Imbecilidade

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Imbecilidade é, na psiquiatria, o grau intermediário da tríade oligofrênica. É um termo em desuso especialmente pela conotação ofensiva que adquiriu e vem sendo substituído por deficiência intelectual de grau moderado. Uma das mais antigas descrições clínicas da "Mentis Imbecillitas" foi realizada por Platero: Plaxeos tratactus (1609).[1] A palavra latina imbecillus, significa fraco, ou mente fraca por derivação do seu uso na "clínica".

Segundo Ajuriaguerra [2] os Imbecis apresentam uma idade mental correspondente a uma criança entre dois e sete anos e um Q.I entre 20 e 50. Nesta nomenclatura ainda utilizada e em caminho ao desuso, como referido, corresponde ao grau intermediário da tríade oligofrênica, o termo incluiu pessoas com um QI de 21–50, entre "Débil mental" (QI de 51–70) e "idiota" (QI de 0–20).[3]

Demência moral[editar | editar código-fonte]

Alguns estudos, apesar de bastante controvertidos e contestados pelo que se sabe hoje da determinação psicossocial da agressão, associam esta condição clínica de múltipla etiologia à criminalidade.[4] [5] Um dos exemplos mais citados para contestar a inclinação hostil dos deficientes intelectuais é o caso da Síndrome de Down, cujos portadores se distinguem por sua disposição amável e raramente agressiva. [6]

Apesar de ainda não haver consenso sobre a existência de genes para agressão e mesmo sobre doenças genéticas que possuam a agressividade como característica patognomônica, a exemplo da Síndrome XYY e Epilepsia do lobo temporal,[7] alguns autores tem proposto a categoria de imbecilidade mental e moral, [8] [9] embora a condição de deficiência intelectual ou limitação de inteligência não se aplique a maioria dos portadores de transtorno de personalidade antissocial ou sociopatas conhecidos.

Os conceitos de "insanidade moral", "idiotice moral", "e" imbecilidade moral ", levou ao emergente e eticamente discutível, campo da criminologia eugênica, que considerou que o crime pode ser reduzida através da prevenção de pessoas com "mente fraca" de se reproduzirem[10] [11]

Referências

  1. FOUCAULT, Michael. História da loucura: na idade clássica. SP, Perspectiva, 2009
  2. AJURIAGUERRA, J. Manual de psiquiatria infantil, SP, Ed. Masson do Brasil, 1976
  3. Robert J. Sternberg (2000). Handbook of Intelligence. Cambridge University Press. p. 142. ISBN 978-0-521-59648-0.
  4. Fernald, Walter E. (1912). The imbecile with criminal instincts. Fourth edition. Boston: Ellis. OCLC 543795982.
  5. Duncan, P. Martin; Millard, William (1866). A manual for the classification, training, and education of the feeble-minded, imbecile, and idiotic. Longmans, Green, and Co.
  6. WING, Lorna: Autistic children, Bruner-Mazel Inc. NY, 1972 "Agression in Childhood, in The Lancet, vol. I, 1966 p.722 apud. MONTAGU, Ashley. A natureza da agressividade humana. RJ, Zahar, 1978
  7. SAKAMOTO, Américo C. Expressão das crises límbicas em adultos. Escola Latino Americana de Verão de Epilepsia Material didático (Dez. 2010)
  8. Kerlin, Isaac N. (1889). "Moral imbecility". Proceedings of the Association of Medical Officers of American Institutions for Idiotic and Feeble-minded Persons, 15–18.
  9. Fernald, Walter E. (1 de abril de 1909). "The imbecile with criminal instincts". American Journal of Psychiatry. 65(4):731–749.
  10. Rafter, Nicole Hahn (1998). Creating Born Criminals. Urbana, Ill.: University of Illinois Press. ISBN 978-0-252-06741-9.
  11. Tredgold, A. F. (1921). "Moral Imbecility". Proc R Soc Med, 1921; 14(Sect Psych): 13–22.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


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