Carmen Miranda foi a Washington

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Carmen Miranda foi a Washington
Autor(es) Ana Rita Mendonça
Idioma português
País  Brasil
Assunto Carmen Miranda
Gênero Livro biográfico
Editora Brasil Editora Record
Lançamento 16 de março de 1999
Páginas 210
ISBN 8501053929

Carmen Miranda foi a Washington é um livro biográfico de 1999 escrito por Ana Rita Mendonça e publicado pela Editora Record.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Vinda de Portugal em 1910, ainda bebê, Carmen Miranda foi colaboradora involuntária do projeto de branqueamento racial da república. No Rio de Janeiro retocado pela Reforma Pereira Passos, a menina Carmen cresceu tendo o samba como vizinho. Nos anos 20, enquanto ela sonhava com o estrelato, chegavam ao país as novidades tecnológicas que dariam suporte à sua carreira. Com a marchinha Pra Você Gostar de Mim, o sucesso chegou para a jovem Carmen Miranda em 1930, junto com a era Vargas. Interessaram ao novo governo os primórdios de indústria cultural, embalados pela excelente música popular da época. A tudo o poder procurou controlar. Para Carmen, foi o tempo dos discos na Victor, das apresentações na Rádio Mayrink Veiga, dos filmes carnavalescos na Cinédia. Num deles, a artista usou sua primeira baiana. Com a clássica fantasia, no palco do Cassino da Urca, foi vista em 1939 por Lee Shubert, principal empresário da Broadway nova-iorquina.

Às vésperas da Segunda Grande Guerra, circulava nos Estados Unidos — tanto nos meios governamentais quanto na indústria cultural — a política da boa vizinhança como forma de aliar os países latino-americanos. A presença da baiana branca no exterior também agradou ao Estado Novo, e a viagem ganhou apoio governamental. Contratada por Shubert, Carmen estourou na Broadway da noite para o dia. Atuando em musicais da Fox, também conquistou Hollywood.

Durante os 15 anos que atuou nosEstados Unidos, ela foi um espelho das impressões americanas sobre os latinos. Para o público brasileiro, ela era sua representante internacional, encarada com ambivalência. Na imprensa brasileira da época, em observações sobre personagens, fantasias ou canções de Carmen, eram discutidos nossos sonhos de nação.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Patrício Bisso escrevendo para a Folha de S.Paulo disse que "a autora consegue captar a atmosfera febril que acompanhava a artista nas suas idas e vindas. Símbolo pré-Pelé da primeira chance do Brasil ao verdadeiro estrelato, Carmen nos ensina o básico: para agradar, temos que criar um tipo. Criar um tipo é muito diferente de fazê-lo. E Carmen estilizou tanto o seu, que acabou virando arquétipo. Embora o tom de tese acabe se infiltrando aqui e acolá, a saborosa pesquisa tem ponto alto nas citações da época. Enquanto Ruy Castro fica a dever a biografia definitiva da artista, vamos nos entretendo com esse livro, apesar das costumeiras falhas na grafia de nomes e letras, que deixarão o leitor mais experiente incomodado."[2]

Referências

  1. ALBERTO HELENA JR. (9 de fevereiro de 1999). «Cidade homenageia Carmen Miranda». Folha de S. Paulo. Consultado em 24 de junho de 2019 
  2. PATRICIO BISSO (23 de Abril de 1999). «Fãs sonharam com o Oscar da "nanica notável"». Folha de S. Paulo. Consultado em 24 de junho de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]