SS France (1962)

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SS France
SS Norway.jpg
O Norway em 1982
Carreira França
Proprietário Compagnie Générale Transatlantique
Fabricante Chantiers de l'Atlantique,
Saint-Nazaire
Homônimo França
Data de encomenda 26 de julho de 1956
Batimento de quilha 7 de setembro de 1957
Lançamento 11 de maio de 1960
Batismo 11 de maio de 1960
por Yvonne de Gaulle
Viagem inaugural 3 de fevereiro de 1962
Descomissionamento 25 de outubro de 1974
Porto de registo Le Havre, França
Estado Vendido para a Norwegian Cruise Line em 1979
Carreira  Noruega
Nome SS Norway
Proprietário Norwegian Cruise Line
Homônimo Noruega
Data de
aquisição
26 de junho de 1979
Descomissionamento 23 de março de 2004
Porto de registro Oslo, Noruega
Estado Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Transatlântico (1962–1979)
Cruzeiro (1979–2005)
Deslocamento 57.607 t
Tonelagem 63.343 t (1961)
70.202 t (1984)
76.049 t (1990)
Maquinário Turbinas Parsons
Comprimento 316,1 m
Boca 33,8 m
Calado 10,8 m
Propulsão 4 hélices (1961)
2 hélices (1979)
Velocidade 30 nós (56 km/h)
Tripulação 1253 (1961)
875 (1980)
Passageiros 2044 (1961)
1944 (1980)
2565 (1994)

O SS France foi um navio de passageiros francês construído pelos estaleiros da Chantiers de l'Atlantique em Saint-Nazaire para a Compagnie Générale Transatlantique (CGT). Ele foi pensado para substituir o SS Île de France e o SS Liberté e competir com os britânicos RMS Queen Mary e RMS Queen Elizabeth da Cunard Line na rota transatlântica. A construção do France começou em setembro de 1957 e foi lançado ao mar em maio de 1960, tornando-se a embarcação mais comprida já construída na história até então e uma das mais rápidas.[1]

O navio realizou sua viagem inaugural em fevereiro de 1962 tendo estrelas de cinema, membros da aristocracia e empresários a bordo. Ao chegar em Nova Iorque ele foi recebido com celebrações e uma recepção de gala. O France se tornou uma embarcação popular no Oceano Atlântico, porém o aumento do tráfego aéreo diminuiu cada vez mais seu número de passageiros e o navio passou a depender de subsídios do governo francês para poder operar. A CGT passou a empregar a embarcação cada vez mais em viagens de cruzeiro ao redor do mundo para combater a queda de passageiros, também enfrentando dificuldades no mercado apesar de sua popularidade também nessa função.[1]

O governo votou em 1974 em reduzir os subsídios do France em favor do Concorde, forçando a CGT a encerrar as operações do navio. Ele permaneceu atracado em Le Havre por anos sem ser usado até finalmente ser comprado em 1979 pela Norwegian Cruise Line. A embarcação foi levada para a Alemanha, convertida em um navio de cruzeiro pelos estaleiros da Bremerhaven e renomeado para SS Norway. Ele voltou ao serviço em 1980 e continuou a ser popular entre os passageiros pelas duas décadas seguintes, passando nesse tempo por novas reformas que adicionaram dois conveses em sua superestrutura e aumentaram sua capacidade e tonelagem.[1]

Uma de suas caldeiras explodiu acidentalmente em 25 de maio de 2003, matando sete tripulantes e ferindo outros dezessete. O Norway, já com mais de quarenta anos de serviço, ficou parado em uma doca até a Norwegian Cruise Line anunciar em março de 2004 que ele seria retirado do serviço. Três meses depois ele foi rebocado até a Malásia e vendido como sucata em dezembro do ano seguinte. Ele foi renomeado como SS Blue Lady para sua última viagem até a Índia, sendo desmontado entre 2007 e 2008.[1]

Referências

  1. a b c d Othfors, Daniel. «France (III)/Norway». The Great Ocean Liners. Consultado em 3 de julho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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