A Lenda dos Defensores de Atena

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Saint Seiya: Shinku no Shōnen Densetsu
Saint Seiya: A Lenda dos Defensores de Atena (BR)
 Japão
1988 • cor • 70 Minutos min 
Direção Yasuhiro Yoshikawa
Roteiro Seiji Yokoyama
Género Aventura - Drama - Épico
Idioma Japonês

A Lenda dos Defensores de Atena foi o terceiro filme da série de TV, Os Cavaleiros do Zodíaco, lançado em 1988. O filme teve um grande sucesso tanto no Japão quanto no Brasil, sendo o de segunda maior bilheteria, superado apenas por Prólogo do Céu.

O título original do longa é Saint Seiya: Shinku no Shōnen Densetsu, "Saint Seiya: A Lenda do Jovem Escarlate".

Foi lançado em VHS na época da primeira exibição do anime no Brasil. Posteriormente foi redublado e lançado em DVD.

Uma curiosidade é que,somente esse e o primeiro filme O Santo Guerreiro (Primeiro filme) os personagens foram elaborados pelo próprio criador, Masami Kurumada, sendo que no primeiro filme, somente os Cavaleiros foram elaborados por ele.

História[editar | editar código-fonte]

Abel, filho de Zeus e irmão de Atena, é apresentado como outro deus do sol (na mitologia grega o verdadeiro deus do sol é Apolo). Abel tenta destronar seu pai e se tornar o deus dos deuses, mas foi derrotado por Zeus e Apolo. Após a morte de Abel, os deuses apagaram todos os registros de sua existência como punição, para que as gerações vindouras jamais soubessem de sua existência.

Porém, devido às blasfêmias humanas nos dias atuais, os deuses revivem Abel, dando-lhe a missão de destruir a humanidade e devolver a Terra para o domínio do Olimpo.

Abel, então, revive três cavaleiros que o serviram, os mesmo cavaleiros da Coroa do Sol da era mitológica. Todos eles são protegidos por armaduras feitas da coroa do sol, por Abel. Os Cavaleiros de Ouro mortos na saga das doze casas também são ressuscitados para que lhe ajudem na sua missão.

Após reecontrar Atena, Abel diz que irá levá-la ao Santuário da coroa do sol com seus guerreiros, o que a leva a abandonar os Cavaleiros de Bronze. Saori no começo mente para Abel, dizendo que aceita a destruição da Terra pelos deuses, mas depois ataca Abel e acaba sendo morta por seu irmão que diz que levará sua alma até os Campos Elíseos.

Incorfomados com a morte de Atena, os cavaleiros decidem enfrentar os ressuscitados Cavaleiros de Ouro e os Cavaleiros da Coroa do Sol, mesmo que isso signifique pecar contra os deuses. Saga, Shura e Camus decidem lutar por Atena e acabam sendo mortos pelos guerreiros de Abel. Máscara da Morte e Afrodite permanecem fiéis a Abel, mas são derrotados por Shiryu e Ikki, respectivamente.

Ao contrário do que foi dito na revista "Herói" que saiu no Brasil na década de 1990, Abel não tem ligação alguma com o personagem da mitologia babilônica. Ele é um personagem inventado especialmente para o filme, inspirado em relatos de mitologia que diziam que Zeus teria um filho que o superaria se nascesse, sendo Zeus obrigado a impedir o nascimento de tal filho.

O filme antecipa acontecimentos da Saga de Poseidon (Hyoga e Shiryu vestindo armaduras de ouro), e da Saga de Hades (ressurreição dos cavaleiros de ouro).

Personagens[editar | editar código-fonte]

Abel[editar | editar código-fonte]

  • Nome em Japonês: アベル
  • Origem do Nome: Termo não definido ao certo, provável alusão ao personagem biblico Abel, do hebraico "Nada", fazendo referência ao que Abel seria para a história "Um Nada"; ou uma alusão a Bel, do acádio "Senhor", cognata do hebraico Baal e do grego Belus, o deus do sol no Oriente Médio.
  • Referência: Abel ou Bel
  • Local de Nascimento: Grécia
  • Data de Nascimento: Desconhecido
  • Título: Febo, Deus Sol
  • Reencarnação Atual: Corpo próprio
  • Guerreiros Protetores: Cavaleiros da Coroa do Sol
  • Golpe: Coroa Infinita do Sol (Infinity Sun): Abel lança uma rajada de luz verde no adversário que tira a força vital.
  • Histórico: Febo Abel, antigo deus sol, que no passado mesmo sendo filho de Zeus seu poder era semelhante ao de seu Onipotente Pai. Numa estratégia para governar a Terra, que era uma comunidade e propriedade dos deuses, ele mesmo assumiu o posto de Deus do Sol; e com o tempo fez com que outros deuses como seu pai Zeus e seu irmão Apolo tivessem medo de suas ambições e fúria. Portanto Zeus e Apolo o eliminaram deixando o no esquecimento da história. Na época atual, ressurge em nome dos deuses do Olimpo, a fim de varrer a humanidade da Terra e devolvê-la nas mãos dos deuses.
  • Obs.: Abel teve seu visual elaborado pelo próprio criador da série Masami Kurumada.
Combateu

Seiya com a Armadura de Sagitário, Shiryu com a Armadura de Libra e Hyoga com a Armadura de Aquário

Derrotado por

Seiya com a Armadura de Sagitário

Cavaleiros da Coroa do Sol[editar | editar código-fonte]

Cavaleiros da Coroa do Sol são os três guerreiros que protegiam o deus Abel. Seus poderes são superiores aos dos Cavaleiros de Ouro, não pertencendo a nenhuma classe de Cavaleiros, seja bronze, prata ou ouro, determinadas pelo Santuário. As armaduras que vestem são armaduras da Coroa do Sol, concedidas pelo próprio deus Abel.

Atlas de Carina[editar | editar código-fonte]

  • Nome em Japonês: アトラス
  • Origem do Nome: Do grego, Forte Sustentador. Referência ao titã Atlas, aquele que foi condenado a carregar o mundo nas costas.
  • Referência: Atlas
  • Armadura: Carina
  • Golpes: Coroa de Fogo (Burning Corona): Atlas cria uma galáxia de fogo e dispara contra o seu adversário. O golpe é capaz de queimar e destruir a armadura do seu inimigo.
  • Descrição: "O invecível guerreiro das chamas!"
  • Histórico: Atlas é o cavaleiro da constelação de Carina, o mais forte Cavaleiro da Coroa do Sol. Impõe respeito só pela sua postura agressiva. Logo no primeiro encontro com os Cavaleiros de Atena, ele humilha Seiya de Pégaso, obrigando-o a se ajoelhar perante o deus Abel. No final, Atlas luta contra os cinco cavaleiros de bronze e vence um por um (exceto Ikki). Porém, o Cavaleiro da constelação de Carina não conseguiu ser páreo para Seiya de Pégaso trajando a armadura de ouro de Sagitário, juntamente com Shiryu e Hyoga com as armaduras de libra e Aquário, sendo derrotado com um Cometa de Pégaso.
Combateu

Shura de Capricórnio, Camus de Aquario, Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda e Ikki de Fênix

Derrotado por

Seiya de Pégaso com a armadura de ouro de Sagitário

Jaô de Lince[editar | editar código-fonte]

  • Nome em Japonês: ジャオウ
  • Origem do Nome: Termo não definido ao certo, possível referência a Yaw (Jaô), do aramaico "Lua", deus fenício da lua e do mar.
  • Referência: Yaw
  • Armadura: Lince
  • Golpes: Hércules Reluzente (Shining Hell Claw): Com a agilidade de uma verdadeira lince, Jaô parte para cima do seu adversário com um golpe de fogo.
  • Descrição: "A besta do fogo com os punhos que rasgam as trevas!"
  • Histórico: Jaô de Lince tem um poder semelhante ao dos Cavaleiros de Ouro. Lutou e venceu com certa facilidade o Cavaleiro de Ouro Shura de Capricórnio, quando este se revoltou ao ver Abel matando a deusa Atena. Demonstrou ser um cavaleiro um tanto quanto prepotente, talvez pelo fato de confiar demais no seu poder e achar que poderia vencer qualquer combate a qualquer momento. Quando iria enfrentar Seiya de Pégaso, foi provocado pelo Cavaleiro de Ouro Saga de Gêmeos e acabou aceitando o desafio. Como Saga estava muito ferido, Jaô achou que venceria a luta facilmente porém ambos acabaram mortos. Se questiona se ele era ou não o mais poderoso guerreiro de Abel, já que não se sabe se Gêmeos não o tivesse o vencido como teria sido o confronto dele com Seiya e os Cavaleiros do Zodíaco.
Combateu

Shura de Capricórnio e Saga de Gêmeos

Venceu

Shura de Capricórnio

Derrotado por

Saga de Gêmeos (Que também morre no processo)

Berengue de Coma de Berenice[editar | editar código-fonte]

  • Nome em Japonês: ベレニケ
  • Origem do Nome: Do grego, Portadora da Vitória.
  • Referência: Berenice
  • Armadura: Coma Berenices
  • Golpes: Cabelos dourados da morte (Golden Death Hair): Berengue lança vários fios de cabelo, que prendem o inimigo. É capaz de estrangular o seu adversário mas os cabelos também pode queimá-lo até os ossos.
  • Descrição: "Os fios de cabelo dourado que centilam o vento!"
  • Histórico: Berengue é um cavaleiro da Coroa do Sol que serve com lealdade o deus Abel. Aparentemente não é um cavaleiro com personalidade má porém ele luta contra os Cavaleiros de Atena para proteger Abel. Foi ele que apresentou os Cavaleiros de Ouro novamente para os Cavaleiros de Bronze, causando espanto em Seiya e seus amigos. Chegou a derrotar Shiryu logo que o Dragão venceu Máscara da Morte. Por ser muito orgulhoso e não aceitar desaforos, lutou contra Hyoga de Cisne quando este não quis construir um túmulo de gelo para Atena, desafiando Abel. Logo depois revela que matou seu mestre Camus, causando muita raiva para Hyoga. Foi vencido com o golpe Execução Aurora do Cisne.
Combateu

Camus de Aquário, Shiryu de Dragão e Hyoga de Cisne

Venceu

Camus de Aquário, Shiryu de Dragão

Derrotado por

Hyoga de Cisne

Local de Combate[editar | editar código-fonte]

A Morada do Sol, o templo do deus Abel, fica localizada no topo do Monte da Dignidade (Dignity Hill). É um lugar sagrado e proibido dentro do Santuário. Além disso existem inúmeras ruínas de templos rodeando a morada do Sol, onde reside o deus Abel. Tais templos representam os inúmeros planetas que ficam envolta do Sol.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  • Quem canta a música de encerramento do filme (You are my reason to be) é o cantor americano Oren Waters[1] em conjunto com a cantora japonesa Hitomi Toyama.
  • A música de encerramento do filme (You are my reason to be) só tem um trecho em japonês, o resto da música é totalmente em inglês.
  • Um dos maiores sucessos do filme é a sua música de encerramento. You are my reason to be ganhou o prêmio de melhor tema de enceramento de filme de animação japonesa em 1988.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Coleção Anime Classics, A Lenda dos Defensores de Atena, Ed. Conrad - Edição 01, Pg: 10-13.
  • Perfil de Personagens - Coroa do Sol, cavzodico.com. Available: URL http://www.cavzodiaco.com.br/perfilcoroa.jsp 11 de Junho 2009.
  • Todos os Nomes do Mundo de Nelson Oliver, Ed. Ediouro - Edição 01, 2005.

Referências