Programa Cruzeiro do Sul

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Comparação das cinco versões do VLS previstos no Programa Cruzeiro do Sul

O Programa Cruzeiro do Sul é um projeto que inicialmente previa a construção de cinco variantes de foguetes lançadores de satélites no âmbito do programa espacial brasileiro. O programa será conduzido conjuntamente pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial e pela Agência Espacial Brasileira, em parceria com a Rússia.[1] Porém, atualmente o projeto encontra-se praticamente congelado.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O Programa Espacial Brasileiro visa dotar o país com meios próprios de acesso ao espaço e construção de satélites, além das infraestruturas necessárias. No campo dos satélites foram lançados os SCD 1 e 2 e Cbers (1, 2 e 2b, em parceria com a China), com mais duas unidades em construção. Esses satélites foram lançados em veículos estrangeiros. No campo dos foguetes, o Brasil teve sucesso com a série Sonda, porém ao tentar construir seu lançador orbital, o VLS-1, este falhou em dois testes de voo. Seu terceiro protótipo, o VLS-1 V03, explodiu dias antes do lançamento, na plataforma, matando 21 engenheiros do CTA, em 2003. Desde então nenhum outro protótipo foi lançado.

Em 2005 a Agência Espacial Brasileira anunciou o Programa Cruzeiro do Sul. O objetivo é desenvolver as tecnologias necessárias para lançadores de grande porte de forma gradual, partindo dos motores de combustível sólido, já dominados pelos engenheiros brasileiros, para motores de combustível líquido, que serão baseados em design russo.

Lançadores[editar | editar código-fonte]

VLS Alfa

O primeiro foguete a ser desenvolvido. Sendo uma modificação direta do projeto original do VLS-1, substitui seus quarto e quinto estágios por um único motor de combustível líquido, com 7500 kg de empuxo, alimentados por querosene e oxigênio líquidos. Poderá lançar cargas na faixa de 200 – 400 kg em órbitas de até 750 km de altitude.

VLS Beta

Constituído de três estágios, sem propulsores auxiliares. O primeiro estágio será um propulsor de combustível sólido de 40 toneladas, o segundo terá um motor de 30 toneladas de empuxo e o último terá 7,5 toneladas de empuxo, com a mesma mistura "Kerolox". Poderá lançar cargas de até 800 kg em órbitas de até 800 km de altitude.

VLS Gama

Será constituído de apenas dois estágios, ambos de combustível líquido. O primeiro terá empuxo de 150 toneladas e o segundo usará o mesmo motor do estágio superior do VLS Beta, com quantidades maiores de combustível. Com o objetivo de lançar grandes cargas em órbitas heliosíncronas, poderá lançar 1000 kg em órbitas de até 800 km de altitude.

VLS Delta

Este lançador utilizará a configuração do VLS Gama, com a adição de um par de propulsores auxiliares de combustível líquido, com 40 toneladas cada. Primeiro passou em direção ao lançamento de satélites em órbitas geoestacionárias. Poderá lançar 2000 kg em órbita de transferência geoestacionária (GTO).

VLS Epsilon

Último dos foguetes do programa, é uma versão do VLS Delta com propulsores auxiliares de combustível líquido, derivados diretamente de seu motor do primeiro estágio. Poderá lançar cargas de 4000 kg em órbitas do tipo GTO.

Referências

  1. «País retoma desenvolvimento de nova família de foguetes». Jornal da Ciência. 4 de março de 2010. Consultado em 21 de abril de 2011 
  2. «Rússia não decola no mercado brasileiro de exploração espacial». Gazeta Russa. Consultado em 29 de abril de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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