Bacurau (filme)

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Bacurau
 Brasil
 França

2019 •  cor •  132 min 
Direção Kleber Mendonça Filho
Juliano Dornelles
Produção Emilie Lesclaux
Saïd Ben Saïd
Michel Merkt
Roteiro Kleber Mendonça Filho
Juliano Dornelles
Elenco Sônia Braga
Udo Kier
Bárbara Colen
Thomás Aquino
Silvero Pereira
Karine Teles
Gênero drama
faroeste
terror gore
fantasia
ficção científica
Cinematografia Pedro Sotero
Edição Eduardo Serrano
Companhia(s) produtora(s) SBS Productions
CinemaScópio
Globo Filmes
Lançamento França 15 de maio de 2019 (Cannes)

Brasil 29 de agosto de 2019

Idioma português brasileiro
inglês
Orçamento R$ 7,7 milhões[1]
Página no IMDb (em inglês)

Bacurau é um filme brasileiro de 2019, dos gêneros drama, faroeste, terror gore, fantasia e ficção científica, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. É produzido por Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd e Michel Merkt e estrelado por Sônia Braga, Udo Kier e Bárbara Colen. O título do filme é o apelido do último ônibus da madrugada no Recife, e a origem do nome vem de uma ave de hábitos noturnos comum nos sertões brasileiros, que era chamada pelos povos tupis de wakura'wa.

A produção conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019, tornando-se o segundo filme brasileiro da história a ser laureado no certame geral, após O Pagador de Promessas (1962) de Anselmo Duarte.[2][3] Além de ter sido premiado em diversos festivais de cinema, o filme foi selecionado para mostras principais de festivais não competitivos prestigiados mundialmente, como o Festival de Nova York (NYFF).[4]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Daqui a alguns anos... Bacurau, uma pequena cidade brasileira no oeste de Pernambuco, lamenta a perda de sua matriarca, Carmelita (Lia de Itamaracá), que viveu até os 94 anos. Dias depois, seus habitantes percebem que sua comunidade desapareceu da maioria dos mapas.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Filmagens e locações[editar | editar código-fonte]

As filmagens aconteceram na povoação de Barra no município de Parelhas e na zona rural do município de Acari, no Sertão do Seridó, Rio Grande do Norte.[5]

Recepção[editar | editar código-fonte]

No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme detém 88% de aprovação com base em 40 avaliações, com uma classificação média de 7,69/10. O consenso crítico do site diz: "Formalmente empolgante e narrativamente ousado, Bacurau se baseia nas preocupações sociopolíticas brasileiras modernas para apresentar um drama contundente e que mistura o gênero".[6] No Metacritic, o filme tem uma pontuação média ponderada de 74 em 100, com base em 14 críticas, indicando "revisões geralmente favoráveis".[7]

Peter Bradshaw do jornal britânico The Guardian diz que o filme é "completamente distinto, executado com clareza e força implacáveis".[8] Steve Pond do TheWrap escreve que: "Bacurau é perturbador, um sonho febril sobre um período confuso no Brasil. E, ocasionalmente, é muito divertido também".[9]

O site IndieWire, especializado em filmes independentes deu a nota B+ para Bacurau. A revista Variety disse que o filme "é aquele raro exemplo de longa que provavelmente teria sido melhor se tivesse sido mais burro, ou pelo menos menos ambicioso".[10]

Stephen Dalton do The Hollywood Reporter considerou Bacurau "uma mistura impressionantemente rica, mas talvez um pouco rica demais, por vezes exageradamente recheada e mal cozida em alguns lugares".[11]

Cesar Soto escreveu no G1 que "não é sempre que o cinema brasileiro consegue equilibrar tão bem o realismo pelo qual é conhecido com diferentes características de filmes de gênero, como ação ou suspense. Bacurau estreia com uma mistura certeira de crítica, sarcasmo e, em certo grau, diversão pop".[12]

Inácio Araujo da Folha de S. Paulo deu ao filme 5 estrelas (5 de 5 estrelas.) e disse: "Bacurau é um filme claro e direto".[13]

Por outro lado, o geógrafo Demétrio Magnolli, em sua coluna para Folha de São Paulo, criticou o filme. Para ele: "O filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles deve ser visto como um testemunho de nossa miséria intelectual — ou, mais precisamente, da extinção de qualquer traço de vida inteligente na esquerda brasileira".[14]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio/Festival Categoria Resultado
2019 Festival de Cannes Prêmio do Júri Venceu
Palma de Ouro Indicado
Festival de Sydney Melhor Filme Indicado
Festival de Munique Melhor Filme Venceu
Festival de Lima Melhor Filme Venceu
Melhor Direção Venceu

Referências

  1. «Emilie Lesclaux fala sobre 'Bacurau' e cinema nacional: 'É mais fácil destruir do que construir'». Mulher no Cinema. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  2. «Filme brasileiro 'Bacurau' vence Prêmio do Júri no Festival de Cannes.». G1. Consultado em 25 de maio de 2019 
  3. «Cannes festival 2019: full list of films» (em inglês). The Guardian. Consultado em 17 de maio de 2019 
  4. «Main Slate» (em inglês). 57th New York Film Festival. Consultado em 23 de agosto de 2019 
  5. «Sessão especial de 'Bacurau' em Parelhas emociona moradores da cidade». G1. Consultado em 22 de agosto de 2019 
  6. «Nighthawk (Bacurau)». Rotten Tomatoes. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  7. «Bacurau Reviews». Metacritic. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  8. Peter Bradshaw (15 de maio de 2019). «Bacurau review: ultraviolent freakout in Brazil's outback». TheWrap. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  9. Steve Pond (15 de maio de 2019). «'Bacurau' Film Review: Bloody Brazilian Fever Dream Has More Than Gore on Its Mind». The Guardian. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  10. Peter Debruge (15 de maio de 2019). «Cannes Film Review: 'Bacurau'». Variety. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  11. Stephen Dalton (15 de maio de 2019). «'Bacurau': Film Review - Cannes 2019». The Hollywood Reporter. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  12. Cesar Soto (22 de agosto de 2019). «'Bacurau' brinca com gêneros e expectativas em crônica violenta e sarcástica; G1 já viu». G1. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  13. Inácio Araujo (24 de agosto de 2019). «'Bacurau' é feito com raiva e troca a sutileza pelo ataque direto». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de agosto de 2019 
  14. «Demétrio Magnoli: 'Bacurau' é testemunho da extinção de vida inteligente na esquerda brasileira». Folha de S.Paulo. 15 de setembro de 2019. Consultado em 7 de dezembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]