Satélite de Coleta de Dados 1

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SCD-1
Missão
Operação Brasil INPE
Contratantes principais Brasil INPE
Tipo de missão Observação da Terra
Planeta orbitado Terra
Lançamento 09 de fevereiro de 1993 às 14:30:00 UTC
Veículo de Lançamento Estados Unidos Pegasus
Local do Lançamento Estados Unidos Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida
Duração da missão 1 ano (expectativa)
Fim da missão ainda em atividade
NSSDC/COSPAR ID 1993-009B
Massa 115,0 kg
Resultado Sucesso
Elementos Orbitais
Tipo Órbita circular
Inclinação 24,9º
Apogeu 787 km
Perigeu 722 km
Período orbital 99,7 minutos
Excentricidade 0,01000

O Satélite de Coleta de Dados 1 ou SCD-1 é o primeiro satélite brasileiro lançado ao espaço. Tem a função de realizar a coleta de dados ambientais para serem depois captados por estações rastreadoras e serem distribuídos a organizações e a usuários diversos. Em 2015, com o sobrevoo da sonda New Horizons por Plutão, imageando novas regiões, algumas colinas foram batizadas em homenagem ao primeiro satélite brasileiro, o SCD-1[1].

Histórico[editar | editar código-fonte]

O SCD-1 foi lançado em 9 de fevereiro de 1993, por meio de um foguete do tipo Pegasus.

Ele foi transportado sob a asa de um avião B-52 Stratofortress, da NASA, que o lançou a 13 km de altitude.

O SCD-1, foi o primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil. Ele foi projetado, desenvolvido, construído e testado por técnicos, engenheiros e cientistas brasileiros trabalhando no INPE.

Em 25 de outubro de 2005 o satélite SCD-1 alcançou o significativo número de 67.011 órbitas em operação, recebeu de solo um total de aproximadamente 161.900 telecomandos e sofreu a execução de 16 manobras de reorientação de seu eixo de rotação. O primeiro satélite brasileiro foi para o espaço em 1993 com expectativa inicial de um ano de vida útil, mas já superou esse limite em 1200%. No dia 9 de fevereiro de 2013, ao completar 20 anos em órbita, havia realizado 105.577 voltas em torno da Terra.[2]

A longevidade deste satélite é atribuída a uma alta competência tecnológica e ao rigor empregado no processo de qualificação tanto para os componentes como para os subsistemas e sua integração.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

O SCD-1 possui as seguintes características técnicas: [3]

  • Forma: prisma de base octogonal
  • Dimensões: 1 m de diâmetro, 1,45 m altura
  • Massa total: 115 kg
  • Potência elétrica: 110 W
  • Estrutura: painéis em colmeias de alumínio
  • Estabilização de atitude: via rotação
  • Controle térmico: passivo
  • Transponder de coleta de dados na faixa UHF e banda S
  • TT&C na banda S
  • Experimento de células solares
  • Órbita circular de 750 km de altitude, 25 graus de inclinação

Segmento solo[editar | editar código-fonte]

A operação do satélite é de responsabilidade do Centro de Rastreio e Controle (CRC) do INPE, que é composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS), pela estação terrena de Cuiabá e da estação terrena de Alcântara, todos parte do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Além de monitorar a saúde dos equipamentos do satélite, o CRC também realiza manobras de manutenção da atitude do satélite, a partir do CCS localizado em São José dos Campos.

Em solo, os dados ambientais coletados pelo SCD-1 são medidos por Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) distribuídas, em sua grande maioria, pelo território brasileiro. Após a recepção, os dados são processados, armazenados e distribuídos os usuários finais pelo Centro de Missão de Coleta de Dados e podem ser gratuitamente consultados pelo Sistema Integrado de Dados Ambientais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]