Evaldo Gouveia

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Evaldo Gouveia
Informação geral
Nome completo Evaldo Gouveia de Oliveira
Nascimento 8 de agosto de 1928 (86 anos)
Origem Iguatu, Ceará
País  Brasil
Gênero(s) MPB
Instrumento(s) Vocal
Violão
Período em atividade 1949-presente
Gravadora(s) Som Livre
Afiliação(ões) Trio Nagô
Jair Amorim
Página oficial www.evaldogouveia.com.br

Evaldo Gouveia de Oliveira (Iguatu, 8 de agosto de 1928) é um músico compositor, cantor e violonista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos seis anos, já cantava num sistema de alto-falantes na praça de sua cidade, Iguatu, no Ceará. Aos onze, mudou-se para Fortaleza para estudar. Nessa época, trabalhava como feirante e não dispensava o violão nas horas de folga.

Aos dezenove anos, passou a tocar violão num conjunto e acabou conseguindo um contrato numa rádio local. Em 1950, formou o Trio Nagô, com Mário Alves (seu alfaiate) e Epaminondas de Souza (colega de boêmia). Após representar o estado do Ceará no programa Cesar de Alencar, na Rádio Nacional, o grupo foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e posteriormente pelas boates Vogue (RJ) e Oásis(SP). Dois anos depois, iniciaram um programa semanal na Rádio Record (SP) que duraria pelos cinco anos seguintes.

Em 57, Evaldo compôs sua primeira música, "Deixe que Ela Se Vá" (com Gilberto Ferraz), obtendo sucesso na voz de Nelson Gonçalves. No mesmo ano, fez "Eu e Deus", com Pedro Caetano, gravada por Nora Ney, entre outras. A partir de julho de 1958, quando conheceu o também compositor Jair Amorim na UBC, sua carreira deslanchou definitivamente.

Logo no primeiro dia de contato, compuseram "Conversa", gravada inicialmente por Alaíde Costa, em 1959. Essa seria a primeira de uma série de 150 músicas compostas pela dupla nos dez anos que se seguiram, normalmente sambas-canções abolerados, cujo primeiro grande sucesso de vendas foi "Alguém Me Disse", lançada por Anísio Silva em 60. Em 1962, o Trio Nagô se desfez com a saída de Mário Alves, mas Evaldo prosseguiu compondo diversas pérolas com Jair, tais como "Poema do Olhar" (gravado por Miltinho) e o bolero "E a Vida Continua", sucesso nas vozes de Morgana e Agnaldo Rayol.

No ano seguinte, 63, Altemar Dutra foi içado ao sucesso justamente com um bolero da dupla, "Tudo de Mim". A partir daí, passou a ser seu intérprete mais constante, colecionando sucessos como os sambas-canções/boleros "Que Queres Tu de Mim", "Somos Iguais", "Sentimental Demais", "Brigas", "Serenata da Chuva" e as marchas-rancho "O Trovador" e "Bloco da Solidão". Moacyr Franco também vendeu muitos discos com o bolero "Ninguém Chora por Mim", em 62, assim como Cauby Peixoto no ano seguinte com "Ave Maria dos Namorados", lançada por Anísio Silva pouco antes.

Outros que fizeram sucesso com músicas da dupla foram Wilson Simonal, "Garota Moderna", 1965, Agnaldo Timóteo, "Quem Será", 1967, Jair Rodrigues, "O Conde", 1969, a escola de samba Portela, "O Mundo Melhor de Pixinguinha", 1973, Maysa, "Bloco da Solidão", 1974, Ângela Maria, "Tango para Teresa" 1975, Jamelão, "Certas Mulheres" 1977, Dalva de Oliveira "E a Vida Continua", além de Elymar Santos, Chitãozinho e Xororó, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Emílio Santiago, Julio Iglesias, Cris Braun, Ana Carolina, Simone, Fafá de Belém, dentre muitas regravações.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]