Garatéa-L

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Este artigo ou seção é sobre uma futura missão de exploração espacial.
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Ares V launch.jpg
Garatéa-L
Descrição
Website http://www.garatea.space
Duração da missão 6 meses (estimativa)[1]
Propriedades
Massa 7,2 kg
Missão
Data de lançamento 2022[2]
Veículo de lançamento PSLV-C11[1]
Destino Órbita Lunar

Garatéa-L[nota 1] é uma sonda espacial planejada pela empresa brasileira Airvantis com o apoio de instituições como o INPE, o IMT, o ITA, o LNLS/CNPEM, a PUC-RS, a UFSC, a USP e a USRA.[3] Será a primeira missão brasileira no espaço profundo, assim como a primeira dirigida à Lua. O nanossatélite será posto em órbita por um lançador PSLV-C11 indiano no âmbito da missão Pathfinder, que será pioneira na exploração comercial do espaço profundo, através de uma parceria entre empresas privadas britânicas com a Agência Espacial Britânica e a ESA.[4][5]

Objetivos da missão[editar | editar código-fonte]

A sonda Garatéa-L pretende investigar as condições extremas do espaço para a vida, através da realização de testes que avaliarão os efeitos da exposição aos raios cósmicos de colônias bacterianas e tecido humano, contribuindo para a área de astrobiologia[6] e medicina espacial. Como a sonda será colocada em uma órbita altamente excêntrica, também se planeja que ela colete imagens multiespectrais da bacia de Aiken, no lado afastado da Lua[7]. Os responsáveis pela missão também desejam impulsionar o interesse dos estudantes brasileiros por carreiras relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês).

Preparação e custos[editar | editar código-fonte]

Os preparativos para a missão se dão tanto na parte técnica quanto na financeira. No aspecto técnico se conta com a experiência no desenvolvimento de nanossatélites por parte do INPE e do ITA. Circuitos preparados para evitar os problemas com a radiação são trabalhados pelo IMT, enquanto o payload será desenvolvido pelo grupo Zenith-USP da EESC (USP). E por sua vez, as outras instituições (LNLS/CNPEM, IQ-USP, IO-USP, UFSC, o Centro de Pesquisa em Microgravidade da PUC-RS e o USRA-EUA) são responsáveis pelos experimentos que serão levados à cabo para realizar a pesquisa astrobiológica e de medicina em microgravidade. Já a parte financeira se viabilizará mediante investimentos privados (patrocínio, royalties e eventuais patentes) e públicos (agências de fomento). O custo total estimado é de R$ 35 milhões.[3]

Garatéa-ISS[editar | editar código-fonte]

Para estimular o interesse dos alunos Brasileiros em áreas de ciência e tecnologia, o Projeto Garatéa se juntou ao Student Spaceflight Experiments Program para enviar experimentos de estudantes à EEI. [8]

O primeiro experimento, chamado de Cimento Espacial, uma mistura de cimento com plástico reciclável para torná-lo mais habilitado para aplicação espacial, feito pelas escolas Dante Alighieri, EMEF Perimetral, Projeto Âncora, (São Paulo. Cotia)[9], voou à estação na missão SpaceX CRS-15 de 2018, durante a Expedição 56, sendo a primeira vez que experimentos Brasileiros foram realizados na estação desde a Missão Centenário.[10]

O segundo experimento Capilaridade x Gravidade no processo de filtração feito por alunos do Ensino Médio do Instituto Federal de Santa Catarina, [11] enviado em 2019 na missão SpaceX CRS-18 durante a Expedição 60, [12] era um filtro que usava carbono ativado, baseado no "filtro de água baseado na moringa".[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Do tupi-guarani Garatéa (busca vida), sendo L referente à Lua.

Referências