Tata Amaral

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Márcia Lellis de Souza Amaral, em artes, Tata Amaral (São Paulo, 19 de setembro de 1960), é uma cineasta brasileira, citada por vários críticos como uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990 [1]

Biografia[2][editar | editar código-fonte]

  • Tata Amaral é uma das mais talentosas e premiadas realizadoras da cinematografia recente. Seus longas-metragens conquistaram mais de 70 prêmios em festivais nacionais e internacionais. A cineasta também se destaca pela experimentação e pela originalidade de seus trabalhos.

Seu longa-metragem de estreia, Um Céu de Estrelas (1997), foi considerado pela crítica como um marco do cinema brasileiro, sendo eleito um dos três filmes nacionais mais importantes da década passada, além de ter recebido dezenas de prêmios em importantes festivais internacionais (inclusive de melhor filme nos festivais de Boston e Trieste).

Antônia (2009), seu terceiro longa metragem, inspirou a série de televisão homônima exibida na Rede Globo, em 2006, com recorde de audiência para o horário e que foi indicada ao International Emmy Awards, o Oscar da televisão, em 2007.

Em 2013, lançou o longa Hoje, que recebeu Prêmios de Melhor Filme pelo júri e pela crítica no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de prêmio de Melhor Roteiro, Atriz, Fotografia e Direção de Arte.

Suas produções mais recentes são o longa metragem Trago Comigo (2016), vencedor do Prêmio do Público do 10º Festival de Cinema Latinoamericano de São Paulo, e a série Causando na Rua, com lançamento para o segundo semestre de 2016, no canal CINEBRASiLTV.

Em 2016 a diretora trabalhou no desenvolvimento do desenvolvimento da série de documentários A Mulher que Era o General da Casa.

Atualmente, a cineasta trabalha na finalização do longa-metragem, Sequestro Relâmpago, o primeiro longa da atriz Marina Ruy Barbosa, com Daniel Rocha e Sidney Santiago Kuanza, o filme é uma produção da Tangerina Entretenimento e Manjericão Filmes, co-produção Globo Filmes e Guel Arraes e George Moura como produtores associados.

O longa-metragem tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2018.

Filmografia (como diretora) [3][editar | editar código-fonte]

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • 2011: Troféu Candango de Melhor Filme no 44° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro para "Hoje".[4]
  • 2007: Troféu Menina de Ouro concedido pela Prefeitura da Cidade de Paulínia, pelo filme "Antônia".[5]
  • 2007: Prêmio Especial do Júri Ecumênico no Festival Internacional de Filmes para Infância e Juventude de Zlin na República Checa, com "Antônia" [6]
  • 2006: Prêmios de Melhor Ator Coadjuvante (Thaíde), Melhor Fotografia (Jacob Solitrenick) e Melhor Som (João Godoy e Eduardo Santos Mendes) no Festcine Goiânia, com "Antônia"
  • 2006: Prêmio Petrobras Cultural de Difusão na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com "Antônia".[7]
  • 2006: Melhor Som (João Godoy e Eduardo Santos Mendes) e Prêmio Roque Dalton, oferecido pela Radio Habana, no Festival Internacional del Nuevo Cine Latino-Americano de Havana, com "Antônia"
  • 1997: Prêmio Coral de Melhor Ópera Prima e Melhor Montagem no Festival de Havana, por "Um céu de estrelas".[8]
  • 1997: Melhor Filme no Festival Latinoamericano de Trieste, com "Um céu de estrelas".[9]
  • 1997: Melhor Filme no Festival Latinoamericano de Boston, com "Um céu de estrelas".[10]
  • 1997: Prêmio Especial do Júri no Festival de Films de Femmes, Créteil (França), por "Um céu de estrelas".[11]
  • 1996: Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema e Cultura da Américas de Biarritz, por "Um céu de estrelas".[12]
  • 1996: Prêmio Especial da Crítica, Menção Honrosa (concedida pela UNESCO), Troféu Glauber Rocha de Melhor Direção e Troféu Candango de Melhor Direção no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, por "Um céu de estrelas" [13]
  • 1992: Troféu Guarnicê de Melhor Filme no Festival de Cinema do Maranhão, com "Viver a Vida"
  • 1991: Prêmios Candango de Melhor Filme pelo Júri Popular, e Melhor Direção pelo Júri Oficial, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com "Viver a Vida"
  • 1991: Kikito de Melhor Roteiro no Festival de Gramado, com "Viver a vida".
  • 1991: Prêmio Tatu de Ouro de Melhor Filme na Jornada de Cinema da Bahia, com "Viver a Vida".
  • 1987: Troféu Guarnicê de Melhor Filme no Festival de Cinema do Maranhão, com "Poema: Cidade".

Referências

  1. Ver, por exemplo: ORICCHIO, Luiz Zanin: "Cinema de novo: um balanço crítico da retomada", editora Estação Liberdade, São Paulo, 2003, pp. 229-231; ou NAGIB, Lúcia: "New trends in brazilian cinema", revista Framework número 42, Wayne State University Press, Detroit, USA, 2000.
  2. Dados biográficos extraídos de: NAGIB, Lúcia: "O Cinema da Retomada: Depoimentos de 90 Cineastas dos Anos 90", editora 34, São Paulo, 2002, pp. 42-47.
  3. «Filmografia de Tata Amaral no IMDb». Consultado em 18 de junho de 2016 
  4. «Matéria do Globo sobre os premiados no Festival de Brasília 2011». Consultado em 18 de junho de 2016 
  5. «Matéria no Semanário de Paulínia sobre a premiação a Tata Amaral». Consultado em 18 de junho de 2016 
  6. «Matéria da revista Signis sobre a premiação em Zlin». Consultado em 18 de junho de 2016 
  7. «Premiação da Mostra de São Paulo em 2006». Consultado em 18 de junho de 2016 
  8. Folha de S.Paulo 13/12/1997, artigo "Cuba premia cinema brasileiro"
  9. Folha de S.Paulo 28/10/1997, artigo "Festival premia Céu de estrelas"
  10. Jornal do Brasil, 22/04/1997, caderno B, p. 2
  11. «Premiação do Festival de Films de Femmes, Créteil, 1997». Consultado em 18 de junho de 2016 
  12. Folha de S.Paulo 07/10/1996, artigo "Vera Cruz ganha homenagem na França"
  13. CAETANO, Maria do Rosário: "Festival de Brasília, 40 anos", Brasília, 2007, p. 218.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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