Imagiologia médica

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(a) Tomografia computadorizada, (b) Ressonância magnética, (c) PET scan, (d) Ultrassom.

Imagiologia médica, popularmente conhecida como exame de imagem, se refere às técnicas e processos usados para criar imagens do corpo humano para análise clínica.

Técnicas que utilizam raio X[editar | editar código-fonte]

Tomografia computadorizada mostrando ruptura de aneurisma de aorta abdominal.

Radiografia convencional[editar | editar código-fonte]

É o exame de imagem mais antigo, usa raio X para projetar uma imagem 2D. Ainda é largamente utilizado, apesar de o avanço da tomografia 3D, devido ao baixo custo, alta resolução, doses mais baixas de radiação e ampla literatura e treinamento médico para seu uso. Diferentes partes do corpo exigem diferentes doses de radiação para produzir uma imagem nítida, que como regra deve ser a mínima possível. Atualmente técnicas digitais estão substituindo os filmes convencionais.[1]

Fluoroscopia[editar | editar código-fonte]

A fluoroscopia produz imagens em tempo real de estruturas internas do corpo de uma forma semelhante a uma radiografia, mas emprega uma potência constante de raios-x, com menor radiação. Os meios de contraste, como bário, iodo e ar são usados para melhor visualizar o funcionamento dos órgãos internos. A fluoroscopia também é usado em procedimentos guiados por imagem quando se pretende uma resposta constante durante um procedimento.

Mamografia[editar | editar código-fonte]

É um tipo especial de técnica de raios-X para criar imagens detalhadas da mama, comumente usado em rastreamento de tumores da mama.

Angiografia[editar | editar código-fonte]

É um tipo específico de técnica de raios-X para a visualização de vasos sanguíneos e órgãos, especialmente no coração. Necessita uma injeção de um agente de contraste que aumenta a visibilidade do sangue na imagem de raios-X.

Tomografia computadorizada[editar | editar código-fonte]

O CT scanner produz imagens detalhadas do corpo em 3D. Devido à sua alta resolução, estas imagens podem fornecer informações adicionais em comparação com a radiografia convencional.

Técnicas nucleares ou moleculares[editar | editar código-fonte]

Ressonância magnética[editar | editar código-fonte]

Ressonância magnética da cabeça em corte transversal.

A Ressonância Magnética Nuclear (RMN) utiliza ímãs potentes para polarizar e excitar os núcleos de hidrogênio (prótons individuais), que são amplamente encontrados no tecido humano. O scanner usa antenas para produzir pulsos de ondas de rádio na frequência de ressonância dos átomos de hidrogênio nas moléculas de água. As ondas de rádio geradas em resposta são codificadas e resultam em imagens do órgão desejado.[2]

Nas técnicas com raio-X, apenas os tecidos densos criam boas imagem, sendo muito difícil avaliar tecidos pouco densos como o tubo digestivo e o sistema reprodutor. Assim, pode ser usado para investigar tumores, o fluxo de sangue do coração, função renal e função pulmonar.

Cintilografia[editar | editar código-fonte]

Também chamada de "cintigrafia", "gamagrafia" ou "cintilograma" é uma forma de teste de diagnóstico em que radioisótopos são administrados por via intravenosa ou por via oral. Uma câmara gama de captura registra imagens em duas dimensões usando a radiação emitida pelos radiofármacos.[3]

Ultrassonografia/Ecografia[editar | editar código-fonte]

O ultrassom é um exame que utiliza ondas sonoras de alta frequência e banda larga (megahertz) que são refletidas pelo tecido em diferentes graus, para produzir imagens em tempo real, sem emitir radiação ionizante. As imagens nao sao tao nítidas como uma TC ou uma RMN, mas ainda é muito usado por ser econômica, segura e rápida.[4]

A resolução pode ser melhorada utilizando modo A (amplitude), B(brilho), C(contraste), M(movimento), Doppler, colorido, pulso invertido ou harmônico.[5]

Ecocardiograma[editar | editar código-fonte]

A ecocardiografia utiliza ultrassom para analisar as estruturas do coração, incluindo a dimensão de cada câmara, a função cardíaca, as válvulas e o pericárdio (a membrana que envolve o coração).

Elastografia[editar | editar código-fonte]

A elastografia é uma nova modalidade de imagem que mapeia as propriedades elásticas dos tecido moles. A elastografia diferencia os tecidos mais rígidos e mais finos dos tecidos saudáveis sendo útil para diagnosticar tumores cancerosos, transtornos da elasticidade cardíaca ou pulmonar, fígado gorduroso ou cirrose.[6]

Termografia[editar | editar código-fonte]

É uma técnica que permite a visualização artificial da luz dentro do espectro infravermelho, útil para detectar algumas neoplasias agressivas, pois a revascularização e crescimento acelerado das células tumorais aumentam a temperatura do local onde está o tumor.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. https://www.medicalradiation.com/types-of-medical-imaging/imaging-using-x-rays/
  2. http://www.magnetic-resonance.org/
  3. http://medical-dictionary.thefreedictionary.com/scintigraphy
  4. Dhawan P, A. (2003). Medical Imaging Analysis. Hoboken, NJ: Wiley-Interscience Publication
  5. The Gale Encyclopedia of Medicine, 2nd Edition, Vol. 1 A-B. p. 4
  6. Sarvazyan A, Hall TJ, Urban MW, Fatemi M, Aglyamov SR, Garra BS (2011). "Overview of elastography–an emerging branch of medical imaging". Current Medical Imaging Reviews. 7 (4): 255–282.
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