Galleria degli Uffizi

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A Galleria degli Uffizi e o Palazzo Vecchio

A Galleria degli Uffizi (em português: Galeria dos Ofícios), é um palácio situado em Florença, Itália, que abriga um dos mais famosos museus do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

O duque Cosme I de Médici encomendou ao famoso arquitecto Vasari, em 1560, uma edificação para reunir em um só local os treze principais magistrados (chamados uffizi) então espalhados por diversos locais de Florença, onde poderia controlá-los diretamente, transformando o velho Palazzo della Signoria numa nova sede do governo, de acordo com o status de potência que a cidade alcançou após a conquista de Siena.

Vasari projetou um prédio em forma de U, com um braço longo a leste, que deveria incorporar a antiga igreja românica de "São Pedro Scheraggio", um tramo curto assentado na margem do rio Arno e outro braço curto a oeste, englobando a Zecca Vecchia, sede do correio por muito tempo e após o restauro de 1988, incorporado ao museu. Os três andares da construção começam com um térreo em loggiato delimitado por pilastras com nichos (só decorados com estátuas a partir de 1842), um segundo andar com janelas e o terceiro destinado ao uso exclusivo do príncipe. Foi construído com pedra do vale de Mensola, adotando a ordem dórica.

Algum tempo depois, Cosmo decide unir o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, nova residência da família Médici por um caminho particular e elevado, também executado por Vasari, o chamado "Corredor de Vasari", que usava a galeria, a Ponte Vecchio sobre o Arno e uma passarela coberta sobre a rua.

Médici[editar | editar código-fonte]

Com Francisco I de Médici, que sucedeu Cosmo a partir de 1574, completa-se a construção em 1580. Entre 1579 e 1581, decoram o tecto com afrescos, chamados de "grotescos" por causa dos motivos utilizados. E finalmente, em 1581, Francisco decide utilizar a galeria do último andar para reunir sua coleção de pinturas, estátuas, objetos de arte antigos e modernos, armaduras, miniaturas, medalhas, para deleite de sua família e da nobreza local.

Para acomodar melhor a coleção, o arquiteto Buontalenti construiu no braço longo da galeria a chamada "Tribuna", construção octogonal inspirada na Torre dos ventos de Atenas, como descrita por Vitrúvio no seu primeiro livro. A exposição das obras segue apenas o critério de mostrar a gloria dos Médici. Com o tempo e principalmente no século XVII, as exposições foram se transformando, modificando o ordenamento original. As reformas modificaram um teatro e um jardim suspenso, da mesmo época e arquiteto.

A partir de 1587, com o novo duque, Fernando I de Médici, novos acréscimos como uma coleção de retratos, uma seção de cartografia e uma coleção de instrumentos científicos são incorporadas. Após a morte de Ferdinando, a galeria permaneceu inalterada por muito tempo.

Lorena[editar | editar código-fonte]

Com o fim da era dos Médici, apenas com Leopoldo de Lorena-Habsburgo voltam as obras na Galleria degli Uffizi, com a construção de uma nova entrada e a abertura das visitas ao publico geral, em 1769. Propiciou também uma reorganização das coleções entre 1780 e 1782, seguindo critérios do Iluminismo. Retiraram vários objetos para outros museus, concentrando na galeria principalmente as pinturas e esculturas, ordenadas por escolas. Em 1779, foram trazidas as esculturas da Vila Médici de Roma, um conjunto de esculturas clássicas antigas agrupadas na sala "Niobe".

Séculos XIX e XX[editar | editar código-fonte]

Entre 1842 e 1856 foram colocadas as vinte e oito estátuas dos nichos externos do edifício, homenageando homens ilustres da Toscana como Giotto, Maquiavel, Leonardo Da Vinci e Donatello. Desde então poucos acréscimos foram feitos, apenas uma grande reforma, basicamente restauro, em 1988.

Em 27 de maio de 1993, um atentado a bomba, com a explosão de um automóvel carregado de explosivos, atribuído a mafiosos, mas de autoria ainda não esclarecida, danificou alguns ambientes da galeria e do corredor de Vasari. Muitas peças foram transferidas para a reserva técnica, mas com os reparos e o aumento da segurança, as coisas voltaram ao normal.

Estátua de Leonardo Da Vinci
Estátua de Donatello
Estátua de Giotto

Descrição do museu[editar | editar código-fonte]

A Galleria degli Uffize é dividida em cerca de cinquenta salas ou ambientes, nomeadas geralmente pelo artista mais importante exposto. Temos salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael Sanzio, salas com arte clássica da Roma antiga, uma grande coleção de quadros de Botticelli com suas incomparáveis Primavera e O Nascimento de Vênus e obras dos maiores artistas do mundo como Michelangelo, Tiziano, Durer e Rubens. A Galleria degli Uffizi é uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.

Obras[editar | editar código-fonte]

O Nascimento de Vénus, uma das obras mais importantes dos Uffizi

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Imagem: Centro Histórico de Florença A Galleria degli Uffizi está incluída no sítio Centro Histórico de Florença, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg