Oliver Sacks

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Translation Latin Alphabet.svg
Este artigo ou secção está a ser traduzido. Ajude e colabore com a tradução.
Oliver Sacks
Oliver Sacks, 2005
Nome completo Oliver Wolf Sacks
Data de nascimento 9 de julho de 1933
Local de nascimento Londres, Inglaterra
Data de morte 30 de agosto de 2015 (82 anos)
Local de morte Nova Iorque, Estados Unidos
Género(s) Romance, conto
Magnum opus On the move - a life

Oliver Wolf Sacks, CBE, (Londres, 9 de julho de 1933 - Nova Iorque, 30 de agosto de 2015), foi um neurologista, escritor e químico amador anglo-americano.Renomado professor de neurologia e psiquiatria na Universidade de Columbia, onde obteve o título meritório denominado "Artista Columbia". Passou muitos anos na faculdade de clínica da Faculdade de Medicina Albert Einstein na Universidade de Yeshiva. Em setembro de 2012, Sacks foi nomeado professor de neurologia clínica na NYU Langone Medical Center, com o apoio da Fundação de Caridade Gatsby. Ele também ocupou o cargo de professor visitante na Universidade de Warwick, no Reino Unido.[1]

Sacks é o autor de vários best-sellers,[2] incluindo várias coleções de estudos de casos de pessoas com distúrbios neurológicos.

Em 1966 começou a trabalhar, também como neurologista, no Hospital Berth Abraham, no Bronx, em Nova Iorque. Na ocasião, conheceu um grupo de pacientes que se caracterizavam por estar há décadas num estado catatônico, incapazes de fazer qualquer tipo de movimento. Constatou que esses pacientes eram os sobreviventes de uma grande epidemia da doença do sono que assolou o mundo entre 1916 e 1927. Tratou-os então com um medicamento novo, o L-dopa, que permitiu que eles regressassem a uma vida normal. Este caso inspirou-o a escrever em 1973 o livro Awakenings, que em 1990 foi adaptado para o cinema, no filme estrelado por Robin Williams e Robert De Niro, que recebeu, no Brasil, o título Tempo de Despertar e, em Portugal, Despertares.

Primeiros Anos[editar | editar código-fonte]

Sacks era o caçula de quatro filhos do casal judeu do norte de Londres Samuel Sacks - médico, falecido em Junho de 1990,[3] - e Muriel Elsie Landau - das primeiras mulheres a se tornar cirurgiã na Inglaterra [4] . Sacks tinha uma grande família. Entre seus primos de primeiro grau estão o estadista israelense Abba Eban, o escritor e diretor Jonathan Lynn, e o economista Robert Aumann.

Quando J. Sacks tinha seis anos de idade, ele e seu irmão Michael se refugiaram de Londres para escapar da Blitz, retirando-se para um colégio interno nas Midlands, onde permaneceu até 1943.[4] Durante sua juventude ele era um afiado químico, como lembra em seu livro de memórias Tio Tungstênio[5] Ele também aprendeu a partilhar o entusiasmo de seus pais pela medicina e entrou para o Colégio da Rainha (The Queen's College), na Universidade de Oxford em 1951,[4] onde viria a receber o diploma de bacharel em fisiologia e biologia em 1954.[6] Na mesma instituição, em 1958, ele ingressou na Oxbridge MA onde adquiriu o bacharelado de Medicina em Cirurgia. Ele realizou sua residência em M.oriothor. Zion Hospital em São Francisco e na UCLA.[7]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Após converter seu título acadêmico britânico para o reconhecimento americano (ou seja, de MBBS para MD), Sacks se mudou para Nova York, onde viveu e praticou neurologia desde 1965.

Sacks começou a trabalhar na unidade de cuidados crônicos do Hospital Abraham Beth (atualmente Serviço de Saúde Abraham Beth, membro do Sistema de Saúde Central) no Bronx, em 1966.[16] No Beth Abraham, Sacks trabalhou com um grupo de sobreviventes da doença do sono, encefalite letárgica dos anos 1920 que eram incapazes de se mover por conta própria ao longo de décadas.[16] Estes pacientes seu tratamento foi a base do livro Awakenings de Sacks.[16]

Sacks trabalhou como instrutor e, mais tarde, como professor clínico de neurologia da Faculdade de Medicina Albert Einstein de 1966 a 2007, e na Escola de Medicina da Universidade de Nova York de 1992 a 2007. Em julho de 2007, Sacks se juntou a faculdade do Centro Médico da Universidade de Columbia como professor de neurologia e psiquiatria.[12] Na mesma época ele foi nomeado primeiro "Columbia University Artist" da Universidade de Columbia em reconhecimento ao seu trabalho ao fazer uma ponte entre artes e ciências.

De 1966 a 1991 Sacks foi consultor neurológico no Centro de Psiquiatria do Bronx. Em 2012 ele retornou a Escola de Medicina da Universidade de Nova York atuando como professor de neurologia e consultor neurológico no centro de epilepsia do centro.

O trabalho de Sacks no Beth Abraham ajudou a fornecer a base sobre a qual o Instituto de Musica e Funções Neurológicas (IMFN) foi construído. Sacks foi médico e conselheiro honorário do instituto.[17] O instituto honrou Sacks em 200 com o seu primeiro Music Has Power Award.[18] Em 2006 Sacks foi novamente agraciado com essa honraria por ocasião dos seus 40 anos no Beth Abraham e para honrar suas contribuições em apoio a musicoterapia e o efeito da música sobre o cérebro e a mente humana.[19] Sacks continuou sua prática na cidade de Nova York, atuando nos conselhos do Instituto de Neurociencias e no Jardim Botânico de Nova York.

Em fevereiro de 2015 Sacks escreveu um ensaio, publicado no jornal The New York Times, em que explica que um câncer que havia surgido em seu olho, tratado nove anos antes, havia se espelhado para o fígado, e que foi diagnosticado como câncer terminal. Morreu em sua casa, em 30 de agosto de 2015.[8]

Apesar de sua enorme popularidade, Sacks sempre foi tímido, sendo avesso a relacionamentos mais íntimos, vivendo de forma solitária, nunca tendo se casado. Em sua autobiografia, Sempre em Movimento, ele conta sobre a rejeição familiar que sofreu por ser homossexual.[9]

Obras[editar | editar código-fonte]

As datas se referem à data da publicação original.

  • Enxaqueca (Migraine, 1970)
  • Tempo de despertar (Awakenings, 1973)
  • Com uma perna só (A leg to stand on, 1984)
  • O homem que confundiu sua mulher com um chapéu (The man who mistook his wife for a hat, 1985)
  • Vendo vozes: Uma viagem ao mundo dos surdos (Seeing voices: A journey into the land of the deaf, 1989)
  • Um antropólogo em Marte (An Anthropologist on Mars, 1995)
  • A ilha dos daltônicos (The Island of the Colorblind, 1997)
  • Tio Tungstênio: Memórias de uma infância química (Uncle Tungsten: Memories of a chemical boyhood, 2001)
  • Oaxaca Journal (2002)
  • Alucinações Musicais (Musicophilia, 2007)
  • O olhar da mente (The Mind's Eye, 2010)
  • A mente assombrada (Hallucinations, 2012)
  • Sempre em movimento - Uma vida Oliver Sacks (On the move - a life, 2015)

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "NYU Langone Medical Center Welcomes Neurologist and Author Oliver Sacks, MD". newswise.com
  2. "Borzoi Reader | Authors | Oliver Sacks". About the Author. Random House. Consult. 5 March 2009. 
  3. An Anthropoligist on Mars (Knopf, 1995), p. 70
  4. a b c Brown, Andrew (5 March 2005). "Oliver Sacks Profile: Seeing double". The Guardian. Consult. 10 August 2008. 
  5. Sacks, Oliver (2001). Uncle Tungsten: Memories of a Chemical Boyhood Vintage Books [S.l.] ISBN 0-375-40448-1. 
  6. "Oliver Sacks, MD, FRCP". Official site. Consult. 9 August 2008. 
  7. Columbia University website, section of Psychiatry
  8. http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2015/08/30/neurologista-e-escritor-oliver-sacks-morre-aos-82-anos.htm Página acessada em 28 de dezembro de 2015.
  9. http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/08/1675550-neurologista-e-escritor-oliver-sacks-morre-de-cancer-aos-82-anos.shtml Página acessada em 28 de dezembro de 2015.
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Oliver Sacks
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.