Mikhail Frunze

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Mikhail Frunze
Михаил Фрунзе
Comissário do Povo para Assuntos Militares e Naval
Período 15 de janeiro de 1925
31 de outubro de 1925
Primeiro-ministro Aleksei Rykov
Antecessor(a) Leon Trotsky
Sucessor(a) Kliment Voroshilov
Candidato a membro do 13º Politburo
Período 02 de junho de 1924
31 de outubro de 1925
Dados pessoais
Nome completo Mikhail Vasilyevich Frunze
Nascimento 2 de fevereiro de 1885
Pishpek, Império Russo
Morte 31 de outubro de 1925 (40 anos)
Moscou, República Soviética, União Soviética
Nacionalidade  União Soviética
Partido Partido Comunista da União Soviética
Assinatura Assinatura de Mikhail Frunze

Mikhail Vasilyevich Frunze (em russo: Михаи́л Васи́льевич Фру́нзе) (Pishpek, 2 de fevereiro [Calend. antigo 21 de janeiro] 1885Moscou, 31 de outubro de 1925) foi um líder bolchevique durante a Revolução Russa de 1917 e comandante do Exército Vermelho durante a Guerra Civil Russa.[1] Ficou bastante conhecido por ter derrotado o Barão Wrangel na Crimeia.[2]

Vida e Inicio de atividade política[editar | editar código-fonte]

Frunze nasceu em Pishpek, uma pequena cidade Imperial Russa no Quirguistão, filho de um compones de origem Moldova e de mãe russa,[3] começou seus estudos na cidade de Verniy (atual Almaty) e estudou também na Universidade Politécnica de São Petersburgo.[3][4] No II Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo em Londres, durante a divisão ideológica entre Vladimir Lenin e Julius Martov, Frunze se manteve ao lado de Lênin.[2]

Dois anos após o congresso, Frunze tornou-se um proeminente líder da Revolução de 1905 e chefe dos trabalhadores têxteis em Shuya e Ivanovo. Após o fim desastroso do movimento, Frunze foi preso e condenado à morte, mas a sentença foi comutada para prisão perpétua com trabalhos forçados.[5] Depois de dez anos nas prisões da Sibéria, Frunze escapou para Chita, onde ele se tornou editor de um jornal bolchevique, o Vostochnoe Obozrenie. [2]

Revolução e Guerra Civil Russa[editar | editar código-fonte]

Durante a Revolução de Fevereiro Frunze foi chefe da milícia civil de Minsk, antes de ser eleito presidente dos "Soviéticos da Bielorrússia".[2] Mais tarde, foi enviado a Moscou, para comandar uma milícia operária na luta pelo controle da cidade.[2] Após a Revolução de Outubro, Frunze tornou-se Comissário Militar na província de Ivanovo-Voznesensk.[2] Durante os primeiros dias da Guerra Civil Russa, ele foi nomeado comandante do Grupo de Exércitos do Sul e depois de derrotar o almirante Aleksandr Kolchak do Exército Branco em Omsk, Leon Trotsky (líder do Exército Vermelho) deu-lhe o comando de toda a Frente Oriental. Após a vitória em Omsk, Frunze seguiu para o Turquestão para reprimir a Revolta dos Basmachi comandado por nativos com apoio do Exército Branco. Em fevereiro de 1920, Frunze retomou Khiva e em setembro do mesmo ano, retomou Bukhara.

Em novembro de 1920 Frunze seguiu para a Crimeia e derrotou o general branco, Pyotr Wrangel e expulsou suas tropas da Rússia.[6] Frunze também liderou como comandante a frente sul do exercito, que suprimiu o movimento anarquista de Nestor Makhno e o movimento nacionalista de Symon Petliura na Ucrânia.

Monumento da libertação em Istambul, Turquia

Em dezembro de 1921 Frunze visitou Ancara durante a guerra de independência turca como um embaixador da Ucrânia onde formaram relações diplomáticas. Mustafa Ataturk considerava Frunze como aliado e amigo, ao ponto de homenageá-lo com uma estátua como parte do Monumento da República na Praça Taksim, em Istambul.[7]

Em 1921 foi eleito para o Comitê Central do Partido Bolchevique, em 2 de junho de 1924 tornou-se membro candidato do Politburo e, em janeiro de 1925, tornou-se Presidente do Conselho Militar Revolucionário. Com o apoio a Grigory Zinoviev, Frunze colocou-se em conflito com Joseph Stalin, um dos principais oponentes de Zinoviev.[8]

Morte[editar | editar código-fonte]

Frunze sofria de úlcera péptica e foi internado para tratamento, vindo a falecer em 31 de outubro de 1925, durante uma operação cirúrgica.[2] Foi enterrado com honrarias na Necrópole da Muralha do Kremlin.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gareev, M.A. (1987). M.V. Frunze, Military Theorist. Washington, D.C.: Pergamon-Brassey's. ISBN 0-08-035183-2 
  • Jacobs, Walter Darnell (1969). Frunze: The Soviet Clausewitz, 1885–1925. The Hague: Martinus Nijhoff. ISBN 9789401191128 

Referências

  1. «Mikhail Vasilyevich Frunze». Encyclopædia Britannica. Consultado em 10 de Setembro de 2015 
  2. a b c d e f g «Mikhail Frunze». Spartacus Educational Publishers. Consultado em 10 de Setembro de 2015 
  3. a b Mccauley, Martin (2002). Who's Who in Russia since 1900. [S.l.]: Routledge. pp. 87–88. ISBN 9781134772131 
  4. (em russo)M.V. Frunze, Autobiography, 1921 from М.В. Фрунзе: Военная и политическая деятельность, М.: Воениздат, 1984, hosted at Militera project
  5. Триумф и Трагедия - И. В. Сталин: политический портрет. (Triumph and Tragedy - I. V. Stalin : A Political Portrait) Дмитрий Волкогонов (Dmitri Volkogonov). Book 1, Part 1, PP. 127. Новости Publications. Moscow. 1989.
  6. Encyclopedia of Politics: The Left and the Right. [S.l.]: SAGE Publications. 2005. 456 páginas. ISBN 9781452265315  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  7. «Taksim Republic Monument». InterNations GmbH. Consultado em 10 de Setembro de 2015 
  8. Триумф и Трагедия - И. В. Сталин: политический портрет. (Triumph and Tragedy - I. V. Stalin : A Political Portrait) Дмитрий Волкогонов Dmitri Volkogonov. Book 1, Part 1, PP. 127. Новости Publications. Moscow. 1989.
  9. C. Bradford, James (2004). International Encyclopedia of Military History. [S.l.]: Routledge. 499 páginas. ISBN 9781135950347 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

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