Templo de Netuno (Roma)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Templo de Netuno
Planta do templo
Tipo Templo
Construção 220 a.C.
Encerramento {{{encerrado}}}
Geografia
País Itália
Cidade Roma
Localidade IX Região - Circo Flamínio
Coordenadas 41° 53' 40.56" N 12° 28' 27.12" E
Templo de Netuno está localizado em: Roma
Templo de Netuno
Templo de Netuno

Templo de Netuno (em latim: Aedes Neptuni) foi um templo romano dedicado ao deus Netuno localizado perto do Circo Flamínio, no Campo de Marte.

História[editar | editar código-fonte]

O Templo de Netuno foi construído em 220 a.C., mas a primeira menção de um templo ou altar dedicado a Netuno é de 206 a.C.. Lívio e Dião Cássio mencionam suas portas e o altar quando relatam um prodígio que teria acontecido ali[1][2][3].

Um novo templo foi construído pelo cônsul Cneu Domício Enobarbo para comemorar sua vitória naval na Batalha de Filipos contra Cneu Domício Calvino (é possível que ele tenha prometido um templo a Netuno na véspera da batalha se fosse vitorioso). Ele começou a obra logo depois de retornar a Roma e o inaugurou em 32 a.C.; no interior estavam abrigados uma escultura do famoso Escopas representando Netuno, Tétis e Aquiles rodeados por nereidas, tritões e monstros marinhos[4][3]. Esta estátua provavelmente foi levada para Roma de seu local original, provavelmente na Bitínia, a província da qual ele foi governador.

Não é possível dizer se este foi um novo templo ou apenas uma reforma do templo anterior[3].

Uma moeda de Cneu Domício Enobarbo, cunhada entre 42 e 38 a.C., apresenta um templo tetrastilo com a legenda "Nept. Cn. Domitius M. f. Imp.", o que prova que ele já havia sido pelo menos prometido nessa época. Contudo, ele certamente não foi edificado antes de 32 a.C., pois foi nesta data que Cneu Domício Enobarbo se reconciliou com Augusto e ganhou o consulado[3].

Mais tarde, o Templo de Netuno no Circo Flamínio foi citado numa inscrição da dinastia flávia[5].

Altar de Domício Enobarbo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Altar de Domício Enobarbo

É provável que tenha sido deste templo um grande friso que mostra uma cerimônia de lustratio do exército romano do período anterior, de Caio Mário, possivelmente em memória de uma vitória do antigo construtor do templo) e um tíaso marinho (em latim: thiasus), este preservado parte no Louvre, em Paris, e parte na Gliptoteca de Munique e que antigamente ficava no Palazzo Santacroce[3]. Com base no estilo e nas técnicas utilizadas, o friso foi datado na primeira metade do século I a.C. e provavelmente decorava um altar ou, com maior probabilidade, um pedestal no interior do templo[3].

Localização[editar | editar código-fonte]

A localização exata deste templo é desconhecida, mas sabe-se que ele ficava perto do Circo Flamínio. Restos da estrutura e de seis colunas de um templo picnostilo, que podem ser do Templo de Netuno, foram descobertos no canto noroeste da praça da igreja de San Salvatore in Campo[3], apesar de o local ser muito distante do Circo Flamínio.

Friso do altar de Domício Enobarbo preservado na Gliptoteca de Munique.

Localização[editar | editar código-fonte]

Planimetria do Campo de Marte meridional

Referências

  1. Lívio, Ab Urbe Condita XXVIII.1.4.
  2. Dião Cássio, História Romana frag. 17 LVII.60
  3. a b c d e f g Samuel Ball Platner (revisado e completado por Thomas Ashby), A Topographical Dictionary of Ancient Rome, Oxford University Press, Londra, 1929, pp. 360‑361.
  4. Plínio, História Natural XXXVI.26..
  5. CIL VI, 8423: Abascanti Aug. lib. aedituo aedis Neptuni quae est in circo Flaminio.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]