Hipotiroidismo

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Hipotiroidismo
Tiroxina (T4) normalmente é produzida 20 vezes mais do que a Triiodotironina (T3).
Classificação e recursos externos
CID-10 E03.9
CID-9 244.9
DiseasesDB 6558
MedlinePlus 000353
eMedicine med/1145
MeSH D007037
Star of life caution.svg Aviso médico

Hipotiroidismo ou hipotireoidismo é a deficiência de hormônios produzidos pela glândula tireoide: a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Essa condição provoca fadiga, sonolência, lentidão muscular, aumento do peso corporal, diminuição da frequência cardíaca e mixedema, o desenvolvimento de inflamações por todo o corpo.[1]

Há várias causas distintas para o hipotiroidismo, sendo que a mais comum é a inflamação da glândula tireoide, que danifica as células.[1] A tiroidite de Hashimoto também é uma causa importante. Outra causa comum é a terapia com radiação na região do pescoço para tratar diversos tipos de câncer, que pode danificar a glândula.[1] A deficiência de iodo na dieta também pode causar hipotiroidismo, porém sua prevalência tem diminuido em todo o mundo devido aos programas governamentais de adição de iodo à alimentação (especialmente ao sal de cozinha). Defeitos congênitos também causam hipotireoidismo;[1] o hipotiroidismo é uma complicação comum na Síndrome de Down.[2]

Causas[editar | editar código-fonte]

As possíveis causas incluem:

Sintomas do hipotiroidismo[editar | editar código-fonte]

Histologia da tireoide em microscópio óptico.

Adultos[editar | editar código-fonte]

Os sintomas são variados, geralmente relacionados a um metabolismo diminuído, e incluem[3] :

  • Fadiga;
  • Depressão;
  • Ganho de peso;
  • Sensibilidade ao frio;
  • Sonolência excessiva;
  • Cabelo seco e grosso;
  • Prisão de ventre;
  • Pele seca e frágil;
  • Caibras musculares;
  • Aumento dos níveis de colesterol
  • Letargia (cognição lenta);
  • Inchaço das pernas;
  • Fala lenta e rouca;
  • Falta de fôlego;
  • Perda de desejo sexual;
  • Dor em articulações e músculos;
  • Irritabilidade e;
  • Ciclos menstruais anormais.

Crianças[editar | editar código-fonte]

Idade muito nova: vontade constante de defecar, constipação, ronco, sono em excesso. Fase em que começa a andar: abdômen protuberante, pele seca, dentes demorando a nascer. Depois de começar a andar: falta de crescimento normal, estatura anormalmente pequena para a idade, inteligência abaixo do normal para a idade.

A maioria dos neonatos tem aparência normal ao nascimento e <10% são diagnosticados com base nas manifestações clínicas, que consistem em icterícia prolongada, problemas alimentares, hipotonia, macroglossia, atraso na maturação óssea e hérnia umbilical. É importante assinalar a ocorrência de lesão neurológica permanente se o tratamento for tardio. Outras mal formações congênitas, particularmente cardíacas, são quatro vezes mais comuns no hipotireoidismo congênito.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É mais de quatro vezes mais comum em mulheres do que em homens. É mais comum depois dos 40, mas também há uma versão pós-parto e em recém-nascidos (1 em cada 5000 nascidos vivos). É relativamente comum atingindo cerca de 1,5% da população. A causa mais comum é a falta de iodo.[4]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O objetivo do tratamento é repor o hormônio que está faltando, sendo a levotiroxina (L-T4) o medicamento mais usado.[1] O tratamento associando T4 e T3 não tem sido recomendado, pois a maior parte dos ensaios clínicos não demonstra benefícios (o T4 administrado é convertido perifericamente em T3, o hormônio ativo). É recomendo também a complementação com iodo, caso sua falta seja a base do problema, encontrado em algumas algas e alguns peixes.

Referências