Incidente do USS Nimitiz

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Os caças estavam a aproximadamente mil metros da costa de San Diego quando foram direcionados ao OVNI.
Os caças estavam a aproximadamente 160 quilômetros da costa de San Diego quando foram direcionados ao OVNI.[1]
  160 quilômetros do Condado de San Diego
  160 quilomêtros da costa de San Diego

O Incidente de OVNI do USS Nimitiz refere-se a um relato de avistamento visual e por radar de OVNIs do grupo de ataque Nimitz Carrier. Em dezembro de 2017, uma filmagem em infravermelho do avistamento foi divulgada ao público.[2]

De acordo com o jornal americano, Washington Post, o vídeo foi vazado pelo ex-agente de inteligência Luis Elizondo para chamar atenção sobre uma investigação secreta de OVNIs chamada Advanced Aviation Threat Identification Program.[3][4][5]

Encontro[editar | editar código-fonte]

USS Nimitz em frente ao USS Princeton

Antes do incidente, no início de novembro de 2004, o navio de guerra USS Princeton havia relatado que uma luz desconhecida tinha perseguido-o, por 2 semanas.[6][1]

Os objetos apareceram repentinamente a 80.000 pés, e depois foram direção ao mar, eventualmente parando a 20.000 pés e pairando. Em seguida, ele saiu fora do alcance do radar, provavelmente indo em direção ao céu.
— Tripulantes do navio

Avistamentos visuais[editar | editar código-fonte]

Quando o mesmo evento ocorreu novamente às 12:30 de 14 de novembro de 2004, um oficial de operações abordo do Princeton contatou dois jatos da marinha americana do USS Nimitz. O primeiro jato estava sendo pilotado pelo comandante David Favor, oficial comandante do esquadrão de ataque 41, auxiliado pelo seu oficial do sistema de armamentos no banco traseiro, e o segundo pilotado por um jovem tenente recruta.

O operador de operações do Princeton pediu que as aeronaves fossem guiadas até ao OVNI. Embora as condições meteorológicas para esse dia fossem ótimas, com o céu azul, sem nuvens e com o mar calmo, quando os caças dos EUA chegaram ao local, os dois caças não viram nada no ar nem em seu radar. Ao olhar para o mar, no entanto, eles perceberam uma área de água oval agitada com espuma e ondas espumosas de aproximadamente do tamanho de um Boeing 737.[7] Alguns segundos depois, eles notaram um objeto muito incomum pairando com movimentos erráticos 50 metros acima da água. Ambos os pilotos descreveram depois o objeto como sendo sólido, branco, de 10 a 14 metros de comprimento, sem pára-brisa, sem asas, nem empenagem, e sem nenhum motor visível.[8][9][10][11]

Fravor começou uma descida para abordar o objeto, mas ele alegou que o OVNI evitava qualquer tipo de aproximação fazendo manobras "impossíveis", que inutilizava qualquer tentativa de aproximação. Como Fravor se aproximou um pouco, ele relatou que o objeto começou a ascender ao longo de um caminho curvo, mantendo distância do caça de Fravor, espelhando sua trajetória em círculos opostos.[7][9] Fravor então fez uma manobra agressiva, mas neste momento disse que o OVNI foi embora com uma aceleração incrível, em menos de 2 segundos sumindo da vista dos pilotos, deixando-os assustados.[7][11]

Poucos minutos depois, o USS Princeton confirmou que o objeto estava agora a 60 km de distância. De acordo com Popular Mechanics, o objeto teve que voar mais rápido do que Mach 3 para cobrir tal distância. Ao perder contato visual com o objeto, ambos os caças F-18 estavam com pouco combustível e tiveram que retornar ao USS Nimitz.[1]

Não faço ideia do que vi. Não tinha asas, motores e nem plumas, e ultrapassou os nossos F-18. Mas eu quero pilotar um.
— David Fravor em entrevista ao New York Times.[6]

Imagens infravermelhas[editar | editar código-fonte]

Casulo de navegação aeronáutica da empresa Thales.

Após o retorno da primeira equipe para o Nimitz, uma segunda equipe decolou às 15:00, desta vez equipado com uma câmera infravermelha avançada. Esta câmera gravou um OVNI em vídeo, sendo o vídeo lançado publicamente pelo Pentágono em 16 de dezembro de 2017 ao lado da revelação do Advanced Aviation Threat Identification Program.[12][13][14]

Uma segunda filmagem infravermelha foi lançada pelo Pentágono junto a primeira filmagem. Embora a mídia muitas vezes apresentam os dois vídeos juntos para ilustrar o incidente envolvendo do USS Nimitz, a segunda filmagem não é do mesmo incidente, fora filmado na costa leste dos Estados Unidos em uma data desconhecida.[7]

Análises[editar | editar código-fonte]

O escritor Kyle Mizokami sugeriu três possibilidades que poderiam explicar os avistamentos. O primeiro é o mal-funcionamento do equipamento ou interpretação errada; Os radares da USS Princeton e os radares dos caças podem ter avariado, ou a tripulação pode ter interpretado mal uma série de fenômenos naturais. A segunda é uma tecnologia secreta do governo: se os objetos eram aeronaves operadas pelo governo dos EUA, faria sentido que eles fossem mantidos em segredo, como o objeto facilmente conseguiu passar o Super Hornet, um jato que foi considerado uma obra-prima em 2004. A terceira possibilidade é que os avistamentos foram causados por objetos de origem extraterrestres.[1][13]

O New York Times incluía um aviso no relato do incidente: "os especialistas dizem que na maioria dos casos ufológicos a explicação é terrestre, não só porque não se tem explicação, é extraterrestre".[6]

O físico Don Lincoln disse que era muito improvável que o que esses pilotos relataram fosse ser uma super arma ou uma nave alienígena, no entanto, ele gostaria de ver os relatórios de investigação feitos pelo governo dos Estados Unidos, com a justificativa de que "a ciência só é feita quando todas as opções são consideradas". "Objeto voador não identificado não quer dizer uma nave alienígena, mas sim uma coisa não identificada", concluiu Lincoln.[15][16]

O jornalista científico Dennis Overbye argumentou que apenas um "resíduo teimoso" de um fenômeno aéreo sem explicação permaneceu após a análise. Overbye destacou que algumas desses relatos foram obtidos de observadores respeitados como pilotos do exército. Porém, ele alarmou, "assim como a psicologia moderna e a neurociência estabeleceram, os sentidos são um portal não confiável para a realidade, seja o que for."[17]

De acordo com Steve Cummings do Raytheon Space and Airborne Systems, as imagens de vídeo capturados por um Raytheon não são provas definitivas de que os pilotos dos jatos estavam perseguindo realmente um OVNI. Cummings disse que, "para realmente ter certeza, nós precisamos dos dados brutos, imagens por si só não são a melhor evidência".[18]

Referências

  1. a b c d «That Time the U.S. Navy Had a Close Encounter With a UFO». Popular Mechanics (em inglês) 
  2. Warrick, The Washington Post. «Head of Pentagon's secret 'UFO' office sought to make evidence public» (em inglês). ISSN 0190-8286 
  3. Cooper, Helene; Kean, Leslie; Blumenthal, Ralph. «2 Navy Airmen and an Object That 'Accelerated Like Nothing I've Ever Seen'». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  4. Cooper, Helene; Blumenthal, Ralph; Kean, Leslie. «Glowing Auras and 'Black Money': The Pentagon's Mysterious U.F.O. Program». The New York Times 
  5. Bender, Bryan. «The Pentagon's Secret Search for UFOs». Politico 
  6. a b c Cooper, Helene; Kean, Leslie; Blumenthal, Ralph. «2 Navy Airmen and an Object That 'Accelerated Like Nothing I've Ever Seen'». The New York Times(em inglês). 
  7. a b c d Finucane, Martin. «This former Navy pilot, who once chased a UFO, says we should take them seriously». Boston Globe 
  8. "ABC about the USS Nimitz UFO Incident (December 18, 2017)" no YouTube
  9. a b "CNN Interview with pilot David Fravor and Luis Elizondo (December 18, 2017)" no YouTube
  10. "New CNN Interview with pilot David Fravor (December 19, 2017)" no YouTube
  11. a b "Fox News interview with David Fravor about 'out of this world' encounter (December 20, 2017)" no YouTube
  12. Cooper, Helene; Blumenthal, Ralph; Kean, Leslie. «Glowing Auras and 'Black Money': The Pentagon's Mysterious U.F.O. Program». The New York Times 
  13. a b Warrick, Joby. «Head of Pentagon's secret 'UFO' office sought to make evidence public». The Washington Post (em inglês). ISSN 0190-8286 
  14. Bender, Bryan. «The Pentagon's Secret Search for UFOs». Politico 
  15. Lincoln, Don. «Keep looking for UFOs». CNN.com. CNN 
  16. «The Modern Search for U.F.O.s». .wnyc.org. WNYC 
  17. Overbye, Dennis. «U.F.O.s: Is This All There Is?». The New York Times 
  18. «Navy pilots used Raytheon tech to track a strange UFO». raytheon.com. Raytheon Company