Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha

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Penha
Razão social Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha S/A
Empresa de capital fechado
Atividade Transportes
Gênero Sociedade anônima
Fundação 7 de fevereiro de 1961 (61 anos)
Fundador(es) Wilson José Piccoli
Sede Curitiba, Brasil
Área(s) servida(s)  Paraná
 Rio de Janeiro
 Rio Grande do Sul
 Santa Catarina
 São Paulo
Proprietário(s) Grupo Comporte
Pessoas-chave Nenê Constantino
Constantino Jr
Henrique Constantino
Produtos Transporte rodoviário de passageiros
Transporte de cargas
Turismo
Website oficial www.nspenha.com.br

A Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha é uma empresa brasileira que atua no ramo de transportes, fundada por Wilson José Piccoli em 1961. Sua sede localiza-se na cidade de Curitiba, estado do Paraná.

É responsável por diversas rotas nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Pertence ao Grupo Comporte, conglomerado de transportes liderado pelo empresário Nenê Constantino, que também controla a Gol Linhas Aéreas.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Criada em 1961 por Wilson José Piccoli[3], a Penha iniciou suas operações realizando linhas que interligavam o sul do Brasil as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Inicialmente tinha uma garagem no bairro Juvevê em Curitiba e possuía uma frota de 19 ônibus.[4]

Durante os anos 60, a empresa conseguiu aumentar sua frota e, assim passou a operar mais linhas na região sul do país e inaugurou uma linha que rumava o nordeste brasileiro: Rio de Janeiro/Salvador; em 1962, passou a operar a rota Curitiba-Santos.[3] No ano de 1971, a viação se tornou sociedade anônima e se incorporou a outras empresas como parte de sua expansão.[4]

No ano de 1973, a Nossa Senhora da Penha é adquirida pela Viação Itapemirim. Isso abriu caminho para a empresa de Camilo Cola começar a operar linhas no sul do país.[5] Na mesma época adotava em seus ônibus as cores verde, vermelha e branca chamados carinhosamente de melancia.

Nos anos 80 surgia na empresa o primeiro ônibus de 3 eixos fabricado no país: o Tribus. Na mesma década surgiu o serviço leito e o Tribus II e o III passou a vir com suspensão a ar o que lhe conferiu vários prêmios. Em 1996, surgiu o serviço executivo Greenbus com veículos Mercedes-Benz O400 equipados com ar condicionado, banheiro pressurisado e poltronas com reclinação de 55 graus revestidas em veludo e com encosto para as pernas, café e água.

No ano de 1999, a empresa lançou uma nova identidade visual, abolindo a cor verde e adotando um azul claro em seus veículos e estreou o serviço semi-leito Classis, com veículos da Busscar equipados com ar condicionado ecológico, telefone, TV e vídeo, banheiro pressurizado, poltronas confortáveis com encosto de perna, manta, travesseiro, kit lanche, café e água e os serviços Leito e Greenbus são reforçados com mais aquisições de veículos da mesma encarroçadora. Ao mesmo tempo a empresa crescia cada vez mais e se mostrava competitiva e produtiva no mercado, chegando a oferecer até mesmo destinos internacionais ao operar as linhas São Paulo–Córdoba (Argentina) e Bagé–Mello (Uruguai) (Atualmente a empresa não opera mais linhas para fora do país).[4] No mesmo ano de 1999, a Penha aliena 23 linhas para a Auto Viação Catarinense, ligando Curitiba a cidades de Santa Catarina.

Em 2004, o serviço leito recebeu o nome de Astor além de ter sua frota renovada com veículos novos sendo alguns com chassis reencarroçado.

Com o declínio da Viação Itapemirim, a Penha foi vendida ao grupo da família Constantino em 2008, a qual pertence até hoje.[6] No ano seguinte, ocorre uma nova renovação de frota já sob a nova gestão com aquisição de veículos double-decker.

Em 2011, sua frota é renovada com veículos G7 da Marcopolo nas comemorações dos 50 anos da empresa. Em 2012, uma nova identidade visual que rompe com a anterior foi desenvolvida pelo design Paulo Gandolfo evidenciando o véu de Nossa Senhora da Penha nas cores azul celeste e as rendas de prata no escuro de uma noite. Entre 2013 e 2017 sua frota é renovada com veículos da Mascarello e da Marcopolo já na nova identidade visual. Em 2017, seus ônibus recebem a pintura especial dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Em outubro de 2017, com autorização da ANTT transfere suas linhas ligando a região Nordeste às regiões Sul e Sudeste para a Expresso Guanabara de propriedade de Jacob Barata. Com o movimento, a empresa concentrou suas operações nas regiões Sul e Sudeste. Entre dezembro do mesmo ano e o início de 2018, operou o trecho Fortaleza x Petrolina, porém voltou a concentrar as operações no Sul e Sudeste. Em 2018, o CADE autoriza sem restrições a transferência das linhas da Penha para a Guanabara e no mesmo ano adquiriu vários veículos 0KM da Marcopolo entre LDs e DDs de 15 metros. Também adquiriu vários DDs da Comil na configuração leito total sendo os primeiros da empresa com elevador para deficientes, todos com uma nova identidade visual.

Em dezembro de 2020, a empresa expande suas rotas em sua área de atuação, dentre elas as duas principais rotas rodoviárias do país (São Paulo x Rio de Janeiro e São Paulo x Curitiba).[7]

Penha - 53017 - Flickr - Rafael Delazari.jpg

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Nenê voa alto - Constantino de Oliveira, o Nenê, dono da maior frota de ônibus do país, lança empresa aérea». Veja (1.666). 13 de setembro de 2000. Consultado em 9 de janeiro de 2018. Arquivado do original em 11 de setembro de 2013 
  2. Donos da Gol faturam R$ 1,5 bi com ônibus
  3. a b «Viação Penha». Rodoviariaonline. Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  4. a b c «Um passeio com a Nossa Senhora da Penha S.A.». Juntos a Bordo. 20 de fevereiro de 2015. Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  5. «Viação Itapemirim vai de potência nacional a empresa endividada; entenda». G1/TV Gazeta-ES. 12 de junho de 2017. Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  6. «Obstáculos na pista para a Itapemirim». Exame. 22 de julho de 2013. Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  7. «Penha vai operar trechos de São Paulo para Rio e Curitiba». ViaTrólebus. 7 de dezembro de 2020. Consultado em 14 de dezembro de 2020 
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