Ebó

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Ebó ou ebô[1] é uma oferenda das religiões afro-brasileiras dedicada a algum orixá, podendo ou não envolver o sacrifício animal.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Ebó" é derivado do termo iorubá egbó, que significa "raiz".[2]

Oferenda votiva[editar | editar código-fonte]

"Ebó" nada mais é do que uma limpeza espiritual contendo vários tipos de comida ritual. Como alguns dizem, é uma limpeza da aura de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se, para os alimentos, a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exu e dos orixás.

Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas e na receita: algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun.

No jogo de búzios, define-se a qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais, tais como: a canjica de Oxalá, a batata-doce de Oxumarê ou o inhame de Ogum. Há, ainda, aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns, chamado de "ebó de egum", e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins. O "ebó de susto" é para prevenir problemas no futuro.

Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida.

Após o ritual do ebó, as folhas sagradas são usadas de forma ordenada nos banhos litúrgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados e o sacrifício seja aceito. As proibições denominadas ewo são, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tampouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos); a abstinência principalmente de práticas sexuais como também de beijos e abraços; a ida a velórios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas; e a bebida alcoólica é um verdadeiro tabu.

O ritual é largamente praticado em diversas casas e centros religiosos de candomblé.

Os sete tipos de ebós mais utilizados no candomblé[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 615.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 615.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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