Getúlio Vargas (Rio Grande do Sul)

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Município de Getúlio Vargas
"Terra do Pinho"
A igreja, cartão-postal da cidade.

A igreja, cartão-postal da cidade.
Bandeira desconhecida
Brasão de Getúlio Vargas
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 18 de dezembro de 1934 (80 anos)
Gentílico getuliense
Prefeito(a) Pedro Paulo Prezzotto (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Getúlio Vargas
Localização de Getúlio Vargas no Rio Grande do Sul
Getúlio Vargas está localizado em: Brasil
Getúlio Vargas
Localização de Getúlio Vargas no Brasil
27° 53' 24" S 52° 13' 40" O27° 53' 24" S 52° 13' 40" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Erechim IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Estação, Erechim, Erebango, Floriano Peixoto, Sertão, Charrua, Áurea
Distância até a capital 333 km
Características geográficas
Área 286 564 km² [2]
População 19 786 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 0,07 hab./km²
Altitude 637 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,79 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 228 751,469 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 970,41 IBGE/2008[5]
Página oficial

Getúlio Vargas é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, pertencente à mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à microrregião de Erechim.

História[editar | editar código-fonte]

O início do povoamento da atual sede de Getúlio Vargas deu-se pelo ano de 1908, tendo passado à categoria de vila e, ao mesmo tempo, sede de município. Contudo no interior do município e arredores, especialmente em direção a Quatro Irmãos, expressivo contingente de pessoas provenientes das áreas de fronteira do Rio Grande do Sul e do interior do estado de São Paulo, já se faziam presentes há gerações. A principal fonte econômica, estava calcada na comercialização de gado proveniente principalmente da fronteira do Rio Grande, que passava no interior de Getúlio Vargas, com destino a Sorocaba, Itapetininga, Piracicaba entre outras, de onde se destinavam a abastecer o estado de São Paulo.

A construção do ramal ferroviário entre Marcelino Ramos e Passo Fundo no final do século XIX e início do século XX, atraiu a escassa mão de obra regional para realização da construção da estrada, como famílias de negros ex-escravos e então recentemente libertos pela Lei Áurea, peões de estâncias e indígenas (caingangues e guaranis), dos quais em parte vinham de aldeias então existentes no "antigo" município de Nonoai, e também das regiões do Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (áreas que pertenciam à Argentina), as quais recentemente haviam sido incorporadas ao território brasileiro na Questão de Palmas. Os ex-trabalhadores (negros e indígenas), em grande parte permaneceram em Getúlio Vargas e região, pode-se encontrar tais remanescentes (negros) em áreas urbanas, em bairros como o antigo Bairro Costaneira e nos atuais bairros Navegantes, Montes Claros, XV de Novembro em Getúlio Vargas, também no bairro São José em Estação e em bairros de Erebango e Sertão. Os ex-trabalhadores indígenas da estrada de ferro, também chegaram a fundar uma pequena comunidade (rural) às margens da estrada de ferro (atual Ventara), em terras de propriedade da companhia inglesa, a qual havia recebido do estado brasileiro, áreas de 10 km em cada lado da estrada de ferro, por ocasião do contrato de construção da mesma. Posteriormente essa comunidade foi relocada para terras do estado do Rio Grande do Sul, atual município de Charrua, em decorrência da construção da RS-135.

Com a chegada dos imigrantes, via estrada de ferro, a localidade passou por rápida expansão populacional, econômica e teve sua importância no contexto regional amplamente acrescida, chegando a tornar-se a sede da colônia Erexim, sendo que o atual município de Erexim, chamava-se Boa Vista do Erexim. O bom terreno propiciou o desmatamento das matas que desde o século XVIII eram habitadas por caboclos, de origem sulina e paulistas, que destinavam-se a comercialização de gado entre Rio Grande do Sul e São Paulo, por meio de tropeadas. Até os dias atuais famílias remanescentes desta época, como "Pessoa da Silva", "Borges", "Teixeira", "dos Santos", entre outras vivem em Getúlio Vargas. Com a chegada dos imigrantes e da estrada de ferro, o eixo econômico da comercialização pecuária, encontrou novo foco, com o abastecimento dos recém chegados da Europa e das consideradas terras velhas (primeiras áreas de colonização do RS, como Serra e Vale dos Sinos). Os imigrantes em sua maioria italianos, alemães, polacos e os próprios caboclos, introduziram a agropecuária diversificada, a viticultura, além de trigo, milho, feijão. Com intuito de legalizar a ocupação, que vinha desenvolvendo-se nesse local, no ano de 1908 foi fundada a Estação Erexim.

Com a criação do município de Erexim, a sede inicialmente ficou na atual cidade de Getúlio Vargas, posteriormente, sendo transferida para Boa Vista do Erexim, mesmo assim a atual cidade de Getúlio Vargas, permaneceu sendo chamada de Erexim, sem contudo ser sede do município.

Em 18 de dezembro de 1934, pelo Decreto Número 5 788, foi criado o município de Getúlio Vargas, desmembrado dos municípios de Erexim e Passo Fundo.

O novo município pleiteava seu tradicional nome, Erexim, uma vez que fora sede da colônia de Erexim. O município a que pertencera até então tinha o nome de José Bonifácio. Porém o nome Erexim terminou por pertencer ao atual município de Erexim.

O presidente da comissão emancipatória, Mattia Lorenzon, sugeriu, então, para o município, o nome "Getúlio Vargas", em homenagem ao então presidente da República. Esta sugestão foi aprovada pelo interventor federal, o general Flores da Cunha. Tendo a cidade sido formada em uma região onde existem diversos córregos (sangas) a cidade era conhecida como "Cidade das Pontes", já que a área central da cidade possuía muitas pontes. Atualmente a maior parte dos córregos foram desviados ao canalizados, quase não existindo pontes na região central da cidade.

Em 1992 a cidade sofreu com um enchente de grandes proporções que inclusive vitimou quatro pessoas.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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