GRES Portela

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Portela
Torcida Guerreiros da Aguia 2007.JPG
Portela
Fundação 11 de abril de 1923 (91 anos)[1] [2]
Cores

Azul

Branco
Símbolo Águia[3]
Bairro Oswaldo Cruz / Madureira
Presidente Serginho Procópio[4]
Presidente de honra Monarco [4]
Carnavalesco Alexandre Louzada [4]
Intérprete oficial Wantuir
Diretor de carnaval Luiz Carlos Bruno [4]
Diretor de harmonia Leandro Germano
Diretor de bateria Nilo Sérgio [4]
Rainha da bateria Patrícia Nery [5]
Mestre-sala e porta-bandeira Alex Marcelino e Danielle Nascimento
Coreógrafo Ghislaine Cavalcanti
Desfile de 2015
Enredo ImagináRIO - 450 janeiros de uma cidade surreal

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela é uma das mais tradicionais e conhecidas escolas de samba da cidade brasileira do Rio de Janeiro. É carinhosamente chamada de "A Majestade do Samba" e forma, juntamente com a Deixa Falar e a Mangueira, a tríade das escolas fundadoras do carnaval carioca.[6]

Foi fundada oficialmente como um bloco carnavalesco, chamado Conjunto Oswaldo Cruz, em 11 de abril de 1923,[1] no bairro de Oswaldo Cruz. Embora haja estudiosos que acreditam que a escola tenha sido fundada em 1926, o ano oficial de fundação é 1923, mesmo ano de criação do bloco "Baianinhas de Oswaldo Cruz", que já continha o embrião da primeira diretoria portelense, com Paulo da Portela, Alcides Dias Lopes (mais conhecido como "Malandro Histórico"), Heitor dos Prazeres, Antônio Caetano, Antônio Rufino, Manuel Bam Bam Bam, Natalino José do Nascimento (o "seu Natal"), Candinho e Cláudio Manuel.

Mudou de nome por duas vezes - "Quem Nos Faz É O Capricho" e "Vai Como Pode" -, até assumir definitivamente a denominação Portela, em meados da década de 1930.[6] [7] Com o tempo, também se mudou de Oswaldo Cruz para o bairro vizinho, Madureira, mas é ainda muito conhecida e referenciada como uma escola de samba "de Oswaldo Cruz".[8]

Ao longo das primeiras décadas do carnaval carioca, a Portela tornou-se uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro, compondo um quarteto de grandes ao lado de Mangueira, Acadêmicos do Salgueiro e Império Serrano.[6] Adotando como símbolo a águia e as cores azul e branco, a Portela conquistou 21 títulos do carnaval, marca imbatível até hoje. Foram dois bicampeonatos, dois tricampeonatos, dois tetracampeonatos, um pentacampeonato, um hexacampeonato e um heptacampeonato.

A escola de samba é responsável por algumas inovações nos desfiles de carnaval. Por exemplo, em 1935, foi a primeira escola a introduzir uma alegoria - um globo terrestre idealizado por Antônio Caetano. No carnaval de 1939 apresentou aquele que é considerado o primeiro samba de enredo, além de levar ao desfile fantasias totalmente enquadradas ao enredo. Também introduziu a comissão de frente e, mais tarde, a primeira escola a uniformizá-la.[1]

Além da relevância para o carnaval carioca, a Portela firmou-se como um dos grandes celeiros de grandes compositores do samba, comprovado por sua ativa e tradicional Velha Guarda. Entre bambas portelenses ao longo de sua história, destacam-se além dos fundadores Paulo da Portela e Antônio Rufino, os sambistas Aniceto da Portela, Mijinha, Manacéa, Argemiro, Alberto Lonato, Chico Santana, Casquinha, Alcides Dias Lopes, Alvaiade, Colombo, Picolino, Candeia, Waldir 59, Zé Ketti, Wilson Moreira, Monarco, Noca da Portela, Paulinho da Viola, entre outros - sem deixar de mencionar de importantes instrumentistas, como Jair do Cavaquinho e Jorge do Violão, a Portela tem uma participação importante na vida cultural do Rio de Janeiro. Prova desse reconhecimento foi a escola ser agraciada, em 2001, com a Ordem do Mérito Cultural.

Apesar da grande tradição no cenário do samba no Rio de Janeiro, a escola vivenciou muitos momentos de atrito, especialmente no relacionamento da diretoria da escola e sambistas. Desavenças culminaram com o afastamento, em 1941, do fundador Paulo da Portela. Durante a década de 1970, novos desentedimentos levaram sambistas como Candeia, Zé Ketti e Paulinho da Viola a deixarem a escola - embora os dois últimos tenham retornado anos depois. Já na década de 1980, uma nova rusga interna gerou uma dissidência, que resultou na criação de uma segunda escola, a Tradição.

Embora ainda seja a maior detentora de carnavais no Rio de Janeiro, a tradicional escola de samba de Oswaldo Cruz tem amargado mais de duas décadas sem título - o último deles foi conquistado em 1984.[9]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O nome Portela tem origem na época do Brasil colonial, quando a então freguesia de Irajá, ao longo dos séculos XVIII e XIX era uma região ocupada por produtivos engenhos de açúcar, entre os quais, o Engenho do Portela, entre a Fazenda do Campinho até o Rio das Pedras - no que se conhece hoje como Madureira (de Lourenço Madureira, um dos mercadores mais famosos de seu tempo).[10]

Com a crise do modelo econômico baseado na mão-de-obra escrava ao longo de século XIX, a região foi lentamente entrando em crise. Após a Proclamação da República do Brasil e com as reformas urbanas que resultaram na expulsão de grande parte da população que vivia no centro do Rio de Janeiro, muitos acabaram fugindo para regiões mais distantes do centro, ocupando morros e antigos latifúndios, entre os quais, o antigo Engenho do Portela. Com as mudanças no Rio de Janeiro, até então região do Rio das Pedras herdaria o nome do rio vizinho, batizado ao sanitarista Oswaldo Cruz que exterminou a febre amarela na cidade.

A região de Oswaldo Cruz foi ocupada principalmente por ex-escravos de Minas Gerais e do antigo Estado do Rio Janeiro (que não incluía a cidade do Rio de Janeiro, distrito federal autônomo) e, durante o processo de higienização do centro do Rio, não recebeu assistência elementar do poder público, por que não havia água ou eletricidade comuns nos bairros cariocas mais abonados. O acesso e a movimentação dos moradores também era dificultado por imensos valões. A principal via da região era a estrada do Portela, que herdou o nome do antigo engenho.

Entre as dificuldades sociais, os moradores de Oswaldo Cruz manifestavam-se culturalmente em festas religiosas, batucadas e jongo, herança do passado e dos antepassados escravos, algo que influenciaria a história da Portela.[10]

Origens[editar | editar código-fonte]

A história da Portela remete aos idos de 1921, quando Esther Maria Rodrigues (1896-1964) e seu marido Euzébio Rosas, então porta-bandeira e mestre-sala do cordão Estrela Solitária, de Madureira, mudaram-se daquele bairro para Osvaldo Cruz, onde fundaram o bloco Quem Fala de Nós Come Mosca.[11]

Uma dissidência desse bloco, comandada por Galdino Marcelino dos Santos, Paulo Benjamin de Oliveira (conhecido como Paulo da Portela), Antônio Rufino e Antônio da Silva Caetano, deu origem em 1922 a outro bloco, o Baianinhas de Osvaldo Cruz, que logo no ano seguinte adotou um estatuto e montou uma diretoria.[11] , fato que faz com que a data de fundação da Portela seja muitas vezes remetida erroneamente a 1923. O bloco, no entanto, não durou muito tempo.

Em abril de 1923, reunidos numa casa, onde também funcionava o Bar do Nozinho, na Estrada do Portela, número 412, Rufino, Caetano e Paulo decidiram criar um outro bloco, que teve seu documento de fundação assinado em 11 de abril de 1926, nascendo assim o Conjunto Carnavalesco Osvaldo Cruz, que teve Paulo da Portela como seu primeiro presidente.[2] [nota 1] Em seus dados oficiais, todavia, a Portela considera sua fundação em 11 de abril de 1923.[12] [nota 2]

Em 1929 acontece o primeiro concurso de sambas conhecido. Organizado pelo pai-de-santo Zé Espinguela, este concurso contou com a participação de sambistas do Estácio, da Mangueira e de Oswaldo Cruz, tendo sido divulgado por Zé Espinguela na coluna que ele tinha no jornal Vanguarda, e sendo vencido pelo Conjunto de Oswaldo Cruz.[13] Após esta vitória o bloco muda de nome para Quem nos Faz é o Capricho, por influência de Heitor dos Prazeres, que além de sugerir o nome, desenhou sua bandeira.[14] .

Em 1931, quando as escolas de samba ainda estão sendo definidas, o grupo muda novamente de nome, desta vez para Vai como Pode (na verdade, "Vae Como Pode", na grafia da época). Tal mudança foi motivada por uma briga entre seus integrantes, quando em 1930, Heitor dos Prazeres teria se apropriado dos direitos autorais de Rufino, registrando em seu nome o samba "Vai mesmo", prática comum entre os sambistas da época, mas não tolerada em Oswaldo Cruz.[14] Após este evento, Heitor se afastou definitivamente da escola, indo para a agremiação De Mim Ninguém Se Lembra; Paulo também ficou um tempo afastado.

Uma nova bandeira para a agremiação foi desenhada por Antônio Caetano, que passou a ocupar o cargo de presidente e se escolheu como cores o azul e o branco - já associadas à agremiação desde 1929. O modelo de bandeira, com faixas diagonais partindo de um círculo central, mais tarde se tornaria um padrão para a maioria das escolas de samba. Segundo Caetano, tal modelo seria inspirado na Bandeira do Sol Nascente, uma das bandeiras oficiais do Japão.[15] . Também na mesma ocasião foi escolhida a águia como símbolo da entidade, pois esta simbolizaria, para Caetano, o voo mais alto que os sambistas desejariam alçar.

Escola de samba[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1931, mesmo sem um concurso oficial, a agremiação apresentou-se com duas inovações em termos de escolas de samba, trazidas dos ranchos: o enredo "Sua Majestade, O Samba", e uma alegoria de uma figura humana integrada por instrumentos de percussão.[15] .

Nos três anos seguintes, disputou os primeiros concursos de Carnaval. O primeiro deles foi organizado em 7 de fevereiro de 1932 pelo jornalista Mário Filho, do jornal "O Mundo Sportivo", com grande repercussão na imprensa. Os dois seguintes foram promovidos pelo jornal rival, O Globo, até que em 1935, a Prefeitura do Rio de Janeiro resolveu subvencionar o evento, oficializando-o como parte do carnaval carioca.[16] Com isso, as escolas de samba precisavam legalizar suas situações perante a Delegacia de Costumes e Diversões, para receber alvará de funcionamento como grêmios recreativos.[17]

A dois dias do desfile de carnaval, marcado para 3 de março, o delegado Dulcídio Gonçalves recusou-se a renovar a licença da Vae Como Pode, por considerar o nome chulo e indigno de uma escola de samba.[18] [17] Ele próprio sugeriu que a agremiação fosse batizada como Portela, em referência ao logradouro Estrada do Portela, onde os sambistas se reuniam. Assim, Paulo da Portela, Cláudio Manuel, Heitor dos Prazeres, José Natalino (Natal), Candinho, Alcides Dias Lopes (Alcides Histórico), Manuel Gonçalves (Manuel Bam-Bam-Bam), Antonio Rufino e Antonio Caetano criaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela.[19] Com o novo nome, a escola de samba venceu pela primeira vez o desfile de carnaval carioca, com o enredo "O Samba Dominando o Mundo".[20] Durante o desfile, a escola levou para a avenida um rústico globo terrestre, idealizado por Antônio Caetano, introduzindo, desta forma, as alegorias nos desfiles das escolas de samba.[1]

Nos dois desfiles seguintes, conquistou respectivamente terceiro e segundo lugares com os enredos "Voando para a glória" e "O Carnaval-Samba de Boaventura". Em 1938, o enredo da escola foi "Democracia do Samba", mas não houve competição, por conta das fortes chuvas que impediram que a comissão julgadora chegasse ao local dos desfiles.[21] Já em 1939, a Portela foi novamente campeã com o enredo "Teste ao Samba", que é considerado por muitos como o primeiro samba-enredo[8] [nota 3] Em 1940, a escola conquistou o quinto lugar com o enredo "Homenagem à Justiça".

Em 1941, após um desentendimento com o mestre-sala Manuel Bambambã, Paulo da Portela não desfilou. Paulo durante muito tempo brigou para que todos os componentes desfilassem devidamente fantasiados ou se não, vestidos com as cores da escola, porém no dia deste desfile ele voltava de uma apresentação em São Paulo, juntamente com Heitor dos Prazeres e Cartola, e estavam todos vestidos de preto e branco. Sem tempo de trocarem de roupa, combinaram assim de desfilar, os três, em cada uma de suas escolas de samba. Porém, na vez de desfilarem pela Portela, Bambambã não permitiu que os outros dois, por não serem da escola e ainda não estarem devidamente vestidos, pudessem desfilar. [22] [nota 4] Após o incidente, Paulo da Portela jamais desfilou novamente por sua escola do coração.[nota 5]

Nas décadas de 1940 e 1950, comandada pelo ilustre bicheiro Natal da Portela, que era amigo de Paulo da Portela, a escola conquistou inúmeros campeonatos, com destaque para o heptacampeonato consecutivo, entre 1941 e 1947, respectivamente com os enredos "Dez Anos de Glória"; "A Vida no Samba"; "Carnaval de Guerra"; "Brasil Glorioso"; "Motivos Patrióticos"; "Alvorada do Novo Mundo"; "Honra ao Mérito". Ainda neste ano, houve um racaha no carnaval carioca, com a criação da FBES para fazer frente à UGESB. A Portela manteve-se sempre ao lado da segunda, exceto uma passagem de um ano pela UCES em 1950. Durante os quatro desfiles de racha, a escola conquistou o terceiro lugar em 1948,[nota 6] com o enredo "Princesa Isabel"; nos dois anos seguintes, dois vices-campeonatos, com os enredos "Despertar do Gigante" e "Riquezas do Brasil"; e em 1951, o décimo campeonato da história da escola de samba, com o enredo "A Volta do Filho Pródigo".

Em 1952, o carnaval carioca novamente ficou sob responsabilidade de uma entidade, com a fusão da FBES com a UESB, surgindo a Associação das Escolas de Samba.[nota 7] No entanto, não houve concurso para o principal, por conta de um forte temporal que provocou o abandono dos jurados. No desfile do ano seguinte, mais um título, desta vez com o enredo "Seis Datas Magnas", este composto por Candeia (então com 17 anos) e Altair Prego. Em 1954, a escola resolveu homenagear o Quarto Centenário da cidade de São Paulo, com o enredo "São Paulo Quatrocentão", que deu o quarto lugar à agremiação. Nos dois desfiles seguintes, que passaram a contar com acesso e rebaixamento, a Portela chegou apenas a um terceiro e quarto lugares, com os temas "Festas Juninas em Fevereiro" e "Tesouros do Brasil, Riquezas do Brasil ou Gigante Pela Própria Natureza".

De 1957 a 1960, a escola conquistou um tetracampeonato, com os respectivos enredos "Legados de D. João"; "Vultos Efemérides do Brasil"; "Brasil, Panteon de Glórias"; "Rio, Cidade Eterna".[nota 8]

Nova sede[editar | editar código-fonte]

A sede da escola, no Bar do Nozinho, na Estrada do Portela, em Oswaldo Cruz, foi posteriormente transferida para outro endereço, no mesmo logradouro, posteriormente apelidado de "Portelinha". Devido ao tamanho considerado pequeno do local, as disputas internas de samba-enredo, durante a década de 1960, já não mais podiam ser realizadas em sua sede, sendo que para isso, a Portela passou a alugar o Imperial Esporte Club, em Madureira, numa localidade que à época era chamada de Magno, devido à Estação Magno.

A Portela em 1972, reinstalou-se em Oswaldo Cruz, com a construção do "Portelão", sua nova sede, na então Rua Arruda Câmara N°81 (posteriormente chamada de Rua Clara Nunes)[23]

Ainda na década de 1960, a Portela conquistou mais três carnavais, chegando a 18 campeonatos no total. Em 1962, o título veio com o enredo "Rugendas ou Viagens Pitorescas pelo Brasil". Em 1964, com "O Segundo Casamento de D. Pedro II ", sendo que a escola utilizou violinos em sua bateria, realizando uma harmonia durante o desfile da escola.[24] Em 1966, com "Memórias de um Sargento de Milícias" - este, composto pelo jovem Paulinho da Viola.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Portelão, atual sede da escola, em Madureira.

No primeiro carnaval da década de 1970, a Portela conquistou o campeonato com o enredo "Lendas e Mistérios da Amazônia", que se tornou um clássico dos carnavais cariocas.[25] De autoria dos compositores Catoni, Jabolô e Valtenir, o enredo tinha um inesquecível refrão em onomatopéia "Ô esquindô, lá, lá, esquindô lê, lê", que imitava o som dos instrumentos da bateria.[26] A partir desse carnaval, o carro abre-alas passou a trazer, ininterruptamente, a águia, símbolo da escola – ora de grandes proporções, ora menor; com ou sem movimentos.[25] Entre 1971 e 1979, a escola viveria seu maior jejum de carnavais até então, embora tenha se mantido sempre estre as cinco mais bem colocadas, incluindo três vice-campeonatos (em 1971, 1974 e 1977). Apesar de ficar sem títulos no período, a Portela fez desfiles e teve enredos memoráveis nesse período.

Em 1972, a escola resolveu apostar em um carnavalesco, o médico Hiram da Costa Araújo, o primeiro da história da escola. Ele ajudou a criar o departamento cultural e de carnaval da Portela, que organizava coletivamente os carnavais da agremiação, e foi o responsável por introduzir muitas inovações nos desfiles da agremiação, que passaram a rivalizar com os luxuosos carnavais de Joãosinho Trinta. No entanto, essa modernização geraria sérios atritos com integrantes mais tradicionais da escola, que criticavam os desfiles grandiloquentes elaborados por Araujo, e distantes dos tempos de ouro da Portela.[27]

Naquele ano de 1972, o enredo "Terra da Vida (Ilu Ayê)", de Cabana e Norival Reis, exaltava a cultura e as tradições negras, se tornando um dos mais importantes da história da escola, que ficou em terceiro lugar no desfile.[28] No ano seguinte, a escola comemorava seus 50 anos, com o enredo "Passárgada, o Amigo do Rei", baseado no poema "Vou-me embora pra Pasárgada", de Manuel Bandeira, com um desfile repleto de alusões ao universo das crianças (com alegorias que lembravam parques de diversões).[27] Com o enredo "O Mundo Melhor de Pixinguinha", em 1974, a escola homenageou Pixinguinha, grande músico brasileiro que havia falecido pouco tempo antes. Além da divisão por conta da proposta de um desfile exuberante - muito distinto dos tempos mais tradicionais da escola -, muitos integrantes ficaram indignados quando o presidente Carlinhos Maracanã convidou a dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia para compôr o enredo da Portela daquele ano, quebrando uma tradição de compositores de fora da escola.[27]

Em 1975, a Portela apresentou outro enredo que se tornaria um clássico, "Macunaíma, Herói da Nossa Gente", baseado na história do personagem de Mário de Andrade. A escola só conseguiu um quinto lugar. E o relacionamento entre a diretoria da escola e sambistas culminaram em mais desentendimentos. O principal deles resultou na saída, no ano seguinte, de sambistas como Candeia e Wilson Moreira, que fundaram o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo.[nota 9] Outros sambistas como Zé Kéti e Paulinho da Viola também abandonaram Oswaldo Cruz, mas com exceção de Candeia (morto em 1978), eles retornariam a Portela na década de 1980.[6] No desfile de 1976, a escola apresentou o enredo "O Homem do Pacoval", contando as histórias e mistérios da Ilha de Marajó, e acabou ficando em quarto lugar - embora tenha faturado o Estandarte de Ouro de melhor escola.[27] [29]

Em 1977, o desfile da escola foi sobre a Festa da Aclamação, um festejo feito no Rio de Janeiro em 1818, comemorativo da aclamação de Dom João VI como rei de Portugal. A Portela ficou com o vice-campeonato, perdendo apenas por um ponto da Beija-Flor.[30] No ano seguinte, a Portela apresentou um enredo sobre a "mulher brasileira". Mais uma vez houve desentendimentos entre a diretoria e sambistas mais tradicionais - estes criticavam principalmente o samba-enredo, mais uma vez de autoria da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Com todas as fantasias e alegorias foram criadas pelas figurinistas Rosa Magalhães e Lícia Lacerda, a escola acabou ficando apenas no 5º lugar.[31] Desgastado, o carnavalesco Hiram Araújo deixou a Portela logo após aquele carnaval, sendo substituído por Viriato Ferreira, então braço-direito de Joaosinho Trinta na Beija-Flor.[27]

No último desfile da década de 1970, a Portela abocanhou o terceiro lugar, com o enredo "Incrível, Fantástico, Extraordinário!", em um ano no qual a escola abriu seu desfile com uma águia em isopor, sem bater as asas.[32] [33]

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

A década de 1980 começou positiva para a Portela. Com o enredo "Hoje tem marmelada?", a escola desfilou o carnaval de 1980 mais uma vez na condição de favorita ao título, ao lado da Beija-Flor - que havia dominado os desfiles da segunda metade da década anterior. Em uma apuração disputada, a Portela conquistou seu 20° título, colocando fim ao jejum de nove anos sem títulos. Era a primeira vez que a tradicional azul e branco de Oswaldo Cruz conquistava um carnaval na Rua Marquês de Sapucaí, onde, seria erguido o sambódromo carioca. Mas a conquista foi dividida com a escola de Nilópolis e a Imperatriz.[34]

Em 1981, com o enredo "Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de uma Noite". Novamente em uma apuração acirrada e protagonizada por Imperatriz, Beija-Flor e Portela, a escola de Oswaldo Cruz ficou com a terceira colocação.[35] No ano seguinte, o carnavalesco Viriato Ferreira afastou-se durante os preparativos para o carnaval, por discordâncias sobre a forma de desfile que a diretoria pretendia. A dupla Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo assumiu o desenrolar final do enredo "Meu Brasil Brasileiro", que culminou em mais um vice-campeonato para a Portela.[36] Os dois carnavalescos continuaram na escola para o desfile de 1983, com o enredo "A Ressurreição da Coroa, Reisado, Reino e Reinado". Mais uma vez, os portelenses ficaram com o segundo lugar - em um desfile que ficou marcado pela última aparição de Clara Nunes, dias antes de ser internarda para a fatídica cirurgia que lhe custaria a vida.[37]

Em 1984, finalmente o Sambódromo da Marquês de Sapucaí ficou pronto. E naquele ano, seriam disputados dois carnavais, mais um "supercampeonato". Com o enredo "Contos de Areia", os carnavalescos Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo prepararam um desfile em homenagem aos portelenses Paulo da Portela, Natal e Clara Nunes, que foram representados respectivamente pelos orixás Oranian, Oxóssi e Iansã. Foi um carnaval inesquecível para os portelenses.[38] O samba-enredo composto por Dedé da Portela e Norival Reis tornou-se mais a entrar para a história da Portela e do carnaval carioca. Acompanhados pela bateria do mestre Marçal, que tinha à frente Regina e Paulo Roberto como mestre-sala e porta-bandeira, mais de 5.000 componentes desfilaram. A comissão de frente destacava Manacéa, Alberto Lonato, Ary do Cavaco, Casquinha, Chico Santana e outros grandes sambistas tomaram parte da tradicional comissão de frente portelense.[38] A apuração confirmou o favoritismo da Portela, que com 203 pontos (dois a mais que a Império Serrano), faturou seu 21º título. No campeonato extra do dia 10 de março, para celebrar a inauguração do sambódromo carioca, desfilaram Portela, Império Serrano, Caprichosos de Pilares (primeiras colocadas no desfile de domingo), Mangueira, Mocidade Independente, Beija-Flor (primeiras colocadas do desfile de segunda-feira), Unidos do Cabuçu e Acadêmicos de Santa Cruz (campeãs do grupo 1-B). A Portela ficou com a segunda colocação nessa apresentação.[38]

Mas mal havia terminado o carnaval 1984 e os portelenses acompanharam mais uma desavença. O presidente Carlinhos Maracanã resolveu extinguir sete alas da Portela. Os respectivos diretores de alas, além de Nézio Nascimento (filho de Natal da Portela), fundaram um movimento que culminou em no surgimento da Tradição. Outros figuras importantes da história da escola, como Tia Vicentina (irmã de Natal), Marlene (filha de Nozinho) e Vilma Nascimento (famosa porta-bandeira) e até os sambistas Paulo César Pinheiro e João Nogueira, aderiram à escola dissidente - que teve como primeiro nome Sociedade Cultural e Recreativa Portela Tradição. Por conta de processos na Justiça, o nome Portela teve de ser retirado.[39]

Nos quatro desfiles seguintes, a Portela se manteve entre as melhores colocadas: em 1985 e 1986, ficou na quarta colocação (com os respectivos enredos "Recordar é Viver" e "Morfeu no Carnaval, a Utopia Brasileira")[40] [41] ; em 1987 e 1988, levou o terceiro lugar (com os enredos "Adelaide, a Pomba da Paz" e "Na Lenda Carioca, O Sonho do Vice-Rei").[42] [43] Em 1989, o desfile da escola ficou à cargo do carnavalesco Sílvio Cunha, que propôs o enredo "Achado Não é Roubado", sobre o "descobrimento" do Brasil. Na apuração, a Portela ficou na sexta colocação, resultado que igualava 1967, ano de sua pior colocação em desfiles cariocas.[44]

década de 1990[editar | editar código-fonte]

A partir da década de 1990, a Portela não conseguiu mais emplacar os grandes resultados do passado. Alguns bons desfiles (como os de 1991 e 1995) fizeram os portelenses relembrarem os velhos tempos em que a escola estavam entre as melhores do carnaval, mas foram insuficientes para fazer a azul e branco de Oswaldo Cruz voltar ao topo do carnaval carioca. Não só a escola deixou de figurar entre as favoritas dos desfiles, com também passou a se situar apneas em posições intermediárias, algo incomum ao longo dos 65 anos anteriores. Pela primeira vez em sua história, a Portela não conquistaria um título em uma década inteira.

O enredo do desfile de 1990 foi "É de Ouro e Prata Esse Chão". Pela primeira vez, uma mulher havia vencido uma disputa pelo samba-enredo: Gracíola Silva - ou apenas Cila, que, antes de fazer parte da ala de compositores, era cantora de sambas de quadra da escola - compôs o tema daquele carnaval, em parceria com com Espanhol e Sylvio Paulo. Mais uma vez, a comissão de frente portelense contou com componentes de sua Velha Guarda. O sambista Zeca Pagodinho, que alguns anos antes despontava como cantor e compositor, teve também a honra de desfilar ao lado dos bambas. Outros destaques no desfile foram Efigênia Xavier, Elizeth Cardoso, Dona Jurema, Surica, Eunice, Marilda, Doca e Jovelina Pérola Negra. Na apuração, um 10º lugar, o pior da história da escola até então.[45] Em 1991, o carnavalesco Sílvio Cunha elaborou um enredo abordando tipos de vaidade. O samba-enredo "Tributo à Vaidade", assim como o desfile da escola, causaram boa impressão no público e na crítica - conquistando quatro Estandartes de Ouro (samba-enredo, revelação, ala e comissão de frente). Mas o favoritismo não se confirmou na quarta-feira de cinzas, quando as notas dos jurados foram apuradas e a Portela terminou apenas com o sexto lugar.[46] No ano seguinte, a escola levou à Sapucaí o enredo "Todo Azul Que o Azul Tem", com referência a uma das cores portelenses (o azul do céu, do mar, da natureza, et cetera]]) e que deu um quinto lugar à agremiação.[47]

Com o enredo "Cerimônia de Casamento", a Portela levou ao desfile de 1993 um pouco da história do casamento na sociedade ocidental. Nesse ano, a Velha Guarda da Portela (com Bretas, Casquinha, Carioca, Monarco, Wilson Moreira, Jair do Cavaquinho, Periquito, Alberto Lonato, Jorge do Violão, Valdir Galo, Norival Reis, Casemiro da Cuíca, Marcus, Jaú, Ari do Cavaco, Edir Gomes) e convidados apresentavam-se pela última vez na comissão de frente da escola - sua presença era considerada ultrapassada, por não obter mais nota máxima nesse quesito. O resultado da apuração repetiu a 10ª colocação do carnaval de três anos antes.[48] Em 1994, a escola se apresentou com o enredo "Quando o Samba Era Samba", sobre a história do samba, gênero musical que representa a identidade nacional brasileira. Assim, a Portela teve pela primeira vez uma comissão coreografada (eram sete homens e sete mulheres negros). Ainda tendo dois dos 10 carros alegóricos sem entrar na avenida, a Portela amargou um sétimo lugar.[49]

Os compositores Noca, Colombo e Gelson compuseram o samba-enredo "Gosto que me enrosco" para o desfile de 1995, que marcou a volta de Paulinho da Viola, que não desfilava pela Portela havia quase 20 anos depois. A passista Nega Pelé tomava o lugar de madrinha de bateria da modelo Luiza Brunet, que ocupava o lugar por anos. O enredo trabalhado pelo carnavalesco José Félix contava a história do carnaval no Brasil, como uma herança portuguesa com influência dos demais povos que formam a identidade brasileira, fez sucesso durante o desfile na Marques de Sapucaí. A crítica especializada apontava favoritismo para a Portela na apuração, mas a escola ficou apenas 0,5 ponto atrás da campeã Imperatriz. O vice-campeonato é o melhor resultado dos portelenses desde o título do carnaval de 1984.[50]

Nos dois desfiles seguintes, a Portela terminou com um modesto oitavo lugar. Em 1996, com o tema "Essa Gente Bronzeada Mostra o Seu Valor", a escola se apresentou com expectativa de fazer uma grande apresentação, mas próximo do fim do desfile, o quinto carro alegórico quebrou, levando prejuízo à apuração.[51] Já em 1997, o enredo "Linda, Eternamente Olinda" homenageava a cidade pernambucana, um dos principais redutos do carnaval brasileiro. Entre os destaques do desfile, estava o cantor porto-riquenho Ricky Martin. Novamente, o desfile foi prejudicado por problemas técnicos (uma das patas da águia, do carro abre-alas, quebrou).[52] Em 1998, com o enredo "Os Olhos da Noite", idealizado e desenvolvido pelo carnavalesco Ilvamar Magalhães, a escola conseguiu ficar entre as melhores do carnaval carioca, obtendo um quarto lugar.[53] Em 1999, a Portela apresentou o enredo "De volta aos caminhos de Minas Gerais", em homenagem ao Estado brasileiro. Como vinha ocorrendo nos últimos anos, a escola teve problemas durante o desfile. Desta vez, um dos destaques do carro abre-alas teve um mal-estar ainda no início do desfile, interrompendo a evolução da escola, o que comprometeria a harmonia. A escola terminou o carnaval apenas com o oitavo posto.[54]

O fim da era Carlinhos Maracanã[editar | editar código-fonte]

Assim como havia ocorrido no decênio anterior, a Portela passou a primeira década do século XX sem títulos do carnaval carioca. Na maior parte dos resultados do período, a escola amargou posições distantes do topo - inclusive, por pouco não foi rebaixada na apuração do desfile de 2005. Nos dois últimos anos da década, porém, fez bons carnavais, colocando-se no grupo das quatro melhores escolas de samba.

A Liga Independente das Escolas de Samba determinou que o carnaval de 2000 fosse temático, em comemoração aos 500 anos do "descobrimento" do Brasil, com todas as escolas abordando alguma parte da história brasileira. A Portela foi à avenida com o enredo "Trabalhadores do Brasil - A Época de Getúlio Vargas" e, em vez de uma águia, abriu seu desfile com cinco águias.[55] Na apuração, a escola não passou do 10º lugar, repetindo a pior posição da agremiação nos carnavais de 1990 e 1993. No ano seguinte, outra vez o 10º posto no julgalmento dos jurados da LIESA para o desfile portelense, idealizado pelo carnavalesco Alexandre Louzada (de volta a escola após 15 anos) e que teve o enredo "Querer é Poder", que abordava as diversas formas de poder.[56] Em 2002, a Portela teve como enredo a história do Estado do Amazonas: "Amazonas, esse desconhecido: delírios e verdade do eldorado verde" relembrava os mais nostálgicos o tema do carnaval portelense campeão de 1970, que cantou as lendas e os mistérios da Amazônia. O compositor David Correia venceu seu principal oponente Noca da Portela, que tentava sua sexta vitória, e conquistou seu sétimo concurso de samba-enredo, superando Candeia e Waldir 59, dois dos maiores ícones da Portela. Mais uma vez, Paulinho da Viola esteve no desfile, ao lado de Dodô - a primeira porta-bandeira da escola em 1935.[57] O bom desfile fez com que especialistas colocassem a Portela ao menos no desfile das campeãs. Mas na apuração, duas notas ruins no quesito harmonia - 8.0 e 8.1 - acabaram com as pretensões portelenses. Com apenas o oitavo lugar, a diretoria da escola organizou um ato público, do qual participou também o Império Serrano, e foi feito um "enterro simbólico" de dois julgadores.

No ano seguinte, a Portela desfilou com o enredo "Ontem, hoje e sempre Cinelândia: o samba entre em cena na Broadway brasileira", sobre a Cinelândia, espaço histórico carioca de manifestações políticas, estudantis, culturais e boêmias. O carnavalesco Alexandre Louzada enfrentou dificuldades para preparar a escola, que não contou com aporte de recursos que teve no ano anterior - quando teve ajuda de empresas privadas e o governo do Amazonas. Com um desfile sem grandes pretensões e um carro-alegórico que teve problemas em frente à cabine de jurados, a Portela repetiu o oitavo lugar do desfile do ano anterior.[58] Terminado o carnaval 2003, a escola perdeu Louzada, que pediu demisssão justificado pela falta de investimento da gestão de Carlinhos Maracanã. Em abril daquele ano, um grupo de 20 homens armados invadiu a quadra da Portela, em protesto contra a administração do bicheiro a frente da escola desde 1972. Os invasores exigiam a renúncia de Maracanã e sua substituição por Nilo Figueiredo, que havia sido vice-presidente na gestão de Natal da Portela.[59] A ocupação durou 24 horas, mas foi o suficiente para colocar pressão sobre Carlinhos Maracanã. Ainda no final daquele ano, a diretoria afastou o mestre de bateria Carlinhos Catanha, também por desavenças, e colocou em seu lugar Mestre Mug.

Em 2004, a Portela foi uma das quatro escolas que reeditou sambas antigos. Os portelenses escolheram "Lendas e mistérios da Amazônia", enredo do título de 1970. Naquele mesmo ano, foi homenageada pela própria Tradição, que colocou no abre-alas o nome Portela e reeditou o samba-enredo portelense "Contos de Areia". Novamente sem grandes investimentos, a escola de Oswaldo Cruz ficou apenas com o sétimo lugar, com 384,9 pontos.[60] Depois daquele carnaval e já muito desgastado e alvo de críticas pelos sucessivos fracassos nos carnavais dos últimos anos, Carlinhos Maracanã afastou-se do comando da Portela, após mais de três décadas a frente da agremiação. O processo eleitoral foi muito conturbado.[61] Na eleição convocada para 16 de abril, a oposição não havia lançado chapa, alegando ter sido expulsa da escola. Marcos Aurélio Fernandes, então assessor de Maracanã e candidato único, venceu o pleito, mas os oposicionistas entraram na Justiça no início de maio, pouco depois de Marquinhos (então com 29 anos) ter sido empossado. Uma nova eleição foi marcada para o final de julho. Houve carreatas organizadas por Madureira e Oswaldo Cruz e o recadastramento de sócios - embora tenha havido denúncias de assinaturas falsas. Por muito pouco, integrantes da Velha Guarda tiveram seu direito de voto cassado, po conta de um acordo entre as chapas - esse direito só foi obtido novamente na Justiça e às vésperas da eleição. Finalmente, em 26 de julho, os sócios da Portela com direito a voto escolheram seu novo presidente. O oposicionista Nilo Figueiredo, velho aliado de seu Natal, conquistava o cargo, por 131 votos a 118, colocando fim a era de Carlinhos Maracanã na Portela.[61]

A nova diretoria tratou logo de afastar colaboradores da antiga administração, até mesmo os poucos avanços não foram reconhecidos. Carlos Monte (pai da cantora Marisa Monte) assumia a diretoria cultural, o título do enredo para 2005 foi modificado e o carnavalesco Jorge Freitas era dispensado - o carnaval ficaria a cargo de uma comissão da escola. O samba-enredo vencedor foi o de Noca da Portela, embora a composição de Júnior Scafura fosse a preferida da maioria dos portelenses. A escola teve também dificuldades para captar recursos para o desfile, que viriam de empresas indicadas pela Organização das Nações Unidas, já que o enredo "Nós Podemos: Oito Idéias para Mudar o Mundo" divulgaria as oito metas para o Desenvolvimento do Milênio do organismo internacional.[61] Dois dias antes do desfile, a parte traseira do carro abre-alas pegou fogo no barracão, e não tempo para reparos. No dia do desfile, o mesmo carro entrou na avenida com a águia desfigurada, já que durante a concentração os componentes não conseguiram colocar suas asas. Mestre Marçalzinho (filho de mestre Marçal estreava como diretor de bateria. Um novo casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Paulo Roberto e Andréia Neves, defendia o pavilhão portelense. A modelo Naomi Campbell e o ator Renato Aragão foram duas outras atrações.[61] Com grande quantidade de alas, a escola corria risco de não terminar o desfile dentro do tempo estabelecido.[nota 10] E ao final, ocorreu um grande incidente. O último carro alegórico, que traria a Velha Guarda da Portela, não entrou na avenida.[nota 11] Sem tempo, a diretoria decidiu pedir o fechamento do portão da concentração, assim, a Velha Guarda da escola e sua ala de compositores ficaram impedidos de desfilar. Após muita discussão e com o desfile dado como encerrado pela LIESA, os portões foram reabertos e os integrantes da Velha Guarda passaram pela avenida e foram ovacionados. Além dos grandes constrangimentos dentro do mundo do samba, os portelenses ficaram apreeensivos com a possibilidade de rebaixamento. Na apuração, a escola obteve 383,9 pontos, ficando na penúltima colocação e sua pior posição na história do carnaval. No entanto, o 13º lugar foi o suficiente para a escola permanecer no Grupo Especial, já que naquele ano apenas uma agremiação seria rebaixada para o Grupo de Acesso.[61]

Em 2006, a Portela teve o enredo "Brasil Marca a Tua Cara e Mostra Para o Mundo", sobre a miscigenação do povo brasileiro. A escola apresentou-se debaixo de garoa e teve a sua tradicional Velha Guarda, desta vez, no carro abre-alas. Na apuração, a escola fez 393,2 pontos, ficando na sétima colocação.[62] Em 2007, com o enredo "Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval - Uma Festa do Esporte, da Saúde e da Beleza", sobre os Jogos Pan-americanos de 2007. Com problemas técnicos em dois carros e ficando um pouco a desejar em quesitos como alegorias e adereços, fantasia, harmonia, a Portela somou 394,8 pontos na apuração e ficou em oitavo lugar.[63]

Os dois desfiles seguintes foram melhores para a Portela, que voltou a ficar entre as melhores do carnaval carioca. Para a competição de 2008, a escola escolheu um tema sobre preservação ambiental, com o nome "Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: o Sonho Vira Realidade". Dificuldades para obter recursos e o atraso no trabalho de barracão durante a fase pré-carnavalesca eram indícios de que a agremiação não faria um bom desfile. Mas com a chegada dos ensaios técnicos, a Portela superou as desconfianças.[64] Com uma boa apresentação na Marques de Sapucaí,[65] a escola somou 396,8 pontos, terminando na quarta colocação. Era o melhor resultado em 10 anos, e a Portela voltaria a desfilar entre as melhores do carnaval daquele ano. Em 2009, o enredo escolhido foi "E Por Falar em Amor… Onde Anda Você"? de autoria dos carnavalescos Lane Santana e Jorge Caribé, tendo como tema o amor em suas mais variadas formas e épocas. Assim como no ano anterior, a Portela fez um grande desfile. Levou a avenida seu maior carro abre-alas (com uma águia dourada) até então e teve como grandes destaques a comissão de frente, o canto dos componentes e a bateria. Ainda contou com a volta da modelo Luma de Oliveira à escola, agora na condição de rainha de bateria. Na apuração, a Portela manteve-se entre as primeiras e terminou na terceira colocação, com 397,9 pontos - a 1 ponto da Acadêmicos do Salgueiro e apenas 1 décimo atrás da Beija-Flor.

O pré-carnaval da Portela para o desfile 2010 foi conturbado. A começar pela escolha dos carnavalescos Alex de Oliveira e Amauri Santos, que não tinham experiência com agremiações do Grupo Especial, com a missão de carnavalizar o enredo "Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade… um Rio de paz em estado de graça!", sobre os impactos da tecnologia no desenvolvimento social, mas um tema pouco afeito à tradição da Portela. O samba-enredo escolhido[66] [67] e os atrasos nos trabalhos de barracão desagradavam e preocupavam a comunidade portelense. O desfile ficou àquem do esperado, com a escola somando 295,2 pontos e ficando apenas na nona colocação entre 12 competidoras.[68]

Ainda em 2010, a diretoria contratou o carnavalesco Roberto Szaniecki para substituir o duo Amauri Santos e Alex de Oliveira.[69] , mas devido a outros carnavais Amauri se desligou[70] Inicialmente, o presidente Nilo Figueiredo, reeleito naquele ano, havia anunciado que o enredo para 2011 seria "Portela dos Grandes Carnavais", sobre a própria escola. Mas o dirigente voltou atrás, alegando falta de patrocínio, e definiu o tema "Rio, Azul da Cor do Mar", sobre a relação do homem com o mar. Mais uma vez pela falta de recursos e de planejamento, a escola sofreu com atrasos em sua preparação para o desfile.[71] Contudo, o pior estava por vir, quando em 7 de fevereiro de 2011 um incêndio acidental destruiu os barracões da Portela, Grande Rio e União da Ilha.[72] A escola não teve danos significativos nos carros alegóricos, mas perdeu quase 3.000 fantasias. Respaldados pela prefeitura do Rio de Janeiro, a diretoria da LIESA e os presidentes das Escolas de Samba do Grupo Especial determinaram que Portela, Grande Rio e União da Ilha desfilariam, mas não seriam julgadas. Não haveria ainda rebaixamento para o Grupo de Acesso.[73] Pela primeira vez desde o início dos concursos carnavalescos, em 1932, a Portela não foi avaliada, mas mesmo assim, a escola fez um bom desfile.[74] [75]

Com o enredo de carnaval "E o Povo na Rua Cantando. É Feito uma Reza, um Ritual", sobre festas e rituais da Bahia,[76] [77] a Portela fez um bom desfile,[78] mas terminou a apuração apenas na sexta colocação, com 298,2 pontos.[79] .

Para 2013, cogitou-se[quem?] apresentar um enredo sobre a Lapa[carece de fontes?], mas decidiu falar sobre o bairro de Madureira, onde está localizada atualmente a quadra da escola. Com um novo casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Róbson e Ana Paula[80] , que substituem o melhor desse quesito na escola, nos últimos anos (Rogerinho e Lucinha Nobre, que foram afastados sem motivos pelo presidente da escola[81] . O começo do desfile foi tenso. Na concentração, uma alegoria bateu numa árvore desequilibrando uma destaque de 41 anos que caiu de uma altura de quatro metros. Fora disso fez uma grande apresentação contando a história do bairro boêmio de Madureira entre muitos cenários como o Mercadão de Madureira numa alegoria com caixas de madeira e personagens do cotidiano do bairro. Paulinho da Viola também foi homenageado nesse enredo em um dos carros alegóricos. A Portela amargou o 7º lugar.

Em 29 de março de 2013, a Portela perdeu seu puxador Gilsinho, que foi para a Unidos de Vila Isabel.

Novas mudanças na Presidência[editar | editar código-fonte]

Após o Carnaval 2013, formou-se um movimento de oposição que promoveu carreatas e diversos eventos pelo bairro de Madureira, e culminou na eleição de 19 de maio, onde enfrentaram-se as chapas 1, "Portela Nossa Paixão", encabeçada pelo então presidente, Nilo, e seu filho, vice-presidente, candidatos à reeleição, e a chapa 2, "Portela Verdade", formada por Serginho Procópio, compositor e membro da velha-guarda, e o policial Marcos Falcon, além de Monarco como presidente de honra da chapa. Após muita expectativa, por volta das 21:45, Serginho Procópio foi declarado vencedor.[82] O próprio Nilo anunciou o resultado.[83] O resultado terminou com 154 votos para Serginho, 151 Nilo e 8 votos nulos.[82] .

Para 2014, a equipe foi apresentada: o carnavalesco Alexandre Louzada, o diretor de carnaval Luiz Carlos Bruno, o puxador Wantuir, o mestre-sala Diogo Jesus e a porta-bandeira Danielle Nascimento e Ghislaine Cavalcanti, coreógrafa da comissão de frente. O enredo de 2014 "Um Rio de mar a mar: do Valongo à gloria de São Sebastião" vai abordar como o carioca se adaptou ao longo dos às transformações na região entre a Zona Portuária e o bairro da Glória.

Antes do carnaval 2014, a azul e branca de Madureira, assim como a sua afilhada União da Ilha. já definiu o enredo pra 2015, que será sobre os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro[84] [85] .

A Azul e Branco fez o melhor desfile nos últimos anos , sendo apontada com favorita junto com Salgueiro e Unidos da Tijuca , apesar de algumas notas inexplicaveis como um 9,5 em comissão de frente após 2 notas 10 , A Portela recuperou sua grandeza e ficou em terceiro lugar , com 299,0 a 4 Décimos da campeã , Unidos da Tijuca , e a três do vice , Salgueiro , O Resultado foi comemorado pela diretoria e torcida , apesar do jejum de títulos continuar , a azul e branco parece ter retomado seus rumos .

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Bateria[editar | editar código-fonte]

Sua bateria é chamada de "A Tabajara do Samba", e tem como característica principal o toque do Surdo de Terceira inventado por Sula na década de 1940, e o toque das caixas com uma rufada peculiar. Foi uma das baterias mais pesadas do carnaval carioca e contava com um grande número de surdos de Primeira, Segunda e Terceira. Nos últimos anos, a escola mudou essa característica para se adaptar ao andamento mais rápido.

Foram mestres de bateria da Portela: Mestre Betinho da fundação até 1970, Oscar Bigode em 1971 e 1972, Mestre Cinco entre 1973 e 1977, Mestre Marçal entre 1978 e 1986, Mestre Timbó na década de 1990, Mestre Paulinho de Pilares, Mestre Mug, Mestre Catanha, Mestre Marçalzinho e, desde 2006, Mestre Nilo Sérgio.

Rainhas de bateria[editar | editar código-fonte]

A escola teve rainhas de bateria famosas, como: Luiza Brunet e Adriane Galisteu e em meados de 2000, optou-se pela comunidade, tendo EdIcléia das Neves e a ex-porta-bandeira Dodô da Portela. depois foram rainhas: Valéria Valenssa, Adriana Bombom e Luma de Oliveira[86] . no ano de 2010, Juliana Portela, funkeira do grupo Jaula das Gostozudas e cria da escola, foi coroada para o posto deixado por Luma de Oliveira[87] . mas foi substituída pela atriz Sheron Menezes, que esteve como rainha, durante dois anos.

Atualmente sua rainha e Patrícia Nery, cria da escola que já exerceu esse posto, na Renascer e permanece, logo após a escola ter descartado o concurso de rainha de bateria.


Luiza Brunet 1984-1994
Valéria Valenssa 1995-1999
Edicléia Neves 2000-2003
Adriane Galisteu** 2001-2003
Adriana Bombom 2004-2008
Luma de Oliveira 2009
Juliana Portela 2010
Sheron Menezzes 2011-2012
Patrícia Nery 2013-

** Madrinha de Bateria

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Portela
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Intérprete Ref./Nota
1929 Campeã Concurso de sambistas[91] [92] [93]
1931 3º lugar Sua majestade o samba Antônio Caetano [94]
1932 Vice-Campeã ÚNICO Carnaval moderno Antônio Caetano [95]
1933 4º lugar ÚNICO Voando para a glória Antônio Caetano
1934 Não houve concurso ÚNICO Academia do samba Antônio Caetano [96]
1935 Campeã ÚNICO O Samba dominando o mundo Antônio Caetano
1936 Vice-Campeã ÚNICO Desfilou sem enredo definido
1937 Vice-Campeã ÚNICO O Carnaval samba de Boaventura
1938 Não houve concurso ÚNICO Democracia do Samba Paulo da Portela
1939 Campeã ÚNICO Teste ao samba Paulo da Portela [3]
1940 5º lugar ÚNICO Homenagem à Justiça Paulo da Portela [3]
1941 Campeã ÚNICO Dez anos de glória Paulo da Portela e Lino Manuel dos Reis
1942 Campeã ÚNICO A vida no samba Lino Manuel dos Reis [3] [nota 12]
1943 Campeã ÚNICO Carnaval de Guerra Lino Manuel dos Reis
1944 Campeã ÚNICO Brasil glorioso Lino Manuel dos Reis
1945 Campeã ÚNICO Motivos patrióticos Lino Manuel dos Reis
1946 Campeã ÚNICO Alvorada do novo mundo Lino Manuel dos Reis
1947 Campeã ÚNICO Honra ao mérito Euzébio e Lino Manuel dos Reis
1948 3º lugar ÚNICO Princesa Isabel Lino Manuel dos Reis
1949 Vice-Campeã UGESB Despertar do Gigante Lino Manuel dos Reis
1950 Vice-Campeã UCES Riquezas do Brasil Lino Manuel dos Reis
1951 Campeã UGESB A volta do filho pródigo Lino Manuel dos Reis
1952 Não houve concurso 1 Brasil de ontem Lino Manuel dos Reis
1953 Campeã 1 Seis datas magnas Lino Manuel dos Reis [3] [nota 13]
1954 4º lugar 1 São Paulo Quatrocentão Lino Manuel dos Reis [3] [nota 14]
1955 3º lugar 1 Festas juninas em fevereiro Armando Santos [3] [nota 15]
1956 Vice-Campeã 1 Tesouros do Brasil, ou riquezas do Brasil ou Gigante pela própria natureza Lino Manuel dos Reis [3] [nota 16]
1957 Campeã 1 Legados de D. João VI Comissão de Carnaval
(Djalma Vogue, Candeia e Joacir)
[3] [nota 17]
1958 Campeã 1 Vultos e efemérides Djalma Vogue [3] [nota 18]
1959 Campeã 1 Brasil, Panteon de Glórias Djalma Vogue [3] [nota 19]
1960 Campeã 1 Rio cidade eterna Djalma Vogue Silvinho da Portela [3] [nota 20]
1961 3º lugar 1 Jóias e lendas do Brasil Djalma Vogue Silvinho da Portela [3] [nota 21]
1962 Campeã 1 Rugendas ou Viagens pitorescas pelo Brasil Nélson de Andrade Silvinho da Portela [3] [nota 22]
1963 4º lugar 1 Barão de Mauá e suas realizações Comissão de Carnaval
(Nilton, Oreba, Peres e Finfas)
Silvinho da Portela [3] [nota 23]
1964 Campeã 1 O segundo casamento de D. Pedro II Nélson de Andrade Silvinho da Portela [3] [nota 24]
1965 3º lugar 1 História e tradição do Rio Quatrocentão Nélson de Andrade Silvinho da Portela [3] [nota 25]
1966 Campeã 1 Memórias de um sargento de milícias Nélson de Andrade Silvinho da Portela [3] [nota 26]
1967 6º lugar 1 Tal dia é o batizado Comissão de Carnaval
(Nélson de Andrade, Juvenal Portela e Laurênio)
Silvinho da Portela [3] [nota 27]
1968 4º lugar 1 Tronco de Ipê João Ramos Macedo Silvinho da Portela [3] [nota 28]
1965 3º lugar 1 Treze naus Clóvis Bornay Silvinho da Portela [3] [nota 29]
1970 Campeã 1 Lendas e mistérios da Amazônia Clóvis Bornay e Arnaldo Pederneiras Silvinho da Portela [3] [nota 30]
1971 Vice-Campeã 1 A Lapa em três tempos Arnaldo Pederneiras Silvinho da Portela [3] [nota 31]
1972 3º lugar 1 Ilu Ayê Candeia e Hiran Araújo Silvinho da Portela [3] [nota 32]
1973 4º lugar 1 Pasárgada, o amigo do rei Hiran Araújo Silvinho da Portela [3] [nota 33]
1974 Vice-Campeã 1 O mundo melhor de Pixinguinha Hiran Araújo e Cláudio Pinheiro Silvinho da Portela [3] [nota 34]
1975 5º lugar 1 Macunaíma, herói de nossa gente Hiran Araújo Silvinho da Portela [3] [nota 35]
1976 4º lugar 1 O Homem do Pacoval Hiran Araújo e Maurício Assis Silvinho da Portela [3] [nota 36]
1977 Vice-Campeã 1 A Festa de Aclamação Viriato Ferreira Silvinho da Portela [3] [nota 37]
1978 5º lugar 1 Mulher à Brasileira Viriato Ferreira Silvinho da Portela [3] [nota 38]
1979 3º lugar 1-A Incrível, fantástico, extraordinário Viriato Ferreira Silvinho da Portela [3] [nota 39]
1980 Campeã 1-A Hoje tem marmelada Viriato Ferreira Silvinho da Portela [3] [nota 40]
1981 3º lugar 1-A Das Maravilhas do Mar, fez-se o esplendor de uma noite Viriato Ferreira Silvinho da Portela [3] [nota 41]
1982 Vice-Campeã 1-A Meu Brasil brasileiro Edmundo Braga Silvinho da Portela [3] [nota 42]
1983 Vice-Campeã 1-A A Ressurreição das Coroas, Reino e Reinado Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo Silvinho da Portela [3] [nota 43]
1984 Campeã 1-A Contos de areia Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo Silvinho da Portela [97] [3] [nota 44]
1985 4°lugar 1-A Recordar é viver Alexandre Louzada Silvinho da Portela [3] [nota 45]
1986 4°lugar 1-A Morfeu no carnaval, a utopia brasileira Alexandre Louzada Silvinho da Portela [3] [nota 46]
1987 3°lugar 1 Adelaide, a pomba da paz Geraldo Cavalcanti Dedé da Portela [3] [nota 47]
1988 5ºlugar 1 Na lenda carioca, os sonhos do vice-rei Geraldo Cavalcanti Dedé da Portela [3] [nota 48]
1989 6ºlugar 1 Achado não é roubado Sylvio Cunha Dedé da Portela [3] [nota 49]
1990 10ºlugar Especial É de ouro e prata esse chão Sylvio Cunha Dedé da Portela [3] [nota 50]
1991 6ºlugar Especial Tributo à vaidade Sylvio Cunha Dedé da Portela [3] [nota 51]
1992 5ºlugar Especial Todo o azul que o azul tem Sylvio Cunha Dedé da Portela [3] [nota 52]
1993 10°lugar Especial Cerimônia de casamento Mário Monteiro Dedé da Portela [3] [nota 53]
1994 7ºlugar Especial Quando o samba era samba José Félix Dedé da Portela [3] [nota 54]
1995 Vice-Campeã Especial Gosto que me enrosco José Félix Rixxah e Carlinhos de Pilares [3] [nota 55]
1996 8ºlugar Especial Essa gente bronzeada mostra seu valor José Félix Rixxah [3] [nota 56]
1997 8ºlugar Especial Linda, eternamente Olinda Ilvamar Magalhães Rixxah [3] [nota 57]
1998 4ºlugar Especial Os olhos da noite Ilvamar Magalhães Rogerinho [3] [nota 58]
1999 8ºlugar Especial De volta aos caminhos de Minas Gerais José Félix Rogerinho [3] [nota 59]
2000 10°lugar Especial Trabalhadores do Brasil, a época de Getúlio Vargas José Félix Gera [3] [nota 60]
2001 10°lugar Especial Querer é poder Alexandre Louzada Gera [3] [nota 61]
2002 8ºlugar Especial Amazonas, esse desconhecido: delírios e verdade do eldorado verde Alexandre Louzada Gera [3] [nota 62]
2003 8°lugar Especial Ontem, hoje e sempre Cinelândia: o samba entre em cena na Broadway brasileira Alexandre Louzada Gera [3] [nota 63]
2004 7°lugar Especial Lendas e mistérios da Amazônia Jorge Freitas Gera
2005 13°lugar Especial Nós podemos - oito ideias para mudar o mundo Amarildo de Mello e Nélson Ricardo Bruno Ribas [3] [nota 64]
2006 7°lugar Especial Brasil marca sua cara e mostra para o mundo Amarildo de Mello e Ilvamar Magalhães Gilsinho [3] [nota 65]
2007 8°lugar Especial Os deuses do Olimpo na terra do carnaval: uma festa dos esportes, da saúde e da beleza Amarildo de Mello e Cahê Rodrigues Gilsinho [3]
2008 4ºlugar Especial Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O Sonho Vira Realidade Cahê Rodrigues Gilsinho [3] [nota 66]
2009 3ºlugar Especial E por falar em amor… Onde anda você? Lane Santana e Jorge Caribé Gilsinho [3] [nota 67]
2010 9ºlugar Especial Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade, um Rio de paz em estado de graça Amauri Santos e Alex de Oliveira Gilsinho [3] [nota 68]
2011 Hors Concours Especial Rio, Azul da Cor do Mar Roberto Szaniecki Gilsinho
2012 6º lugar Especial E o Povo na Rua Cantando. É Feito uma Reza, um Ritual... Paulo Menezes Gilsinho [3]
2013 7º Lugar Especial Madureira... Onde o meu Coração se Deixou Levar Paulo Menezes Gilsinho [3]
2014 3ºLugar Especial Rio, de mar a mar. Do Valongo à glória de São Sebastião Alexandre Louzada Wantuir [98]
2015 Especial ImagináRIO - 450 janeiros de uma cidade surreal Alexandre Louzada Wantuir

Premiações[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]


Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons

Estandartes de Ouro[editar | editar código-fonte]

Categoria Anos Ref.
Escola 1976, 1979, 1980 e 1995 [99]
Samba-enredo 1975, 1979, 1981, 1987, 1991, 1995 , 1998 e 2012 [100]
Bateria 1972, 1986 , 2010 , 2012 e 2013 [101]
Mestre-sala 1974 [102]
Porta-bandeira 1977, 1978 e 1979 [103]
Intérprete 1983, 1995 e 2012 [104]
Comissão de frente 1981, 1982, 1991 e 2001 [105]
Destaque feminino [estandarte1 1] 1973 e 1986 [106]
Ala 1974, 1979, 1986, 1991 e 2014 [107]
Personalidade 1990 e 2004 [108]
Revelação 1991, 2005, 2006 e 2007 [109]
Passista feminino 1977, 1979, 1980, 1990, 2008 e 2012 [110]
Passista masculino 1978, 1979, 1988, 1998, 2007 e 2012 [111]

Referências

  1. a b c d Portela faz 88 anos na próxima segunda-feira
  2. a b Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 67 (85 do e-book)
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba bb bc bd be bf bg bh bi bj bk Samba Rio Carnaval. Portela. Página visitada em 03/06/2010.
  4. a b c d e Carnavalesco (19/05/2013). SERGINHO PROCÓPIO É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DA PORTELA!. 21:44. Página visitada em 20/05/2013.
  5. Portela desiste de rainha da comunidade e mantém Patricia Nery no posto
  6. a b c d Portela - Cliquemusic
  7. Portela - Infoescola
  8. a b Wenderson Silva, para Samba Rio Carnaval. De Paulo da Portela à Nilo Figueiredo... Essa é a história da escola de samba mais brasileira, fazendo o voo com a Águia Altaneira! (Engenho da Rainha - 2011). Página visitada em 03/06/2010.
  9. Desfile 1984
  10. a b Portela - História
  11. a b Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 66 (84 do e-book)
  12. História - Site oficial da Portela
  13. Cláudio Vieira, para o Portal Academia do Samba. História do Carnaval - Capítulo 1 - Disputa começa no Terreiro - Pai-de-Santo inventa campeonato de sambas em 1929.. Página visitada em 03/06/2010.
  14. a b Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 69 (87 do e-book)
  15. a b Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 70 (88 do e-book)
  16. CARNAVAL RJ – As Escolas de Samba
  17. a b Cronologia do Carnaval - Revista Veja
  18. Desfile 1935
  19. Portela - Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira
  20. Desfile 1935
  21. Desfile 1938
  22. Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 115 (133 do e-book)
  23. Portela Web. Portela 1968: O Tronco do Ipê. Página visitada em 03/06/2010.
  24. Desfile 1964
  25. a b Enredo 1970
  26. G.R.E.S. Portela Lendas e Mistérios da Amazônia - Academia da Samba
  27. a b c d e Hiram Araujo - Samba Rio Carnaval
  28. Enredo 1972
  29. Desfile 1976 - PortelaWeb
  30. Desfile 1977 - PortelaWeb
  31. Desfile 1978 - PortelaWeb
  32. Portela 1979 - Site oficial
  33. Desfile 1979 - PortelaWeb
  34. Desfile 1980 - PortelaWeb
  35. Desfile 1981 - PortelaWeb
  36. Desfile 1982 - PortelaWeb
  37. Desfile 1983 - PortelaWeb
  38. a b c Desfile 1984 - Portelaweb
  39. JOÃO NOGUEIRA - Samba Rio Carnaval
  40. Desfile 1985 - PortelaWeb
  41. [http:/www.portelaweb.com.br/outro.php?codigo=91&cod_cat=5 Desfile 1986] - PortelaWeb
  42. Desfile 1987 - PortelaWeb
  43. Desfile 1988 - PortelaWeb
  44. Desfile 1989 - PortelaWeb
  45. Desfile 1990 - PortelaWeb
  46. Desfile 1991 - PortelaWeb
  47. Desfile 1992 - PortelaWeb
  48. Desfile 1993 - PortelaWeb
  49. Desfile 1994 - PortelaWeb
  50. Desfile 1995 - PortelaWeb
  51. Desfile 1996 - PortelaWeb
  52. Desfile 1997 - PortelaWeb
  53. Desfile 1998 - PortelaWeb
  54. Desfile 1999 - PortelaWeb
  55. Desfile 2000 - PortelaWeb
  56. Desfile 2001 - PortelaWeb
  57. Desfile 2002 - PortelaWeb
  58. Desfile 2003 - PortelaWeb
  59. Quadra da Portela é invadida em protesto contra a atual presidência - O Globo Online, 29 de abril de 2003
  60. Desfile 2004 - PortelaWeb
  61. a b c d e Desfile 2005 - PortelaWeb
  62. Desfile 2006 - PortelaWeb
  63. Desfile 2007 - PortelaWeb
  64. Desfile 2008 - PortelaWeb
  65. O Globo. Portela é considerada a melhor pelos leitores do Globo On Line. Página visitada em 03/06/2010.
  66. Super Rádio Tupi - cobertura da final do samba da Portela. Página visitada em 03/06/2010.
  67. O Dia. Diogo Nogueira e Ciraninho fazem história na Portela e são tetracampeões de samba. Página visitada em 03/06/2010.
  68. Desfile 2010 - PortelaWeb
  69. SRZD. Presidência cria Gerência de Carnaval para o desfile de 2011. Página visitada em 03/06/2010.
  70. Tudo de Samba. Portela perde um dos carnavalescos. Página visitada em 15/07/2010.
  71. Desfile 2011 - PortelaWeb
  72. Laudo diz que incêndio na Cidade do Samba foi acidental - G1, 3 de março de 2011
  73. Após incêndio, Liesa decide não rebaixar no grupo especial do RJ - G1, 7 de fevereiro de 2011
  74. Após percalços, Portela cresce e faz desfile de alto nível técnico - UOL, 7 de março de 2011
  75. Portela supera incêndio e empolga com desfile sobre mistérios do mar - G1, 7 de março de 2011
  76. A Bahia será homenageada pela Portela no Carnaval 2012 - iBahia, dezembro de 2012
  77. Festas e rituais da Bahia são homenageados em samba enredo da Portela - Mercado e eventos, 3 de dezembro de 2011
  78. Carnaval 2012: Com Bahia, Portela empolga Sapucaí - UOL Notícias, 20 de fevereiro de 2012
  79. Unidos da Tijuca é a escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro de 2012 - Correio Braziliense, 22 de fevereiro de 2012
  80. João Santoro - Carnavalesco (30/08/2012). Após saída de Lucinha e Rogerinho, Portela acerta com o casal Robson e Ana Paula. 23:19. Página visitada em 31/08/2012.
  81. O Dia na Folia (30/08/2012). Portela surpreende e demite casal de mestre-sala e porta-bandeira. 23:19. Página visitada em 31/08/2012.
  82. a b SERGINHO PROCÓPIO É ELEITO O NOVO PRESIDENTE DA PORTELA! 19/05/2013. Carnavalesco]
  83. Rodrigo Coutinho, Carnavalesco.com.br (20/05/2013). Os bastidores da eleição portelense. Página visitada em 21/05/2013.
  84. G1 (08/01/2014). Rio de Janeiro será enredo da Portela no carnaval de 2015. 19h45. Página visitada em 09/01/2014.
  85. SRZD-Carnaval (08/01/2014). Portela já tem enredo para 2015: Cidade Maravilhosa será homenageada. 19h22. Página visitada em 09/01/2014.
  86. Luma de Oliveira será mesmo rainha de bateria da Portela
  87. Substituta de Luma de Oliveira é coroada na Portela (10/12/2009). Página visitada em 04/10/2010.
  88. Luma de Oliveira será mesmo rainha de bateria da Portela
  89. Adriana Bombom não é mais rainha da bateria da Portela
  90. EGO. Sheron Menezes é coroada rainha de bateria da Portela. Página visitada em 30.10.2010.
  91. Foram compostos dois sambas para o concurso, um de Heitor dos Prazeres, outro de Antônio Caetano. O samba de Heitor, Não Adianta Chorar foi o vencedor.
  92. Escolas de Samba no carnaval 2008. papodesamba.com.br. Página visitada em 03/04/2010.
  93. Portal Academia do Samba. Origens dos Desfiles de Carnaval. Página visitada em 20/07/2010.
  94. Portal Academia do Samba. Origens dos Desfiles de Carnaval. Página visitada em 20/07/2010.
  95. Portal Academia do Samba. Origens dos Desfiles de Carnaval. Página visitada em 20/07/2010.
  96. Academia do Samba. 1934. Página visitada em 24/03/2010.
  97. Super-Campeonato
  98. Portela vive êxtase coletivo em sua Feijoada da Vitória. 23:45 (01/06/2013). Página visitada em 02/06/2013.
  99. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Melhor Escola. Página visitada em 07/11/2013.
  100. Academia do Samba. título=Estandarte de Ouro - Melhor Samba Enredo. Página visitada em 07/11/2013.
  101. Academia do Samba. título=Estandarte de Ouro - Melhor Bateria. Página visitada em 07/11/2013.
  102. Academia do Samba. título=Estandarte de Ouro - Melhor Mestre Sala. Página visitada em 07/11/2013.
  103. Academia do Samba. título=Estandarte de Ouro - Melhor Porta Bandeira. Página visitada em 07/11/2013.
  104. Academia do Samba. título=Estandarte de Ouro - Melhor Intérprete. Página visitada em 07/11/2013.
  105. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Melhor Comissão de Frente. Página visitada em 07/11/2013.
  106. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Destaque Feminino. Página visitada em 07/11/2013.
  107. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Melhor Ala. Página visitada em 07/11/2013.
  108. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Personalidade. Página visitada em 07/11/2013.
  109. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Revelação. Página visitada em 07/11/2013.
  110. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Melhor Passista Feminino. Página visitada em 07/11/2013.
  111. Academia do Samba. Estandarte de Ouro - Melhor Passista Masculino. Página visitada em 07/11/2013.

Notas

  1. Algumas fontes sugerem que, na verdade, o "Quem Fala de Nós Come Mosca", fundado em 1923, e o Baianinhas de Oswaldo Cruz, fossem na verdade duas versões de uma mesma agremiação, sendo o Come Mosca uma agremiação infantil, comandado por Dona Esther, e o Baianinhas, uma agremiação formada por adultos, que desfilava com a mesma licença concedida ao bloco infantil. Tais fontes indicariam o acontecimento de uma fusão entre os dois blocos ainda em 1923, originando o Conjunto Oswaldo Cruz.
  2. Alguns estudiosos contestam o ano de fundação da agremaição, como as pesquisadoras Marília Barboza da Silva e Lygia Santos, que acreditam que a Portela, ainda como bloco chamado Conjunto Carnavalesco Escola de Samba de Oswaldo Cruz, tenha sido criada em 11 de abril de 1926. Outros, como o pesquisador Hiram Araújo, defendem que a fundação da Portela teria sido realmente em 1923 e não em 1926, apesar do documento de fundação datado de 1926.
  3. Boa parte dos estudiosos entende que que o primeiro samba-enredo na verdade tenha sido o da Unidos da Tijuca em 1933.
  4. Na verdade, Bambambã já tinha desentendimentos anteriores com Heitor, quando da passagem deste pela Portela, ocasião em Bambambã o havia esfaqueado. Na hora do ocorrido, poucos portelenses perceberam o que estava ocorrendo, porém, posteriormente ao desfile, muitos ficaram a favor de Bambambã, pois julgaram falta de coerência por parte de Paulo da Portela, que tanto havia brigado pelo respeito as cores da escola no desfile, querer desfilar daquela maneira. - Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, pág. 117 (135 do e-book)
  5. Porém, durante as tentativas dos Estados Unidos de construir uma "relação de boa-vizinhança" com os seus vizinhos da América do Sul, Paulo da Portela foi escolhido para ser o modelo da criação do personagem Zé Carioca, bem como para representar o samba no exterior. Por conta disso a Portela excursionou pelos Estados Unidos, e acabou sendo apresentada no evento pelo próprio Paulo da Portela. - Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados, págs. 117 a 120
  6. Conta-se que o Diretor do Departamento de Turismo teria alterado o resultado final para: 1° lugar, Mangueira e 2° lugar, Portela. Entretanto, os mapas chegaram às mãos de Heron Domingues, que leu o resultado final conforme constava inicialmente. Por isso, agremiações como Mangueira e Portela consideram-se campeã e vice-campeã do ano de 1948. - Acadêmia do Samba 1948
  7. A partir deste ano, foram criados dois grupos - no primeiron inscreveram-se escolas de samba com um mínimo de 300 componentes e, no segundo, exige-se um mínimo de 100 componentes. - Acadêmia do Samba 1952
  8. Devido à discordância na contagem dos pontos negativos introduzidos nesse ano no regulamento, as cinco primeiras colocadas foram consideradas campeãs. Oficialmente, a Portela foi a maior pontuadora. - Acadêmia do Samba 1960
  9. A escola comunitária foi criada com o intuito de valorizar as verdadeiras tradições da cultura negra e do carnaval carioca, além de não competir em desfiles.
  10. A partir desse ano, a Portela passou a ter em seu contingente a participação de uma ala com Portadores de Deficiências
  11. A versão do presidente Nilo Figueiredo foi a de que o carro quebrou, embora o diretor de harmonia Chopp tenha alegado que houve falta de combustível no carro - PortelaWeb
  12. Compositores de 1942: Alvaiade e Bibi
  13. Compositores de 1953: Althair Prego e Candeia
  14. Compositores de 1954: Picolino e Waldir 59.
  15. Compositores de 1955: Candeia e Waldir 59.
  16. Compositores de 1956: Candeia e Waldir 59.
  17. Compositores de 1957: Candeia, Waldir 59 e Picolino.
  18. Compositores de 1958: Simeão e Jorge Porqueiro.
  19. Compositores de 1959: Casquinha, Bubu, Candeia, Waldir 59 e Picolino.
  20. Compositor de 1960: Walter Rosa.
  21. Compositor de 1961: Walter Rosa.
  22. Compositores de 1962: Zé Ketti, Batatinha, Carlos Elias e Marques Balbino.
  23. Compositores de 1963: Valter Rosa e Antonio Alves.
  24. Compositor de 1964: Antônio Alves.
  25. Compositores de 1965: Candeia e Waldir 59.
  26. Compositores de 1966: Paulinho da Viola.
  27. Compositores de 1967: Jabolô, Catoni e Waltenir.
  28. Compositor de 1968: Cabana.
  29. Compositores de 1969: Ary do Cavaco e Rubens.
  30. Compositores de 1970: Catoni, Jabolô e Valtenir.
  31. Compositores de 1971: Ary do Cavaco e Rubens.
  32. Compositores de 1972: Cabana e Norival Reis.
  33. Compositor de 1973: David Corrêa.
  34. Compositores de 1974: Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha.
  35. Compositores de 1975: David Corrêa e Norival Reis.
  36. Compositores de 1976: Noca da Portela, Colombo e Edir.
  37. Compositores de 1977: Catoni, Dedé da Portela, Waltenir e Jabolô.
  38. Compositores de 1978: Jair Amorim e Evaldo Gouveia.
  39. Compositores de 1979: David Corrêa, Tião Nascimento e J. Rodrigues.
  40. Compositores de 1980: David Corrêa, Norival Reis e Jorge Macedo
  41. Compositores de 1981: David Corrêa e Jorge Macedo
  42. Compositores de 1982: David Corrêa e Jorge Macedo
  43. Compositores de 1983: Hilton Veneno e Mazinho da Piedade
  44. Compositores de 1984: Dedé da Portela e Norival Reis
  45. Compositores de 1985: Noca da Portela, J. Rocha, Edir e Poly
  46. Compositores de 1986: Ary do Cavaco, Carlito Cavalcante, Vanderlei, Nilson Melodia e Paulinho
  47. Compositores de 1987: Neném, Mauro Silva, Arizão, Isaac e Carlinhos Madureira
  48. Compositores de 1988: Neném, Mauro Silva, Isaac, Luizinho e Carlinhos Madureira
  49. Compositores de 1989: Neném, Mauro Silva e Carlinhos Madureira
  50. Compositores de 1990: Cila da Portela, Espanhol e Sylvio Paulo
  51. Compositores de 1991: Carlinhos Madureira, Café da Portela e Iran Silva
  52. Compositores de 1992: Carlinhos Madureira, Café da Portela e Ary do Cavaco
  53. Compositores de 1993: Wilson Cruz, Cláudio Russo e Jorginho Estrela Negra
  54. Compositores de 1994: Wilson Cruz, Cláudio Russo e Zé Luiz
  55. Compositores de 1995: Noca da Portela, Colombo e Gelson
  56. Compositores de 1996: Jorginho Don, Picolé da Portela, Renatinho do Sambola e Carlinhos Careca
  57. Compositores de 1997: Doutor, Renato Valle, Tonico da Portela e Eli Penteado
  58. Compositores de 1998: Noca da Portela, Colombo, J. Rocha, Darcy Maravilha e Celino Dias
  59. Compositores de 1999: Noca da Portela, Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha
  60. Compositores de 2000: Amilton Damião, Ailton Damião, Edynel, Zezé do Pandeiro e Edinho Leal
  61. Compositores de 2001: Flávio Bororó, Zeca Sereno, Wagner Alves e Paulo Aparício
  62. Compositores de 2002: David Corrêa, Grillo e Naldo
  63. Compositores de 2003: Caixa d'Água, Alexandre Fernandes, Júlio Alves
  64. Compositores de 2005: Noca da Portela, Darcy Maravilha, J. Rocha e Noquinha
  65. Compositores de 2006: Mauro Diniz, Ary do Cavaco, Júnior Scafura, Marquinhos de Oswaldo Cruz e Naldo
  66. Compositores de 2008: Júnior Scafura, Diogo Nogueira, Ciraninho, Ary do Cavaco e Celsinho de Andrade
  67. Compositores de 2009: Ciraninho, Wanderley Monteiro, Diogo Nogueira, L.C. Máximo e Júnior Escafura
  68. Compositores de 2010: Ciraninho, Rafael dos Santos, Diogo Nogueira, Naldo e Junior Scafura
  1. Esta categoria foi extinta em 1986

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]