Luiz Ayrão

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Luiz Ayrão
Informação geral
Nome completo Luiz Gonzaga Kedi Ayrão
Nascimento 19 de janeiro de 1942 (72 anos)
Origem Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Samba
Instrumento(s) Vocal,piano, violão, cavaquinho
Período em atividade 1968 - Presente
Gravadora(s) EMI
Página oficial Página oficial

Luiz Gonzaga Kedi Ayrão (Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1942) é um cantor e compositor brasileiro. Seus principais sucessos são as canções "O Lencinho", "Porta Aberta", "Nossa Canção", "Águia na cabeça" e "Os Amantes", esta última gravada em 1977 e que vendeu aproximadamente dois milhões de cópias.

Nasceu no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro.[1] Filho do músico e compositor Darcy Ayrão (1915–1955), cresceu em ambiente musical. Na casa de um tio, Juca de Azevedo, saxofonista, costumavam freqüentar Pixinguinha e João da Baiana, que tocavam composições do maestro e professor Ayrão. Aos 20 anos, através de seu tio compositor, conheceu vários artistas de renome, entre eles, Ataulfo Alves, Humberto Teixeira, Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho. Posteriormente, formou-se em Direito e atuou durante alguns anos na profissão de Advogado e Procurador do BEG - Banco do Estado da Guanabara.[1]

Em 1963 teve sua primeira composição gravada, "Só por Amor", interpretada por Roberto Carlos, que logo depois, também viria a gravar, no ano de 1966, "Nossa Canção", considerado o primeiro sucesso romântico do cantor. Durante essa época, compôs várias músicas que foram gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda.[1]

Em 1968 participou do festival "O Brasil canta no Rio", da TV Excelsior, com a composição "Liberdade! liberdade...". Em 1969, a convite de Rildo Hora e Romeu Nunes, esta música foi lançada em compacto simples pela RCA Victor.

No ano de 1973 gravou um compacto simples com a música "Porta aberta", composição de sua autoria em homenagem à Portela e foi considerado seu primeiro sucesso como cantor.[1] Devido ao grande sucesso do compacto, a gravadora Odeon lançou em 1974 seu primeiro LP.

Em 1975, lançou o disco Missão, despontando com os sucessos nacionais "Bola Dividida", de sua autoria, e ainda "Saudade da República", de Artúlio Reis. Por essa época, mudou-se com a família para São Paulo e passou a cantar na Catedral do Samba, uma das principais casas da noite paulista, dividindo o palco com Pery Ribeiro e Leny Andrade.[1]

Em 1976 regravou "Nossa Canção" no LP Luiz Ayrão, no qual também foram incluídas de sua autoria, "Conto até Dez", "Reencontro", "A Viúva", "Bola pra Frente", "Um Samba Merece Respeito", "O Lobo da Madrugada". Deste LP, destacou-se também "Quero que Volte", permanecendo por mais de um ano nas paradas de sucesso.[carece de fontes?]

Em 1977 gravou novo LP, destacando-se o choro "Meu caro amigo Chico", no qual fez uma resposta musical ao também choro "Meu caro amigo", de Francis Hime e Chico Buarque. Uma polêmica envolveu o lançamento do disco por causa da faixa "Mulher à brasileira", samba-enredo com o qual havia chegado às finais na escolha de samba na GRES Portela para o desfile do ano seguinte, sendo o samba aclamado como o preferido pela comunidade na quadra da escola e bastante divulgado nas emissoras de rádio, inclusive, foi cantado pela multidão presente nas arquibancadas superlotadas na hora do desfile de 1978.

Ainda em 1978 gravou o LP O Povo Canta, no qual interpretou de sua autoria "Jogo Perigoso", além de "Amor Dividido" e "Violão Afinado", ambas em parceria com Sidney da Conceição, além da faixa-título, também parceria de ambos. No disco incluiu ainda "Meu Anjo", composição que seu pai fizera em homenagem à sua mãe Sylvia.

No LP Amigos, de 1979, interpretou um de seus maiores sucessos, a composição "A Saudade que Ficou - O Lencinho", de Joãozinho da Rocinha (um de seus pseudônimos) e Elzo Augusto. Na faixa contou com a participação especial do coral dos Canarinhos de Petrópolis. Destacou-se também neste disco a faixa "Escola de Samba", de sua autoria.

Em São Paulo, como empresário, fundou três casas de shows: Canecão Anhembi, Sinhá Moça e Modelo da Liberdade[1] , nas quais se apresentaram vários artistas de sucesso.

No LP de 1983 - Quem não tem Esperança não tem Horizonte...foi gravada a música Águia na cabeça composta em parceria com Sidney da Conceição, em homenagem a sua escola de samba Portela, que lhe rendeu muito sucesso.

No Ano de 1986 gravou o álbum: Raízes do Samba, onde brindou novamente a Escola de Samba Portela com o samba "O que que há portela" de sua autoria com o nome de Tiãozinho Poeta, (outro de seus pseudônimos) e alcançou sucesso não só na quadra da escola como também nas emissoras.

Em 1999 lançou outro álbum com músicas que fizeram sucesso, como: A saudade que ficou (O Lencinho), Saudades da república, Portela dividida,

Participou de muitos programas de televisão do país, tendo gravado trinta discos, e ganhou muitos prêmios. Suas músicas o levaram a fazer shows em países da América Latina, Estados Unidos da América, Itália, França e Japão.

Foi jurado do programa Raul Gil.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1974 - Luiz Ayrão
  • 1975 - Missão
  • 1976 - Luiz Ayrão
  • 1977 - Luiz Ayrão
  • 1978 - Los Amantes
  • 1979 - Amigos
  • 1980 - Luiz Ayrão
  • 1981 - Coração de Criança
  • 1982 - Novidades
  • 1983 - Quem Não Tem Esperança Não Tem Horizonte
  • 1984 - Alegria Geral
  • 1985 - Samba na Crista
  • 1986 - Raízes do Samba
  • 1987 - De Todos os Cantos
  • 1988 - O Povo Canta
  • 1990 - Luiz Ayrão
  • 1993 - Samba Brazil
  • 1996 - A Personalidade do Samba
  • 1999 - Raízes do Samba
  • 2003 - Intérprete
  • 2005 - Inéditas e Sucessos Ao Vivo
  • 2008 - A Vida É uma Festa
  • 2012 - Mistura Brasileira

Referências

  1. a b c d e f Biografia de Luiz Ayrão para o Museu da Televisão Brasileira. Página visitada em 19 de março de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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