Ducado de Espoleto

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Ducato di Spoleto
Ducado de Espoleto

Ducado do
Reino Lombardo

Vexilloid of the Roman Empire.svg
570 – 1230 Flag of the Papal States (pre 1808).svg
Localização de Espoleto
Itália no ano 1000
Continente Europa
País Itália
Capital Espoleto
Língua oficial latim
Religião Catolicismo
Governo ducado
História
 • 570 Fundação
 • 1230 Dissolução

O Ducado de Espoleto,[1] [2] também comumente referido como Ducado de Spoleto, foi um estado que existiu na península itálica após a queda do Império Romano do Ocidente. Este ducado, assim como o ducado de Benevento e o chamado Reino Lombardo, estava sob domínio dos lombardos.

Origem[editar | editar código-fonte]

Toda a península itálica foi nesta época caracterizada por um dualismo entre os bizantinos que ocupavam parte do sul da Itália e as ilhas, e os lombardos, que ocupavam o resto. Duas importantes cidades Roma e Nápoles estavam formalmente sob o domínio bizantino, mas na realidade gozavam de grande liberdade pois mal percebiam o domínio oriental. A única área da Itália Centro-Setentrional sob domínio bizantino efetivo era a do Exarcado de Ravena ou Exarcado de Itália, com capital em Ravena, mas esta área estava cheia de conflitos entre as duas populações. Neste contexto se coloca a instituição do Ducado de Benevento por parte dos lombardos e designado ao duque lombardo Faroaldo I em 570.

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

A situação geográfica do Ducado de Espoleto era muito delicada; limitava-se a leste com o Mar Adriático, ao sul com o Ducado de Benevento , embora este também fosse lombardo, e nas demais direções com o Exarcado de Ravena, sob domínio bizantino. Assim fica evidente a importância estratégica-militar que tinha este ducado.

Evolução histórica do ducado[editar | editar código-fonte]

Fronteiras da Itália bizantina e lombarda no século VII

O ducado prosperou notavelmente, uma vez que os lombardos controlavam assim a Via Flamínia importante zona de trânsito entre Roma e o Exarcado de Ravena. Com a derrota lombarda devida à pressão exercida pela Igreja e pelos francos, também o Ducado de Espoleto caiu sob o domínio franco.

O papado torna-se uma importante figura na vida do ducado, tendendo a nomear o duque francófilo favorito. O primeiro desta "estirpe" de duques é um tal Guido que rege o ducado de 842 a 858. Em 879, Guido III de Espoleto torna-se duque, também ele de estirpe franca, o qual em 885 primeiro derrota os sarracenos em Garigliano, depois também Berengário I, fazendo-se coroar-se rei de Itália em 889 e imperador em 891 pelo papa Estêvão V, associando ao poder o filho Lamberto. Guido morreu em 894.

Daquele momento em diante, a história do Ducado de Espoleto se entrelaçou com a dos poderosos papas e bispos romanos e do exarcado. Lamberto II de Spoleto foi associado pelo pai Guido ao trono da Itália em 891 e, depois de três anos, o papa Formoso o coroou imperador. Deste momento em diante, numerosas foram as intromissões papais na coroação de reis e imperadores, que tanto espaço teriam nos confrontos entre os poderes laicos e eclesiásticos.

Lamberto, confirmado imperador legítimo também pelo sínodo dos bispos em Ravena, morreu em Marengo em 898 devido a uma queda de cavalo.

O fim do ducado[editar | editar código-fonte]

Depois de diversos períodos de desmembramentos e domínios vários, em 1230 o Ducado de Espoleto tornou-se domínio papal, confirmando as tentativas papais de séculos antes.

Lista dos Duques de Espoleto[editar | editar código-fonte]

Dependentes do Reino Lombardo[editar | editar código-fonte]

Duques independentes[editar | editar código-fonte]

Duques feudatários do Reino dos Francos[editar | editar código-fonte]

Feudatários da (Lotaríngia) (843-855) e do (Reino Itálico)[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Eco 2011, p. 203
  2. Grings 1994, p. 101

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Eco, Umberto. Idade Média Vol 1. [S.l.]: Leya, 2011.
  • GAETA, Franco; VILLANI, Pasquale. Corso di Storia: per le scuole medie superiori. vol. 1. Principato Editore, Milão, 1986.
  • Grings, Dom Dadeus. Dialética da política: história dialética do cristianismo. [S.l.: s.n.], 1994.
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