Embraer Ipanema

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EMB-202 Ipanema
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Descrição
Tipo / Missão Aeronave agrícola, com motor a pistão, monoplano monomotor
País de origem  Brasil
Fabricante Embraer
Período de produção 1973-presente
Quantidade produzida Até 2013, 1300 unidade(s)
Custo unitário US$ 247,000 (modelo a etanol)
US$ 233,000
Primeiro voo em 1970 (46 anos)
Introduzido em 1973
Variantes Ver texto
Tripulação 1
Especificações (Modelo: EMB-202A)
Dimensões
Comprimento 7,43 m (24,4 ft)
Envergadura 11,07 m (36,3 ft)
Altura 2,22 m (7,28 ft)
Peso(s)
Peso máx. de decolagem 1 800 kg (3 970 lb)
Propulsão
Motor(es) um motor a pistão horizontalmente oposto Lycoming IO-540-K1J5 de seis cilindros a etanol ou a combustível para aviação
Potência (por motor) 300 hp (224 kW)
Performance
Velocidade de cruzeiro 222 km/h (120 kn)
Alcance (MTOW) 938 km (583 mi)
Notas
Capacidade de químicos: 950 l (251 US-gal)
Dados de: Embraer[1] [2]

O Embraer Ipanema é um avião agrícola monomotor de asa baixa desenvolvido e fabricado no Brasil pela Embraer.

História[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 1960, o Ministério da Agricultura brasileiro firmou contrato com a Embraer a fim de produzir no país uma aeronave agrícola, com o objetivo de modernizar o setor ao disponibilizar novas técnicas de produção, além de gerar recursos para recém-criada fabricante, na época uma estatal.

O Ipanema foi projetado por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e testado na Fazenda Ipanema, no município de Sorocaba. A aeronave realizou seu primeiro voo em 1970 e a produção teve início em 1972. O modelo EMB 202-A do Ipanema, certificado em 2004, é a primeira aeronave produzida em série do mundo a operar com etanol.[3] O número de unidades produzidas já superou a marca das mil e duzentas, das quais aproximadamente 30% utilizam o biocombustível.[4]

Características[editar | editar código-fonte]

Idealizado para pulverizar plantações com fertilizantes e pesticidas, também pode ser utilizado para espalhar sementes. Para proteger o piloto do contato com os produtos químicos, a cabine do Ipanema conta com um sistema de vedação e a dispersão dos defensivos químicos ocorre na parte posterior das asas. Por voar em baixas altitudes, conta com um equipamento corta-fios. Ao longo dos anos diversas variantes do Ipanema foram certificadas e postas à disposição:

  • EMB 200 - Certificado em 1971. Primeira versão de produção com motor Lycoming de 260 HP. A capacidade do reservatório era de 550 kg.
  • EMB 200A - Certificado em 1973. Similar a anterior com alguns aperfeiçoamentos.
  • EMB 201 - Certificado em 1974. Motor Lycoming de 300 HP, alterações aerodinâmicas. A capacidade do reservatório era de 750 kg.
  • EMB 201A - Certificado em 1977. Similar a anterior com novo painel, controles e asas.
  • EMB 202 - Certificado em 1991. Possui alterações aerodinâmicas importantes como winglets, além de equipamento de pulverização eletrostática opcional. Capacidade do reservatório foi ampliada para 950 L. Conhecido como "Ipanemão".
  • EMB 202A - Certificado em 2004. Primeira aeronave de série no mundo a voar com motor etanol, um Lycoming de 320 HP. O álcool possibilita um melhor desempenho, além de custos mais baixos de manutenção e operação. O "Ipanemão" álcool.
  • EMB 203 - Em processo de certificação. Possui envergadura de 13,3 m, possibilitando uma maior faixa de deposição de defensivos, reservatório de 1175 L e cabine mais anatômica.
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As informações aqui contidas têm caráter meramente informativo e não devem ser utilizadas para vôo real em hipótese alguma.
Consulte os manuais da aeronave.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Ficha técnica", Ipanema, Embraer agrícola, http://www.embraeragricola.com.br/pt-BR/Aeronave-Ipanema/Paginas/Ficha-Tecnica.aspx .
  2. "Desempenho", Ipanema, Embraer agrícola, http://www.embraeragricola.com.br/pt-BR/Aeronave-Ipanema/Paginas/Desempenho.aspx, visitado em 21 de julho de 2015 .
  3. "Aeronave Ipanema". Aeroneiva. Consult. 8 de março de 2012. 
  4. "Ipanema 1.200 a etanol impulsiona sustentabilidade do agronegócio". Aeroneiva. 31 de janeiro de 2012. Consult. 8 de março de 2012. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DRUMOND, Cosme Degenar. Asas do Brasil: Uma história que voa pelo mundo. São Paulo: Editora de Cultura, 2004. ISBN 85-293-0069-6.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]