Alysson Muotri

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Alysson Renato Muotri é um biólogo brasileiro.

É pesquisador do Instituto Salk para Estudos Biológicos, em La Jolla, San Diego, Califórnia, onde realiza pós-doutorado em Neurociências desde 2002. Seu trabalho aborda temas da fronteira da genética e biologia atuais, como o desenvolvimento dos neurônios e as células-tronco. Destacou-se recentemente ao conseguir "curar" um neurônio "autista"[1] (com Síndrome de Rett um tipo grave de autismo) em laboratório[2] e abrir as portas para o desenvolvimento de uma droga eficiente contra essa complexa síndrome. O feito foi publicado na revista científica Cell[3] .

Muotri é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com doutorado em Biologia Genética pela Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de genética, com ênfase em genética humana e médica, atuando principalmente nos seguintes temas: reparo de DNA, vetores virais, câncer, terapia gênica e modulação gênica. Foi um dos primeiros pesquisadores brasileiros a cultivar células-tronco embrionárias.

O geneticista paulistano já publicou mais de vinte artigos nas mais respeitadas revistas científicas. Em 2000, recebeu a menção honrosa para trabalho científico da Sociedade Brasileira de Virologia.

Desde o início da sua vida acadêmica, Muotri tinha interesse em estudar neurociência. A leitura de artigos científicos o levou a conhecer as pesquisas realizadas no Instituto Salk, em especial a linha de atuação do Dr. Fred Gage, que une células-tronco com o desenvolvimento de novas redes neurais.

Em 2010, Muotri em conjunto com outros cientistas brasileiros conseguiram transformar neurônios de pacientes com a síndrome de Rett em neurônios saudáveis. No início de 2012, fez o mesmo com autismo clássico[4] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]