então, a partir de contatos e aulas de inglês com os missionários norte-americanos da igreja, aprendeu inglês.[4]

Início da fase acadêmica, da carreira e constituição de nova família[editar | editar código-fonte]

Aos 17 anos viajou aos Estados Unidos para morar e aprender inglês. Aos 19 anos, serviu em uma missão religiosa para a Igreja de Jesus Cristo em Portugal, ficando dois anos na Europa fazendo trabalhos voluntários e humanitários. Dois anos depois, aos 21, retornou ao Brasil, com o objetivo de formar uma família e buscar uma formação acadêmica em nível superior.[4]

Martins conseguiu uma vaga na Universidade Brigham Young (BYU), vinculada à Igreja, onde conviveu com pessoas que, em poucas semanas de aulas, eram capazes de se expressar com fluência em um segundo idioma. A partir disso, concluiu que não eram necessários meses ou anos para que um adulto aprendesse uma língua, mas sim algumas semanas.

Ao término da faculdade, se formou em Ciência da Computação e Estatística pela BYU, e estagiou por um ano em Cincinnati, Ohio, na Champion International, empresa de papel e celulose. Depois foi transferido para a filial brasileira, em Mogi Guaçu, São Paulo.

Rede de idiomas Wizard[editar | editar código-fonte]

Para complementar o salário mensal da família, Carlos passou a dar aulas de inglês à noite após o expediente, na sala de sua casa. Com metodologia de ensino focada na conversação, conquistou alunos e abriu uma escola. Posteriormente, transformou a escola em uma rede de idiomas através do sistema de franquias.

Venda da Wizard[editar | editar código-fonte]

Em 2013, vendeu a sua participação no Grupo Multi Holding à transnacional Pearson PLC por cerca de R$2 bilhões (US$719,6 milhões)[5], tornando-se um bilionário.

Novos empreendimentos[editar | editar código-fonte]

Em 2014, voltou ao mundo dos negócios, e adquire a rede Mundo Verde, empresa do segmento de produtos Naturais, Orgânicos e Bem-Estar.[6]

Em 2016, anunciou a abertura da rede de fast-food Taco Bell, especializada em comida mexicana, abririam suas primeiras lojas no Brasil no segundo semestre de 2016 à Sforza, braço de investimentos da família do empresário Carlos Wizard Martins. As primeiras lojas no Brasil serão inauguradas no segundo semestre do ano 2016, na capital paulista, segundo os investidores, e a previsão é de abertura de 25 unidades no país nos próximos quatro anos. O grupo de Wizard atuaria como um franqueado master da Taco Bell no Brasil e previu investimentos de cerca de R$ 100 milhões até 2020. O projeto contempla abertura de restaurantes em shopping centers e também de rua, com tamanho entre 60 m² e 120 m². A Taco Bell, fundada em 1962, possui cerca de 7 mil lojas, sendo 6,5 mil nos EUA.

Em 2017, Carlos Wizard Martins comprou 35% da Wise Up, rede de escolas de idiomas de Flávio Augusto da Silva.[7]

Projetos sociais[editar | editar código-fonte]

Em 2018, Carlos Wizard Martins encampou um novo projeto: o Brasil do Bem.[8] Com a esposa Vânia, embarcou rumo ao estado de Roraima com o propósito de oferecer um recomeço para os venezuelanos que chegaram ao Brasil em busca de socorro, fugindo da situação caótica do seu país.

Usando metodologias do mundo empresarial, Wizard mobilizou lideranças da sociedade civil para, juntos, criar oportunidades para os imigrantes em cidades no interior do Brasil, oferecendo emprego e moradia.[9] Foram quase dois anos de trabalho e mais 12 mil venezuelanos atendidos. Com o fechamento das fronteiras em decorrência da epidemia do COVID-19, Wizard voltou temporariamente para São Paulo e iniciou um projeto com o objetivo de contribuir para o combate à epidemia de Cobid-19.[10][11][12][13][14]

Trajetória também como um autor[editar | editar código-fonte]

Em 2009, lançou o livro Desperte o milionário que há em você (Editora Gente).

Em 2013, foi publicada sua biografia Carlos Wizard: Sonhos não têm limites (Editora Gente), escrita pelo romancista Ignácio de Loyola Brandão.

Em 2017 lançou Do zero ao milhão - como transformar seu sonho em um negócio milionário (Buzz Editora).

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Vencendo A Própria Crise (2002)
  • O Desejo de Vencer (2010)
  • Como Sonhar e Realizar Seus Sonhos (2010)
  • 100 Pensamentos - Motivação, Liderança e Sucesso (2010)
  • 100 Pensamentos - Motivação, Liderança e Sucesso - Vol 2 (2010)
  • Meu Presente Mais Valioso (2012)
  • Desperte o Milionário Que Há Em Você (2012)
  • Do Zero ao Milhão (2017)

Trajetória Política[editar | editar código-fonte]

Em 2020, Wizard se filiou ao Partido da Social Democracia Brasileira a convite do governador João Doria e foi considerado para ser o candidato do partido nas eleições municipais de Campinas. Recusou, preferindo aliar-se ao governo de Jair Bolsonaro, no cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde[15], devido a sua formação em Ciência da Computação e Estatística pela BYU.

Entrou em uma polêmica ao sugerir que o Ministério da Saúde deveria revisar dados e recontar mortos pelo COVID-19.[16] Na mesma semana informou seu afastamento da política, pedindo desculpas às famílias que sentiram-se ofendidas.[17]

Referências

  1. Lam, Camila. «Carlos Wizard Martins adquire rede de franquias Mundo Verde». Exame 
  2. Jorge, Araujo. «Apos Greendene e Boticário fundador da Wizard entra em lista de bilionários». UOL 
  3. Jorge, Araujo. «Apos Greendene e Boticário fundador da Wizard entra em lista de bilionários». UOL 
  4. a b «Um professor na lista dos bilionários; veja história de Carlos Wizard». InfoMoney. 15 de outubro de 2013. Consultado em 7 de junho de 2020 
  5. Ballard, Ed (3 de dezembro de 2013). «Pearson Buys Brazilian English-Teaching Firm for $720 Million». Wall Street Journal. ISSN 0099-9660 
  6. «Carlos Wizard Martins adquire rede de franquias Mundo Verde». Terra. 14 de agosto de 2014. Consultado em 7 de junho de 2020 
  7. «Fundador da escola de idiomas Wizard compra 35% da Wise Up». Redação. VEJA. 15 de Maio de 2017. Consultado em 15 de Maio de 2017 
  8. «Brasil do Bem». Consultado em 16 de junho de 2020 
  9. Marcelo de Paula (2 de dezembro de 2019). «A missão de levar esperança a refugiados». ISTOÉ. Consultado em 16 de junho de 2020 
  10. «Carlos Wizard Martins: "não podemos cruzar os braços para a situação dos imigrantes venezuelanos"». Pequenas Empresas Grandes Negócios. Consultado em 11 de junho de 2020 
  11. «Carlos Wizard Martins: o bilionário que abraçou a causa dos refugiados». VEJA (em inglês). Consultado em 11 de junho de 2020 
  12. «Podcast: Brasil do Bem: a iniciativa de Wizard na fronteira com a Venezuela». Administradores.com. Consultado em 11 de junho de 2020 
  13. «Sonia Racy entrevista Carlos Wizard Martins – Parte 1 - Viagens ao Redor do Mundo - Vídeos - Band.com.br». Vídeos da Band. Consultado em 11 de junho de 2020 
  14. «Sonia Racy entrevista Carlos Wizard Martins – Parte 2 - Viagens ao Redor do Mundo - Vídeos - Band.com.br». Vídeos da Band. Consultado em 11 de junho de 2020 
  15. «Empresário cumpre agenda com ministro da Saúde antes de ser nomeado». O Antagonista. 2 de junho de 2020. Consultado em 7 de junho de 2020 
  16. Luiz Felipe Barbiéri (6 de junho de 2020). «Cotado para cargo no Ministério da Saúde diz que estados inflam dados da covid para elevar orçamento; secretários de Saúde chamam fala de 'leviana'». G1. Consultado em 8 de junho de 2020 
  17. «Empresário Carlos Wizard afirma que não vai mais colaborar com o Ministério da Saúde». G1. 7 de junho de 2020. Consultado em 8 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]