Futebol da Argentina

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O futebol na Argentina é o esporte mais popular: o que tem mais jogadores federados (540.000 em 2002, equivalente a 1,4% da população) e mais praticada pela população masculina em recreativa federados ou não, desde a infância, em que atinge quase todos, até os sessenta anos.[1] Nove em cada dez pessoas disseram a ser adeptos de uma equipe de futebol.[2] Na linguagem popular do país, também comumente utilizado expressões "fóbal, fúbol e fulbo" para designar o esporte.[3][4]

A Asociación del Fútbol Argentino (AFA) foi criado em 1893. É a oitava mais antiga do mundo. O torneio nacional de liga, jogado desde esse ano, é o terceiro mais antigo do mundo, atrás das ligas britânica e holandesa.[5] A Argentina é um dos sete países que conquistou a Copa do Mundo, ganhando-a em duas ocasiões (1978 e 1986) e atingindo vice-campeonato em outras três (1930 , 1990) e 2014). Obteve também duas medalhas de ouro em olimpíadas (2004 e 2008) e duas de prata (1928 e 1996), catorze vezes a Copa América e seis vezes a Copa do Mundo Sub-20. Os clubes de futebol argentino são os que têm alcançado o maior número de vezes a Taça Intercontinental (9) e Libertadores da América (23). Somados os êxitos desportivos da representação nacional e os clubes, o futebol argentino é o mais laureado do mundo.[6]

O futebol feminino organiza campeonatos nacionais desde 1991. O selecionado argentino de futebol feminino obteve seu melhor resultado ao coroar-se campeão sul-americano em 2006.[7]

Na Argentina também se pratica de forma muito difundida o futsal (futebol de salão cinco jogadores). As conquistas mais importantes da seleção argentina de futsal foram: na AMF, o campeonato mundial em 1994 e o vice-campeonato de 2007;[8] Na FIFA, a obtenção da Copa América de 2003 e terceiro lugar no Campeonato Mundial de 2004.[9] Dentro da variedade de futsal, a Argentina se destaca na modalidade de futebol para cegos. A seleção nacional, chamada de Os Morcegos, conquistou duas vezes o campeonato mundial, dos quatro realizados desde 1998 e a medalha de prata no Jogos Paraolímpicos de 2004, em Atenas.[10]

Finalmente, no país também se pratica o futebol de praia. A Argentina foi uma das quatro participantes, com Brasil, Estados Unidos e Itália, que organizaram a primeira competição internacional em Miami em 1993. Participou de todos os campeonatos mundiais não-oficiais organizados desde 1995 obtendo sua melhor posição em 2001, quando chegou em terceiro.[11]

Do ponto de vista dos elementos de jogo, na Argentina se inventou em 1931, na cidade de Bell Ville a bola de futebol moderna, sem tento, conhecida originalmente com o nome de superball.[12]

História[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

A primeira partida de futebol na Argentina foi jogada em Buenos Aires em 20 de junho de 1867, onde hoje se encontra o Planetário. Um monolito recorda o lugar.

Se considera o 20 de junho de 1867 como data de início do futebol argentino. Esse dia se jogou em Buenos Aires a primeira partida de futebol formalmente organizada entre habitantes do país.[13] A partida foi convocada pelo Buenos Aires Cricket Club, iniciativa dos irmãos Thomas e James Hogg, que enfrentou ao Buenos Ayres Football Club, fundado para a ocasião uns dias antes, o primeiro clube de futebol argentino. O encontro se jogou nos bosques de Palermo, no lugar onde hoje se encontra o Planetário, apenas quatro anos depois que foi jogado a primeira partida de futebol moderno no mundo, segundo as regras de 1863. Desde então e durante várias décadas o futebol se praticou nos clubes e escolas fundados pelos imigrantes britânicos.[14][15][16]

Em 1891 se criou a primeira associação de futebol na Argentina: The Argentine Association Football League. A mesma teve uma existência fugaz, mas organizou o primeiro campeonato oficial no que resultou campeão o Saint Andrew's Scots School. Dois anos depois, em 21 de fevereiro de 1893, o escocês Alejandro Watson Hutton, considerado o pai do futebol argentino, fundou a liga definitiva, The Argentine Association Football League (homônima da associação fundada em 1891), que com sucessivas mudanças de nome adotaria finalmente a denominação de Asociación del Fútbol Argentino, a oitava associação de futebol a ser criada no mundo. Esse mesmo ano organizou um novo campeonato argentino, mantido desde então; o segundo mais antigo do mundo, fora das Ilhas Britânicas, logo depois da Holanda (1889), e precedendo a Bélgica (1896), Itália (1898) e Alemanha (1903).[14]

Jogadores destacados de sua história[editar | editar código-fonte]

Entre os jogadores que se destacaram internacionalmente se encontram Diego Maradona, Alfredo Di Stéfano, Omar Sívori, Lionel Messi, Raimundo Orsi, Renato Cesarini, Luis Monti, Adolfo Pedernera, Humberto Maschio, José Manuel Moreno, Osvaldo Ardiles, Gabriel Batistuta,Roberto Ayala, Jorge Valdano, Mario Kempes, Ariel Arnaldo Ortega ,Javier Zanetti, Juan Sebastián Verón, Pablo Aimar, Hernán Crespo, Javier Saviola , Carlos Tévez, Juan Román Riquelme, Daniel Passarella, Américo Tesoriere, Ubaldo Matildo Fillol, Amadeo Carrizo, Juan Pablo Sorín, Diego Simeone.[17]

Alguns dos jogadores argentinos que se consagraram como estrelas pelo público argentino, são Ricardo Bochini, José Omar Pastoriza, Carlos Bianchi, Ángel Labruna, Norberto Alonso, José Sanfilippo, René Pontoni, Carlos Babington, Miguel Brindisi, Roberto Perfumo, Orestes Omar Corbatta, Silvio Marzolini, Francisco Varallo, Claudio Borghi, Aldo Pedro Poy, Edgardo Di Meola, Gerardo Martino, Omar Palma, Juan "La Bruja" Verón, Carlos Bilardo, Daniel Willington, Luis Fabián Artime, Hugo Gatti, Edgardo "Gato" Andrada, entre muitos outros.

Alguns dos jogadores estrangeiros que tenham sido consagrado como estrelas pelos argentinos são públicas, Arsenio Erico (Paraguai), topo marcador do futebol argentino, Severino Varela (Uruguai), Ricardo Pavoni (Uruguai), José Luis Chilavert (Paraguai), Marcelo Salas (Chilena), Enzo Francescoli (Uruguai), Luis Cubilla (Uruguai), Delem (Brasil), Julio Meléndez Calderon (Peru), Isidro Lángara(espanhol), Ángel Zubieta (espanhol), Óscar Córdoba (Colombia), Juan Pablo Ángel (Colombia), Radamel Falcão Garcia (Colombia).

O Superclássico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Boca Juniors vs. River Plate

Boca Juniors e River Plate ocupam um lugar especial devido, principalmente, à quantidade de títulos ganhados entre ambos (quase a metade) e à ampla popularidade de ambos em todo o país, concentrando 73% do total dos simpatizantes de futebol.[18] A rivalidade entre Boca Juniors e River Plate se originou pelo fato de originarem-se ambos no mesmo bairro de La Boca, em Buenos Aires, e reconhecerem ambos uma identidade genovesa;[19] com o tempo, River Plate tendeu a ter mais simpatizantes na classe média e alta, enquanto que Boca Juniors os têm em maior proporção na classe operária e os setores mais pobres.[18]

O chamado superclássico do futebol argentino é considerado um dos cinquenta espetáculos esportivos mais importantes do mundo.[20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. (em espanhol) Secretaría de Deportes de la Nación e INDEC; Censo sobre Hábitos en actividades físicas e deportivas de la población argentina, Buenos Aires, 2000.
  2. Consultora Equis Estudios sobre adhesiones a equipos de fútbol. Total país 2006
  3. (em espanhol) El fulbo Sólo fulbo. Acessado em 4/02/08.
  4. (em espanhol) Fanático del fóbal Página digital, por Argerich, John. Acessado em 4/02/08.
  5. As ligas nacionais mais antigas seguidas das britânicas são: Holanda (1889), Argentina (1891), Bélgica (1896), Itália (1898). As restantes se iniciaram no século XX.
  6. (em espanhol) 10 en Historia Asociación del Fútbol Argentino. Acessado em 27/01/08.
  7. (em espanhol) Fútbol femenino Asociación del Fútbol Argentino. Acessado em 27/01/08.
  8. (em espanhol) Asociación Mundial de Futsal AMF - Historial de Competiciones. Acessado em 27/01/2008.
  9. (em espanhol) Asociación del Fútbol Argentino Futsal. Acessado em 27/01/2008.
  10. (em espanhol) Revista Ciudad, Buenos Aires, 2006 Murciélagos Campeones. Acessado em 27/01/2008.
  11. (em espanhol) Asociación del Fútbol Argentino Fútbol de playa. Acessado em 27/01/2008.
  12. (em espanhol) González, Juan Evaristo (2004). De Bell Ville al mundo: historia del invento argentino que cambió a la pelota de fútbol: [la invención de la pelota de fútbol de boca invisible]: [breve reseña del fútbol bellvillense y sus figuras más representativas]. Córdoba: Comunicarte.
  13. (em espanhol) The Association of Football Statiticians 1863-1868. Acessado em 14/01/2008.
  14. a b (em espanhol) Asociación del Fútbol Argentino Orígenes. El fútbol, una pasión argentina. Acessado em 22/01/2008.
  15. (em espanhol) Diario Clarín, Buenos Aires, 20 de junio de 2007 Historia: hace 140 años se jugo el primer partido en el país. El fútbol nacional cumple años. Barnade, Oscar. Acessado em 22/01/2008.
  16. (em espanhol) Site do historiador Eduardo Cántaro, 21 de maio de 2007 140 años del primer partido de fútbol en la Argentina. Cántaro, Eduardo. Acessado em 22/01/2008.
  17. (em espanhol) BAYER, Osvaldo. Fútbol argentino. Sudamericana. Buenos Aires, 1990. ISBN 950-07-0605-9.
    (em espanhol) GORIN, Natalio. Fútbol: memoria de medio siglo. Instituto Movilizador de Fondos Cooperativos. Buenos Aires, 2005. ISBN 950-860-164-7
    (em espanhol) La Nación - Historia del fútbol argentino. La Nación. Buenos Aires, 1995.
  18. a b (em espanhol) Consultoraequis.com Estudios sobre adhesiones a equipos de fútbol. Total país 2006. Buenos Aires, 2006.
  19. (em espanhol) Barriada La Boca. Acessado em 16/01/2008.
  20. (em inglês) The Observer Sports 50 sporting things you must do before you die (50 espetáculos esportivos que você deve ver antes de morrer). The Observer, 4 de Abril de 2004. Acessado em 10/01/2008.


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