O Diabo Veste Prada (filme)

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The Devil Wears Prada
O Diabo Veste Prada (PRT/BRA)
 Estados Unidos
2006 •  cor •  109 min 
Direção David Frankel
Produção Wendy Finerman
Roteiro Aline Brosh McKenna
Baseado em The Devil Wears Prada
de Lauren Weisberger
Elenco
Gênero comédia dramática
Música Theodore Shapiro
Cinematografia Florian Ballhaus
Edição Mark Livolsi
Companhia(s) produtora(s)
  • Fox 2000 Pictures
  • Dune Entertainment
Distribuição 20th Century Fox
Lançamento Estados Unidos 30 de junho de 2006
Brasil 22 de setembro de 2006[1]
Portugal 26 de outubro de 2006
Idioma inglês
Orçamento US$ 35 milhões[2][3]
Receita US$ 326 551 094[2]

The Devil Wears Prada é um filme de comédia dramática de 2006 dirigido por David Frankel e produzido por Wendy Finerman. O roteiro, escrito por Aline Brosh McKenna, é baseado no livro de mesmo nome de 2003 de Lauren Weisberger. A adaptação cinematográfica é estrelada por Meryl Streep como Miranda Priestly, uma poderosa editora de revista de moda, e Anne Hathaway como Andrea "Andy" Sachs, formada que vai para Nova Iorque e consegue um emprego como co-assistente de Priestly. Emily Blunt e Stanley Tucci co-estrelam como a co-assistente Emily Charlton e o diretor de arte Nigel, respectivamente.

Em 2003, a 20th Century Fox comprou os direitos de uma adaptação cinematográfica do livro de Weisburger antes de ser concluído para publicação. No entanto, o projeto não recebeu sinal verde até que Streep foi escalado para o papel principal. As filmagens duraram 57 dias, ocorrendo principalmente em Nova Iorque de outubro de 2005 a dezembro do mesmo ano, com filmagem adicional em Paris.

Depois de estrear no LA Film Fest em 22 de junho de 2006, o filme foi lançado nos cinemas nos Estados Unidos em 30 de junho. O filme recebeu críticas positivas dos críticos, com a atuação de Streep sendo elogiada. Isso lhe rendeu muitas indicações a premiações, incluindo uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, bem como o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical. Blunt também atraiu críticas favoráveis e indicações pela sua atuação. O filme arrecadou mais de US$ 300 milhões em todo o mundo, contra seu orçamento de US$ 41 milhões, e foi o 12º filme de maior bilheteria do mundo em 2006.

Embora o filme seja ambientado no mundo da moda, a maioria dos estilistas e outros notáveis da moda evitou aparecer como eles mesmos por temer desagradar Anna Wintour, editora da Vogue dos Estados Unidos, que acredita-se ser a inspiração para Priestly. Ainda assim, muitos permitiram que suas roupas e acessórios fossem usados no filme, tornando-o um dos filmes mais dispendiosamente trajado da história.[4] Wintour mais tarde superou seu ceticismo inicial, dizendo que gostou do filme e Streep em particular.[5]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Andrea "Andy" Sachs é uma aspirante a jornalista que sai da Universidade Northwestern. Apesar de achar ridícula a superficialidade da indústria da moda, ela consegue um emprego que "um milhão de garotas se matariam para ter", ela se torna assistente pessoal júnior de Miranda Priestly, a editora-chefe da revista Runway. Andy planeja aguentar o tratamento arrogante, humilhante e um tanto que explorador, aproveitador, de Miranda por um ano, na esperança de conseguir um emprego como repórter ou escritora em outro lugar. Primeiramente, Andy se atrapalha com o seu trabalho e se encaixa mal com seus colegas de trabalho, que dizem fofocas sobre como ela se veste, especialmente da assistente sênior de Miranda, Emily Charlton. No entanto, com a ajuda do diretor de arte, Nigel, que empresta a ela roupas de grifes da Runway, Andy começa a se adaptar aos padrões da empresa. Com o tempo ela aprende gradualmente suas responsabilidades e começa a se vestir mais elegantemente para mostrar seu esforço e empenho para a posição. Ela também atende o atraente e jovem escritor Christian Thompson, que se oferece para ajudá-la com sua carreira. Como ela passa cada vez mais tempo atendendo as chamadas de Miranda, surgem problemas em seu relacionamento com seus amigos e seu namorado, Nate.

Miranda está impressionada com Andy e permite que ela seja a única a transitar entre sua casa e a sede da Runway com o "Livro", uma revisão da próxima edição da revista onde anotações e opiniões de Miranda estão avaliando as escolhas dos outros editores. Ela leva junto com sua roupa que Miranda usará para determinado evento. Ela recebe instruções por Emily sobre onde deixar os itens e é dito para não falar com ninguém na casa. Andy chega na casa de Miranda e descobre que as instruções que recebeu são vagas. Enquanto ela tenta descobrir o que fazer, começa a entrar em pânico, as gêmeas de Miranda falsamente dizem que ela pode deixar o livro com elas, assim como Emily tem feito em muitas ocasiões. No topo das escadas, Andy interrompe Miranda e seu marido. Mortificada, ela deixa o livro e corre para fora da casa. No dia seguinte, Miranda diz que ela quer o livro inédito do Harry Potter para suas filhas e se Andy não conseguir encontrar uma cópia, ela será demitida. Andy tenta desesperadamente encontrar o livro, quase desiste, mas finalmente o consegue através de contatos de Christian. Ela surpreende Miranda por não só encontrar o livro, mas por deixar cópias para as meninas na estação de trem, deixando nenhuma dúvida de que ela realizou a tarefa "impossível" de Miranda, poupando assim o seu trabalho.

Com o decorrer do filme Andy conquista a confiança plena de Miranda, sendo convidada por ela a ir para Paris, na semana da moda mais esperada no ano. A viagem originalmente era de Emily, mas que por motivos que desanimaram Miranda, fez com que ela perdesse a chance para Andy. Miranda obriga Andy a contar para Emily que não irá mais para Paris, mas esta temendo o recado dela, não se sente confiante a fazer a ligação. Mesmo assim realiza a ligação sendo pressionada por sua chefe. Ao ligar para Emily, faz com que ela se distraia e seja atropelada. No hospital, conta a notícia para Emily que fica nervosa e se recusa a conversar com ela, a mandando ir embora. A decisão de Andrea de ir para Paris acaba piorando a real situação entre ela e Nate, e assim acabam decidindo por darem um tempo.

Enfim elas vão à Paris, e após uma semana cansativa de desfiles e festas, Andy encontra Miranda chorando sobre assuntos pessoais. Ao sair do quarto de hotel encontra Christian Thompson, que após um jantar e algumas taças de vinho, passa uma noite com ela. Na manhã seguinte ao encontrar a próxima edição da Runway no quarto, ela questiona Christian sobre o conteúdo da capa. Sem ressentimentos, Christian revela que Miranda sairá da Runway e será substituída por sua "inimiga" Jacqueline Follet. Desesperada, Andy corre pelas ruas de Paris a procura de Miranda para avisa-lá sobre o que irá acontecer. Andy a encontra no hotel conversando com o diretor da editora da Runway, mas ao tentar falar com ela é expulsa por Miranda.

Na festa onde Jacqueline assumirá o papel de Miranda, Andy fracassa mais uma vez ao tentar avisa-lá. Na hora do discurso anunciando a nova editora chefe da Runway, surpreendentemente Miranda é chamada para anunciar Jacqueline como sócia do estilista James Holt, deixando Andy impressionada. No caminho de volta para o hotel Miranda questiona Andy sobre o que ela queria falar e a elogia pela confiança. Miranda diz que Andy é muito parecida com ela, e Andy questiona perguntando em que aspecto. Miranda a responde dizendo que é semelhante a ela pelo o que fez com Emily. Elas têm uma pequena discussão sobre esse assunto e ao chegarem no hotel, Miranda a explica como conseguiu manter o seu cargo de editora chefe da Runway e tirar Jacqueline de seu caminho. Primeiramente Miranda sai do carro e enfrenta a multidão de paparazzi. Andy sai em seguida e toma outro caminho, deixando para trás a profissão conturbada e duvidosa de assistente da famosa Miranda. Não encontrando Andy, Miranda a liga e Andy joga o celular no chafariz da Place de la Concorde.

Mais tarde, de volta a Nova Iorque, ela reencontra Nate e conversam sobre seus futuros separados enquanto tomam café. Ele aceitou uma oferta para trabalhar como chef de cozinha num popular restaurante de Boston. Na conclusão do filme, ela está sendo entrevistada para um trabalho no New York Mirror. O entrevistador revela que Miranda lhe disse que ela era, de longe, sua maior decepção, mas que ele seria um idiota se não a contratasse. Na última cena, Andy, vestida casualmente, mas com um pouco mais de estilo, dá uma chamada para Emily no escritório de Miranda e lhe oferece todas as suas roupas que ela recebeu em Paris. Emily aceita a oferta e conta a nova assistente que ela tem que dar muito duro para alcançar Andy. Depois disso, Andy olha e vê Miranda saindo do prédio da Runway e entrando em seu carro do outro lado da rua. Elas trocam olhares e Miranda dá um sorriso suave, uma vez dentro do carro. Miranda, em seguida, olha para o motorista e diz com atitude: "Vai", enquanto Andy continua a caminhar pela rua.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Quando fizemos isso, eu era ingênua. Agora sei como é raro encontrar situações em que as estrelas se alinham.

 Aline Brosh McKenna, roteirista[6]

O diretor David Frankel e a produtora Wendy Finerman leram originalmente The Devil Wears Prada em forma de proposta de livro.[7] Seria a segunda peça teatral de Frankel e a primeira em mais de uma década. Ele, o diretor de fotografia Florian Ballhaus e a figurinista Patricia Field se valeram de sua experiência em fazer Sex and the City.

Frankel relembra toda a experiência como tendo altos riscos para os envolvidos, já que para si e para os outros por trás da câmera era o maior projeto que eles haviam tentado, com recursos pouco adequados. "Sabíamos que estávamos em um gelo muito fino", disse ele à Variety em um artigo de 2016 sobre o décimo aniversário do filme. "Era possível que este pudesse ser o fim da estrada para nós."[8]

Pré-produção[editar | editar código-fonte]

A Fox comprou os direitos do livro de Weisberger antes de ser publicado em 2003, mas chegou a ser finalizado. Carla Hecken, então vice-presidente executiva do estúdio, só tinha visto as primeiras cem páginas de manuscritos e um esboço de como o resto da trama deveria ir. Mas para ela isso era suficiente. "Eu pensei que Miranda Priestly foi uma das maiores vilões de todos os tempos", ela lembrou em 2016. "Eu me lembro que nós agressivamente entramos e pegamos."[8]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

O trabalho para o roteiro começou imediatamente, antes que Weisberger terminasse seu trabalho. Quando se tornou um best-seller após a publicação, elementos da trama foram incorporados ao roteiro em andamento. A maioria se inspirou no filme Zoolander, de Ben Stiller, de 2001, e satirizou principalmente a indústria da moda. Mas ainda não estava pronto para filmar. Elizabeth Gabler, mais tarde chefe de produção da Fox, observou que o livro finalizado não tinha uma narrativa forte. "Como não havia um terceiro ato forte no livro", disse ela mais tarde, "precisávamos inventar isso".[9]

Nesse meio tempo, o estúdio e produtor Wendy Finerman procuraram um diretor. De muitos candidatos com experiência em comédia, David Frankel foi contratado apesar de sua experiência limitada, tendo feito apenas um longa, Miami Rhapsody, juntamente com alguns episódios de Sex and the City e Entourage. Ele não tinha certeza sobre o projeto, chamando-a de "indetectável... uma sátira ao invés de uma história de amor".[10] Mais tarde, ele citou Unzipped, o documentário de 1995 sobre o designer Isaac Mizrahi, como seu modelo para a atitude do filme em relação à moda: "Revela um pouco da bobagem do mundo da moda, mas também é muito sério".[9]

Em uma reunião com Finerman, Frankel disse a ela que achava que a história punia Miranda desnecessariamente. "Minha opinião era de que deveríamos ser gratos pela excelência. Por que as pessoas excelentes têm que ser legais?"[8] Ele se preparou para seguir em frente e considerar mais roteiros. Dois dias depois, seu gerente o persuadiu a reconsiderar e procurar por algo de que gostasse e que pudesse moldar o filme. Ele aceitou o trabalho, dando notas extensas a Finerman sobre o roteiro e definindo uma visão detalhada do filme.[10]

Quatro roteiristas trabalharam no projeto. Peter Hedges escreveu o primeiro rascunho, mas não achou que poderia fazer mais; outro escritor passou. Paul Rudnick fez um trabalho sobre as cenas de Miranda, seguido por uma reescrita de Don Roos.[10] Depois disso, Aline Brosh McKenna, que foi capaz de relatar suas próprias experiências jovens tentando lançar uma carreira de jornalismo em Nova Iorque para a história,[10][11] produziu um rascunho depois de um mês de trabalho que atingiu o equilíbrio certo para Finerman e Frankel, cujas notas foram incorporadas em uma versão final,[8] reorganizando o enredo de forma significativa, seguindo menos o livro[8] e focando a história no conflito entre Andrea e Miranda.[12] Ela encontrou a experiência de escrever uma história com protagonistas femininas que não se centraram em um relacionamento "muito libertador... senti que podia fazer o que o filme queria ser, uma história de Fausto, uma Wall Street para mulheres."[10]

McKenna também atenuou inicialmente a mesquinharia de Miranda a pedido de Finerman e Frankel, apenas para restaurá-lo mais tarde para Streep.[7] Mais tarde, ela citou Don Rickles como sua principal influência para os insultos no diálogo; antes mesmo de começar a trabalhar no roteiro que ela havia inventado com Miranda "Arrisque-se. Contrate a garota esperta e gorda", que ela sentiu resumindo a disparidade entre Andy e o mundo em que se encontrava.[13]

McKenna consultou com conhecidos que trabalhavam na moda para tornar seu roteiro mais realista. Em uma palestra da British Academy of Film and Television Arts de 2010, ela contou sobre uma cena que foi alterada após uma dessas críticas, onde Nigel disse a Andy para não reclamar tanto sobre seu trabalho. Originalmente, ela tornara seu discurso mais estimulante; no entanto, um desses conhecidos disse que isso não aconteceria.[14]

Discurso cerúleo[editar | editar código-fonte]

O "discurso cerúleo",[15] em que Miranda desenha a conexão entre a moda de designer nas páginas da Runway e o suéter de Andy Cerulean, criticando o esnobismo de Andy sobre a moda e explicando o efeito de trickle-down, teve suas origens em uma cena recortada de rascunhos anteriores que Streep pediu para restaurar. Ela cresceu lentamente de algumas linhas em que a editora menosprezou o senso de moda de sua assistente para um discurso sobre "porque ela achava que a moda era importante... Ela está tão consciente de que está afetando bilhões de pessoas, e o que elas escolhem do chão e o que estão colocando em seus corpos pela manhã."[13] Streep disse em 2016 que ela estava interessada em "a responsabilidade de mentir sobre os ombros de uma mulher que era a chefe de uma marca global... Essa cena não era sobre a diversão da moda, era sobre marketing e negócios".[3]

McKenna lembra que ela continuou expandindo para se adequar a Streep e Frankel, mas mesmo alguns dias antes da data marcada para filmar, ela não tinha certeza se seria usada ou mesmo filmada. Ela estava revisando-a em um Starbucks próximo quando percebeu que Miranda descreveria algo não apenas como azul — escolhido como a cor do suéter de Andy, já que funcionaria melhor na cena[13] — mas, em vez disso, usaria um tom exato. De uma lista de tons que McKenna enviou, Streep escolheu cerúleo; o discurso final ocupa quase uma página do roteiro, ansioso por um filme mainstream. "Eu estava tipo, seria legal se metade disso terminasse no filme", diz o escritor. "Cada palavra está no filme."[16] As referências a coleções de designers anteriores são inteiramente fictícias, explica McKenna, uma vez que o discurso foi escrito em torno da cor do suéter[13] (no entanto, Huffington Post mais tarde apontou, designers muitas vezes tomam sua inspiração de moda das ruas).[17]

O discurso se tornou um dos momentos mais memoráveis do filme; o "Monólogo de assinatura de Miranda" para The Ringer.[15] Liz Jones, ex-editora da britânica Marie Claire, disse que "Um raro vislumbre de como até mesmo os mais extravagantes e extremos expoentes da moda influenciam e enriquecem todas as nossas vidas, mesmo que só façamos compras na Marks & Spencer ou na Gap."[18]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Assim que o roteiro terminou, os cineastas e a Fox se concentraram em fazer Meryl Streep interpretar Miranda; Hacken lembrou que ela era vista como tão perfeita para o papel que ninguém discutira alternativas (embora McKenna se lembre de escrever um diálogo provisório se os produtores tivessem que se contentar com outra atriz).[16] Weisberger, que inicialmente não conseguia imaginar Streep fazendo o papel, lembrou que, depois de vê-la no set, era "claro como cristal" que ela era perfeita para o papel.[19]

A notícia de que Streep se encontraria com Frankel foi celebrada na Fox. Mas, embora Streep, por sua vez, soubesse que o filme poderia ser muito bem-sucedido, ela sentiu que o pagamento que estava sendo oferecido por interpretar Miranda era "ligeiramente, se não insultante, talvez não refletisse meu valor real para o projeto". Os produtores aumentaram para cerca de US$ 4 milhões,[3] e ela assinou, permitindo que a Fox continuassem em frente com o filme.[8] Segundo Frankel, Streep viu o filme como uma chance de "espetar os doyennes do mundo da moda". Ela tem três filhas e, como uma feminista fervorosa, achava que as revistas de moda "distorcia as mentes de jovens mulheres ao redor do mundo e de suas prioridades. Essa era uma maneira interessante de voltar para elas." Além disso, ela disse, o filme passou no teste de Bechdel.[3]

Ela insistiu nas cenas em que explica a Andy a conexão entre o suéter azul que ela está usando e a indústria de alta costura,[16] e a cena em que Miranda brevemente se abre para Andy, sem maquiagem, sobre seu divórcio. "Eu queria", ela explicou, "ver aquele rosto sem seu brilho protetor, para vislumbrar a mulher da empresária".[8]

A escolha para intérprete de Andy foi menos claro. A Fox queria uma atriz mais jovem, e sentiu que Rachel McAdams, depois de obter sucessos em The Notebook e Mean Girls, ajudaria as perspectivas comerciais do filme. No entanto, ela recusou várias ofertas para interpretar Andy, dizendo ao estúdio que ela estava tentando evitar projetos mainstream por um tempo.[8] Hathaway, ao contrário, buscou ativamente a parte, traçando "contrate-me" na mesa de Hacken, quando ela falou sobre o projeto com o executivo. Enquanto Frankel gostava dela o suficiente para não exigir que ela fizesse o teste, ela sabia que não era a primeira escolha do estúdio e tinha que ser paciente[8] (outros relatos dizem que ela foi a única atriz considerada para o papel).[7] A chefe de produção da Fox, Elizabeth Gabler, disse que o estúdio não percebeu o quanto sua audiência era forte depois dos filmes Princess Diaries.[3] Ela levou o papel para trabalhar com Strep, mas também devido a alguns aspectos pessoais.[20] Ela comemorou quando soube que tinha conseguido o papel.[8]

Mais de uma centena de atrizes foram consideradas para Emily antes que uma das agentes de elenco gravasse Emily Blunt lendo algumas das falas em outras partes do lote da Fox quando ela estava saindo para seu voo para Londres após sua audição para Eragon. Embora ela os tenha lido em seu sotaque britânico nativo, apesar de o personagem ter sido escrito tão americano quanto no romance, Frankel estava interessado;[8] Finerman gostava dela por seu senso de humor.[12]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

O filme tem recepção favorável pela crítica profissional. Com a pontuação de 76% em base de 186 avaliações, o Rotten Tomatoes chegou ao consenso: "Um filme raro que supera a qualidade de sua nova fonte, este Diabo é um espirituoso expor de cenário de moda em Nova Iorque, com Meryl Streep em sua melhor forma e Anne Hathaway mais do que segura".[21]

Referências

  1. «O Diabo Veste Prada estréia no Brasil com ponta de Gisele Bündchen». R7 Diversão. Virgula. 22 de setembro de 2006. Consultado em 10 de junho de 2016 
  2. a b «The Devil Wears Prada». Box Office Mojo. Consultado em 9 de julho de 2016 
  3. a b c d e Thompson, Anne (1 de julho de 2016). «'The Devil Wears Prada' At 10: Meryl Streep and More on How Their Risky Project Became a Massive Hit». Indiewire. p. 2. Consultado em 7 de julho de 2016 
  4. French, Serena (21 de junho de 2006). «The $1 Million Wardrobe». New York Post 
  5. Walters, Barbara (12 de dezembro de 2006). «The 10 Most Fascinating People of 2006». ABC News. Consultado em 9 de junho de 2018 
  6. Thompson, Anne (1 de julho de 2016). «'The Devil Wears Prada' At 10: Meryl Streep and More on How Their Risky Project Became a Massive Hit». IndieWire. p. 3. Consultado em 9 de junho de 2018 
  7. a b c Grove, Martin A. (28 de junho de 2006). «Oscar-Worthy 'Devil Wears Prada' Most Enjoyable Film in Long Time». The Hollywood Reporter. Consultado em 27 de abril de 2019. Arquivado do original em 8 de julho de 2006 
  8. a b c d e f g h i j k Setoodeh, Ramin (23 de junho de 2016). «'The Devil Wears Prada' Turns 10: Meryl Streep, Anne Hathaway and Emily Blunt Tell All». Variety. Consultado em 3 de julho de 2016 
  9. a b Merin, Jennifer (13 de dezembro de 2006). «Jennifer Merin interviews David Frankel re 'The Devil Wears Prada'». New York Press. Consultado em 14 de julho de 2016 – via Alliance of Women Film Journalists 
  10. a b c d e Thompson, Anne (1 de julho de 2016). «'The Devil Wears Prada' At 10: Meryl Streep and More on How Their Risky Project Became a Massive Hit». IndieWire. p. 1. Consultado em 9 de junho de 2018 
  11. Callaghan, Dylan (2006). «Clothes Encounters». Writers Guild of America, West. Consultado em 28 de abril de 2019. Arquivado do original em 27 de maio de 2008 
  12. a b Finerman, Wendy (2006). "Trip to the Big Screen" on The Devil Wears Prada (DVD). EUA: 20th Century Fox 
  13. a b c d Miller, Julie (29 de junho de 2016). «How Meryl Streep Terrified The Devil Wears Prada's Screenwriter». Vanity Fair. Consultado em 7 de julho de 2016 
  14. McKenna, Aline Brosh (21 de setembro de 2010). «Aline Brosh McKenna: Screenwriters». British Academy of Film and Television Arts. Consultado em 28 de abril de 2019. Arquivado do original em 4 de setembro de 2013 
  15. a b Herman, Alison (30 de junho de 2016). «Everybody Wants to Be Us». The Ringer. Consultado em 9 de julho de 2016 
  16. a b c Wickman, Kase (23 de junho de 2016). «The most iconic 'Devil Wears Prada' scene almost didn't make it into the movie». New York Post. Consultado em 7 de julho de 2016 
  17. Krupnick, Ellie (24 de janeiro de 2014). «What That Famous 'Devil Wears Prada' Scene Actually Gets Wrong». Huffington Post. Consultado em 9 de julho de 2016 
  18. Jones, Liz (4 de setembro de 2006). «Liz Jones: Diary of a magazine editor». Daily Mail. Consultado em 16 de julho de 2016 
  19. Young, Sage (30 de junho de 2016). «What Meryl Streep Was Like On 'The Devil Wears Prada' Set, According To Author Lauren Weisberger». Bustle. Consultado em 7 de julho de 2016 
  20. Whitty, Stephen; July 29, 2007; "Growing up in public"; The Star-Ledger, Section 4, page 2. "I wanted to illustrate how dangerous it was to not make your own choices ... I had been doing that for far too long"
  21. «The Devil Wears Prada - Rotten Tomatoes» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 30 de novembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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