Henriqueta Ana da Inglaterra
| Henriqueta Ana | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Princesa da Inglaterra, Escócia e Irlanda | |||||
Retrato atribuído Pierre Mignard, c. 1665–1670 | |||||
| Duquesa de Orleães | |||||
| Reinado | 31 de março de 1661 a 30 de junho de 1670 | ||||
| Predecessora | Margarida de Lorena | ||||
| Sucessora | Isabel Carlota do Palatinado | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 16 de junho de 1644 Casa Bedford, Exeter, Inglaterra | ||||
| Morte | 30 de junho de 1670 (26 anos) Castelo de Saint-Cloud, Saint-Cloud, França | ||||
| Sepultamento | 4 de julho de 1670 Basílica de Saint-Denis, Saint-Denis, França | ||||
| Marido | Filipe, Duque de Orleães | ||||
| |||||
| Casa | Stuart (por nascimento) Orleães (por casamento) | ||||
| Pai | Carlos I da Inglaterra | ||||
| Mãe | Henriqueta Maria da França | ||||
| Religião | Catolicismo (anteriormente Anglicanismo) | ||||
| Brasão | |||||
Henriqueta Ana Stuart (em inglês: Henrietta Anne Stuart; francês: Henriette-Anne Stuart; Exeter, 16 de junho; 26 de junho no calendário juliano de 1644 – Saint-Cloud, 30 de junho de 1670) foi uma princesa inglesa pelo nascimento e Duquesa de Orleães pelo casamento com Filipe, Duque de Orleães. Destacou-se como uma figura influente na corte de seu cunhado, o rei Luís XIV da França.
Filha mais nova do rei Carlos I da Inglaterra e Henriqueta Maria da França, aos dois anos de idade, Henriqueta deixou a Inglaterra ao lado de sua mãe e de sua governanta em decorrência da Guerra Civil Inglesa. Refugiou-se na França, onde foi criada na corte de seu primo, o rei Luís XIV. Conhecida pelo apelido de Minette, após seu casamento com Filipe, Duque de Orleães, irmão mais novo do rei e conhecido como "Monsieur", passou a ser conhecida na corte pelo título de "Madame".
Foi, de facto, a primeira-dama da França. Seu gosto pelo luxo, sua elegância e seu apreço por fofocas e intrigas eclipsavam a rainha Maria Teresa, esposa de Luís XIV, profundamente religiosa, de francês rudimentar e pouco inclinada à vida social. A influência que Henriqueta exercia na corte, aliada à sua natureza coquete, tornou-se fonte de tensão em seu relacionamento com o marido. Ademais, a conhecida homossexualidade de Filipe contribuiu para o distanciamento do casal, levando Henriqueta a envolver-se brevemente com o rei e, mais tarde, com o Conde de Guiche, que anteriormente também fora amante de seu marido. Henriqueta desempenhou papel fundamental na negociação e na conclusão do Tratado Secreto de Dover, que aliou a Inglaterra e a França contra os holandeses. Pouco depois da assinatura do acordo e de seu retorno à França, veio a falecer repentinamente. Sua morte foi cercada por controvérsias e especulações à época. Em geral, acreditava-se que ela havia sido envenenada por um dos amantes (mignons) do marido, embora a causa oficial da morte tenha sido apontada como uma gastroenterite.
Após a morte de Henrique Benedito Stuart e a extinção da linha masculina da Casa de Stuart, a reivindicação jacobita aos tronos da Grã-Bretanha foi transmitida aos descendentes de Henriqueta por meio de sua filha mais nova, Ana Maria. Entretanto, tais descendentes foram impedidos de integrar a linha de sucessão ao trono britânico pelo Decreto de Estabelecimento de 1701, que excluía da sucessão os católicos e seus descendentes.
Biografia
[editar | editar código]Nascimento e exílio
[editar | editar código]
A princesa Henriqueta nasceu em 16 de junho de 1644, na véspera da Segunda Batalha de Newbury, durante a Guerra Civil Inglesa, na Casa Bedford, Exeter, residência de William Russell, 5.º Conde de Bedford, que havia recentemente debandado para facção realista. Era filha do rei Carlos I da Inglaterra e de Henriqueta Maria da França, filha de Henrique IV e Maria de Médici.[1][2] Durante toda a sua vida, Henriqueta teve uma relação muito próxima com a sua mãe, a rainha Henriqueta Maria.[3]
Pouco antes do seu nascimento a rainha fora obrigada a deixar Oxford e instalar-se em Exeter onde chegou em 1 de maio de 1644. O seu estado fragilizado de saúde levou muitos a duvidarem da sua sobrevivência ao parto.[4] Após um nascimento difícil Henriqueta foi confiada aos cuidados de Anne Villiers, Condessa de Morton conhecida como "Lady Dalkeith".[5] Por razões de segurança a rainha seguiu para Falmouth e posteriormente regressou a França para solicitar apoio ao sobrinho Luís XIV em favor do marido. Quando voltou a Falmouth em meados de julho foi informada de que a filha sofrera convulsões mas havia se recuperado. Em 21 de julho a princesa foi batizada segundo o rito da Igreja da Inglaterra na Catedral de Exeter[6] e no dia 26 encontrou finalmente o pai Carlos I: uma cobertura de Estado foi erguida em honra da sua dignidade como princesa da Inglaterra.[7] Posteriormente foi levada para o Palácio de Oatlands perto de Londres onde permaneceu cerca de três meses sob cuidados da sua comitiva. Em junho de 1646 foi retirada em segredo numa operação organizada por Lady Dalkeith conseguindo reunir-se novamente com a mãe em segurança.[8]
Vida na França
[editar | editar código]
Enquanto vivia na corte francesa, a princesa recebeu o nome de Ana, em honra da sua tia Ana da Áustria: quando chegou, era conhecida como "Henriqueta da Inglaterra" ou como a "princesa da Inglaterra na França".[10] Em família, era chamada de Minette.[11] A princesa e a mãe receberam aposentos no Louvre, uma pensão mensal de 30 mil libras e a possibilidade de utilizar o Castelo de Saint-Germain-en-Laye. Este estilo de vida luxuoso não durou muito, uma vez que todo o dinheiro que Henriqueta recebia era entregue ao marido em Inglaterra ou a cavaleiros exilados que tinham fugido para França.[12] Durante a Fronda, guerra civil que eclodiu na França entre 1648 e 1653, Henriqueta e a mãe permaneceram no Louvre.
Em fevereiro de 1649, a mãe de Henriqueta soube da execução pública do seu marido, Carlos I, que tinha sido decapitado em 30 de janeiro. No final da Fronda, a rainha Henriqueta Maria e a filha mudaram-se para o Palácio Real com o jovem Luís XIV, a mãe dele e o irmão, Filipe. Nesse período, a rainha Henriqueta Maria decidiu educar a filha, que tinha sido batizada na Igreja da Inglaterra, como católica romana.[13]
Após o término da Fronda, a corte francesa concentrou seus esforços na busca de uma esposa para o jovem rei da França. Henriqueta Maria propôs o casamento de sua filha Henriqueta com Luís XIV, mas a rainha Ana recusou a sugestão, preferindo reservar essa posição para sua sobrinha Maria Teresa.[14]
Retorno à Inglaterra e casamento
[editar | editar código]
Enquanto residiam no Castelo de Colombes, propriedade de Henriqueta Maria nos arredores de Paris, mãe e filha receberam a notícia da restauração da monarquia inglesa sob o reinado do irmão de Henriqueta, Carlos II.[15] Com a mudança do cenário político, ambas regressaram à capital francesa. A nova posição da princesa aumentou significativamente o seu prestígio matrimonial e levou Filipe, Duque de Orleães, irmão mais novo de Luís XIV e conhecido como "Monsieur" – tradicional título atribuído ao irmão mais velho do rei –, a manifestar o desejo de desposá-la. Antes disso, já circulavam rumores sobre possíveis alianças com o Carlos Emanuel de Saboia e com o Grão-Príncipe da Toscana, mas nenhuma das negociações avançou, em grande parte devido à condição de exilada que Henriqueta mantinha até então.[16]
Ansioso por concretizar o casamento o mais rapidamente possível, Filipe pressionou pela realização da união. Entretanto, Henriqueta Maria decidiu viajar para a Inglaterra com a filha a fim de regularizar as suas finanças, assegurar o dote de Henriqueta e impedir que o Duque de Iorque tornasse público o seu casamento com Ana Hyde, antiga dama de companhia da Princesa Real.[17] Nesse ínterim, Henriqueta enfrentou uma dolorosa perda familiar: o seu irmão, o Duque de Gloucester, morreu de varíola em setembro de 1660.[18]
Em outubro de 1660, Henriqueta viajou para Dover acompanhada da mãe, onde ambas se hospedaram no castelo da cidade. Em 22 de novembro, a corte francesa apresentou oficialmente o pedido de casamento. Durante as negociações, Carlos II concordou em conceder à irmã um dote de 840 mil libras, acrescido de 20 mil libras destinadas a despesas complementares.[19] Além disso, Henriqueta recebeu uma renda anual de 40 mil libras e o Castelo de Montargis como residência particular.[20] Henriqueta e Filipe assinaram o contrato de casamento no Palácio Real em 30 de março de 1661, e a cerimônia realizou-se no dia seguinte.[21] O casamento foi celebrado com grande pompa, e o casal passou a residir no Palácio das Tulherias.[22]
Madame Duquesa de Orleães
[editar | editar código]
Após o casamento, como o marido de Henriqueta detinha o título de "Monsieur", designação tradicional atribuída ao irmão mais velho do rei durante o Antigo Regime francês, ela passou a ser conhecida na corte como "Madame".[23] Ela foi, de facto, considerada a primeira-dama da França, destacando-se pelo gosto pelo luxo, elegância e interesse por fofocas e intrigas da corte, o que acabava por eclipsar a cunhada, a cunhada, a rainha Maria Teresa, profundamente religiosa, com francês rudimentar e pouco inclinada à vida social.[24] No início, Henriqueta e Filipe conviveram de forma harmoniosa: ela era amplamente admirada por sua cultura e inteligência, mantendo correspondência com importantes figuras literárias da época, entre entre elas Molière, Racine, La Fontaine e Bussy-Rabutin.[25] Também demonstrava grande interesse pela jardinagem, sendo responsável pela criação do jardim aquático do Palácio Real,[26] bem como reuniu uma prestigiada coleção de obras de arte, que incluía pinturas de van Dyck e Correggi.[27] Com o tempo, todavia, sua natureza coquete passou a provocar ciúmes e conflitos com Filipe.[28] Sua personalidade ativa e a constante preocupação com a aparência levaram alguns historiadores a sugerirem que poderia ter sofrido de anorexia nervosa.[29]

Em 1662, Henriqueta deu à luz sua primeira filha, Maria Luísa. A paternidade da criança tornou-se objeto de rumores na corte, que apontavam Luís XIV ou o Conde de Guiche como possíveis pais,[30] em parte devido à conhecida homossexualidade de Filipe.[31] Pouco após o casamento, Henriqueta iniciou um relacionamento amoroso com Guiche, que já havia sido anteriormente amante do próprio duque.[31] Em julho de 1664, nasceu um filho, a quem foi atribuído o título de Duques de Valois. Batizado Filipe Carlos, a criança morreu em 1666 em decorrência de convulsões, poucas horas após o batismo. A perda afetou profundamente a duquesa.[32] Em julho de 1665, Henriqueta deu à luz uma menina natimorta[33] e, em 1669, teve outra filha, Ana Maria, batizada no ano seguinte. No final de 1669, Henriqueta sofreu uma nova perda com a morte de sua mãe, a rainha Henriqueta Maria, que faleceu após consumir uma dose excessiva de opiáceos utilizados como analgésicos.[34]
Nesse ínterim, em 1666, o Cavaleiro de Lorena, o mais influente dos favoritos de Filipe, passou a integrar oficialmente ao séquito de Orleães.[35] Rival de Henriqueta na disputa por influência sobre o duque, o cavaleiro tornou-se uma figura constante de tensão dentro da família. Em janeiro de 1670, Henriqueta conseguiu persuadir Luís XIV a exilá-lo. Inicialmente enviado para os arredores de Lyon, foi posteriormente transferido para a fortaleza do Castelo de If e, por fim, banido para Roma. Entretanto, já em fevereiro, as insistentes súplicas de Filipe convenceram o rei a permitir seu retorno à comitiva do irmão.[36]
Tratado Secreto de Dover
[editar | editar código]
Henriqueta teve um papel relevante nas negociações diplomáticas entre o seu país natal, a Inglaterra, e a França, onde vivia.[37] O seu irmão, Carlos II, de quem era muito próxima, procurava estabelecer laços mais estreitos com a monarquia francesa. Embora a questão fosse discutida desde 1663, foi apenas em 1669 que o projeto avançou, quando Carlos II considerou a possibilidade de se converter ao catolicismo e de favorecer também uma eventual conversão da Inglaterra. Henriqueta desejava visitar o seu país natal, e Luís XIV encorajou a viagem para facilitar as negociações do tratado. Entretanto, Filipe, irritado com a conduta da esposa, marcada por flertes com Guiche e outros antigos relacionamentos, opôs-se à viagem e chegou a apelar ao rei da Inglaterra para que ela permanecesse em França. Após insistir junto de Luís XIV, Henriqueta obteve autorização para partir e chegou a Dover em 26 de maio de 1670, permanecendo até 1 de junho, data em que o tratado foi assinado.[38]
Pelo acordo, Carlos II deveria abandonar a Tríplice Aliança com a Suécia e a República Holandesa em favor de uma aliança com Luís XIV, que planejava a conquista da República Holandesa, reivindicando o território em nome de sua esposa, a rainha Maria Teresa, sob a alegação de parte do dote ainda não pago.[39] Em contrapartida, a Inglaterra receberia portos estratégicos e lucrativos ao longo dos principais rios holandeses. O tratado permaneceu secreto até 1830.[40] Após sua estadia na Inglaterra, Henriqueta regressou à França em 18 de junho de 1670.[41]
Morte, funeral e legado
[editar | editar código]Em 1667, Henriqueta começou a queixar-se de uma dor intensa e intermitente de lado no corpo e, a partir de abril de 1670, os relatos da época indicam que passou a sofrer de graves problemas digestivos, chegando a conseguir apenas ingerir leite.[42] Após regressar a França com o marido, foi para Saint-Cloud em 26 de junho[43] e, no dia 29, por volta das cinco da tarde, bebeu um copo de água de chicória gelada, após o qual voltou a sentir uma forte dor e exclamou "Ah! Que dor! Que hei-de fazer! Devem ter-me envenenado!", pedindo antídotos e que a água fosse examinada.[44] Recebeu então os tratamentos habituais da época para cólicas e possíveis envenenamentos, enquanto a família real chegou pouco depois ao local: o Bispo Bossuet foi chamado e administrou-lhe a Extrema Unção, mas na madrugada de 30 de junho de 1670 a princesa acabou por falecer.[45] Na época, circularam suspeitas de envenenamento envolvendo o Cavaleiro de Lorena e o Marquês d'Effiat, embora a autópsia, realizada por vários médicos franceses e ingleses e acompanhada por diversas testemunhas, tenha apontado oficialmente como causa de morte uma gastroenterite, conclusão que, ainda assim, não convenceu todos os observadores.[42]
Henriqueta foi sepultada na Basílica de Saint-Denis em 4 de julho, e uma outra cerimônia em sua homenagem ocorreu em 21 de julho: no interior da cerimônia, foi montado um grande mausoléu no centro do coro, cercado por altares, urnas de prata e estátuas alegóricas de luto, enquanto o caixão, coberto por um pano de ouro com brasões da França e da Inglaterra, era iluminado por centenas de velas e envolto em incenso, marcando uma missa solene com música da corte organizada por Lully.[46] O discurso fúnebre, feito pelo Bispo Bossuet, tornou-se posteriormente uma famosa obra da oratória francesa. Durante a Revolução Francesa, nas profanações dos túmulos reais de Saint-Denis, seu túmulo foi aberto em 16 de outubro de 1793, e seus restos mortais foram lançados em uma vala comum próxima ao antigo cemitério da igreja: apenas em 1817, eles foram novamente sepultados na cripta dos Bourbons, em Saint-Denis.[47]
Monsieur voltou a casar-se, em 1671, com Isabel Carlota do Palatinado que, tal como Henriqueta, descendia de Maria da Escócia e do rei Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra.[48]
A filha mais velha de Henriqueta, Maria Luísa, esposa do rei Carlos II da Espanha, morreu em 1689, em Madrid, aos vinte e seis anos de idade, em circunstâncias semelhantes às da mãe,[49] o que levou à suspeita de envenenamento.[50] Sua filha mais nova, Ana Maria, casou-se, em 1684, com o rei Vítor Amadeu II, Duque de Saboia, com quem teve oito filhos: entre eles estava a princesa Maria Adelaide de Saboia, futura mãe do rei Luís XV da França, que também faleceu aos vinte e seis anos: o próprio Monsieur morreu em 1701.[51] Por meio de seus descendentes, Henriqueta tornou-se ancestral de diversas casas reais europeias, incluindo os reis da Espanha e da Bélgica, os grão-duques de Luxemburgo e os pretendentes aos tronos da França (ramo legitimista) e da Itália.[52]
Representações na cultura
[editar | editar código]
Henriqueta era amiga íntima de Madame de La Fayette, que, a seu pedido, escreveu uma biografia da duquesa.[53]
A duquesa é também uma das personagens dos romances de Alexandre Dumas, Vinte Anos Depois e O Visconde de Bragelonne, da trilogia dos Mosqueteiros, bem como em suas respectivas adaptações cinematográficas russa e francesa.[54]
Na televisão, foi interpretada por Anne-Marie Duff na minissérie britânica Carlos II: O Poder e a Paixão (2003);[55] por Jessica Clark no telefilme Broadside (2009);[56] por Jenna Brighton e Britnie Banks nos curtas-metragens Minette (2010) e Phoenix Song (2013), respetivamente;[57][58] e por Noémie Schmidt na série do Canal+ Versailles (2015).[59]
Gravidezes
[editar | editar código]| Nome | Nascimento | Morte | Observações |
|---|---|---|---|
| Maria Luísa | 26 de março de 1662 | 12 de fevereiro de 1689 | Casou-se com Carlos II da Espanha, sem descendência. |
| Filipe Carlos | 16 de julho de 1664 | 8 de dezembro de 1666 | Duque de Valois; morreu na infância.[60] |
| Filha natimorta | 9 de julho de 1665 | ||
| Aborto | 1663[61] | ||
| Aborto | 1667[61] | ||
| Aborto | 1668[61] | ||
| Ana Maria | 27 de agosto de 1669 | 26 de agosto de 1728 | Casou-se com Vítor Amadeu II, Duque de Saboia, com descendência. |
Ancestrais
[editar | editar código]Referências
- ↑ Montgomery-Massingberd 1977, p. 85
- ↑ Beatty 2003, p. 47
- ↑ Henrietta Anne Stuart, Duchess of Orleans (em inglês). English Monarch. Consultado em 18 de julho de 2022
- ↑ Cartwright 1900, p. 3
- ↑ Cartwright 1900, p. 4
- ↑ Fraser 2006, p. 32
- ↑ Cartwright 1900, p. 5
- ↑ Cartwright 1900, p. 13
- ↑ Melville 2005, p. 1
- ↑ Fraser 2006, p. 32
- ↑ Barker 1989, p. 75
- ↑ Cartwright 1900, p. 18
- ↑ Cartwright 1900, pp. 25-28
- ↑ Fraser 2006, p. 67
- ↑ Cartwright 1900, p. 68
- ↑ Cartwright 1900, p. 62
- ↑ Cartwright 1900, p. 67
- ↑ Cartwright 1900, p. 69
- ↑ Barker 1989, p. 125
- ↑ Cartwright 1900, p. 60
- ↑ Cartwright 1900, p. 81
- ↑ Cartwright 1900, p. 90
- ↑ Barker 1989, p. 72
- ↑ Louis XIV’s Women (em inglês). French Travel Boutique. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ Cartwright 1900, p. 139
- ↑ Fraser 2006, p. 76
- ↑ Fraser 2006, p. 77
- ↑ Barker 1989, p. 78
- ↑ Fraser 2006, p. 155
- ↑ Cartwright 1900, p. 106
- 1 2 Hosford 2013, p. 230
- ↑ Barker 1989, pp. 115
- ↑ Mitford 1966, pp. 87
- ↑ White 2006, p. 193
- ↑ Cartwright 1900, p. 239
- ↑ Van der Cruysse 1988, p. 165
- ↑ Cartwright, Julia (1894). Madame, a Life of Henrietta, Daughter of Charles I and Duchess of Orleans (em inglês). Londres: Seeley and Co. Ltd., p. 332
- ↑ Fraser 1979, p. 151
- ↑ Quando do casamento de Luís XIV com Maria Teresa da Espanha, filha de Filipe IV, os diplomatas espanhóis incluíram uma cláusula que a excluía, bem como seus descendentes, da sucessão ao trono espanhol, para evitar a união das duas coroas. No entanto, graças à habilidade ao Cardeal Mazarin, primeiro-ministro de facto da França, essa renúncia só teria validade mediante o pagamento de um grande dote. Empobrecida após décadas de guerra, a Espanha não conseguiu pagar a quantia estipulada, e a França nunca recebeu os 500 mil escudos acordados. Wolf 1968, p. 117
- ↑ Fraser 1979, p. 276
- ↑ Cartwright 1900, p. 336
- 1 2 Baron 1998, p. 214
- ↑ Fraser 2006, p. 156
- ↑ Cartwright 1900, p. 345
- ↑ Fraser 2006, p. 155
- ↑ Cartwright 1900, p. 383
- ↑ Heylli 1868, p. 104
- ↑ Barker 1989, p. 123
- ↑ Fraser 2006, p. 277
- ↑ Baron 1998, p. 215
- ↑ Barker 1989, p. 234
- ↑ Barker 1989, p. 239
- ↑ La Fayette, Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, Comtesse. (1720). Histoire d'Henriette d'Angleterre (em francês). Projeto Gutenberg
- ↑ «Vingt ans après (1922)». IMDb (em francês). Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Charles II: The Power & the Passion (2003)». IMDb (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Broadside (2009)». IMDb (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Minette (2010)». IMDb (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Phoenix Song (2013)». IMDb (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Versailles (2015-2018)». IMDb (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ van de Pas, Leo. «Philippe Charles d'Orléans, Duke of Valois». Genealogics .org. Consultado em 22 de dezembro de 2009
- 1 2 3 Weir 2011, p. 254
- ↑ Louda & Maclagan 1999, pp. 27, 50, 140.
Bibliografa
[editar | editar código]- Barker, Nancy Nichols (1989). Brother to the Sun King; Philippe, Duke of Orléans (em inglês). Baltimore: Johns Hopkins University Press
- Baron, Jeremy Hugh (1988). «"Paintress, princess and physician's paramour: poison or perforation?"». Journal of the Royal Society of Medicine (em inglês). 91 (4): 214
- Beatty, Michael A. (2003). The English Royal Family of America, from Jamestown to the American Revolution (em inglês). [S.l.]: McFarland. ISBN 9780786415588
- Cartwright, Julia (1900). Madame: A life of Henrietta, daughter of Charles I and Duchess of Orléans (em inglês). Londres: Seeley and Co.Ltd
- Fraser, Antonia (1979). Royal Charles: Charles II and the Restoration (em inglês). Nova Iorque: Alfred A. Knopf
- Fraser, Antonia (2006). Love and Louis XIV; The Women in the Life of the Sun King (em inglês). Londres: Anchor Books
- Heylli, Georges d'. (1868). L'odieuse profanation faicte des cercueils royaux de l'abbaye Sainct-Denys en l'année (em francês). [S.l.: s.n.]
- Louda, Jiří; Maclagan, Michael (1999). Lines of Succession: Heraldry of the Royal Families of Europe (em inglês) 2 ed. Londres: Little, Brown. ISBN 978-0-316-84820-6
- Melville, Lewis (2005). The Windsor Beauties: Ladies of the Court of Charles II (em inglês). Ann Arbor: Victorian Heritage Press. ISBN 1-932690-13-1
- Mitford, Nancy (1966). The Sun King (em inglês). Londres: Anchor Books. ISBN 0-14-023967-7
- Montgomery-Massingberd, Hugh (1977). Burke's Royal Families of the World (em inglês). [S.l.]: Burke's Peerage. ISBN 9780850110296
- Weir, Alison (2011). Britain's Royal Families: The Complete Genealogy (em inglês). [S.l.]: Random House. ISBN 978-1-446-44911-0
- White, Michelle A. (2006). Henrietta Maria and the English Civil Wars (em inglês). [S.l.]: Ashgate Publishing. ISBN 9780754639428
- Van der Cruysse, Dirk (1988). Madame Palatine, princesse européenne (em francês). [S.l.]: Fayard. ISBN 978-2-213-02200-0
Ligações externas
[editar | editar código]| Henriqueta Ana da Inglaterra Casa de Stuart 16 de junho de 1644 – 30 de junho de 1670 | ||
|---|---|---|
| Precedida por Margarida de Lorena |
Duquesa de Orleães 31 de março de 1661 – 30 de junho de 1670 |
Sucedida por Isabel Carlota do Palatinado |
- Nascidos em 1644
- Mortos em 1670
- Família real britânica
- Convertidos do anglicanismo ao catolicismo romano
- Católicos do Reino Unido
- Casa de Stuart
- Casa d'Orleães
- Sepultados na Basílica de Saint-Denis
- Naturais de Exeter
- Duquesas de Orleães
- Mulheres do século XVII
- Princesas da Inglaterra
- Duquesas de Chartres
- Princesas da Escócia
- Ingleses do século XVII
- Mulheres do período Stuart
