Fluxo piroclástico

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Fluxos piroclásticos descem através das encostas do Vulcão Mayon, nas Filipinas, em 1984.

Os fluxos piroclásticos (também conhecida como nuvem piroclástica) são o resultado devastador de algumas erupções vulcânicas. Constituem corpos fluidos, velozes, compostos de gás quente e piroclastos (cinza e pedra) que podem viajar com velocidade de até 160 km por hora. O gás está normalmente numa temperatura entre 100-1500 graus Celsius. Os fluxos piroclásticos normalmente se deslocam rente ao solo, acompanhando as irregularidades do relevo.

Os volumes das nuvens variam de cem metros cúbicos a mais de mil quilômetros cúbicos, e os maiores podem viajar por centenas de quilômetros, embora nenhum nessa escala tenha ocorrido em cem mil anos. A maioria dos fluxos são ao redor de um a dez quilômetros cúbicos e viajam por vários quilômetros. Os fluxos normalmente consistem em duas partes - o fluxo acompanha o chão e contém pedras grossas grandes e lança fragmentos, enquanto outras partes da nuvem de cinza saem por cima da nuvem mais intensa por causa da turbulência entre o fluxo e o ar sobrejacente.

Enquanto movendo-se, a energia cinética das pedras aplainam árvores e edifícios em seu caminho. Os gases quentes e a velocidade alta são letais. Por exemplo, os povoados de Pompeia e Herculaneum na Itália famosamente foram engolfados por eles em 79 D.C. com grande perda de vidas e em junho 1997 fluxos mataram 20 pessoas na ilha de Caraíbas de Montserrat.

Contudo, o maior fenômeno que se tem conhecimento foi o fluxo expelido pelo Monte Pelée, em Saint Pierre, em 1903.

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