Pitanga (Paraná)

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Disambig grey.svg Nota: Para fruto, veja Pitanga.
Pitanga
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Pitanga
Bandeira
Brasão de armas de Pitanga
Brasão de armas
Hino
Gentílico pitanguense
Localização
Localização de Pitanga no Paraná
Localização de Pitanga no Paraná
Pitanga está localizado em: Brasil
Pitanga
Localização de Pitanga no Brasil
Mapa de Pitanga
Coordenadas 24° 45' 25" S 51° 45' 39" O
País Brasil
Unidade federativa Paraná
Municípios limítrofes Manoel Ribas, Boa Ventura de São Roque, Cândido de Abreu, Nova Tebas, Roncador, Mato Rico, Palmital e Santa Maria do Oeste
Distância até a capital 345 km
História
Fundação 1943 (76 anos)
Aniversário 28 de janeiro
Administração
Prefeito(a) Maicol Geison Callegari Rodrigues Barbosa (PV, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 663,747 km²
População total (estimativa IBGE/2018[2]) 30 635 hab.
Densidade 18,41 hab./km²
Clima subtropical (Cfb)
Altitude 952 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,743 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 344 931,010 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 9 811,72

Pitanga é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 30 635[2] habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O local onde fica a cidade, começou a receber os seus primeiros moradores brancos a partir de 1914, quando colonizadores que moravam em Prudentópolis transferiram suas residências para a região. Antes disto, somente os índios habitavam as terras. Estes pioneiros começaram a criar porcos que eram trocados por outros produtos ou levados para a cidade de Ponta Grossa.

O povoamento da região de Pitanga foi desencadeado a partir do anos de 1770, por expedições de conquista sob ordens do Tenente-Coronel Afonso Botelho de Sampaio e Souza, comandante da Praça de Paranaguá.[5]

Por volta de 1918, o local já oferecia casas comerciais, além de serviços como ferreiros, carpinteiros, marceneiros, pois a vila era localizada as margens da estrada que interligava a região central do Paraná ao estado do Mato Grosso do Sul. Por esta razão, até um posto policial já existia nesta época.

Em meados da década de 1920, foi criada uma lei que privava os índios de algumas terras no Paraná. Os jornais da época faziam apologia para a extinção do aldeamento São Jerônimo, cujas terras foram disputadas pelos importantes políticos paranaenses e fazendeiros. A liberação de terras indígenas a políticos locais, reduziu suas reservas e contribuiu para os conflitos entre índios e colonos na Serra da Pitanga.

Por decreto nº 294 de 17 de abril de 1923, os índios perderam as terras na margem direita do rio Ivaí, em favor dos colonos, e os índios foram obrigados a ir para a margem esquerda do rio, o que causou grande revolta na comunidade indígena. Desta maneira, 150 índios Kaigangs atacaram Pitanga, dançando na Igreja que depois foi incendiada. Este ataque resultou na morte de um casal de moradores.

Em 1940, Pitanga já tinha aproximadamente 13.000 habitantes, entre estes, muitos descendentes de europeus, pois vários colonizadores vieram de países como a Ucrânia, frança, Polônia, Itália e Alemanha. Isso é verificado na atualidade, quando há uma diversidade cultural muita grande, com danças, músicas, arquiteturas e alimentação típicas de cada grupo.

O município de Pitanga, cujo território foi no passado conhecido como Serra da Pitanga, foi criado e instalado nos anos de 1943 e 1944, respectivamente, quando compreendia a vasta região sertaneja situada entre os rios Piquirí, Bonito e Ivaí.[5]

O primeiro presidente da Câmara Municipal foi Otaciano Luiz Cunha.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O seu significado é de origem tupi (ubapitanga) e quer dizer "fruto vermelho da pitangueira". Desconhece-se quem deu este nome à povoação, mas se sabe que o nome é proveniente do fruto que é encontrado na Serra da Pitanga.[6] "A cidade de Pitanga é arborizada em suas principais ruas e espaços públicos, com pitangueiras, que os embelezam e alimentam, com seus frutos, a passarinhada".[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área é de 1.663,747 km² representando 0,8347 % do estado, 0,2952 % da região e 0,0196 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°45'25" sul e a uma longitude 51°45'39" oeste, estando a uma altitude de 952 m. A região possui solo argiloso roxo distrófico.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Pitanga e Rio Ernesto

Clima[editar | editar código-fonte]

  • Clima: temperado, mesotérmico e úmido.
  • Temperatura média:
janeiro: 20,9°C
julho: 11,9°C
máxima: 35,5°C
mínima: -7.1°C
  • Precipitação pluviométrica anual: 2.074,05 mm (último ano)
Dados climatológicos para Pitanga
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,9 35,5 34,6 34 32,9 29,2 29,9 30,1 32,9 33,1 33,9 34,5 35,5
Temperatura máxima média (°C) 26,9 27,1 26,4 24,6 21,4 18,9 18,4 20,9 22,3 23,1 24,9 25,3 22
Temperatura média (°C) 20,9 22 19,9 17,1 16,9 15 11,9 13,9 15,1 17,9 18,6 19 16,9
Temperatura mínima média (°C) 17,5 18,1 17 12,9 12 8,1 7,9 9,9 13 15,1 16,1 17 11,3
Temperatura mínima recorde (°C) 7 9 5,8 0,9 -3 -4,9 -7,1 -2,9 -1,9 4,8 6,1 8,9 -7,1
Fonte: Simepar [8]

Economia[editar | editar código-fonte]

Pitanga tem como principais indústrias a madeireira e de papelões, além da agricultura, pecuária, extrativismo vegetal.

Em 1996 a Petrobras fez a primeira e, até o momento, única descoberta de gás natural comercial na Bacia geológica do Paraná, o Campo de Barra Bonita, no distrito de mesmo nome do município de Pitanga. A jazida possui cerca de 10 km² e situa-se a uma profundidade média de 3.500m, em arenitos flúvio-deltaicos da Formação Campo Mourão, Grupo Itararé, de idade permo-carbonífera.[9][10]. A Petrobrás não teve interesse na exploração do campo e o devolveu à União. O campo foi então ofertado na 13ª Rodada, Acumulações Marginais, em 10 de dezembro de 2015, através da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, tendo sido arrematado pela empresa EPG Brasil [11]. Atualmente o campo está em fase de estudos para produção de gás pela empresa Barra Bonita Óleo e Gás Ltda[12].

Turismo[editar | editar código-fonte]

Através de uma lei assinada pelo então governador Beto Richa, Pitanga ganhou o status de centro geográfico dos estado do Paraná. Em 2013, foi inaugurado o Marco Geodésico, construção de andares em forma de espiral com vidros verdes, constando informações sobre latitude, longitude e altitude. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG). O local atraiu visitante de outros estados e países,[13] integrando as atrações turísticas do município, que também conta com o Caminho do Peabiru, o Olho de São João Maria e as cachoeiras da região.[14]

Saúde[editar | editar código-fonte]

No último censo nacional (2010) a média da taxa de mortalidade infantil foi de 10,25 mortes para cada 1000 nascimentos. No ranking deste quesito, o município ocupava a posição 217, em 2017/18, entre 399 cidades do Paraná e 2880 dos 5.570 município do do Brasil.[15]

Educação[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

No passado a cidade de Pitanga possuiu o Clube Atlético Pitanguense no Campeonato Paranaense de Futebol.[16]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. a b CLEVE, Jeorling J. Cordeiro (2010). Memória de Pitanga, 2.ed. Curitiba: Artes & Textos. p. 27 
  6. CLEVE, Jeorling J. Cordeiro (2010). Memória de Pitanga, 2.ed. Curitiba: Artes & Textos. p. 17 
  7. CLEVE, Jeorling J. Cordeiro (2010). Memória de Pitanga, 2.ed. Curitiba: Artes & Textos. p. 18 
  8. «Pitanga». www.simepar.br/. Consultado em 17 de fevereiro de 2010 
  9. Zanotto, O.A.; Becker, C.R.; Durães, E.M. (2008) Barra Bonita - Primeiro Campo de Gás na Bacia Do Paraná, IN: 44º Congresso Brasileiro de Geologia – Anais; Curitiba, Brasil.
  10. Campos L., Milani E., Toledo M.A., Queiroz R.J.O., Catto A., Selke S. 1998. Barra Bonita: a primeira acumulação comercial de hidrocarboneto da Bacia do Paraná. IN: Brazilian Petroleum Institute, Rio Oil & Gas Conference, Rio de Janeiro, Brazil, IBP17198, atas, 7p.
  11. «Resultado 13ª Rodada ANP, Acumulações Marginais». Consultado em 19 de março de 2019 
  12. «RELATÓRIO AMBIENTAL SIMPLIFICADO COMPLEXO DE PRODUÇÃO E COMPRESSÃO DE GÁS NATURAL DO CAMPO DE BARRA BONITA» (PDF). Consultado em 19 de março de 2019 
  13. «Marco que institui Pitanga como o centro do Paraná já tem mais de 7 mil visitas». Rede Sul de Notícias. 12 de fevereiro de 2014. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  14. «Lei N9 2079, DE 31 DE AGOSTO DE 2017» (PDF). Câmara de Pitanga. 31 de agosto de 2017. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  15. «Saúde 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 16 de junho de 2018 
  16. «Paraná 2007». The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation e RSSSF Brazil. 30 de agosto de 2007. Consultado em 2 de janeiro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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