Marcelino Ramos

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Município de Marcelino Ramos
"Capital do turismo do Alto Uruguai"
A cidade vista de Santa Catarina antes da formação do lago.

A cidade vista de Santa Catarina antes da formação do lago.
Bandeira desconhecida
Brasão de Marcelino Ramos
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 28 de dezembro de 1944 (69 anos)
Gentílico marcelinense
Lema Administrando com todos
CEP 99800-000
Prefeito(a) Juliano Zuanazzi (Juca) (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Marcelino Ramos
Localização de Marcelino Ramos no Rio Grande do Sul
Marcelino Ramos está localizado em: Brasil
Marcelino Ramos
Localização de Marcelino Ramos no Brasil
27° 27' 43" S 51° 54' 21" O27° 27' 43" S 51° 54' 21" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Erechim IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Alto Bela Vista (SC), Concórdia (SC), Maximiliano de Almeida, Piratuba (SC), Severiano de Almeida, Viadutos
Distância até a capital 423 km
Características geográficas
Área 229,619 km² [2]
População 5 134 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 22,36 hab./km²
Altitude 405 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,792 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 62 425,365 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 547,42 IBGE/2008[5]
Página oficial

Marcelino Ramos é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Marcelino Ramos teve início com a construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, quando a cidade teve um forte crescimento, tornando-se o ponto de saída de grande parte da produção riograndense e atraindo muitos migrantes. Essa fase durou até a década de 1960, quando a construção de outras ferrovias e o declínio do uso de trens no Brasil, fez com que a economia da cidade não se mantivesse pujante, perdendo muitos investimentos em indústria, comércio e serviços.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim. Para os locais, a região é conhecida como Alto Uruguai.

Estação Ferroviária
Ponte Rodo-Ferroviária

O Rio Uruguai[editar | editar código-fonte]

A cidade de Marcelino Ramos está localizada defronte ao nascedouro do rio Uruguai, formado pela confluência do rio Pelotas com o rio do Peixe, na divisa com o estado de Santa Catarina.

Durante décadas se debate qual é o nascedouro do rio Uruguai. A geografia oficial brasileira adota a junção dos rios Canoas e Pelotas, mas todos que moram na região do Alto Uruguai adotam a junção do rio do Peixe com o rio Pelotas como sendo o local de nascimento do rio Uruguai.

Registre-se que nas documentações referentes às propriedades rurais, emitidas pelo Estado do Rio Grande do Sul (ainda na época do governo de Antônio Augusto Borges de Medeiros), tem-se como nascedouro do rio Uruguai a junção entre o rio Pelotas e o rio do Peixe.

Religião[editar | editar código-fonte]

Em Marcelino Ramos está localizado o Santuário de Nossa Senhora da Salette, local de formação de muitos seminaristas.

Educação[editar | editar código-fonte]

No passado, Marcelino Ramos foi reconhecida pela qualidade de sua educação, tendo contado com duas importantes escolas, uma evangélica (Sinodal) e outra católica, que atraíam estudantes das cidades da região. Hoje, essas escolas pertencem ao estado do Rio Grande do Sul.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A partir de prospecções por petróleo em 1959, foi perfurado um poço de 2.590 metros, que encontrou água termal. O poço foi aberto em uma propriedade rural, pertencente ao Sr. Walter Finger. A área então, foi vendida a preço simbólico ao Município, possibilitando que se construísse um balneário - com camping e hotel - que teve muito sucesso na década de 1970. Tal balneário tem sido melhorado e ampliado constantemente, atraindo turistas das mais diversas regiões do País.

A partir da metade dos anos 1980, o município foi bastante afetado pela construção da Usina Hidrelétrica de Itá, cujo lago forçou a mudança de centenas de moradores que habitavam as partes mais baixas da cidade para outros locais. O lago obrigou a mudança do balneário de águas termais, que ficou fechado por algum tempo no final dos anos 1990, tendo sido reinaugurado em dezembro de 2000 com uma moderna infraestrutura.

Situada, agora, à margem do lago, Marcelino Ramos ostenta o título de Capital do Turismo do Alto Uruguai, pois há muito atrai turistas ao seu balneário e fiéis à tradicional romaria de Nossa Senhora da Salette e, agora, atrai novos turistas para passeios no lago, turismo rural e esportes aquáticos.

Política[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2008, Paulo Tápia, da coligação "Sempre Mais por Marcelino" (PT, PDT e DEM) foi reeleito prefeito (seu vice é Ary Loss), derrotando Vannei Mafissoni (Delfim) que tinha como candidato a vice o ex-prefeito Realdo Colla, da Coligação "Progresso para Marcelino" (PMDB, PP, PTB e PSDB). Tápia foi o primeiro prefeito reeleito da história de Marcelino Ramos.

Nas Eleições municipais de 2012, sagrou-se eleito Juca do PT, braço direito e candidato apoiado pela situação, representada pelo até então prefeito Paulo Tápia (PT).

Acesso[editar | editar código-fonte]

O principal acesso rodoviário à cidade está localizado em Erechim, saindo da BR-153 em direção a Gaurama e Viadutos. Há anos a cidade aguardava o asfaltamento do seu acesso exclusivo à BR-153 através da RS-491, que já foi motivo de diversos movimentos populares. Em fevereiro de 2013 foi iniciada a obra, em um esforço da prefeitura municipal e do governo do estado, porém, não existe prazo para conclusão e não se sabe quem fará a manutenção do trecho, uma vez que isso não consta nos atuais contratos acordados entre todas as partes. Há ainda o acesso através da RS-126 que liga Marcelino Ramos a Maximiliano de Almeida e a Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense.

Ainda existem outras rotas alternativas de acesso, dentre as quais podemos destacar a ponte rodoferroviária e uma balsa, que fazem a passagem pra o Estado de Santa Catarina, além de estradas secundárias que ligam os municípios pelo interior.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]