SSR (satélites)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
SSR
Missão
Operação Brasil INPE
Contratantes principais Brasil INPE
Plataforma Plataforma Multimissão
Tipo de missão Observação da Terra
Planeta orbitado Terra
Massa 290,0 kg
Elementos Orbitais
Tipo Órbita equatorial
Inclinação
Apogeu 900 km
Perigeu 900 km
Período orbital 120,0 minutos
Excentricidade 0,00000

SSR (de Satélite de Sensoriamento Remoto), é a designação de uma família de satélites de observação da Terra em órbita equatorial projetada como parte da MECB. idealizada por pesquisadores do INPE no final da década de 70 e aprovado formalmente em 1980.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Primeira versão[editar | editar código-fonte]

O objetivo primário desses satélites era o de obter dados sobre a região amazônica, entre os paralelos 5º N e 15º S. Suas características técnicas foram esboçadas no final da década de 80. Contemplando um sensor chamado "Wide Field Imager" (WFI), o mesmo que hoje equipa os satélites CBERS, o intervalo de passagem sobre a mesma área equatorial deveria ser de 4 dias, e a resolução deveria ser de ~260 m, algo entre o Landsat e o instrumento AVHRR dos satélites da NOAA, o peso previsto estava por volta de 200 kg.[2]

Segunda versão[editar | editar código-fonte]

Em meados da década de 90, o projeto foi revisado, considerando as características do Veículo Lançador de Satélites e passou a ter as seguintes características: dois satélites deveriam ser lançados (SSR-1 e SSR-2), com expectativa de vida útil de 4 anos. Com massa de 230 kg, seriam estabilizados nos 3 eixos por motores movidos a hidrazina. A altitude da órbita seria em torno de ~893 km permitindo resolução temporal de menos de duas horas. Com isso, ele seria capaz de cobrir um corredor de 2.200 km, com resolução de ~100 m próximo ao equador e ~200 m próximo ao limite de 15º S. Para atender a essas características, seriam necessários 2 ou até 3 sensores modulares. [2]

Terceira versão[editar | editar código-fonte]

Já no início dos anos 2000, o projeto foi reavisto para uma configuração modular, sendo: por um módulo de de carga útil, onde estão instalados os instrumentos imageadores e de uma plataforma multimissão que provê as funções básicas para o satélite, tais como: geração de energia elétrica, controle térmico, comunicações, entre outras.[3]

Nessa revisão, o satélite passou a ter as seguintes características:[3]

  • Massa de 290kg
  • Potência de 250W
  • Órbita circular, equatorial a 900km de altitude
  • Período de passagem sobre o mesmo ponto: 2 horas
  • Resolução de 100 a 200 m em três bandas visíveis
  • Banda IR com resolução de 300 a 400 m que fornece monitoramento de incêndios florestais
  • Compressão de imagens embarcada
  • Irradiação de dados de imagem direta ao usuários finais com estações receptoras portáteis.
  • 4 anos de vida útil

Missão[editar | editar código-fonte]

Depois de sucessivos adiamentos e mudanças de prioridades, o projeto acabou evoluindo para o Amazônia-1, permanecendo a denominação técnica desse novo satélite como SSR-1 até que ele seja lançado e entre em órbita.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «SATÉLITE EQUATORIAL PARA MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA É DISCUTIDO DURANTE A SBPC». AEB. 14 de julho de 2009. Consultado em 27 de julho de 2013 [ligação inativa]
  2. a b Rudorff, Bernardo (1996). «APPLICATIONS OF THE BRAZILIAN REMOTE SENSING SATELLITE (SSR) TO MONITOR THE AMAZON REGION» (PDF). INPE. Consultado em 27 de julho de 2013 
  3. a b «SSR-1 / SSR-2». INPE. 2 de janeiro de 2001. Consultado em 27 de julho de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]