Constantin-François Chassebœuf

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Constantin-François Chassebœuf
Nome nativo Constantin-François Chassebœuf, Volney
Nascimento 3 de fevereiro de 1757
Craon
Morte 25 de abril de 1820 (63 anos)
Paris
Cidadania França
Ocupação explorador, político, historiador, filósofo, Moralistas franceses, agrônomo
Túmulo de Volney, cemitério de Père Lachaise (divisão 41), Paris

Constantin François de Chassebœuf, conde de Volney (Craon, 3 de fevereiro de 1757Paris, 25 de abril de 1820) foi um filósofo, historiador, orientalista e político francês. Seu primeiro sobrenome era Boisgirais, segundo propriedade paterna, mas depois adotou o nome Volney (que foi por ele criado por uma contração de Voltaire com Ferney).

Volney tomou parte ativa na Revolução Francesa, e sua ideias liberais influenciaram até mesmo movimentos populares distantes, como a Conjuração Baiana de 1798.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Craon, Mayenne, em uma família nobre, inicialmente interessou-se pelo Direito e Medicina, passou a estudar as línguas clássicas, e suas Mémoire sur la Chronologie d’Hérodote (sobre Heródoto) chamou a atenção da Académie des Inscriptions e do grupo que cercava Claude Adrien Helvétius. Mais tarde, Volney tornou-se amigo de Pierre Jean George Cabanis, de Marquis de Condorcet, do Barão d'Holbach, e de Benjamin Franklin.

Em 1782 embarcou numa viagem ao Oriente, passando sete meses no Egito otomano. Mais tarde, viveu por quase dois anos na Grande Síria, no que hoje é o Líbano e Israel/Palestina, a fim de aprender o árabe. Retornou à França em 1785, onde passou os dois anos seguintes a compilar suas anotações e escrevendo Voyage en Egypte et en Syrie, que foi publicado em 1787, e Considérations sur la guerre des Turcs et de la Russie, em 1788.

Foi membro de ambos os Estados Gerais e da Assembleia Nacional Constituinte após a eclosão da Revolução. Em 1791 publica Les Ruines, ou méditations sur les révolutions des empires [ed. port. moderna: "As Ruinas de Palmira" , com pref. de T. da Fonseca, Lisboa, 1960], um ensaio de filosofia histórica, no qual apresenta uma visão que prevê a união final de todas as religiões através do reconhecimento da verdade subjacente comum a todas.

Volney foi um dos primeiros autores a questionar a historicidade de Jesus.[2] Tentou colocar em prática suas teorias político-econômicas na Córsega, onde em 1792 havia comprado uma fazenda, e realizou uma tentativa de cultivar ali produtos coloniais. Chassebœuf de Volney foi preso durante o triunfo do Clube dos Jacobinos, mas escapou à guilhotina; foi durante algum tempo professor de história na então recém-fundada École Normale.

Bibliografia Selecta[editar | editar código-fonte]

J. GAULMIER - L'Idéologue Volney (1757-1820). Genève, Slatkine Reprints, 1980.

L. COLLOR JOBIM - Os Idéologues e o Liberalismo: a difusão da obra de Volney e a reação a seu pensamento em Portugal. Madrid, "Trienio:ilustración y liberalismo", n.11, Maio 1988.

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Referências

  1. Luís Henrique Dias Tavares (2001). História da Bahia 10ª ed. Salvador: Edufba / Unesp 
  2. Constantin-François Volney, Les ruines, ou Méditations sur les révolutions des empires (Paris: Desenne, 1791); Tradução para o inglês, The Ruins, or a Survey of the Revolutions of Empires (New York: Davis, 1796).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]