Ir para o conteúdo

Urodelos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Salamandra)
 Nota: "Salamandra" redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Salamandra (desambiguação).
Como ler uma infocaixa de taxonomiaUrodela
Ocorrência: Jurássico Médio- Recente 164–0 Ma
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Clado: Caudata
Classe: Amphibia
Ordem: Urodela
Duméril, 1806
Distribuição geográfica

Subordens
O Wikispecies tem informações relacionadas a Urodelos.

Os urodelos constituem uma ordem de anfíbios caudados, que compreende as salamandras e os tritões, com cerca de 515 espécies. Tais animais têm o corpo alongado, patas curtas e uma cauda relativamente longa. Superficialmente assemelham-se a lagartos, dos quais podem ser distinguidos pela ausência de escamas. Os caudados têm a capacidade de regenerar os membros e a cauda se estes forem decepados. As dez famílias limitam-se quase inteiramente ao Hemisfério Norte; sua ocorrência mais meridional ocorre na parte norte da América do Sul. A América do Norte e a América Central apresentam a maior diversidade de salamandras.

Os caudados têm uma pele nua e susceptível à secura. Por esse motivo, habitam zonas úmidas de florestas, perto de rios ou lagos. O seu ciclo de vida começa invariavelmente na água, mas podem depois passar a um modo de vida terrestre. Algumas espécies mantêm-se aquáticas durante toda a vida, conservando as brânquias comuns a todos os juvenis.

A maioria dos caudados são animais pequenos. A maior espécie conhecida é a salamandra-gigante, natural da China e Japão, que chega a medir 1,50 m de comprimento. Os caudados hibernam durante o Inverno.

Salamandras

[editar | editar código]
Salamandras-de-costelas-salientes na água

Na herpetologia, o termo salamandra é a designação comum aos anfíbios da ordem dos caudados, principalmente os de regiões temperadas, de corpo alongado, com aspecto de lagarto, cauda longa e um ou dois pares de membros curtos. Podem ser aquáticas ou terrestres, bem como anfíbias.

Acredita-se que as salamandras estão entre os moradores mais antigos do planeta, pois cientistas já encontraram fósseis de 230 milhões de anos no Quirguistão.[1] Atualmente existem cerca de 450 espécies, dos mais diferentes tamanhos. Caçadoras exímias, elas atacam rapidamente e devoram minhocas, insetos e peixes. Mas também são predadas por aves, tartarugas, cobras, peixes e outros anfíbios. Por isso, costumam ficar escondidas embaixo de pedras ou plantas.

Algumas espécies são muito venenosas. Geralmente são as que têm cores fortes, que mantém os predadores afastados, como é o caso da salamandra-de-fogo, preta e amarela. Seu veneno queima a pele de pessoas e animais e pode até causar paralisia se entrar na corrente sanguínea.

Embora a maioria das salamandras completem sua metamorfose como adultos terrestres, muitos grupos tomaram-se pedomórficos e retêm muitas características das larvas durante a vida adulta. A pedomorfose, entre as salamandras, desenvolveu a neotenia, isto é, o desenvolvimento somático tornou-se mais lento em relação à maturação sexual, de forma que os animais tornam-se sexualmente maduros antes de completarem a metamorfose. A salamandra tigre, Ambystoma tigrinum, do platô mexicano, vive em poças frias das montanhas, mantém as brânquias externas e muitas outras características das larvas, reproduz-se como larva e nunca completa sua metamorfose. Em elevações baixas nos Estados Unidos, a salamandra tigre normalmente sofre metamorfose. O hormônio tireoxina, secretado pela glândula tireóide, é necessário para a metamorfose dos anfíbios. Sua secreção aparece para ser inibida nas baixas temperaturas do platô mexicano, mas não em menores elevações.[2]

As salamandras vivem solitárias e produzem uma substância com cheiro para atrair parceiros na época do acasalamento e outra que usam para marcar seu território. Em geral só emitem sons quando querem espantar algum predador.

Existem três tipos de salamandra: as terrestres, as aquáticas e as semiaquáticas. As semiaquáticas nascem em rios e lagos, passam parte da vida na terra e voltam à água para colocar seus ovos. Dependendo da espécie, os ovos são depositados na água, na vegetação aquática ou na terra, em lugares úmidos como troncos podres. Alguns ovos se abrem em poucos dias, outros demoram até dois anos. De dentro deles saem larvas, com nadadeiras, patas e brânquias. De acordo com a espécie, o corpo se desenvolve de forma diferente para que o animal sobreviva em seu ambiente.

Descrição

[editar | editar código]
Imagem de raio-X de uma salamandra

A pele carece de escamas e é úmida e lisa ao toque, exceto nos tritões da família Salamandridae, que podem ter pele aveludada ou verrugosa, úmida ao toque. A pele pode ser de cor opaca ou brilhante, exibindo vários padrões de listras, barras, manchas, borrões ou pontos. Os tritões machos tornam-se dramaticamente coloridos durante a época de reprodução. As espécies cavernícolas que habitam na escuridão carecem de pigmentação e têm uma aparência rosa translúcida ou perolada.[3]

As salamandras variam em tamanho desde as salamandras-minúsculas, com um comprimento total de 27 mm (1+18 in), incluindo a cauda, até à salamandra-gigante-da-china, que atinge 1,8 m (6 ft) e pesa até 65 kg (145 lb). Todas as maiores espécies são encontradas nas quatro famílias: salamandras-gigantes, sirenes, anfiumas e Proteidae, que são todas aquáticas e pedomorfos obrigatórios.[4][5] Algumas das maiores salamandras terrestres, que passam por metamorfose completa, pertencem à família das salamandras-gigantes-do-pacífico e são muito menores.[6] A maioria os comprimentos das salamandras situam-se entre 10 e 20 cm.[7]

Tronco, membros e cauda

[editar | editar código]

Uma salamandra adulta geralmente assemelha-se a um pequeno lagarto, possuindo uma forma corporal basal de tetrápode com um tronco cilíndrico, quatro membros e uma cauda longa. Exceto na família Salamandridae, a cabeça, o corpo e a cauda apresentam uma série de depressions verticais na superfície que vão da região midodorsal à área ventral, conhecidas como sulcos costais. A sua função parece ser a de ajudar a manter a pele úmida, canalizando a água pela superfície do corpo.[8]

As sirenes têm uma aparência semelhante à de uma enguia.

Algumas espécies aquáticas, como as sirenes e as anfiumas, têm membros posteriores reduzidos ou ausentes, conferindo-lhes uma aparência de enguia, mas, na maioria das espécies, os membros anteriores e posteriores têm aproximadamente o mesmo comprimento e projetam-se lateralmente, mal elevando o tronco do chão. Os pés são largos com dígitos curtos, geralmente quatro nos pés dianteiros e cinco nos traseiros. As salamandras não têm garras, e o formato do pé varia de acordo com o habitat do animal. As espécies trepadoras têm dedos alongados e de ponta quadrada, enquanto os habitantes de rochas têm pés maiores com dedos curtos e rombos. A salamandra-trepadora (Bolitoglossa sp.) possui pés espalmados em forma de placa que aderem a superfícies lisas por sucção, enquanto as espécies de Hydromantes da Califórnia, que escalam rochas, têm pés com membranas carnosas e dígitos curtos, utilizando as suas caudas como um membro extra. Ao subir, a cauda apoia a parte posterior do corpo, enquanto um pé traseiro se move para a frente e depois balança para o outro lado para fornecer suporte à medida que o outro pé traseiro avança.[9]

Nas larvas e salamandras aquáticas, a cauda é achatada lateralmente, possui nadadeiras dorsais e ventrais e ondula de um lado para o outro para propulsionar o animal através da água. Nas famílias Ambystomatidae e Salamandridae, a cauda do macho, que é maior do que a da fêmea, é usada durante o abraço de amplexo para propulsionar o casal reprodutor para um local isolado. Nas espécies terrestres, a cauda move-se para equilibrar o animal enquanto corre, ao passo que na salamandra-arbórea e noutras espécies que escalam árvores, ela é preênsil. A cauda também é usada por certas salamandras sem pulmões que conseguem saltar, ajudando a lançá-las no ar.[9] A cauda é utilizada na corte e como órgão de armazenamento de proteínas e lipídios. Também funciona como uma defesa contra a predação, podendo ser chicoteada contra o atacante ou autotomizada (solta) quando agarrada. Ao contrário dos sapos e rãs, uma salamandra adulta é capaz de regenerar membros e a sua cauda quando estes são perdidos.[9]

Tritão-de-pele-rugosa

A pele das salamandras, em comum com outros anfíbios, é fina, permeável à água, serve como membrana respiratória e é bem provida de glândulas. Possui camadas externas altamente cornificadas, renovadas periodicamente através de um processo de troca de pele controlado por hormônios das glândulas pituitária e tireoide. Durante a muda, a pele rompe-se inicialmente ao redor da boca, e o animal move-se para a frente através da abertura para desprender a pele. Quando os membros dianteiros estão livres, uma série de ondulações corporais empurra a pele em direção à parte traseira. Os membros posteriores são extraídos e empurram a pele ainda mais para trás, antes de esta ser finalmente libertada pelo atrito, à medida que a salamandra avança com a cauda pressionada contra o chão.[10] O animal muitas vezes come a pele resultante da muda.[3]

Glândulas na pele secretam muco que mantém a pele úmida, um fator importante na respiração cutânea e na termorregulação. A camada pegajosa ajuda a proteger contra infecções bacterianas e fungos, reduz o atrito ao nadar e torna o animal escorregadio e mais difícil de ser capturado por predadores. Glândulas granulares espalhadas na superfície superior, particularmente na cabeça, dorso e cauda, produzem secreções repelentes ou tóxicas.[10] Algumas toxinas de salamandras são particularmente potentes. For exemplo, o tritão-de-pele-rugosa (Taricha granulosa) produz a neurotoxina tetrodotoxina, a substância não proteica mais tóxica conhecida. Manusear os tritões não causa danos, mas a ingestão de um fragmento mínimo de pele é mortal. Em testes de alimentação, peixes, rãs, répteis, aves e mamíferos demonstraram ser todos suscetíveis.[11]

Adultos maduros de algumas espécies de salamandra possuem tecido glandular "nupcial" nas suas cloacas, na base das suas caudas, nas suas cabeças ou sob os seus queixos. Algumas fêmeas libertam substâncias químicas, possivelmente a partir da glândula cloacal ventral, para atrair machos, mas os machos não parecem usar feromônios para este propósito.[12] Em alguns pletodontídeos, os machos possuem glândulas mentonianas conspícuas no queixo, que são pressionadas contra as narinas das fêmeas durante o ritual de corte. Elas podem funcionar para acelerar o processo de acasalamento, aumentando a chance de sucesso antes de ser interrompido por um predador ou macho rival.[13] A glândula na base da cauda em Plethodon cinereus é usada para marcar pelotas fecais para proclamar a propriedade territorial.[12]

A parte frontal da cabeça do olmo carrega quimio-, mecano- e eletrorrecetores sensíveis.
A Biofluorescência pode ser observada em várias espécies de salamandras

A olfação nas salamandras desempenha um papel na manutenção do território, no reconhecimento de predadores e nos rituais de corte, mas é provavelmente secundária em relação à visão durante a seleção de presas e alimentação. As salamandras possuem dois tipos de áreas sensoriais que respondem à química do ambiente. O epitélio olfativo na cavidade nasal capta odores aéreos e aquáticos, enquanto os órgãos vomeronasais adjacentes detetam pistas químicas não voláteis, como sabores na boca. Nos pletodontídeos, o epitélio sensorial dos órgãos vomeronasais estende-se até aos sulcos nasolabiais, que se estendem das narinas até aos cantos da boca. Estas áreas estendidas parecem estar associadas à identificação de presas, ao reconhecimento de conespecíficoos e à identificação de indivíduos.[14]

Os olhos da maioria das salamandras estão adaptados principalmente para a visão noturna. Em algumas espécies permanentemente aquáticas, eles são reduzidos em tamanho e possuem uma estrutura retiniana simplificada e, em habitantes de cavernas, como a salamandra-cega-da-geórgia, estão ausentes ou cobertos por uma camada de pele. Nas espécies anfíbias, os olhos representam um compromisso adaptativo, sendo míopes no ar e hipermetropes na água. Espécies totalmente terrestres, como a salamandra-de-fogo, têm uma lente mais plana que pode focar numa gama muito mais ampla de distâncias.[15] Para encontrar as suas presas, as salamandras utilizam uma visão tricromática de cores que se estende até à faixa do ultravioleta, baseada em três tipos de células fotorreceptores que são maximamente sensíveis em torno de 450, 500 e 570 nm.[16] As larvas, e os adultos de algumas espécies altamente aquáticas, também possuem um órgão da linha lateral, semelhante ao dos peixes, que pode detetar alterações na pressão da água.[3]

Audição

[editar | editar código]

Todas as salamandras carecem de cavidade do ouvido médio, tímpano e trompa de Eustáquio, mas possuem um sistema opercular como os sapos e rãs, sendo ainda capazes de detetar sons aéreos.[17][18] O sistema opercular consiste em dois ossículos: a columela (equivalente ao estribo dos vertebrados superiores), que está fundida ao crânio, e o opérculo. Um músculo opercular liga este último à cintura peitoral e é mantido sob tensão quando o animal está alerta.[19] O sistema parece ser capaz de detetar vibrações de baixa frequência (500–600 Hz), que podem ser captadas do solo pelos membros anteriores e transmitidas ao ouvido interno. Estas podem servir para alertar o animal sobre a aproximação de um predador.[20]

Vocalização

[editar | editar código]

As salamandras são geralmente consideradas como não tendo voz e não usam o som para comunicação da forma que os sapos e rãs fazem. Antes do acasalamento, comunicam por sinalização de feromônios; algumas espécies emitem estalidos baixos, cliques, guinchos ou sons de pipoca,[21] talvez pela abertura e fecho de válvulas no nariz. A maioria das salamandras carece de cordas vocais, mas uma laringe está presente no mudpuppy (Necturus) e nalgumas outras espécies, e as salamandras-gigantes-do-pacífico e algumas outras possuem uma laringe grande e bandas conhecidas como plicae vocales.[22] A salamandra-gigante-da-califórnia pode produzir um latido ou chocalhar, e algumas espécies conseguem guinchar ao contrair os músculos da garganta. A salamandra-arbórea pode guinchar usando um mecanismo diferente; ela retrai os olhos para dentro da cabeça, forçando o ar a sair da boca. A salamandra ensatina ocasionalmente emite um som sibilante, enquanto as sirenes por vezes produzem cliques baixos e podem recorrer a guinchos fracos se forem atacadas. Um comportamento de estalido semelhante foi observado em dois tritões europeus, Lissotriton vulgaris e Ichthyosaura alpestris, na sua fase aquática.[21] A vocalização em salamandras foi pouco estudada e presume-se que o propósito destes sons seja o de sobressaltar os predadores.[23]

As salamandras precisam de ambientes úmidos para respirar através da pele.

Respiração

[editar | editar código]

A respiração difere entre as diferentes espécies de salamandras e pode envolver brânquias, pulmões, pele e as membranas da boca e garganta. As salamandras larvares respiram principalmente por meio de brânquias, que costumam ser externas e de aparência plumosa. A água é aspirada pela boca e flui para fora através das fendas branquiais. Algumas espécies neoténicas, como o mudpuppy (Necturus maculosus), retêm as suas brânquias ao longo de toda a vida, mas a maioria das espécies perde-as na metamorfose. Os embriões de algumas salamandras terrestres sem pulmões, como a Ensatina, que passam por desenvolvimento direto, possuem brânquias grandes que ficam próximas à superfície do ovo.[24]

Quando presentes em salamandras adultas, os pulmões variam grandemente entre as diferentes espécies em tamanho e estrutura. Em espécies aquáticas de água fria, como as salamandras-das-torrentes (Rhyacotriton), os pulmões são muito pequenos e com paredes lisas, enquanto espécies que vivem em águas quentes e com pouco oxigênio dissolvido, como a sirene-menor (Siren intermedia), possuem pulmões grandes com superfícies convolutas. Nas salamandras sem pulmões (família Plethodontidae e nas salamandras-de-garras da família das salamandras-asiáticas), não existem pulmões nem brânquias, e a troca gasosa ocorre principalmente através da pele, o que é conhecido como respiração cutânea, suplementada pelos tecidos que revestem a boca. Para facilitar isto, estas salamandras possuem uma rede densa de vasos sanguíneos logo abaixo da pele e na boca.[24][25][26]

Nas anfiumas, a metamorfose é incompleta e elas retêm um par de fendas branquiais quando adultas, com pulmões internos totalmente funcionais.[27] Algumas espécies que carecem de pulmões respiram por meio de brânquias. Na maioria dos casos, estas são brânquias externas, visíveis como tufos em ambos os lados da cabeça. Algumas salamandras terrestres possuem pulmões utilizados na respiração, embora estes sejam simples e em forma de saco, ao contrário dos órgãos mais complexos encontrados nos mamíferos. Muitas espécies, como o olmo, possuem tanto pulmões quanto brânquias quando adultas.[3]

Uma vista dissecada dos músculos levatores arcuum num espécime de Necturus maculosus. Estes (mostrados nos círculos roxos) movem as brânquias externas como meio de respiração.

No Necturus, as brânquias externas começam a formar-se como um meio de combater a hipóxia no ovo à medida que a gema do ovo é convertida em tecido metabolicamente ativo.[28] Alterações moleculares no mudpuppy durante o desenvolvimento pós-embrionário, devidas principalmente à glândula tireoide, impedem a internalização das brânquias externas, como se observa na maioria das salamandras que passam por metamorfose.[29] As brânquias externas observadas nas salamandras diferem grandemente das dos anfíbios com brânquias internalizadas. Ao contrário dos anfíbios com brânquias internalizadas, que normalmente dependem da variação de pressões dentro das cavidades bucal e faríngea para garantir a difusão do oxigênio na cortina branquial, as salamandras neoténicas, como o Necturus, utilizam uma musculatura especializada, como os levatores arcuum, para mover as brânquias externas a fim de manter as superfícies respiratórias constantemente em contacto com água nova e oxigenada.[30][31]

Alimentação e dieta

[editar | editar código]

As salamandras são predadores oportunistas. Geralmente não se encontram restritas a alimentos específicos, alimentando-se de quase qualquer organismo de tamanho razoável.[32] Espécies de grande porte, como a salamandra-gigante-do-japão (Andrias japonicus), comem caranguejos, peixes, pequenos mamíferos, anfíbios e insetos aquáticos.[33] Num estudo sobre as salamandras-escuras (Desmognathus), de menor porte, nas Montanhas Apalaches, a sua dieta incluiu minhocas, moscas, escaravelhos, larvas de escaravelhos, cigarrinhas, colêmbolos, traças, aranhas, gafanhotos e ácaros.[32] O canibalismo ocorre por vezes, especialmente quando os recursos são escassos ou o tempo é limitado. Os girinos de salamandra-tigre em poças efêmeras recorrem por vezes ao canibalismo, parecendo ser capazes de visar indivíduos não aparentados.[34] Os adultos da espécie Desmognathus quadramaculatus predam adultos e juvenis de outras espécies de salamandras, enquanto as suas larvas por vezes canibalizam larvas mais pequenas.[35]

A cabeça de uma salamandra-tigre

A maioria das espécies de salamandra possui dentes pequenos tanto na maxila superior como na inferior. Ao contrário dos anfíbios anuros (como as rãs e os sapos), até as larvas das salamandras possuem estes dentes.[3] Embora os dentes larvares tenham a forma de cones pontiagudos, os dentes dos adultos estão adaptados para lhes permitir agarrar facilmente as presas. A coroa, que possui duas cúspides (bicúspide), encontra-se ligada a um pedicelo por fibras de colagénio. A articulação formada entre a bicúspide e o pedicelo é parcialmente flexível, pois pode dobrar-se para dentro, mas não para fora. Quando uma presa em dificuldades é empurrada para o interior da boca da salamandra, as pontas dos dentes relaxam e dobram-se na mesma direção, o que facilita o movimento em direção à garganta e impede a fuga da presa.[36] Muitas salamandras possuem fileiras de dentes fixadas ao vómer e aos ossos palatinos no teto da boca, as quais ajudam a reter a presa. Todos os tipos de dentes são reabsorvidos e substituídos a intervalos ao longo da vida do animal.[37]

Uma salamandra terrestre captura a sua presa projetando a sua língua pegajosa numa ação que demora menos de meio segundo. Nalgumas espécies, a língua está fixada anteriormente ao fundo da boca, enquanto noutras está montada sobre um pedicelo. Torna-se pegajosa devido às secreções de muco de glândulas localizadas na sua ponta e no teto da boca.[38] A cinematografia de alta velocidade mostra como a salamandra-tigre (Ambystoma tigrinum) se posiciona com o focinho perto da sua presa. A boca abre-se amplamente, a maxila inferior permanece imóvel e a língua dilata-se e muda de forma à medida que é disparada para a frente. A língua estendida possui uma depressão central, e a borda desta colapsa para dentro assim que o alvo é atingido, retendo a presa numa calha cheia de muco. Ali é mantida enquanto o pescoço do animal se flete, a língua é retraída e as maxilas se fecham. Presas grandes ou resistentes são retidas pelos dentes, ao passo que projeções e retrações repetidas da língua a arrastam para o interior. A deglutição envolve a contração e o relaxamento alternados dos músculos da garganta, auxiliados pelo abaixamento dos globos oculares em direção ao teto da boca.[39] Muitas salamandras sem pulmões da família Plethodontidae possuem métodos de alimentação mais complexos. Os músculos que rodeiam o osso hioide contraem-se para armazenar energia elástica no tecido conjuntivo flexível e "disparam" efetivamente o osso hioide para fora da boca, o que propicia o alongamento da língua.[40][41] Os músculos que se originam na região pélvica e se inserem na língua são utilizados para recolher a língua e o hioide de volta às suas posições originais.[42]

Uma salamandra aquática carece de músculos na língua e captura a sua presa de uma maneira totalmente diferente. Agarra o alimento, segura-o com os dentes e recorre a um tipo de alimentação inercial. Isto envolve abanar a cabeça de um lado para o outro, sugar água bruscamente para dentro e para fora da boca e golpear com as maxilas, ações que tendem a rasgar e macerar a presa antes de ser engolida.[42]

Embora se alimentem frequentemente de animais de movimentos lentos, como caracóis, camarões e vermes, os sirenídeos são únicos entre as salamandras por terem desenvolvido especializações herbívoras, tais como extremidades das maxilas em forma de bico e intestinos muito compridos. Alimentam-se de algas e outras plantas macias no estado selvagem e aceitam facilmente a alface que lhes é oferecida.[43]

Taxonomia e filogenia

[editar | editar código]
Filogenia dos caudados modernos
Caudata

Sirenidae

1
2

Hynobiidae

Cryptobranchidae

3

Proteidae

Rhyacotritonidae

Amphiumidae

Plethodontidae

Salamandridae

Ambystomatidae

Dicamptodontidae

Cladograma baseado em Zhang & Wake (2009). [onde 1 = Neocaudata; 2 = Cryptobranchoidea; e 3 = Salamandroidea.]

Os primeiros estudos da relação filogenética das salamandras com os demais anfíbios modernos, nos quais foram empregados dados de DNA mitocondrial e DNA ribossomal nuclear, sustentam uma estreita relação com o clado Gymnophiona (grupo-irmão que foi denominado Procera).[44][45][46][47] Esta hipótese ajudou a explicar os padrões de distribuição e o registro fóssil dos Lissamphibia, dado o fato que os anuros estão distribuídos em quase todos os continentes, enquanto as salamandras e cecílias têm uma distribuição mais restrita a regiões que antigamente formavam a Laurásia e Gondwana. No entanto, análises recentes com genes nucleares e mitocondriais e com maior número de amostragem, estabeleceram que as salamandras formam um grupo-irmão com os anuros, cujo clado foi denominado Batrachia. Esta hipótese é reforçada por estudos morfológicos incluindo a análise de espécies fósseis.[48][49][50]

A monofilia da maioria dos grupos principais de salamandras atuais é reconhecida.[51][52] Apesar do número crescente de estudos, as relações filogenéticas entre cada um destes subgrupos têm sido difíceis de resolver.[53][54] São reconhecidas três subordens, e o clado Neocaudata é frequentemente utilizado para o grupo formado pela Salamandroidea e Cryptobranchoidea.

Os primeiros estudos moleculares posicionaram a Sirenidae como o grupo-irmão de todas as outras salamandras, mas uma análise mais aprofundada de seqüências de genes nucleares sugeriram o clado Cryptobranchoidea (Cryptobranchidae e Hynobiidae) como o mais basal.[54][55][56] Entretanto, Zhang & Wake (2009) novamente posicionaram a Sirenidae de acordo com estudos anteriores, validando também o clado formado por aqueles grupos com fertilização interna, de modo que a fertilização externa (presente em Sirenidae, Cryptobranchidae e Hynobiidae) seria um carácter plesiomórfico.[52]

Cryptobranchoidea (Salamandras-gigantes ou salamandras primitivas)
FamíliaAutoridade, anoDescrição geralDistribuiçãoDiversidadeImagem
CryptobranchidaeFitzinger, 1826salamandras aquáticas, pedomórficas, muito grandes com fecundação externa dos ovosAmérica do Norte e leste da Ásia3 espéciesCryptobranchus alleganiensis
HynobiidaeCope, 1859salamandras terrestres ou aquáticas de pequeno a médio porte, com fecundação externa dos ovos e larvas aquáticasÁsia55 espéciesHynobius kimurae
Salamandroidea (Salamandras avançadas)
AmbystomatidaeGray, 1850salamandras terrestres e semiaquáticas de pequeno a grande porte, com larvas aquáticasAmérica do Norte37 espéciesAmbystoma opacum
AmphiumidaeGray, 1825salamandras aquáticas alongadas muito grandes, desprovidas de brânquiasAmérica do Norte3 espéciesAmphiuma means
PlethodontidaeGray, 1850salamandras aquáticas ou terrestres minúsculas ou grandes, algumas com larvas aquáticas e outras com desenvolvimento diretoAméricas e Europa418 espéciesPlethodon cinereus
ProteidaeGray, 1825salamandras aquáticas pedomórficas com tamanho de pequeno a grande, com brânquias externasAmérica do Norte e Europa6 espéciesProteus anguinus
RhyacotritonidaeTihen, 1958salamandras semiaquáticas muito pequenas, com larvas aquáticasAmérica do Norte4 espéciesRhyacotriton variegatus
SalamandridaeGoldfuss, 1820salamandras terrestres e aquáticas de pequeno a médio porteÁsia, Europa e América do Norte89 espéciesTriturus alpestris
Sirenoidea
SirenidaeGray, 1825salamandras aquáticas alongadas de pequeno a grande porte, com brânquias externas e desprovidas de cintura e membros pélvicosAmérica do Norte4 espéciesSiren lacertina

Evolução

[editar | editar código]
Representação artística do Karaurus sharovi

Os registros fósseis mais antigos de salamandras pertencem aos espécimes do clado Karauridae, que é definido como o grupo-irmão das "salamandras modernas" (Urodela).[57] Além disso, as posições de outros grupos extintos de salamandras (Batrachosauroididae, Prosirenidae e Scapherpetontidae) ainda não foram esclarecidas devido ao registro fóssil escasso. A espécie Karaurus sharovi, cujos registros datam do período Jurássico (cerca de 152 Ma atrás, no Kimmeridgiano) do Cazaquistão, é um dos mais primitivos dentre os caudados,[58] enquanto o Kokartus honorarius do Jurássico Médio (Batoniano) do Quirguistão, é 13 milhão de anos mais antigo que o Karaurus,[59] e Beiyanerpeton jianpingensis, o mais antigo Salamandroideo conhecido (Oxfordiano).[60] Triassurus sixtelae é uma espécie problemática que compartilha apenas duas características com as salamandras e com um tamanho muito pequeno e um grau de ossificação pobre, que é atribuído a um potencial estado larval do espécime.[61] O Triassurus data do período Triássico, por isso podendo corresponder ao mais antigo registro de salamandra.[58]

Regeneração

[editar | editar código]

As salamandras são os únicos vertebrados capazes de regenerar tecidos e órgãos complexos, como os membros, já sendo adultos. Cada família possui seu próprio modo de regeneração, variando de acordo com o modo reprodutivo. A espécie mais adaptada a regenerar os membros é a Bolitoglossa ramosi, que possui desenvolvimento direto e é totalmente terrestre.[62]

Referências

  1. Schoch, Rainer R.; Werneburg, Ralf; Voigt, Sebastian (26 de maio de 2020). «A Triassic stem-salamander from Kyrgyzstan and the origin of salamanders». Proceedings of the National Academy of Sciences (em inglês) (21): 11584–11588. ISSN 0027-8424. PMC 7261083Acessível livremente. PMID 32393623. doi:10.1073/pnas.2001424117. Consultado em 21 de abril de 2024. Cópia arquivada em 14 de junho de 2025
  2. (ORR, R. T. Biologia dos vertebrados. 5. ed. São Paulo: Roca, 2006, 508p. POUGH, H.; JANIS, C. M. & HEISER, J. B. A vida dos vertebrados. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2003, 744p).
  3. 1 2 3 4 5 Lanza, B.; Vanni, S.; Nistri, A. (1998). Cogger, H. G.; Zweifel, R. G., eds. Encyclopedia of Reptiles and Amphibians. [S.l.]: Academic Press. pp. 60–68. ISBN 978-0-12-178560-4
  4. Repeated ecological and life cycle transitions make salamanders an ideal model for evolution and development
  5. Metabolism, gas exchange, and acid-base balance of giant salamanders
  6. Field Guide to Amphibians and Reptiles of California: Revised Edition
  7. Stebbins & Cohen (1995) p. 3
  8. Lopez, Carl H.; Brodie, Edmund D., Jr. (1972). «The Function of Costal Grooves in Salamanders (Amphibia, Urodela)». Journal of Herpetology. 11 (3): 372–374. JSTOR 1563252. doi:10.2307/1563252
  9. 1 2 3 Stebbins & Cohen (1995) pp. 26–30
  10. 1 2 Stebbins & Cohen (1995) pp. 10–16
  11. Brodie, Edmund D. Jr. (1968). «Investigations on the skin toxin of the adult rough-skinned newt, Taricha granulosa». Copeia. 1968 (2): 307–313. JSTOR 1441757. doi:10.2307/1441757
  12. 1 2 Wells, Kentwood, D. (2010). The Ecology and Behavior of Amphibians. [S.l.]: University of Chicago Press. pp. 411–417. ISBN 978-0-226-89333-4
  13. León, Ezequiel González; Ramírez-Pinilla, Martha Patricia (2009). «The mental gland of Bolitoglossa nicefori (Caudata: Plethodontidae)». Amphibia-Reptilia. 30 (4): 561–569. doi:10.1163/156853809789647013Acessível livremente
  14. Stebbins & Cohen (1995) pp. 37–40
  15. Stebbins & Cohen (1995) pp. 42–44
  16. Przyrembel, C.; Keller, B.; Neumeyer, C. (1995). «Trichromatic color vision in the salamander (Salamandra salamandra)». Journal of Comparative Physiology. 176 (4): 575–586. doi:10.1007/BF00196422
  17. Schoch, Rainer R. (19 março 2014). Amphibian Evolution: The Life of Early Land Vertebrates. [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 978-1-118-75913-4. Consultado em 15 julho 2018 via Google Books
  18. «Researchers reveal how hearing evolved». sciencedaily.com. Consultado em 15 julho 2018. Cópia arquivada em 16 julho 2018
  19. Becker, R.P.; Lombard, R.E. (1977). «Structural correlates of function in the "opercularis" muscle of amphibians». Cell and Tissue Research. 175 (4): 499–522. PMID 830429. doi:10.1007/bf00222415
  20. Stebbins & Cohen (1995) pp. 69–72
  21. 1 2 Hubáček, J.; Šugerková, M.; Gvoždík, L. (2019). «Underwater sound production varies within not between species in sympatric newts». PeerJ. 7. PMC 6441559Acessível livremente. PMID 30944780. doi:10.7717/peerj.6649Acessível livremente
  22. Vertebrate Biology: Systematics, Taxonomy, Natural History, and Conservation
  23. Stebbins & Cohen (1995) pp. 76–77
  24. 1 2 Stebbins & Cohen (1995) pp. 17–25
  25. Cogger & Zweifel (1998), pp. 74–75.
  26. Kakehashi, Ryosuke; Kurabayashi, Atsushi (2021). «Patterns of Natural Selection on Mitochondrial Protein-Coding Genes in Lungless Salamanders: Relaxed Purifying Selection and Presence of Positively Selected Codon Sites in the Family Plethodontidae». International Journal of Genomics. 2021: 1–12. PMC 8053045Acessível livremente. PMID 33928143. doi:10.1155/2021/6671300Acessível livremente
  27. Toews, Daniel P. (1974). «Respiratory Mechanisms in the Aquatic Salamander, Amphiuma tridactylum». Copeia. 1974 (4): 917–920. JSTOR 1442591. doi:10.2307/1442591
  28. Rogge, Jessica R.; Warkentin, Karen M. (15 de novembro de 2008). «External gills and adaptive embryo behavior facilitate synchronous development and hatching plasticity under respiratory constraint». Journal of Experimental Biology. 211 (22): 3627–3635. Bibcode:2008JExpB.211.3627R. ISSN 0022-0949. PMID 18978228. doi:10.1242/jeb.020958Acessível livremente
  29. Duellman, William Edward (1994). Biology of Amphibians. [S.l.]: The Johns Hopkins University Press
  30. V., Kardong, Kenneth (2012). Vertebrates: comparative anatomy, function, evolution. [S.l.]: McGraw-Hill. ISBN 978-0-07-352423-8. OCLC 939087630
  31. Zalisko, Edward J. (2015). Comparative vertebrate anatomy a laboratory dissection guide. [S.l.]: McGraw-Hill Education. ISBN 978-0-07-765705-5. OCLC 935173274
  32. 1 2 Hairston, Nelson G. (1949). «The local distribution and ecology of the plethodontid salamanders of the southern Appalachians». Ecological Monographs. 19 (1): 47–73. Bibcode:1949EcoM...19...47H. JSTOR 1943584. doi:10.2307/1943584
  33. «Plethodontidae». AmphibiaWeb. Consultado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  34. Koppes, Steve (24 de setembro de 2009). «He ain't tasty, he's my brother». Ask a Biologist. Arizona State University. Consultado em 8 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  35. «Desmognathus quadramaculatus». AmphibiaWeb. Consultado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014
  36. Kardong (2009), pp. 505–506.
  37. Stebbins & Cohen (1995) pp. 57–58
  38. Stebbins & Cohen (1995) pp. 58–60
  39. Larsen, John H. jr.; Guthrie, Dan J. (1975). «The feeding system of terrestrial tiger salamanders (Ambystoma tigrinum melanostictum baird)». Journal of Morphology. 147 (2): 137–153. Bibcode:1975JMorp.147..137L. PMID 30309060. doi:10.1002/jmor.1051470203
  40. Deban, S.M.; Wake, D.B.; Roth, G. (1997). «Salamander with a ballistic tongue». Nature. 389 (6646): 27–28. Bibcode:1997Natur.389...27D. doi:10.1038/37898
  41. Deban, S. M.; O'Reilly, U. Dicke (2007). «Extremely high-power tongue projection in plethodontid salamanders». Journal of Experimental Biology. 210 (4): 655–667. Bibcode:2007JExpB.210..655D. PMID 17267651. doi:10.1242/jeb.02664Acessível livremente
  42. 1 2 Regal, Philip J. (1966). «Feeding specializations and the classification of terrestrial salamanders». Evolution. 20 (3): 392–407. JSTOR 2406638. PMID 28562974. doi:10.2307/2406638
  43. Hill, R. L.; Mendelson, J. R.; Stabile, J. L. (2015). «Direct observation and review of herbivory in Sirenidae (Amphibia: Caudata)». Southeastern Naturalist. 14: N5–N9. doi:10.1656/058.014.0104
  44. Hedges, S. B. et al. (1990) Tetrapod phylogeny inferred from 18s and 28s ribosomal RNA sequences and a review of the evidence for amniote relationships Arquivado em 10 de junho de 2010, no Wayback Machine.. Molecular Phylogenetics and Evolution 7:607-633.
  45. Hedges, S. B. & Maxson, L. R. (1993) A molecular perspective on lissamphibian phylogeny Arquivado em 10 de junho de 2010, no Wayback Machine.. Herpetol. Monogr 7:27-42.
  46. Feller, A. E. & Hedges, S. B. (1998) Molecular evidence for the early history of living amphibians Arquivado em 30 de julho de 2009, no Wayback Machine.. Molecular Phylogenetics and Evolution 9:509–516.
  47. Zhang, P. et al. (2003) The complete mitochondrial genome of a relic salamander, Ranodon sibiricus (Amphibia: Caudata) and implications for amphibian phylogeny. Molecular Phylogenetics and Evolution 28:620-626.
  48. Ruta, M. et al.(2003a) Early tetrapod relationships revisited. Biological Reviews 78, 251-345.
  49. Ruta, M. & Coates, M. I. (2007) Dates, nodes and character conflict: addressing the lissamphibian origin problem. Journal of Systematic Palaeontology 5:69-122.
  50. Carroll, R. L. (2007) The Palaeozoic Ancestry of Salamanders, Frogs and Caecilians Arquivado em 3 de fevereiro de 2010, no Wayback Machine.. Zoological Journal of the Linnean Society 150: 1-140.
  51. Larson, A. et al. (2003) Phylogenetic systematics of salamanders (Amphibia: Urodela), a review. Pp. 31-108 in Reproductive Biology and Phylogeny of Urodela (D. M. Sever, ed.) Science Publishers, Inc., Enfield (NH), USA.
  52. 1 2 ZHANG, P.; WAKE, D.A. (2009). «Higher-level salamander relationships and divergence dates inferred from complete mitochondrial genomes». Molecular Phylogenetics and Evolution. 53: 492–508
  53. Weisrock, D. W. et al. (2005) Resolving deep phylogenetic relationships in salamanders: Analyses of mitochondrial and nuclear genomic data Arquivado em 30 de setembro de 2009, no Wayback Machine.. Systematic Biology 54:758-777.
  54. 1 2 Frost et al. (2006) The Amphibian Tree of Life. Bulletin of the American Museum of Natural History 297: 1–291.
  55. Wiens, J. J. et al. (2005) Ontogeny discombobulates phylogeny: Paedomorphosis and higher-level salamander relationships Arquivado em 22 de julho de 2010, no Wayback Machine.. Systematic Biology 54:91-110.
  56. Roelants, K. et al. (2007) Global patterns of diversification in the history of modern amphibians. Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA 104: 887-892.
  57. Estes, R. (1998) Encyclopedia of Paleoherpetology Part 2. München:Pfeil.
  58. 1 2 Ivanchenko, M. (1978) Urodeles from the Triassic and Jurassic of Soviet central Asia. Paleontol. Zhurn. 12:362-368.
  59. Nesov, L. A. (1988) Late Mesozoic amphibians and lizards of Soviet Middle Asia. Acta Zoologica Cracov 31(14):475-486.
  60. Ke-Qin Gao and Neil H. Shubin. Late Jurassic salamandroid from western Liaoning, China. PNAS 2012 : 1009828109v1-201009828.
  61. Evans, S. E. et al. (2005) A Late Jurassic salamander (Amphibia: Caudata) from the Morrison Formation of North America[ligação inativa]. Zoological Journal of the Linnean Society 143:599–616.
  62. «Amphibian News!». Amphibiaweb. Consultado em 18 de janeiro de 2018

Ligações externas

[editar | editar código]