Festen

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Dogme #1 - Festen
A Festa (PT)
Festa de Família (BR)
 Dinamarca /  Suécia
1998 •  cor •  105 min 
Direção Thomas Vinterberg
Produção Birgitte Hald
Morten Kaufmann
Roteiro Thomas Vinterberg / Mogens Rukov
Elenco Ulrich Thomsen
Henning Moritzen
Thomas Bo Larsen
Paprika Steen
Gênero drama
Cinematografia Anthony Dod Mantle
Edição Valdís Óskarsdóttir
Companhia(s) produtora(s) Nimbus Film
Lançamento Maio de 1998 (Cannes)

19 de Junho de 1998 (Dinamarca)

Idioma
Orçamento US$1.3 milhões
Página no IMDb (em inglês)

Festen (br: Festa de família / pt: A festa) é um filme de 1998 dirigido por Thomas Vinterberg, um dos marcos do movimento Dogma 95. Foi o primeiro filme do movimento Dogma 95, criado por Thomas Vinterberg e Lars von Trier em 1995, que estabelece um conjunto de dez regras ("the vow of chastity", ou, em português, "o voto de castidade"), para a realização cinematográfica.

O filme conta a história de uma reunião de família para celebrar o 60º aniversário de seu pai. No jantar, o filho mais velho acusa publicamente o pai de abusar tanto dele como de sua irmã gêmea (que recentemente se matou) sexualmente. Vinterberg foi inspirado a escrever o filme com Mogens Rukov, com base em um trote transmitido por uma estação de rádio dinamarquesa.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora do filme é mínima. O único momento aonde se toca uma música inteira é nos créditos, com a música "Music Box Dancer," de Frank Mills.[2] [3]

Inspiração[editar | editar código-fonte]

Alguns anos após fazer o filme, Vinterberg falou sobre sua inspiração: um homem jovem contou a história em um programa de rádio do apresentador Keld Koplev. Vinterberg ficou sabendo disso através de um amigo de uma enfermaria psiquiátrica cujo dizia que havia tratado o rapaz. Ele escutou o programa e pediu ao roteirista Mogens Rukov para escrever um roteiro baseado nos eventos,[1] mas em primeira pessoa. Mais tarde foi revelado que a história foi totalmente inventada, pelo paciente que estava recebendo tratamento.[4]

Estilo[editar | editar código-fonte]

O filme todo foi gravado no Castelo Skjoldenæsholm.

Festen é mais conhecido por ser o primeiro filme do Dogma 95 (seu título inteiro na Dinamarca é Dogme #1 – Festen). Os filmes do Dogma são governados por um manifesto que insiste em específicas limitações tanto na produção como em sua narrativa, em parte, ele também é um protesto contra os filmes Hollywoodianos que costumam ter uma produção cara demais. O filme foi gravado em uma Sony DCR-PC3 Handycam, em cassetes Mini-DV.[5]

Premiações[editar | editar código-fonte]

Festen ganhou os seguintes prêmios:

Recepção[editar | editar código-fonte]

Festen recebeu críticas positivas. Baseado em 34 críticas, o agregador Rotten Tomatoes deu 91% de aprovação.[8] Roger Ebert deu três de quatro estrelas para o filme, dizendo que o filme

mistura a farça e a tragedia de uma forma tão completa que acaba se tornando desafiante descobrir o que é verdade e o que é mentira. [...] Vinterberg lida com o seu material de forma tão astuta que devemos sempre estar a procurar pistas para achar o "balanço" perfeito.

O psicólogo Richard Gartner,[9] cujo é especializado em aconselhar homens que foram sexualmente abusados quando criança, escreve que Festen é um filme louvável, e que descreve de forma exata as consequências do abuso sexual:

A extensão das transgressões do pai é revelada pouco a pouco, em sucessivas revelações. Vemos que o filho foi severamente danificado pelo abuso no infância, e tem sido incapaz de manter uma relação íntima ao longo de sua vida. Sua irmã, que cometeu suicídio, também foi profundamente danificada. O pai nega o incesto durante a maior parte do filme, e essa negação é transmitida e reforçada nas reações daqueles que ouvem as acusações. Os foliões estão momentaneamente chocado com cada divulgação, mas, em seguida, continuam a comemorar o aniversário de uma forma quase surrealista que serve como uma representação dramática da negação crônica, muitas vezes vista em famílias incestuosas.

Adaptações para os palcos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Festen (peça)

Festen frequentemente adaptado para os palcos; em 2008 adaptações em mais de 15 fontes.[carece de fontes?] 

A adaptação em inglês foi escrita por David Eldridge. Estreiou na Almeida Theatre em 2004 numa produção dirigida por Rufus Norris, antes de ser transferida para o Lyric Theatre em Londres até Abril de 2005. Começou um tour pelo Reino Unido em Fevereiro de 2006, antes de ser transferida para a Broadway. Por mais que tenha feito grande sucesso em Londres, a peça fechou depois de apenas 49 performances na Broadway, terminando em 20 de Maio de 2006. Ela abriu também em Melbourne, na Austrália em Julho de 2006, estrelando Jason Donovan. Uma produção irlandesa ocorreu na Gate Theatre em Dublin, de Setembro de 2006 até Novembro do mesmo ano.

Ainda em 2006, uma adaptação Mexicana foi aberta, estrelando o ator Mexicano Diego Luna. Em Setembro de 2007 uma produção peruana abriu, estrelando Paul Vega e Hernan Romero sob a direção de Chela de Ferrari.

The Company Theatre montou uma premiere Canadense de Festen em Novembro de 2008 na Berkeley Street Theatre em Toronto. Essa produção foi dirigida por Jason Byrne e estrelava Eric Peterson, Rosemary Dunsmore, Nicholas Campbell, Philip Riccio, Allan Hawco, Tara Rosling, Caroline Cave, Richard Clarkin, Earl Pastko, Milton Barnes, Gray Powell and Alex Paxton-Beesley.

A produção da The Shadwell Dramatic Society abriu na ADC Theatre em Cambridge, no dia 6 de Março de 2012.

Links externos[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Christensen, Claus (May 18, 2003). «Der var engang en fest». Ekko. Arquivado desde o original em August 19, 2009. Consultado em August 19, 2009. 
  2. «The Celebration [1998, pt. 2]». Dailymotion. p. 40:00. Consultado em 2014-10-20. 
  3. Leeper, Mark R. (1998). «'The Celebration': A Film Feview by Mark R. Leeper». Consultado em 2014-10-20. «[T]he film has a minimum of music—the first music in THE CELEBRATION is a music box heard over the end-titles.» 
  4. http://www.ekkofilm.dk/essays.asp?table=essays&id=19
  5. «IMDB Technical Specs: The Celebration (1998)». 
  6. a b «Festen: Awards». IMDb. Consultado em 2013-06-02. 
  7. «Festival de Cannes: The Celebration». festival-cannes.com. Consultado em 2009-09-29. 
  8. «The Celebration (1998)». Rotten Tomatoes. Consultado em July 3, 2010. 
  9. Gartner, Richard. "Cinematic Depictions of Boyhood Sexual Victimization". Gender and Psychoanalysis (1999) Volume 4, pp. 253-289.