Suzanápolis

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Município de Suzanápolis
Bandeira de Suzanápolis
Brasão de Suzanápolis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 13 de junho de 1960 (56 anos)
Gentílico suzanapolense
Prefeito(a) Antônio Alcino Vidotti (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Suzanápolis
Localização de Suzanápolis em São Paulo
Suzanápolis está localizado em: Brasil
Suzanápolis
Localização de Suzanápolis no Brasil
20° 30' 03" S 51° 01' 30" O20° 30' 03" S 51° 01' 30" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Araçatuba IBGE/2008[1]
Microrregião Andradina IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pereira Barreto, Ilha Solteira, Sud Mennucci, Rubinéia e Aparecida d'Oeste
Distância até a capital 641 km[2]
Características geográficas
Área 327,889 km² [3]
População 3 383 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 10,32 hab./km²
Altitude 350 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,743 alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 62 818,981 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 16 914,10 IBGE/2008[6]
Página oficial

Suzanápolis[nota 1]é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se na mesorregião de Araçatuba e microrregião de Andradina.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1960, o coronel Ernesto Schmidt (Ribeirão Preto, 16 de novembro de 1895 - Suzanápolis, 2 de agosto de 1977), filho do "Rei do Café" Francisco Schmidt, doou parte das terras da extensa Fazenda Tapir, para formar o Patrimônio de Santo Antônio do Oeste dentro do município de Pereira Barreto.

A região de Suzanápolis até Santa Fé do Sul e Jales foram as últimas terras de sertão no estado de São Paulo, portanto, as últimas a serem desbravadas neste estado.

O patrimônio recebeu, na época, o apelido de Nova Brasília. Formou-se, o novo patrimônio, no Largo da Matriz de Santo Antônio, onde surgiram várias casas de comércio, e, ao redor delas, as primeiras moradias, quase todas com paredes de madeira, do novo patrimônio.

De acordo com os mais antigos moradores, a família Schmidt sempre foi defensora da ecologia, mantendo na propriedade extensas reservas florestais que abrigam variadíssima fauna silvestre.

A comercialização fracionada dos lotes reflete, até hoje, na estrutura agrária do município de Suzanápolis, que tem uma parte predominante de pequenas propriedades.

Em 28 de fevereiro de 1964, O Patrimônio de Santo Antônio do Oeste foi elevado à categoria de distrito de Pereira Barreto, pelo governador Ademar Pereira de Barros.

Em 1970, o distrito passou a se denominar Suzanápolis, em homenagem a Herna Schmidt, (ou Susana), esposa do coronel Ernesto Schmidt.

O distrito de Suzanápolis foi elevado à categoria de município, com a denominação de Suzanápolis, pela lei estadual nº 7.664, de 30 de dezembro de 1991, desmembrado do município de Pereira Barreto.

O município foi instalado em 1º de janeiro de 1993 e possui só um distrito sede.

Em 2002, a Fazenda Tapir foi desapropriada para Reforma Agrária, pois o coronel Ernesto Schmidt não deixou herdeiros.

Suzanápolis antigamente[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos não havia energia elétrica e nenhum asfalto. Havia um gerador a diesel, que produzia uma fraca luz elétrica até às 8 horas da noite. Depois vinha uma escuridão profunda que ia até o amanhecer. Havia uma estrada de terra que demandava Jales, e outra, também de terra, que demandava Pereira Barreto.

Era comum ver o coronel Schmidt ajudando a todos e distribuindo dinheiro para os moradores. As crianças corriam e cercavam o carro do coronel, um fusca vermelho, para lhe pedir dinheiro. Era ele que controlava a política de Pereira Barreto.

Chegou a luz elétrica, em 1964, pelas mãos de Fernando Lopes do Prado, e com isso pode ser colocado um alto falante na igreja matriz, que tocava música caipira, Paulo Sérgio, Moacyr Franco e Agnaldo Timóteo, e onde se faziam anúncios publicitários.

O único cinema de Suzanápolis foi inaugurado em 1970, e pertenceu a Mário Silva, protegido do Coronel Schimidt. Cinema, este, que durou alguns anos e que era importante pois Suzanápolis não tinha ainda televisão. O velho Schimidt trazia o pessoal das fazendas para assistir filmes no cinema.

Como o patrimônio tinha um clima seco, virou tradição fazer-se procissão com o povo carregando garrafas de água até um cruzeiro que existia à cerca de dois quilômetros do patrimônio, com o objetivo de que ocorresse chuvas.

A dona "Toinha", uma nordestina de coragem, com sua pequena "venda", com seu inseparável trajo de luto. As crianças, de calça curta, moda da época, recebendo a primeira comunhão, com a catequista dona Olivina. O casal de portugueses José Leitão e Gracinda, proprietários do maior armazém, vendiam a granel, sacas de açúcar e demais gêneros alimentícios para serem pagos quando chegasse a colheita. O Coimbra, por muitos anos, foi o solitário e único soldado da Força Pública, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo, a dar segurança ao Patrimônio de Santo Antônio do Oeste. A primeira cadeia da cidade existiu até 2010 quando foi demolida.

Economia[editar | editar código-fonte]

A pecuária de corte explorada de forma extensiva sempre foi a principal atividade desenvolvida na região. O café já teve sua importância. Predominam também arrendatários, que fazem renovação de pastagens para os grandes proprietários.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se, a uma latitude 20°30'05" sul e a uma longitude 51°01'29" oeste, estando a uma altitude de 350 metros.

Sua população estimada, em 2006, era de 2.903 habitantes. Em janeiro de 2007 contava com 2.533 eleitores.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]