CELG

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CELG
Companhia Celg de Participações
Slogan Qualquer dia a qualquer hora, a CELG está com você!
Tipo Empresa estatal
Cotação BM&FBovespaGPAR3
Fundação 19 de agosto de 1955 (59 anos)
Sede Goiânia, GO
Proprietário(s) Governo de Goiás
Presidente José Eliton Figuerêdo Junior
Empregados 2699 (2008)[1]
Produtos Energia elétrica
Lucro Baixa R$ 91,03 milhões (2009)[2]
Página oficial celg.com.br

A Companhia Celg de Participações (CELGPAR) é uma concessionária de energia elétrica brasileira.

Sua área de concessão abrange aproximadamente 98,7% da distribuição do estado de Goiás, num total de 237 municípios e aproximadamente 5 milhões de habitantes. No negócio de geração e transmissão de energia, a subsidiária Celg G&T possui três pequenas hidrelétricas com capacidade instalada de 18,68 MW, 722,6 km de linhas em 230 Kv ligadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN e 11 subestações nesta mesma tensão.

A CELGPAR é uma sociedade de economia mista e de capital autorizado cujos acionistas são o Estado de Goiás, que possui 99,68% do capital, além de outros pequenos acionistas, como a Eletrobrás, municípios e investidores privados.

História[editar | editar código-fonte]

Em 19 de agosto de 1955, o governador José Ludovico de Almeida sancionou a Lei Estadual nº 1.087, que criava a então denominada Centrais Elétricas de Goiás S.A. (Celg).

No ano seguinte, em 13 de março de 1956, seu funcionamento foi autorizado por meio do Decreto Federal nº 38.868. Suas atribuições eram: produção, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Em 1999, a CELG começou a prestar outros serviços, tais como diagnóstico energético, locação de equipamentos, mapa digital, além da tradicional comercialização de energia e por isso passou à denominação de Companhia Energética de Goiás.

Em dezembro de 2006 foi criada pelo Governo do Estado de Goiás a Companhia Celg de Participações - Celgpar, tendo como objeto social principal a participação em outras sociedades como acionista ou sócio-cotista. A Celgpar passou então a ser desde o momento de sua instituição a controladora da então Companhia Energética de Goiás - Celg.

A Celg, por sua vez, detinha o controle de uma subsidiária integral, a Celg Geração e Transmissão S.A. – Celg G&T, que foi constituída a partir da segregação dos ativos de geração e transmissão de energia elétrica da Celg.

Em março de 2007 a Celg foi convertida em subsidiária integral da Celgpar e teve alterada sua denominação social, passando a ser chamada de Celg Distribuição S.A. – Celg D.

Em junho de 2007, ocorreu a redução do capital social da Celg D e consequente transferência do controle acionário da Celg G&T para o domínio da Celgpar.

Essa sequência de ações permitiu que a Celg pudesse se adequar às novas regras estabelecidas pelo Governo Federal, que ditava a obrigatoriedade de segregação da atividade de distribuição de energia elétrica das demais atividades exercidas pela empresa, que também englobavam, à época, a geração e transmissão de energia elétrica.

Visando ao aproveitamento dos ativos da companhia e à exploração de serviços de telecomunicações, em agosto de 2008 foi criada a Companhia de Telecomunicações e Soluções – CELG Telecom, que constitui a terceira empresa controlada pela Celgpar.

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

A holding Companhia Celg de Participações (CELGPAR) possui as seguintes subsidiárias integrais:

  • Celg Distribuição S.A. (Celg D)
  • Celg Geração e Transmissão S.A. (Celg G&T)
  • Celg Telecomunicações e Soluções (Celg Telecom)

Endividamento e CPI[editar | editar código-fonte]

Em 2009 registra o sexto ano consecutivo de prejuízo, com R$ 91,03 milhões.[2] Neste mesmo ano, a situação da empresa ensejou na Assembleia Legislativa de Goiás a instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Celg. A comissão encerrou os trabalhos em março de 2010, concluindo que entre as causas do endividamento da empresa foram a perda do patrimônio da empresa, com a venda das usinas de Corumbá I e Cachoeira Dourada e má administração.[3] Desde então a empresa vem acumulando prejuízo ano a ano, sem dinheiro para investimentos fica cada vez mais sucateada, quedas de energia mesmo na capital do estado são frequentes mesmo sem grandes chuvas ou causas aparentes, emperrando o crescimento do estado pois a demanda por energia elétrica já é maior que a oferta e mesmo assim diversas negociações para a recuperação da empresa terminaram sem acordo muitas vezes por incompetência de governo e oposição, que deixaram o assunto se tornar apenas mais um motivo para jogadas políticas e discussões intermináveis.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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