Massacre de São Patrício

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O Massacre de São Patrício foi um evento que ocorreu em 4 de julho de 1976, durante a Ditadura Militar Argentina, no qual foram assassinados três padres e dois seminaristas palotinos na casa paroquial em que residiam no bairro de Belgrano em Buenos Aires. Na ocasião, foram assassinados os padres Alfredo Leaden, Pedro Dufau e Alfredo José Kelly e os seminaristas Salvador Barbeito Doval e Emílio José Barletti.

História[editar | editar código-fonte]

Os religiosos assassinados eram identificados com o processo de reformas na Igreja Católica, impulsionado pelo Concílio Vaticano II e pela Conferência de Medellín.

Uma semana antes no massacre, os religiosos debateram qual a posição que deveriam adotar diante da ditadura militar argentina. Nessa ocasião, alguns sugeriram prudência e paciência, entretanto, o Padre Alfredo José Kelly defendeu que não os religiosos não deveriam se calar e que continuaria com seu compromisso com os que estavam sofrendo.

Antes do massacre circulavam acusações que vinculavam os palotinos a grupos guerrilheiros.

Os assassinos escreveram as seguintes frases na casa paroquial:

  • "Por los camaradas dinamitados en Seguridad Federal. Venceremos. Viva la patria";
  • "Estos zurdos murieron por ser adoctrinadores de mentes vírgenes y son MSTM".

A primeira frase se referia ao atentado que os Montoneros realizaram contra a Superintendência de Segurança da Polícia Federal, no dia 2 de julho, no qual morreram 23 pessoas. A segunda frase acusava os mortos de pertencerem ao Movimento de Sacerdotes para o Terceiro Mundo.

Sobre o corpo de Barbeito Doval, os assassinos deixaram uma charge de Quino, na qual Mafalda questionava se a polícia servia para combater ideologias.

No dia seguinte, o exército acusou "subversivos" pelo atentado.

Investigações[editar | editar código-fonte]

Durante a ditadura houve uma investigação que se encerrou sem apontar os culpados.

Em 1984, com a volta da democracia, foi aberta uma nova investigação, que também não obteve êxito.

Em 1989, o jornalista Eduardo Kimel, publicou um livro no qual apresentou suas investigações sobre o evento.

Em junho de 2005, Jorge Mário Bergoglio, na época arcebispo de Buenos Aires, autorizou a abertura da causa de beatificação dos religiosos assassinados[1].

Em 2008, foi lançado um documentário sobre o evento dirigido por Juan Pablo Young e Pablo Zubizarreta, com duração de 98 min[2].

Em 2013, foi aberta uma nova investigação sobre o caso, tendo em vista que seria um crime de lesa-humanidade, portanto imprescritível[3] [4] [5].

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Masacre de San Patricio: 40 años del asesinato de sacerdotes palotinos en Argentina , em espanhol, acesso em 16 de julho de 2017.
  2. 4 de julio: la masacre de San Patricio, em espanhol, em 16 de julho de 2017.
  3. Los palotinos asesinados por la dictadura, em espanhol, acesso em 16 de julho de 2017.
  4. A 40 años de la masacre de San Patricio, un crimen contra religiosos que no estaban dispuestos a callar, em espanhol, acesso em 15 de julho de 2017.
  5. masacre de los palotinos Arquivado em 11 de dezembro de 2008, no Wayback Machine., em espanhol, acesso em 16 de julho de 2017.