Cosmos: A Spacetime Odyssey

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Cosmos: A Spacetime Odyssey
Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo (BR)
Logotipo da série
Informação geral
Formato Série
Gênero Documentário científico
Duração 44 Minutos
Criador(es) Ann Druyan
Steven Soter
País de origem  Estados Unidos
Idioma original (em inglês)
Produção
Diretor(es) Brannon Braga
Bill Pope
Ann Druyan
Produtor(es) Livia Hanich
Steven Holtzman
Produtor(es)
executivo(s)
Seth MacFarlane
Ann Druyan
Brannon Braga
Mitchell Cannold
Editor(es) John Duffy
Eric Lea
Michael O'Halloran
Cinematografia Bill Pope
Apresentador(es) Neil deGrasse Tyson
Tema de abertura Instrumental
Compositor da música tema Alan Silvestri
Empresa(s) de produção Cosmos Studios
Fuzzy Door Productions
Exibição
Emissora de
televisão original
Estados Unidos Fox e Nat Geo
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 9 de março de 2014 - presente
N.º de episódios 13
Cronologia
Último
Último
Cosmos: A Personal Voyage
Próximo
Próximo

'Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo' é uma série americana de documentário científico. É uma continuação da série de 1980, Cosmos, que foi apresentada por Carl Sagan. O apresentador da nova série é o físico Neil deGrasse Tyson. Os produtores executivos são Seth MacFarlane e Ann Druyan, viúva de Sagan.[1] [2] A série estreou em 9 de Março de 2014[3] simultaneamente no EUA em dez canais da 21st Century Fox, incluindo Fox, FX, FXX, FXM, Fox Sports 1, Fox Sports 2, Nat Geo, Nat Geo Wild, and Fox Life. O restante da série foi ao ar na Fox com o Nat Geo reprisando os episódios no dia seguinte.[4] A série estreou em 13 de Março de 2014 no National Geographic Brasil. [5]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O animador Seth MacFarlane foi fundamental na obtenção de patrocínios para Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo, e é produtor executivo da série.

A série original Cosmos, em 13 episódios, foi televisionada pela primeira vez em 1980 na Public Broadcasting System, e apresentada por Carl Sagan. O seriado tem sido considerado muito importante desde então; Dave Itzkoff do The New York Times o descreveu como "um marco divisor na programação televisiva com temática científica."[6] A série tem sido assistida por pelo menos 400 milhões de pessoas em 60 diferentes países,[6] e antes do documentário The Civil War de 1990, foi considerado o programa mais bem classificado da rede.[7]

Após a morte de Sagan em 1996, sua viúva Ann Druyan, a co-autora da série Cosmos original junto com Steven Soter, um produtor da série e o astrofísico Neil deGrasse Tyson, procuraram criar uma nova versão, para atingir uma audiência o mais ampla possível e não apenas para aqueles interessados em ciência. Eles batalharam por anos com redes televisivas relutantes, que não conseguiam ver o amplo apelo do programa.[6]

Seth MacFarlane conheceu Druyan através de Tyson em 2008 em um evento na Science & Entertainment Exchange, escritório em [[Los Angeles]] da National Academy of Sciences, planejado para conectar escritores e diretores de Hollywood com cientistas.[8] Um ano depois, durante um almoço na cidade de Nova Iorque com Tyson, MacFarlane tomou conhecimento do interesse deles em recriar Cosmos. Ele foi influenciado por Cosmos quando criança, acreditando que Cosmos serviu para "preencher a lacuna entre a comunidade acadêmica e o público geral."[8] Na ocasião MacFarlane disse a Tyson, "Eu estou num ponto da minha carreira em que tenho alguma renda disponível ... e eu gostaria de investí-la em algo que valha a pena."[9] MacFarlane havia considerado a redução do esforço para viagem espacial nas últimas décadas como sendo parte da "nossa cultura da letargia."[6] MacFarlane, que tem várias séries na rede Fox, foi capaz de introduzir Druyan aos cabeças da programação da Fox, Peter Rice e Kevin Reilly, e ajudou a assegurar a aprovação do programa.[6] MacFarlane admite ser "a pessoa menos essencial dessa equação" e o esforço é uma saída do trabalho que ele fez previamente, mas considera isto como um "território muito confortável para mim pessoalmente."[6] Ele e Druyan se tornaram amigos próximos, e Druyan afirmou que ela acredita que Sagan e MacFarlane teriam sido "espíritos afins" com seus respectivos "talentos originais".[6] Em Junho de 2012, MacFarlane proveu financiamento para que cerca de 800 caixas de correspondências e notas pessoais de Sagan fossem doadas à Library of Congress.[8]

Numa entrevista do Point of Inquiry, Tyson discutiu sua meta de capturar o "espírito original de Cosmos," que ele descreve como "temas edificantes que chamam as pessoas à ação."[10] Druyan descreve os temas de maravilhamento e ceticismo que eles estão unindo aos roteiros, numa entrevista com Skepticality, "Para que se qualifique para o nosso show o tema precisa te tocar. Ainda precisa que seja rigorosamente boa ciência--nada de arredondar quinas aí. Mas então, também tem de ser um balanço igual entre ceticismo e maravilhamento."[11] Numa entrevista para o Big Picture Science, Tyson dá os créditos da série original à proliferação da programação científica, "A tarefa para a nova geração de Cosmos é um pouco diferente porque eu não preciso ensinar a você literatura científica. Há um monte de literatura científica no Cosmos original, mas isto não é o que você mais se lembra. O que a maioria das pessoas que se lembram da série original mais lembram é o esforço de se apresentar ciência de uma forma que tenha significado para você que possa influenciar sua conduta como um cidadão da nação e do mundo--especialmente do mundo." Tyson afirma que a nova série terá tanto material novo como versões atualizadas dos tópicos da série original, mas principalmente, servirá as "necessidades da população atual." "Nós queremos fazer um programa que não é uma simples continuação do primeiro, mas que siga adiante com as questões dos tempos atuais, para que então ressoe na audiência emergente do século 21."[12] Tyson considerou que o sucesso recente de shows orientados à ciência como The Big Bang Theory, e CSI: Crime Scene Investigation e filmes como Gravidade, significa que "a ciência se tornou popular" e espera que Cosmos "aterrissará em terreno altamente fértil."[9]

Tyson comenta sobre "a relação de amor e ódio" que telespectadores tinham com a Espaçonave da Imaginação da série original, mas confirmou que eles estão desenvolvendo "veículos de contar histórias".[10] Tyson afirma que elementos definidores da série original como a Espaçonave da Imaginação e o Calendário Cósmico com efeitos especiais melhorados, assim como novos elementos, estarão presentes. A animação para esses seguimentos foi criada por um time escolhido a dedo por MacFarlane para a série.[9]

MacFarlane anuncionou no Twitter que a partitura será escrita por Alan Silvestri.

Transmissão[editar | editar código-fonte]

Astrofísico Neil deGrasse Tyson narra o show.

Em Agosto de 2011, o programa foi oficialmente anunciado para horário nobre, e agendado para a primavera de 2014. A série é uma coprodução do Cosmos Studios de Druyan, Fuzzy Door Productions de MacFarlane, e o National Geographic Channel; Druyan, MacFarlane, Mitchell Cannold do Cosmos Studios, e o diretor Brannon Braga serão diretores executivos.[13] Reilly da Fox considerou que o show seria um risco, por não ser parte da programação típica da rede, mas decidiu que "nós acreditamos que isto pode ter o mesmo impacto cultural massivo entregue pela série original" e liberou os recursos da rede para o programa.[13] A série foi transmitida primeiro na Fox, com reprise na mesma noite no National Geographic Channel.[13] A série tem estréia prevista para 13 de Março de 2014 no National Geographic Brasil. [5]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Em 10 de julho de 2014, A série Cosmos: A Spacetime Odyssey foi indicada para 12 categorias do Emmy incluindo a de "Melhor Documentário ou Série de Não Ficção".[14] [15]

Referências

  1. "Fox Orders Seth MacFarlane's 'Cosmos: A Space-Time Odyssey'", The Hollywood Reporter, http://www.hollywoodreporter.com/news/fox-orders-seth-macfarlanes-cosmos-219567, visitado em 2012-06-22 
  2. Sellers, John. Seth MacFarlane to Produce Sequel to Carl Sagan's 'Cosmos'. Reuters. Página visitada em 29 October 2012.
  3. Library of Congress Officially Opens The Seth MacFarlane Collection of Carl Sagan and Ann Druyan Archive. News from the Library of Congress. Página visitada em 12 November 2013.
  4. Wallenstein, Andrew. TCA: Fox aims for repeat-free sked. Variety. Página visitada em 29 October 2012.
  5. a b Especial Cosmos - Estreia Quinta 13 de março 22:30. http://www.natgeo.com.br/br/especiais/cosmos
  6. a b c d e f g Itzkoff, Dave. "‘Family Guy’ Creator Part of ‘Cosmos’ Update", The New York Times, 2011-08-05. Página visitada em 2012-06-28.
  7. Blake, Meredith. "2013 Upfronts: Fox, Seth MacFarlane to reboot Carl Sagan's 'Cosmos'", Los Angeles Times, 2013-05-13. Página visitada em 2013-07-22.
  8. a b c "‘Family Guy’ creator Seth MacFarlane donates Carl Sagan’s papers to Library of Congress", Washington Post, 2012-06-27. Página visitada em 2012-06-28.
  9. a b c Shear, Lynn. "Neil deGrasse Tyson: Cosmos’s Master of the Universe", Parade, 2014-01-11. Página visitada em 2014-01-11.
  10. a b Neil deGrasse Tyson — Space Chronicles. Center for Inquiry. Página visitada em 26 August 2012.
  11. Ankylosaur of the Cosmos. Skepticality. Página visitada em 26 August 2012.
  12. Big Picture Science – Seth’s Cabinet of Wonders. SETI. Página visitada em 26 August 2012.
  13. a b c Rose, Lacey (2011-08-05). Fox Orders Seth MacFarlane's 'Cosmos: A Space-Time Odyssey'. Hollywood Reporter. Página visitada em 2012-06-28.
  14. Huw Fullerton. "Emmy Awards 2014: the nominations in full", The Daily Telegraph, Telegraph.co.uk, 10 de julho de 2014. Página visitada em 10 de julho de 2014.
  15. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]