Tallulah Bankhead

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Tallulah Bankhead em 1941.

Tallulah Bankhead (Huntsville, Albama, 31 de janeiro de 1902_ Nova York, EUA,12 de dezembro de 1968) nome artistico de Tallulah Brockman Bankhead, foi uma atriz norte-americana, conhecida por suas excentricidades no palco e fora dele.[1][2]

Biografia:[editar | editar código-fonte]

Ela nasceu em 31 de janeiro de 1902 em Huntsville (Alabama) e pertencia a uma família de políticos proeminentes do Partido Democrata. Seu pai era William Brockman Bankhead, congressista da Casa Branca, seu tio John H. Bankhead II era senador, como tinha sido seu avô, John H. Bankhead I, e bisavô, Thomas Patterson Brockman; em adição, seu avô, John Hollis Bankhead, antes de senador, foi um herói local, um dos veteranos do exército confederado derrotado. O peso político de sua família era tal que seu pai seria o porta-voz para o Congresso dos Estados Unidos, entre 04 de junho de 1936 e 16 de junho de 1940, ainda que então a vida escandalosa de sua filha atriz fosse conhecida em todo o país.[3]

Tallulah foi educada em uma escola católica, embora seu pai e sua mãe fossem metodistas e episcopais.

Tallulah começou a atuar com 15 anos nas companhias de teatro Huntsville Area 16, na qual ela ganhou um concurso de beleza, que a encorajou a mudar-se para Nova York para tentar trabalhar na Broadway, passando a viver com uma tia.

Em 1918, ela teve sua primeira oportunidade: participou do filme “Quem amava mais ele?”, de Dell Henderson. Naquele ano rolou outros dois filmes e ainda outro em 1919.

Em 1920, foi-lhe oferecido um papel no cinema em “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, dirigido por John S. Robertson.

Como também não para finalmente lançar sua carreira na Broadway, Tallulah, em 1923, decidiu a tentar a sua sorte em Londres.

Em Londres, ela alcançou seu objetivo e status de grande celebridade, encenando peças como Fallen Angels (1925), por Noël Coward. Isto levou, em 1927, a empresa Paramount Pictures a contratá-la. Seus dois primeiros filmes foram “Lei da mulher”, de Dallas M. Fitzgerald 1927 e “A casa em Ordem” de Randle Ayrton 1928.

Trabalhou continuamente no cinema, onde fez "Devil and the Deep" (1932), "Stage Door Canteen" (1943), "Lifeboat" (1944), "A Royal Scandal" (1945), "Fanatic" (1965), entre outros. Atuou na televisão em diversos trabalhos como atriz e também no rádio.

Talentosa comediante, criou dois grandes papéis dramáticos no teatro americano: o de Regina, em "Little Foxes" (PT: Pérfida) (1939), de Lillian Hellman, e o de Sabina, em "The skin of our teeth" (1942), de Thornton Wilder. Outros trabalhos importantes: "Camille" (PT: A Dama das Camélias) (1930), "Rain"(PT: Chuva) (1935) e "A Streetcar Named Desire (PT: Um Bonde Chamado Desejo) (1956). Também atuou no cinema, em filmes como "Lifeboat" (Alfred Hitchcock, 1944), e na televisão, na série "Batman", que foi um de seus últimos trabalhos.

Sua frase majestosa e irreverente: "Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo." é uma amostra do quanto Tallulah foi pouco convencional. Era uma dos artistas típicos dos ”loucos anos 20”, que experimentaram com sua sexualidade, em ser bissexual, seu amor para homens e mulheres. Em 1937, ela se casou com John Emery, de quem se divorciou em 1941.

Seu último trabalho foi em Batman, interpretando a vilã Viúva Negra.

A atriz morreu em 12 de dezembro de 1968, aos 66 anos, em Nova York, possuindo uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood Boulevard, por sua contribuição ao cinema.[4]

Tallulah Bankhead

Referências

  1. Obituary Variety, 18 de dezembro de 1968.
  2. Schumach, Murray (13 de dezembro de 1968). «Tallulah Bankhead Dead at 65; Vibrant Stage and Screen Star» (PDF). The New York Times. Consultado em 17 de fevereiro de 2010 
  3. Procter Reeves, Jacquelyn (1994). Wicked North Alabama. Reino Unido: The History Press. p. 83-84. ISBN 1-59629-753-0 
  4. Lobenthal, Joel (2004). Tallulah: the life and times of a leading lady. Estados Unidos: HarperCollins. p. 533. ISBN 0-06-039435-8