Galleria degli Uffizi

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Galleria degli Uffizi
Tipo Galeria de arte
Local histórico
Website Página oficial
Geografia
País  Itália
Cidade Florença
Localidade Centro histórico de Florença
Coordenadas 43° 46' 6.38" N 11° 15' 21.24" E
Geolocalização no mapa: Itália
Galleria degli Uffizi está localizado em: Itália
Galleria degli Uffizi

A Galleria degli Uffizi (em português: Galeria dos Escritórios) é um palácio situado em Florença, na Itália. Ele abriga um dos mais antigos e famosos museus do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

O duque Cosme I de Médici encomendou, ao famoso arquiteto Vasari, em 1560, uma edificação para reunir, em um só local, os escritórios (uffici)[1] [2] dos treze principais magistrados da cidade, então espalhados por diversos locais de Florença. Nessa nova edificação, o duque poderia, então, controlar os magistrados diretamente a partir do velho e contíguo Palazzo della Signoria, que havia sido transformado numa nova sede do governo, de acordo com o status de potência que a cidade alcançou após a conquista de Siena.

Vasari, então, projetou um prédio em forma de U com: um braço longo a leste, que deveria incorporar a antiga igreja românica de "São Pedro Scheraggio"; um tramo curto assentado na margem do rio Arno; e outro braço curto a oeste, englobando a Zecca Vecchia, sede do correio por muito tempo e, após o restauro de 1988, incorporado ao museu. Os três andares da construção começam com um térreo em loggiato delimitado por pilastras com nichos (só decorados com estátuas a partir de 1842); um segundo andar com janelas; e o terceiro destinado ao uso exclusivo do príncipe. Foi construído com pedra do vale de Mensola, adotando a ordem dórica.

Algum tempo depois, Cosmo decide unir o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, nova residência da família Médici por um caminho particular e elevado, também executado por Vasari, o chamado "Corredor de Vasari", que usava a galeria, a Ponte Vecchio sobre o Arno e uma passarela coberta sobre a rua.

Médici[editar | editar código-fonte]

Com Francisco I de Médici, que sucedeu Cosmo a partir de 1574, completa-se a construção em 1580. Entre 1579 e 1581, decoram o tecto com afrescos, chamados de "grotescos" por causa dos motivos utilizados. E, finalmente, em 1581, Francisco decide utilizar a galeria do último andar para reunir sua coleção de pinturas, estátuas, objetos de arte antigos e modernos, armaduras, miniaturas, medalhas, para deleite de sua família e da nobreza local.

Para acomodar melhor a coleção, o arquiteto Buontalenti construiu, no braço longo da galeria, a chamada "Tribuna", construção octogonal inspirada na Torre dos ventos de Atenas, como descrita por Vitrúvio no seu primeiro livro. A exposição das obras segue apenas o critério de mostrar a glória dos Médici. Com o tempo e principalmente no século XVII, as exposições foram se transformando, modificando o ordenamento original. As reformas modificaram um teatro e um jardim suspenso, da mesmo época e arquiteto.

A partir de 1587, com o novo duque, Fernando I de Médici, novos acréscimos como uma coleção de retratos, uma seção de cartografia e uma coleção de instrumentos científicos são incorporadas. Após a morte de Ferdinando, a galeria permaneceu inalterada por muito tempo.

Lorena[editar | editar código-fonte]

Com o fim da era dos Médici, apenas com Leopoldo de Lorena-Habsburgo voltam as obras na Galleria degli Uffizi, com a construção de uma nova entrada e a abertura das visitas ao público em geral, em 1769. Leopoldo propiciou, também, uma reorganização das coleções entre 1780 e 1782, seguindo critérios do iluminismo. Retiraram-se, então, vários objetos para outros museus, concentrando, na galeria, principalmente, as pinturas e esculturas, ordenadas por escolas. Em 1779, foram trazidas as esculturas da Vila Médici de Roma, um conjunto de esculturas clássicas antigas agrupadas na sala "Niobe".

Séculos XIX e XX[editar | editar código-fonte]

Entre 1842 e 1856, foram colocadas as vinte e oito estátuas dos nichos externos do edifício, homenageando homens ilustres da Toscana como Giotto, Maquiavel, Leonardo Da Vinci e Donatello. Desde então, poucos acréscimos foram feitos, com apenas uma grande reforma, basicamente restauro, em 1988.

Em 27 de maio de 1993, um atentado a bomba, com a explosão de um automóvel carregado de explosivos, atribuído a mafiosos, mas de autoria ainda não esclarecida, danificou alguns ambientes da galeria e do corredor de Vasari. Muitas peças foram transferidas para a reserva técnica, mas, com os reparos e o aumento da segurança, as coisas voltaram ao normal.

Estátua de Leonardo Da Vinci
Estátua de Donatello
Estátua de Giotto

Descrição do museu[editar | editar código-fonte]

A Galleria degli Uffize é dividida em cerca de cinquenta salas ou ambientes, nomeadas geralmente pelo artista mais importante exposto. Temos salas dedicadas aos maiores artistas do Renascimento, como Leonardo da Vinci e Rafael Sanzio, salas com arte clássica da Roma antiga, uma grande coleção de quadros de Botticelli com suas incomparáveis Primavera e O Nascimento de Vênus e obras dos maiores artistas do mundo como Michelangelo, Tiziano, Durer e Rubens. A Galleria degli Uffizi é uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.

Obras[editar | editar código-fonte]

O Nascimento de Vénus, uma das obras mais importantes do museu

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Imagem: Centro Histórico de Florença A Galleria degli Uffizi está incluída no sítio Centro Histórico de Florença, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg
  1. Google tradutor. Disponível em https://translate.google.com.br/#pt/it/escrit%C3%B3rios. Acesso em 7 de abril de 2015.
  2. Guia Visual Folha de S. Paulo - Europa. 3ª edição. São Paulo. Publifolha. 2004. p. 422.