João Cardoso

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O Racing campeão mundial em 1967. Cardoso é o primeiro agachado, da esquerda para a direita. Curiosamente, atrás dele está o goleiro Cejas, que, como ele, também foi jogador do Grêmio.

João Rodrigo Esteves Cardoso [1] (Uruguaiana, 25 de novembro de 1939 - Porto Alegre, 23 de junho de 2019 [2]) foi um futebolista brasileiro que se destacou sobretudo no futebol argentino, onde defendeu Newell's Old Boys e a dupla rival da cidade de Avellaneda, Independiente e Racing, com o qual venceu a Taça Libertadores da América de 1967 (marcando um dos gols da finalíssima) e o Mundial daquele mesmo ano, nos únicos títulos racinguistas nessas competições. Revelado pelo Grêmio,[3] ele é precisamente o jogador brasileiro que mais clubes argentinos diferentes defendeu na primeira divisão.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Grêmio[editar | editar código-fonte]

Aos 20 anos, assinou seu primeiro contrato profissional, após destacar-se em uma olimpíada militar. Foi no time de sua cidade, o Uruguaiana. Três meses depois, realizou o sonho de infância de ir para o Grêmio, após destacar-se em um amistoso contra o Tricolor.[5] Estreou no time principal em 1959,[6] e em 1960 o Grêmio acumulou um pentacampeonato estadual seguido.[7] Cardoso, porém, não encontrou espaço em um time que já contava para a sua posição de centroavante com os ídolos Gessy e Juarez. Continuou sem ser muito aproveitado mesmo após sair-se bem em uma excursão do Grêmio pela Europa, onde marcou doze vezes e chegou a enfrentar inclusive Ferenc Puskás e o Real Madrid.[5] Foi em excursão em 1961 na qual os jogos foram marcados gradualmente, inicialmente pela Grécia, onde os triunfos incluíram um em partida contra combinado local e despertaram interesse em jogos por França, Bélgica, Romênia, Bulgária, União Soviética e Alemanha Ocidental.[6]

A equipe espanhola possuía amistoso marcado com o Sedan e, diante da desistência dos franceses, convidou os gremistas em partida que atraiu franceses e alemães para a fronteiriça Estrasburgo. Foi de Cardoso o gol dos brasileiros, empatando provisoriamente a partida em 1-1 , embora o próprio jogador preferisse outro lance na partida, no qual pôde aplicar um drible de chapéu no astro Alfredo Di Stéfano. O Real venceu por 4-1 e a partida voltou à tona em 2017, quando ambos os clubes se reencontraram no Mundial de Clubes desse ano.[6] Apesar do desempenho, no ano seguinte ele foi vendido ao Newell's Old Boys, então na segunda divisão argentina. Declarando gratidão ao Newell's e desgosto com a diretoria gremista, declararia que "O Newell's acreditou em mim, que era desconhecido na Argentina. Fui trocado, como se troca um cacho de banana".[5] Quando os dois clubes se enfrentaram na Taça Libertadores da América de 2014, Cardoso também manifestou preferência por vitória dos argentinos, também em razão dos tricolores já terem sido campeões.[3]

Newell's Old Boys[editar | editar código-fonte]

Cardoso confessaria que desconhecia totalmente o futebol vizinho. Mas ali não sentiu-se sozinho; o Newell's Old Boys havia contratado outros sete brasileiros, na época em que o Brasil estava embalado com o bicampeonato mundial,[5] ainda que seu companheiro de apartamento fosse Nelson López, que por sua vez defendeu os rivais Rosario Central e Internacional.[3] O futebol gaúcho era uma fonte constante desde 1960, incluindo jogadores renomados como Juarez e Ivo Diogo. A equipe rosarina havia sido rebaixada pela única vez em sua história em 1960 e no ano seguinte havia assegurado de imediato o retorno ao vencer a segunda divisão, mas o título foi cassado após descobrir-se pagamentos a adversários do concorrente Quilmes. Cardoso assim reforçou a Lepra em nova disputa na segunda divisão. Em 1963, o clube ficou em sexto e não ascenderia, mas foi realocado na elite após obter sucesso em recurso contra o cancelamento do título e acesso de 1961.[7]

Cardoso seguiu no Newell's até 1965, marcando em dois Clásicos Rosarinos, em vitória por 1-0 e em empate por 2-2, ambos em 1965 - por causa deles, afirmaria que em Rosario (cidade onde nasceriam seus filhos) costumava ser mais reconhecido por torcedores do Central dos que pelo do próprio Newell's. O triunfo marcou a primeira vitória rubronegra no estádio do rival pelo clássico em nove anos, e também seria a última pelos quinze anos seguintes. Outro gol naquele ano foi em La Bombonera sobre o campeão Boca Juniors. O brasileiro terminou contratado pelo Independiente, por sua vez bicampeão seguido da Taça Libertadores da América.[3] Foi uma das maiores transferências do futebol argentino na época,[5] definida já em março de 1966,[3] envolvendo também a troca por Roque Avallay - que havia marcado um dos gols do Independiente nas finais da Libertadores de 1965.[8]

Independiente[editar | editar código-fonte]

Cardoso teve uma boa estreia pelo Independiente, marcando um gol e aproveitando bola dada como perdida para dar passe para outro. O adversário era o Boca Juniors, em plena La Bombonera.[5] O Rojo concorria com o Boca e também com o River Plate em um grupo-semifinal da Taça Libertadores da América de 1966, chegando perto de nova final seguida, impedida por derrota em jogo-desempate com o River. Apesar da boa campanha na competição,[3] onde pôde marcar dois gols em seis partidas (sendo inclusive o primeiro estrangeiro a marcar gols pelo time em competições internacionais oficiais),[9] Cardoso jogaria pouco no clube. Em outro duelo com o Boca, apenas dois meses depois de chegar, machucou seriamente o pé a ponto de quase perdê-lo. Chegou a perder a forma no período de licença médica e embora se dedicasse a recupera-la ao ser liberado, acabou negociado pelo clube com o arquirrival - o Racing, embora a negociação tenha sido definida pelo brasileiro como discreta e sem maiores controvérsias.[3] Ao todo, não pôde passar de quatorze partidas pelo Independiente,[10] prejudicado também pela concorrência com Raúl Bernao, já um grande ídolo do clube.[11][12]

Racing[editar | editar código-fonte]

O Racing havia sido o campeão argentino de 1966, no embalo de 39 jogos seguidos de invencibilidade, então um recorde no profissionalismo argentino.[13] Porém, tivera lesionado o artilheiro da campanha, Jaime Martinoli.[14] Substituindo-o em um quinteto ofensivo com Humberto Maschio, Norberto Raffo, Juan Carlos Cárdenas e Juan José Rodríguez na campanha da Taça Libertadores da América de 1967, Cardoso contribuiu com três gols. Os dois primeiros, na fase inicial da edição mais longa do torneio, foram nos triunfos por 2-1 sobre o Bolívar em La Paz e por 4-1 sobre o Santa Fe na primeira fase,[15] onde os racinguistas também precisaram superar um grande susto em Medellín, em turbulência de avião tão forte que a "sobrevivência" terminou por lhes encher de confiança pelo título; o trauma, porém, faria Cardoso (que descreveu que uma máquina de escrever de um jornalista teria chegado a ficar no ar) evitar novas viagens de avião após parar de jogar.[3]

Além do susto, foi preciso também superar partidas ásperas por todo o continente. Cardoso as descreveria como "uma loucura. Tu eras maltratado, xingado, apedrejado. No campo, te atiravam pedra, garrafa. A polícia, em vez de cuidar da gente, batia também. A falta era marcada somente em caso de fratura exposta ou nariz quebrado".[5] O terceiro gol do brasileiro veio exatamente na finalíssima com o Nacional, logo aos 14 minutos,[15] semanas após aquele forte elenco, apelidado de El Equipo de José, ter chegado à decisão também do campeonato argentino (perdido para o Estudiantes). No lance, o brasileiro aproveitou-se que a defesa uruguaia prestou mais atenção em Alfio Basile e concluiu para o gol,[3] em cabeceio em lance de tiro livre no qual venceu o goleiro Rogelio Domínguez - curiosamente, antigo ídolo do próprio Racing na década de 1950.[16] Pouco depois os argentinos ampliaram para 2-0 e o técnico Pizzuti optou por guarnecer sua defesa. Como substituições só eram autorizadas no primeiro tempo, Cardoso saiu no minuto 39 para ser substituído por Fernando Parenti,[17] a quem considerava um de seus melhores amigos no plantel.[3]

A Academia tornou-se o segundo clube argentino a vencer a Libertadores, juntando-se ao rival Independiente, e poderia tornar-se o primeiro a ser campeão mundial; o vizinho havia perdido para a Internazionale nas suas duas tentativas, em 1964 e 1965. O adversário do Racing seria exatamente quem vencera sobre a própria Inter o título europeu de 1967, o Celtic.[13] Apesar do gol decisivo, Cardoso inicialmente não foi titular na disputa, sem participar do jogo de ida, em Glasgow. Na derrota na Escócia, Miguel Ángel Mori lesionou-se e assim o brasileiro voltou ao time titular para a partida de volta, em Avellaneda. Os argentinos venceram no Cilindro e a decisão foi prolongada para um jogo extra três dias depois, em Montevidéu.[18] Cardoso foi mantido entre os titulares a inclusive esteve perto de marcar um gol, aos 8 minutos, em lance frente ao goleiro John Fallon. Cárdenas faria o único gol, em chute de longa distância que tornou-se célebre, concluindo embates intensos a ponto de os britânicos terminarem às lágrimas pela derrota, apesar do torneio não ser tão valorizado pela sua mídia.[18] Quarenta anos depois, em 2007, Cardoso foi um dos convidados de honra para novo aniversário dessa conquista,[3] cuja repercussão na Argentina fora tamanha que ultrapassou rivalidades, fazendo o próprio Independiente prestar homenagens solenes e pomposas no primeiro Clásico de Avellaneda após essa final.[19]

Em 1967, o brasileiro também destacou-se em amistoso com o Bayern Munique, contra quem foi eleito pela imprensa a figura mais destacada da partida,[20] que marcava a inauguração na nova iluminação noturna do estádio racinguista.[3] Oficialmente, Cardoso jogou 43 vezes pelo Racing, com nove gols marcados.[11] Ele também foi procurado pela imprensa argentina nos dez anos do título nacional logrado pelo clube em 2001, onde foi encerrado um jejum de 35 anos sem títulos do Racing na primeira divisão. Relembrando a Equipo de José, declarou que "eram jogos duros. Juan José Pizzuti nos dirigia, mas nos ordenávamos sozinhos em campo. Às vezes, Roberto Perfumo gritava desde atrás. Mas na maioria das vezes quem ordenava era Humberto Maschio. Que jogador inteligente! 'Recue', dizia Maschio. 'Se meta e ocupe a tua direita', gritava. A chave é sempre conservar a bola o maior tempo possível, e depois fazer com ela algo produtivo. Todos falam do Barcelona, não? E o que fazem? Têm a bola o tempo todo. Não a largam. Não inventemos coisas raras, meu amigo, que não existem. Viu como eu falo pouco de futebol? As pessoas analisam e analisam e analisam como jogou equipe tal ou como jogou outra tal. Para mim é mais fácil. Ganhamos do Celtic. Conseguimos o Mundial. Sabe o que eu sou? Sou campeão do mundo. Volte aqui quando quiser".[12]

Final[editar | editar código-fonte]

Cardoso seguiu no Racing até 1968.[4] Voltou ao Brasil para defender o Náutico, mas ficou apenas quarenta dias na equipe de Recife,[5] regressando ainda em 1969 à Argentina para um breve retorno ao Newell's Old Boys antes de parar.[4]

Após o futebol e morte[editar | editar código-fonte]

Após parar de jogar, tornou-se funcionário do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais, aposentando-se ali como fiel de armazém.[5] Casado com Elaine do Canto desde os tempos de jogador, vivia de sua aposentadoria no bairro porto-alegrense da Tristeza, sem que o futebol de sua época lhe permitisse amealhar um padrão superior ao da classe média. Sua filha Claudia foi Diretora de Comunicação Institucional do Rio Grande do Sul no governo de Tarso Genro,[12] falecendo em 2015.[21]

João Cardoso faleceu em 23 de junho de 2019,[2] pouco tempo após diversos outros ex-colegas do Racing campeão mundial: o goleiro Agustín Cejas falecera ainda em 2015 [22] e o "marechal" Roberto Perfumo, em 2016.[23] Desde então, o clube já havia lamentado pelo atacante reserva Néstor Rambert (morto em julho de 2017), por Jaime Martinoli (poucos dias após o aniversário de 50 anos do título, em novembro), pelo beque Rubén Díaz (janeiro de 2018), pelo capitão Oscar Martín (fevereiro de 2018) e pelo defensor Nelson Chabay (novembro de 2018).[24]

Em nota oficial, o Racing descreveu João Cardoso como "um atacante com rapidez e potência em doses similares" e "peça fundamental na engenharia da Equipo de Jose´". O clube "se põe de pé para aplaudir uma figura que perdurará para sempre nas páginas mais gloriosas de sua história e no coração de sua torcida. (...) Gol importante entre todos os gols importantes que fez ao longo de sua carreira, o marcado em terras transandinas o catapultou rumo ao carinho eternos dos torcedores. (...) Além da já mencionada conquista da Taça Libertadores, também foi figura destacada para a obtenção do Mundial (...). O brasileiro foi titular naquela mítica final em terras uruguaias que se resolveu com o zurdazo imortal do Chango Juan Carlos Cárdenas. (...) Com o passo dos anos e consciente do peso significativo de sua figura na gloriosa história de nossa instituição, o clube o reconheceu em múltiplas ocasiões. E ele se aproximou do Cilindro para ser parte de várias homenagens pelo campeonato mundial. Do mesmo modo em que sempre lhe recordou, hoje o Racing lamenta de maneira insociável a sua perda, mas enaltece a memória de alguém que permanecerá para sempre e de maneira inquestionável dentro das páginas mais gloriosas da história académica. Como fez ao longo desse inesquecível 1967 com a bola nos pés, hoje Cardoso tocou definitivamente o céu com as mãos subido aos ventos da eternidade. Racing lhe despede com lágrimas nos olhos, mas ao mesmo tempo com um sorriso cheio de emoção e um sentido aplauso, enquanto diz em voz alta: 'até sempre, João'".[25]

O clube também assim manifestou-se no twitter: "Até sempre, João Cardoso - campeão até a eternidade, herói de mil batalhas, teus gols ficarão para sempre na memória do Cilindro".[2]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Grêmio[editar | editar código-fonte]

Racing[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e «MORRE URUGUAIANENSE CAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL». Jovem Hits. 24 de junho de 2019. Consultado em 26 de junho de 2019 
  2. a b c «Racing despide a un campeón mundial». Tyc Sports. 23 de junho de 2019. Consultado em 25 de junho de 2019 
  3. a b c d e f g h i j k l BRANDÃO, Caio (29 de agosto de 2017). «50 anos da Libertadores do Racing: entrevista com o brasileiro João Cardoso, autor de um dos gols do título». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  4. a b c HERNÁNDEZ, Sergio; STORNI, Luis Carlos (9 de junho de 2008). «Brazilian players in Argentina 1st level». RSSSF. Consultado em 25 de junho de 2019 
  5. a b c d e f g h i CASSOL, Daniel; STÉDILE, Miguel (fevereiro de 2008). «Cardoso, el campeón del mundo». Revista Brasileiros, ed. 7. Consultado em 7 de novembro de 2010 
  6. a b c «Chapéu em Di Stéfano e gol "mixuruca": o único gremista que marcou contra o Real». Globo Esporte. 16 de dezembro de 2017. Consultado em 25 de junho de 2019 
  7. a b BRANDÃO, Caio (13 de março de 2014). «Elementos em comum entre Grêmio e Newell's». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  8. BRANDÃO, Caio (16 de abril de 2015). «50 anos do primeiro bi argentino na Libertadores, do Independiente». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  9. GIMÉNEZ, Oscar. «Goles extranjeros de Independiente en Copa Libertadores». Extranjeros en el fútbol argentino. Consultado em 26 de junho de 2019 
  10. BRANDÃO, Caio (14 de fevereiro de 2018). «Elementos em comum entre Grêmio e Independiente». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  11. a b «HASTA SIEMPRE JOÃO». La Comu de Racing. 24 de junho de 2019. Consultado em 26 de junho de 2019 
  12. a b c GRANOVSKY, Martín (27 de dezembro de 2011). «El milagro de un campeón». Página 12. Consultado em 26 de junho de 2019 
  13. a b BRANDÃO, Caio (27 de dezembro de 2016). «Há 15 anos, acabava o jejum do Racing». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  14. «Ídolos - Jaime Martinoli». Racing Club. Consultado em 25 de junho de 2019 
  15. a b FERNANDES, Isamara (27 de fevereiro de 2018). «Há 45 anos, edição mais longa da história da Copa Libertadores era vencida pelo Racing». Vavel. Consultado em 25 de junho de 2019 
  16. FABBRI, Alejandro (28 de agosto de 2017). «Racing y el famoso equipo de José». Perfil. Consultado em 26 de junho de 2019 
  17. ESTÉVEZ, Martín (30 de janeiro de 2009). «Racing, héroes para siempre». El Gráfico. Consultado em 26 de dezembro de 2017 
  18. a b BRANDÃO, Caio (4 de novembro de 2017). «50 anos do primeiro título mundial do futebol argentino: o do Racing de 1967». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  19. BRANDÃO, Caio (17 de dezembro de 2017). «Treinado pelo brasileiro Osvaldo Brandão, há 50 anos o Independiente era campeão argentino. Com um 4-0 sobre o Racing campeão do mundo!». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  20. «Edición Especial». El Gráfico. 30 de janeiro de 2009. Consultado em 26 de junho de 2019 
  21. «Morre a pedagoga Claudia Cardoso». Sul 21. 3 de dezembro de 2015. Consultado em 26 de junho de 2019 
  22. «CONMOVEDORA DESPEDIDA A AGUSTÍN CEJAS». Racing Club. Consultado em 25 de junho de 2019 
  23. BRANDÃO, Caio (12 de março de 2016). «Adeus, Marechal! Relembre Roberto Perfumo, lenda de Racing, River, Cruzeiro e seleção». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  24. BRANDÃO, Caio (3 de novembro de 2018). «Adeus a Nelson Chabay, uruguaio dos mais argentinos, campeão com Racing, Huracán e interior». Futebol Portenho. Consultado em 25 de junho de 2019 
  25. «HASTA SIEMPRE, JOAO». Racing Club. Consultado em 25 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]