Rádio digital

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Rádio digital é um sistema de radiodifusão de áudio, que se distingue pela emissão de um sinal digital. Atualmente existem três sistemas de radiodifusão digital conhecidos com repercussão a nível mundial: IBOC (In-band On-channel), DAB (Digital Audio Broadcasting), DRM (Digital Radio Mondiale) e ISDB-Tsb (Terrestrial sound broadcasting).

Benefícios e oportunidades[editar | editar código-fonte]

As principais vantagens do rádio digital estão na melhoria da qualidade do som (rádio AM com qualidade de FM e rádio FM com qualidade de CD) e em mais opções para o ouvinte, como letreiros digitais com informações adicionais como notícias e previsão do tempo.[1]

A digitalização do rádio e a parceria com novas mídias oferecem também uso mais eficiente do espectro, interatividade, menor consumo de energia elétrica, possibilidades de novos modelos de negócios e maior participação no mercado publicitário.[2]

Padrões de rádio digital[editar | editar código-fonte]

Em vários países, os padrões estão sendo estudados, testados e comparados, não havendo um padrão único, como ocorre no caso da rádio analógica. Os critérios para escolha do padrão digital incluem as características do mercado de cada pais (consumidores, emissoras e fabricantes), qualidade técnica das transmissões (robustez, interferências e qualidade do áudio), condições de propagação em solo local (extensão da área de cobertura), ocupação do espectro e compatibilidade dos sinais digitais e analógicos.[2]

IBOC (In-band On-channel)[editar | editar código-fonte]

Question book.svg
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Ano de criação: aprovação do padrão AM em abril de 2005.

Principais países onde se utiliza: Estados Unidos, México, El Salvador, Tailândia, Indonésia, Nova Zelândia, Brasil, Filipinas, Panamá, República Dominicana e Porto Rico; embora algumas empresas como a Microsoft comecem a impulsionar-lo em países que querem implantar o DAB, como França.

Vantagens: possibilidade de convivência de receptores analógicos e digitais mediante o mesmo sinal recebido.

Inconvenientes: a convivência de ambos os sinais pode produzir sobreposições e, por tanto, perdas qualitativas, menor cobertura que a FM e ao usar a rede de FM não permite uma rede de frequência única.

Bandas de transmissão utilizadas: frequências de 530 a 1710 kHz (AM) e de 87.5 a 108 MHz (FM).

DAB (Digital Audio Broadcasting)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: DAB
Question book.svg
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Ano de criação: primeiros passos em setembro de 1995 no Reino Unido.

Principais países onde se utiliza: principais países europeus (Noruega, Espanha, Itália, Suécia, Suíça, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido e Bélgica), Austrália e alguns países asiáticos, como a China.

Vantagens: dá uma altíssima qualidade de áudio, sem consumir demasiados recursos. Permite uma rede de frequência única e uma oferta muito mais ampla que na FM.

Inconvenientes: ao contrário do IBOC, não permite “incluir” sinal analógico dentro da mesma largura de banda, o que faz com que o sinal só sirva os recetores digitais.

Bandas de transmissão utilizadas: banda III (dos 174 a 240 MHz) e banda L (dos 1452 a 1492 MHz); esta última é pior porque ao ser a frequência maior perde-se cobertura, nos Estados Unidos é destinada ao uso militar e em Espanha se usará para 4G. Em alguns países pode também transmitir por banda UHF.

DRM (Digital Radio Mondiale)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Digital Radio Mondiale
Question book.svg
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

O DRM é um sistema criado pelo consórcio do mesmo nome, cuja missão era estabelecer um sistema digital para as bandas de radiodifusão com modulação de amplitude, Onda Larga (ondas quilométricas), Onda Média (ondas hectométricas) e Onda Curta (ondas decamétricas), por debaixo de 30 MHz. A 16 de junho de 2003 iniciaram-se as primeiras emissões regulares.

O sistema foi aprovado no ano 2003 pela UIT (recomendação ITU-R BS 1514) e recomendado por esse organismo como único padrão mundial nas bandas entre 3 e 30 MHz (Onda Curta).

Também foi padronizado pela norma IEC-62272-1 e pela ETSI ES-201980.

Atualmente DRM é um padrão para rádio digital que cobre as seguintes bandas de radiodifusão: em Amplitude Modulada (onda larga, onda media e onda curta) e em Frequência Modulada também conhecido como DRM+.

ISDB-Tsb[editar | editar código-fonte]

Question book.svg
Esta seção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

ISDB-Tsb (Terrestial sound broadcasting) é a norma para a rádio digital terrestre. A especificação técnica é a mesma que ISDB-T. ISDB-Tsb suporta o codec MPEG2, transmitida pela BST-OFDM usando 1 ou 3 segmentos, sendo compatível com o serviço 1Seg de ISDB-T. A sua implementação está planificada para julho de 2011, depois do apagão da televisão analógica e usaria as ditas frequências libertadas (90-108 MHz). A radiodifusão analógica em FM do Japão (que se situa entre 76 e 90 MHz) não seria substituída. O ISDB-Tsb seria um serviço radial complementar ao FM analógico. Efetuam-se transmissões de provas desde o outubro de 2003 em Tóquio e Osaca patrocinadas pela Digital Radio Promotion Association (DRP). Neste caso estão-se usando as frequências correspondentes ao canal 7 em VHF (188-192 MHz).

Rádio digital terrestre no mundo[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

O Ministério das Comunicações está testando e avaliando sistemas de Rádio Digital e abriu chamada pública para envio das avaliações dos sistemas atualmente existentes.[3]

Algumas emissoras de Rádio já estão operando o sistema Digital de rádio em caráter experimental.

Testes com os sistemas Americano e Europeu irão definir a melhor proposta em conformidade com a realidade brasileira.[4]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Os projetos para a emissão Digital através do sistema DAB iniciaram-se em Portugal, no final dos anos 80, e a partir de 1992 estabeleceram-se as bases para a implementação de um sistema de recepção com qualidade de som equivalente à do CD áudio.[5] Em 1998, a RDP iniciava as transmissões em DAB por ocasião da abertura da Expo 98,com três emissores em Lisboa, Arrábida e Serra de Montejunto, constituindo uma pequena rede de frequência única e um outro emissor no Monte da Virgem,em Vila Nova de Gaia, junto à cidade do Porto.[6]

Aquilo que a RDP planeava fazer, em termos de cobertura Digital, prolonga-se até 2006, com a cobertura dos Açores o que, a acontecer, faria com que Portugal fosse o primeiro país da Europa a ter uma cobertura integral de DAB.

Para além dos emissores digitais, a RDP teve de instalar uma rede de feixes hertzianos de transporte de sinal. É uma rede que teve sobretudo em linha de vista a distribuição do sinal DAB e que custou 4 milhões de Euros. O investimento total do projecto cifrou-se em cerca de 11 milhões e 500 mil Euros inteiramente financiado pelos próprios meios da RDP, sendo cerca de 8,5 milhões de Euros para o continente, 1 milhão de Euros para a Madeira e 2 milhões para os Açores.

Apagão analógico[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Criado conselho para planejar rádio digital». RJ, BR: Jornal do Comércio. Agência Estado. 15 de março de 2007 
  2. a b Martins, Roberto Pinto (22 de novembro de 2007). «Rádio Digital» (PDF). Brasília, DF, BR: Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal 
  3. «Ministério abre chamada pública para rádio digital». Brasília, DF, BR: Ministério das Comunicações. ASCOM. 22 de maio de 2009 
  4. «Hélio Costa assina portaria para escolha do Rádio Digital brasileiro». Brasília, DF, BR: Ministério das Comunicações. ASCOM. 19 de maio de 2009 
  5. Cordeiro, Paula. «A Rádio em Portugal — um pouco de história e perspectivas de evolução» (PDF). Universidade do Algarve 
  6. de Melo, Rui. «Rádio Digital – Com emissores mas sem ouvintes em Portugal» (PDF). PT: Universidade Fernando Pessoa 
  7. Cost-Benefit Analysis of Radio Switchover
  8. Norway sets date for FM Switch Off
  9. Denmark goes DAB in 2019
  10. Migrazione al digitale: la Svizzera spegnerà l'FM entro il 2024
  11. La Radiodifusión Checa apuesta por las transmisiones digitales
Ícone de esboço Este artigo sobre Rádio é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.