Luís XIX de França
| Luís XIX | |
|---|---|
| Rei de França (contestado) | |
| Governo | |
| Reinado | 2 de agosto de 1830 |
| Consorte | Maria Teresa Carlota de França |
| Dinastia | Bourbon |
| Vida | |
| Nome completo | Luís Antônio d'Artois |
| Nascimento | 6 de Agosto de 1775 |
| Paris, França | |
| Morte | 3 de junho de 1844 (68 anos) |
| Gorizia, Itália | |
| Pai | Carlos X de França |
| Mãe | Maria Teresa da Sardenha |
Luís XIX de França, nascido Luís Antônio d'Artois, delfim de França e duque d'Angoulême, (Versalhes, 6 de agosto de 1775 – Gorizia, 3 de junho de 1844) era o filho mais velho de Carlos X e considerado rei de França e Navarra por vinte minutos, aproximadamente. Último delfim, foi pretendente legitimista do trono real de 1836 a 1844.
Ele e seu irmão mais novo Carlos Fernando foram educados num castelo a poucos quilômetros de Versalhes. No deflagrar da Revolução Francesa, em 1789, os dois príncipes exilaram-se junto ao pai em Turim, posteriormente movendo-se para a Alemanha e finalmente para a Inglaterra. Em 1792, d'Angoulême juntou-se ao exército de seu primo Luís Henrique II, príncipe de Condé.
Em junho de 1795, seu tio foi proclamado Luís XVIII de França, e, meses mais tarde, o duque d'Angoulême, então com vinte anos de idade, liderou uma tentativa de revolta monárquica no exército austríaco. Infelizmente, a derrota da Áustria pela França obrigou-os a fugir, refugiando-se em Mittau, Curlândia, sob a proteção do Czar Paulo I da Rússia. Em junho de 1799, casou-se com sua prima a princesa Maria Teresa Carlota de França (1778–1851). Conhecida como Madame Royale, ela era a filha mais velha de Luís XVI e de Maria Antonieta. Em abril de 1800, d'Angoulême recebeu o comando de um regimento da cavalaria bávara, tomando parte na Batalha de Hohenlinden.
Em inícios de 1801, o Czar Paulo I assinou tratado de paz com Bonaparte, e a corte francesa exilada refugiou-se em Varsóvia, então controlada pela Prússia. Pelos próximos dez anos, d'Angoulême acompanharia como conselheiro seu tio, Luís XVIII. Retornaram à Rússia quando Alexandre tornou-se tsar, mas em meados de 1807 um tratado franco-russo forçou os nobres franceses ali exilados a refugiarem-se na Inglaterra. Lá, em Hartwell, Luís XVIII reconstituiu sua Corte, e a d'Angoulême foi concedida uma pensão de £300 ao mês. Por duas vezes, em 1807 e em 1813, d'Angoulême tentou retornar à Rússia para participar da luta contra Bonaparte, mas foi-lhe negada a permissão pelo Tsar. Permaneceu em solo inglês até 1814, quando navegou para Bordéus, declarada a favor do Rei. Sua entrada na cidade, em 12 de março de 1814, foi considerada como o início da restauração dos Bourbon. Dali, d'Angoulême lutou ao lado de Arthur Wellesley para restituir o trono espanhol a seu primo Fernando VII.
Durante os Cem Dias, como chefe do exército monárquico no sul do vale do Rio Reno, d'Angoulême foi incapaz de impedir o retorno de Napoleão a Paris. Foi forçado a novamente refugiar-se na Inglaterra, até a derrota final de Bonaparte na Batalha de Waterloo. Após a segunda restauração de Luís XVIII ao Trono, d'Angoulême serviu fielmente ao tio até sua morte em 1824, quando tornou-se delfim de França – o herdeiro aparente do Trono, sucedendo seu pai, o agora Carlos X. Como delfim, apoiou o pai na política de eliminação do passado revolucionário francês, expulsando antigos oficiais militares do período imperial, e formando uma expedição militar – os Cem mil filhos de São Luís – que ajudou a derrotar uma revolta antibourbônica na Espanha, em 1823.
Finalmente, na Revolução de Julho de 1830, a população, enraivecida e frustrada com as políticas opressoras de Carlos X, exigiu sua abdicação e de seus descendentes, em favor de Luís Filipe, enviando uma delegação ao Palácio das Tulherias.
Quando Carlos X assinou relutantemente sua abdicação em 2 de agosto de 1830, Luís Antônio e sua esposa tornaram-se Rei e Rainha da França e Navarra. É dito que o agora Luís XIX escutou por vinte minutos os protestos de sua mulher para que não assinasse sua abdicação, enquanto o ora deposto pai chorava. O fato é que, tão logo abdicou ao Trono em favor do sobrinho, Henrique, conde de Chambord, o reinado Luís XIX entrou para a História como o mais curto. Pela última vez retirou-se ao exílio, agora tido como conde de Marnes, tendo jamais retornado à França.
No entanto, alguns legitimistas não reconheceram a validade de sua abdicação, reconhecendo Carlos X como rei até sua morte em 1836 e Luís XIX como seu sucessor. Luís Antônio morreu na Áustria, em 1844, aos 69 anos de idade. Com sua morte, seu primo Henrique, Conde de Chambord, tornou-se o chefe da família real francesa em exílio.
| Precedido por Carlos X |
Rei de França 1830 |
Sucedido por Henrique V |
| Precedido por Luís de Bourbon |
Delfim de França 1824 — 1830 |
Sucedido por – |
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