Alberto III Aquiles

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Alberto III Aquiles
Albrecht III. Achilles
Eleitor de Brandemburgo
AlbrechtAchilles.jpg
Governo
Reinado 1470-1486
Antecessor Frederico II
Sucessor João Cícero
Casa Real Hohenzollern
Vida
Nascimento 9 de novembro de 1414
Tangermünde
Morte 11 de março de 1486 (71 anos)
Frankfurt am Main
Esposas Margarete de Baden
Ana da Saxônia
Pai Frederico I, Eleitor de Brandemburgo
Mãe Isabel da Baviera-Landshut

Alberto III Aquiles (em alemão: Albrecht III. Achilles) (Tangermünde, 9 de novembro de 1414 – Frankfurt am Main, 11 de março de 1486), frequentemente conhecido por Alberto Aquiles (Albrecht Achilles), foi um príncipe-eleitor da Marca de Brandemburgo. Recebeu o cognome de Aquiles por causa de suas habilidades de cavaleiro. Também governou o Principado de Ansbach.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Alberto foi o terceiro filho do eleitor Frederico I e de sua esposa Isabel da Baviera-Landshut. Depois de passar algum tempo na corte do imperador Sigismundo, Alberto participou da guerra contra os hussitas e, posteriormente, destacou-se como assistente do rei alemão, Alberto II, contra os poloneses.

Governo[editar | editar código-fonte]

Na divisão do território que se seguiu à morte de seu pai em 1440, Alberto recebeu o Principado de Ansbach. Apesar de seus recursos serem escassos, logo ocupou uma posição de liderança entre os príncipes alemães, e foi especialmente eficiente em resistir às tentativas das cidades para tornarem-se autogovernadas.

Em 1443, Alberto formou uma liga, dirigida principalmente contra Nuremberg, sobre a qual os membros de sua família tinham anteriormente exercido os direitos de burgrave. Mas foi somente em 1448, que Alberto encontrou um pretexto para o ataque. Depois de um inicial sucesso militar na Primeira Guerra dos Marqueses, foi derrotado na batalha de Pillenreuther Weiher, resultando no Tratado de Bamberga (22 de junho de 1450), que obrigou Alberto a devolver todo o território conquistado e a reconhecer a independência de Nuremberg e de suas cidades associadas.

Alberto apoiou o imperador Frederico III em sua luta contra os príncipes que desejavam reformas no Sacro Império Romano-Germânico, e em troca dessa lealdade, recebeu muitos favores de Frederico, incluindo amplos direitos judiciais, que despertaram considerável irritação entre os governantes vizinhos.

Em 1457, Alberto arranjou um casamento entre seu filho mais velho, João, e Margarete, filha de Guilherme III da Turíngia que herdou as reivindicações sobre a Hungria e a Boêmia de sua mãe, uma neta do imperador Sigismundo. A tentativa de proteger esses tronos para os Hohenzollern através deste casamento fracassou, e um destino semelhante aconteceu com os esforços de Alberto para reverter em seu favor o título em desuso de duque da Francônia.

As fortes desavenças que surgiram entre os príncipes em relação à questão das reformas, culminaram em uma guerra declarada em 1460, quando Alberto foi confrontado com uma liga sob a liderança do conde palatino, Frederico I, e Luís IX da Baviera-Landshut. Derrotado nesta luta, que foi encerrada em 1462, Alberto fez uma aliança com seu antigo inimigo, Jorge de Poděbrady, rei da Boêmia, um ato que levou o Papa Paulo II a excomungá-lo.

Em 1470, Alberto, que já tinha herdado Bayreuth com a morte de seu irmão João, em 1464, tornou-se marquês de Brandemburgo, devido à abdicação de seu irmão, o eleitor Frederico II. Esteve logo participando ativamente de sua administração, e pelo Tratado de Prenzlau, em 1472, trouxe também a Pomerânia sob o seu domínio. Tendo estabelecido o seu direito de cobrar imposto sobre a produção de vinhos, publicou em fevereiro de 1473 o Dispositio Achillea, que decretou que a Marca de Brandemburgo deveria ser herdada, em sua totalidade, pelo filho mais velho, enquanto que os filhos mais novos deveriam receber as propriedades da família na Francônia.

Alberto com sua segunda esposa, Ana, Princesa da Saxônia

Após tentar, sem sucesso, arranjar casamento entre um de seus filhos e Maria, filha e herdeira de Carlos, o Audaz, duque da Borgonha, Alberto entregou o governo de Brandemburgo para seu filho mais velho, João Cícero, e retornou às suas propriedades na Francônia.

Posteriormente, a principal atenção de Alberto esteve voltada para os negócios do império. Logo após ter participado da eleição de Maximiliano, como Rei dos Romanos, Alberto morreu em Frankfurt, em março de 1486. Deixou uma quantidade considerável de tesouro.

Casamentos dinásticos de seus filhos[editar | editar código-fonte]

Em 1474, Alberto casou sua filha Bárbara com o duque Henrique XI de Głogów, que deixou suas propriedades por ocasião de sua morte em 1476 para a sua viúva, com a reversão para a família dela, um acordo que foi rejeitado pelo parente de Henrique, o duque Jan II de Żagań. Auxiliado pelo rei Matias I da Hungria, Jan de Żagań invadiu Brandemburgo, e os pomeranos aproveitaram a oportunidade para se revoltarem. Nestas circunstâncias, Alberto retornou a Brandemburgo em 1478, e obrigou os pomeranos a reconhecerem a sua supremacia, e, após uma luta obstinada, garantiu parte das terras do duque Henrique para sua filha em 1482.

Família e filhos[editar | editar código-fonte]

Alberto casou duas vezes. Primeiro, casou em 12 de novembro de 1446 com Margarete de Baden, filha de Jacó I de Baden e de Catarina da Lorena. Deste casamento, teve os seguintes filhos:

  1. Wolfgang, nasceu e morreu em 1450.
  2. João Cícero, Eleitor de Brandemburgo.
  3. Frederico, morreu jovem.
  4. Úrsula (25 de setembro de 1450 - 25 de outubro de 1508, Wrocław), casou com o duque Henrique I de Münsterberg-Oels.
  5. Isabel, (Ansbach, 29 de outubro de 1451 - Nürtingen, 28 de março de 1524, casou com Everardo II de Württemberg.
  6. Margarete (18 de abril de 1453 - 27 de abril de 1509), abadessa das clarissas em Hof.

Margarete morreu em 24 de outubro de 1457, e em 1458, Alberto casou com Ana, filha de Frederico II, Eleitor da Saxônia e de Margarete da Áustria. Seus filhos foram:

  1. Frederico I, marquês em Ansbach a partir de 1486, e de Bayreuth a partir de 1495.
  2. Amália (Plassenburg, 1 de outubro de 1461 - Baden-Baden, 3 de setembro de 1481), casou com Gaspar, conde palatino de Zweibrücken.
  3. Ana, nasceu e morreu em 1462.
  4. Bárbara (Ansbach, 30 de maio de 1464 - Ansbach, 4 de setembro de 1515), casou:
    1. em Berlim, em 11 de outubro de 1472 com o duque Henrique XI de Głogów;
    2. em Frankfurt an der Oder, em 20 de agosto de 1476 com o rei Vladislau II da Hungria.
  5. Alberto, nasceu e morreu em 1466.
  6. Sibila (Ansbach, 31 de maio de 1467 - Kaster, 9 de julho de 1524), casou com o duque Guilherme IV, Duque de Jülich-Berg.
  7. Sigismundo, marquês em Bayreuth, (Ansbach, 27 de setembro de 1468 - Ansbach, 26 de fevereiro de 1495).
  8. Alberto, nasceu e morreu em 1470.
  9. Jorge (Berlim, 30 de dezembro de 1472 - Kadolzburg, 5 de dezembro de 1476).
  10. Doroteia (Berlim, 12 de dezembro de 1471 - Bamberga, 13 de fevereiro de 1520), abadessa em Bamberg.
  11. Isabel (Ansbach, 8 de abril de 1474 - Römhild, 25 de abril de 1507), casou com o conde Hermano VIII de Henneberg-Aschach.
  12. Madalena (Berlim, 29 de julho de 1476 - antes de 4 de fevereiro de 1480).
  13. Anastácia (Ansbach, 14 de março de 1478 - Ilmenau, 4 de julho de 1534), casou com o conde Guilherme VII de Henneberg-Schleusingen.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências


Alberto III Aquiles
Nascimento: 9 de novembro de 1414 Morte: 11 de março de 1486
Títulos Reais
Precedido por:
Frederico I de Brandemburgo
Marquês de Brandemburgo-Ansbach
1440-1486
Sucedido por:
Frederico I de Brandemburgo-Ansbach
Precedido por:
João, o Alquimista
Marquês de Brandemburgo-Kulmbach
1457-1486
Sucedido por:
Sigismundo
Precedido por:
Frederico II
Eleitor de Brandemburgo
1471-1486
Sucedido por:
João Cícero
Marquês de Brandemburgo
1471–1486

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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