Fernanda Câncio

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Fernanda Câncio (nascida em 1964 em Vila Franca de Xira) é uma jornalista portuguesa que pertence ao corpo redactorial do Jornal Diário de Notícias desde 2004,[1].

Índice

[editar] Biografia profissional

Câncio obteve a licenciatura de Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou a sua actividade profissional no Expresso, passando depois para a revista Elle, onde permaneceu até 1991. Posteriormente, trabalhou para a Grande Reportagem, até 1997. De 1996 a 2002 exerceu a sua actividade profissional na SIC efectuando reportagens e como editora do programa Esta Semana. De 1997 a 2003, integrou a redacção da Notícias Magazine (revista de domingo do DN e JN).

Colaborou também com outros meios de comunicação social impressa, como a revista Visão, o Jornal de Letras, a Cosmopolitan, a revista Marie Claire, a revista Egoísta e a Conscience (revista publicada por Catholics For Free Choice).

Actualmente (2007), tem a categoria profissional de grande repórter [2].

Câncio foi signatária de uma petição [3] à Assembleia da República a favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isso valeu-lhe críticas por parte do director do jornal "Público", José Manuel Fernandes, que a acusou de fazer parte de um grupo que visava a criação de uma agenda política favorável à tentativa de casamento de duas mulheres [4].

Em 2007, participou activamente, integrada no movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim [5], na campanha a favor do "sim" no referendo pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez; durante o período da campanha absteve-se de escrever notícias sobre esse assunto no jornal de cuja redacção fazia parte.

A sua crónica, publicada no Diário de Notícias, O Juiz Macho e o Apalpão Latino [6], deu origem a um pedido de publicação ao abrigo do Direito de Resposta [7] pelo vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura da República Portuguesa. O pedido de publicação foi recusado pela direcção do jornal [8].


Em 2008, a notícia de que iria apresentar na Televisão Pública uma série de programas sobre bairros degradados[9][10] motivou uma reacção política do PSD, que pediu explicações à administração da RTP e à direcção de programas quanto aos custos do contrato. A jornalista, contudo, foi contratada pela produtora do programa, "Contra Costa" e não pela RTP[11].

[editar] Prémios

Foi premiada, em Outubro de 2005, com o Prémio Arco-íris [12], da Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo, enquanto blogger e jornalista, na luta contra a discriminação e a homofobia. Foi novamente premiada pelo empenho na luta contra a homofobia, em 2008, tornando-se a primeira pessoa a receber dois Prémios Arco-Íris.

[editar] Vida pessoal

Em Abril de 2008, um dirigente do PSD insinuou publicamente que Fernanda Câncio seria namorada do primeiro-ministro José Sócrates. Pretendia assim contestar que a RTP tivesse contratado a jornalista para um programa de informação. A afirmação não foi comentada por nenhum dos envolvidos. Vários comentadores políticos se referiram ao episódio declarando não saber se a afirmação seria verdadeira ou falsa.

A propósito da relação entre Carla Bruni e Nicolas Sarkozy, Fernanda Câncio escreveu, em 18 de Janeiro de 2008:

«Tristes tempos estes em que não aparecer de mão dada na capa das Paris Matchs e Lux é "ser hipócrita" e em que, parece, só há duas hipóteses: políticos sonsos ou exibicionistas, intimidades secretas ou completamente expostas. Tempos inquietantes, de que Sarkozy é o símbolo, o remate que define doravante o jogo - o ponto de não retorno, talvez.»[1]

[editar] Bibliografia

[editar] Livros

É autora dos seguintes livros:

  • Olhem para mim (reportagem) D. Quixote, 2003 ISBN 972202552X.
  • Cidades sem Nome - Crónica da Condição Suburbana (livro-reportagem com fotografia de Abílio Leitão), Lisboa: Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo, 2005.
  • Até Não Perceber. 15 histórias de verdade a caminho da ficção (colectânea de reportagens), Tinta da China, 2007.[13]

[editar] Outros

Os seus escritos estão representados em

  • Tráfego - Antologia Crítica da Nova Visualidade Portuguesa, coordenação de Alexandre Melo, Porto:Departamento de literatura/livros da Porto 2001 SA
  • Reportagem - Uma antologia, selecção e notas por José Vegar, Lisboa:Assírio e Alvim, 2002

Referências

[editar] Ligações externas

Alguns textos
Ferramentas pessoais
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