The Bell Jar

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The Bell Jar (no Brasil A Redoma de Vidro; em Portugal A Campânula de Vidro) é o único romance da escritora e poetisa norte-americana Sylvia Plath, o qual foi publicado originalmente sob o pseudônimo "Victoria Lucas" em 1963.

Embora não seja um livro autobiográfico, pois o nome de pessoas e de lugares foram trocados, a doença mental da protagonista (Esther Greenwood) é bastante semelhante às experiências que Plath teve com o que pode ter sido um transtorno bipolar ou uma depressão clínica. A autora cometeu suicídio um mês após a primeira publicação da obra.

Sumário[editar | editar código-fonte]

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A história começa à época da execução do casal Rosenberg, no início da década de 1950. Esther Greenwood, uma jovem estudante dos subúrbios de Boston, Massachusetts, está realizando um estágio de verão em uma famosa revista feminina de Nova Iorque. Contudo, Esther não se sente estimulada nem excitada pela metrópole cuja cultura e estilo de vida são idoloatradas por moças de sua idade. Ao invés disso, sua experiência em Nova Iorque está dosorientando-a. Ela aprecia o hedonismo de sua amiga Doreen, mas também se identifica com a devoção de Betsy (chamada de Pollyanna Cowgirl por Doreen, porque ela veio do Kansas), uma garota certinha. Além disso, Esther possui uma benfeitora, Philomena Guinea, uma outrora escritora bem-sucedida de ficção, que irá, mais tarde, pagar o tratamento hospitalar de Esther.

Esther descreve em detalhes vários incidentes cômicos e trágicos que ocorrem durante seu estágio, tais como a intoxicação alimentar do banquete do Ladies' Day e as lembranças de seu namorado, Buddy Willard. Ela então retorna para casa em Massachusetts com pouco ânimo, recebe a notícia de que não foi aceita para um curso de redação e decide passar o resto do verão escrevendo um romance, embora saiba que não tem experiência de vida suficiente para isso. Ela não imagina o que fará de sua vida quando deixar a faculdade, e as escolhas apresentadas a ela - maternidade, exemplificada por Dodo Conway, e carreiras de estereótipo feminino, como estenografia - não a agradam.

Progressivamente Esther fica deprimida e apresenta dificuldades para dormir. Seu psiquiatra, Dr. Gordon, dianostica uma "doença mental" e recomenda-lhe sessões de eletroconvulsoterapia. Esther fica traumatizada pela terapia, a qual foi impropriamente administrada, e quando conta à sua mãe que não deseja mais voltar à sessão, esta diz orgulhosamente "sabia que você ia preferir ficar boa de novo".

Porém, o estado mental de Esther piora. Ela descreve sua depressão como a sensação de estar presa em uma redoma de vidro, lutando para respirar. Faz então algumas tentativas frustradas de suicídio, como nadar longe da beira do mar e cortar os pulsos, antes de fazer uma tentativa séria. Ela deixa um bilhete dizendo que vai dar uma "longa caminhada", se tranca no porão de sua casa e engole cerca de cinquenta pílulas para dormir, que foram prescritas para sua insônia. Ela acaba sendo descoberta no porão, depois de um dramático episódio, de tempo indeterminado, em que jornais presumiram sua morte ou seu sequestro. Esther sobreviveu no porão e é mandada a um hospital psiquiátrico diferente e privada, onde conhece a Dr.ª Nolan, uma terapeuta, que também lhe prescreve terapia eletroconvulsiva, mas propriamente administradas. Esther então descreve o processo como benéfico, pois tem um efeito antidepressivo, e ela sai da redoma metafórica em que ela se sentiu presa. Sua passagem nesta instituição ocorreu graças ao apoio financeiro de Philomena Guinea, benfeitora de Esther.

Esther conta à Dr.ª Nolan como ela inveja a liberdade que os homens têm e suas preocupações quanto à gravidez. A Dr.ª Nolan então lhe apresenta o diafragma, e Esther agora se sente livre de seu medo a respeito das consequências do sexo e das pressões anterior para se casar, potencialmente com o homem errado. Com a Dr.ª Nolan, a saúde de Esther melhora, e certos episódios — como a perda de sua virgindade e o seu entendimento do que é a morte através do suicídio de sua amiga Joan — ajudam-na a recuperar a sanidade. O romance acaba com Esther entrando em uma sala para uma entrevista que decidirá se ela está apta ou não a deixar o hospital.

Filmes[editar | editar código-fonte]

  • 1979: Diretor Larry Peerce, estrelado por Marilyn Hassett como Esther Greenwood, a protagonista.
  • 2011: A Plum Pictures anunciou planos para uma nova versão de Hollywood do romance. O filme será escrito pela roteirista Tristine Skyler, enquanto Julia Stiles vai estrelar como protagonista do romance, Esther Greenwood e Rose McGowan vai desempenhar o papel da personagem Doreen. Atualmente o filme continua em desenvolvimento.
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