Segunda Guerra Ítalo-Etíope

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Segunda Guerra Ítalo-Etíope
AO-Etiopia-1936-A-artiglieria-nel-Tembien.jpg
Artilharia italiana na Etiópia.
Data 3 de outubro de 1935 — 1936
Local Etiópia
Desfecho Vitória italiana, anexação da Etiópia que permaneceu ocupada até 1941
Combatentes
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Reino de Itália Flag of Ethiopia (1897-1936; 1941-1974).svg Império Etíope
Líderes e comandantes
Benito Mussolini
Emilio De Bono
Pietro Badoglio
Rodolfo Graziani
Haile Selassie
Imru Haile Selassie
Forças
500 000 combatentes (somente ~ 100 000 mobilizados)
595 aeronaves
795 tanques
~ 800 000 combatentes (somente ~ 330 000 mobilizados)
Vítimas
19 555 soldados mortos
188 000 feridos ou doentes[1]
377 500 combatentes mortos
382 800 civis mortos

Segunda Guerra Italo-Etíope foi um conflito ocorrido em 1935-1936, quando a Itália fascista de Benito Mussolini invadiu a Abissínia (actual Etiópia).

O imperador Haile Selassie I fez um discurso em 12 de maio de 1936 à Assembléia da Sociedade das Nações em Genebra pela agressão militar fascista e também denunciou o uso pelo exército fascista de armas químicas contra a população etíope e, portanto, foi declarado sanções econômicas pela Sociedade das Nações[2][3][4]

Apesar da superioridade militar, do ponto de vista tecnológico, da Itália, as forças etíopes apresentaram mais resistência do que os italianos tinham previsto, que levou-os a utilizar armas químicas, inclusive nas populações civis. Este facto que não foi noticiado na imprensa italiana da época, e muito pouco na restante.

A proclamação do Império[editar | editar código-fonte]

A vitória foi oficialmente comunicada por Mussolini ao povo italiano na tarde de 5 de maio de 1936, depois de uma mensagem do marechal Pietro Badoglio.

Em 7 de maio, a Itália anexou oficialmente a Abissínia, e em 9 de maio, do balcão do Palácio Veneza, Mussolini anunciou o fim da guerra e proclamou o nascimento do Império,[5] reservando para Vítor Emanuel III o cargo de Imperador da Etiópia e de Primeiro Marechal do Império.

Mussolini estabeleceu que na indicação da data em documentos oficiais e jornais se escrevesse, ao lado dos anos a contar desde o nascimento de Jesus, também aquele a começar a partir de 28 de outubro de 1922 (tal disposição já estava em uso) e da fundação do Império (por exemplo, 1936 era indicado como "ano 1936, XIV da Era Fascista, I do Império").

Eritreia, Abissínia e Somália Italiana foram reunidas sob um único governador e a nova possessão imperial foi denominada África Oriental Italiana.

Em 4 de julho a Sociedade das Nações decretou terminada a aplicação do artigo XVI e as sanções caíram dia 15 do mesmo mês (o único Estado que se opôs foi África do Sul).

Por um certo período na Etiópia se verificaram contínuos ataques de guerrilhas fieis ao imperador recém deposto, que foram duramente reprimidas com fuzilamentos sumários.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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